• Nenhum resultado encontrado

O procedimento de coleta de dados seguido para o levantamento na base Thomson Innovation consistiu na observação/análise de documentos de patentes depositadas pelas ICTs do Brasil. Para o desenvolvimento da pesquisa, as seguintes etapas foram seguidas: na página inicial da plataforma (www.thomsoninnovation.com), após o login (com o email e o password de acesso, visto que o acesso é restrito), no ícone patent search, com o critério de pesquisa por meio de assignee/applicant (a quem a propriedade da patente pertence), foram levantadas as patentes pelo nome completo e sigla de cada ICT, conforme o relatório de Política de Propriedade Intelectual das Instituições Científicas e Tecnológicas do Brasil (Relatório Formicit 2012, 2013, pp. 54-57) (vide ANEXO 1).

Importante notar que a busca realizada por nome completo e sigla de cada ICT como disposto no Relatório Formicit 2012 (2013) teve, primeiramente, um levantamento aqui apresentado como fator ‘BR’. Isso significa que foram levantados todos os depósitos de patentes na base Thomson Innovation produzidas por entidades do Brasil, por isso assim considerado critério ‘BR’, e uma posterior separação de dados manualmente, com as informações sobre as patentes das ICTs em estudo, para o efetivo levantamento dos dados.

A separação dos dados aqui especificada condiz a ‘exclusão’ de patentes não pertencentes a quaisquer das ICTs listadas no relatório do MCTI. Isto é, como o objeto de análise deste estudo está vinculado a caracterização e quantificação de depósitos de patentes pelas 160 ICTs listadas em tal relatório, dentre as 193 instituições integrantes, quaisquer dado diferente disso não foi considerado.

11 Esta etapa da pesquisa fora realizada entre os meses de setembro e outubro de 2014.

Na Base Thomson Innovation, a busca ocorreu via publication country (país de publicação), application country (país do pedido de depósito da patente) e priority country (o país com o primeiro pedido de depósito da patente). Considera-se que, a partir do momento que foram buscados os depósitos das ICTs por estas três aplicações, foi possível dirimir eventuais falhas que tenham ocorrido no cadastro de uma patente pela variação do nome e sigla. Importante notar que as buscas foram centradas por nome e sigla de cada ICT, por mais distintas e/ou equivocadamente cadastradas em relação ao nome e sigla ‘oficiais’.

Um exemplo de como essa busca foi realizada está no seguinte: foi utilizado como base o nome especificado no relatório do MCTI, ou seja, “EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA”, cuja sigla é “Embrapa”. Com a seleção do critério aqui especificado ‘BR’, para esta ICT foram encontradas variações como “Empresa Brasileira De Pesquisa Agropecuaria – Embrapa”,

“4deemedEMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMBRAPA,BR”, “EMBRAPA PESQUISA AGROPECUARIA”, “EMRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMBRAPA,BR”, “EMBRAPA-EMPRESA BRASILEIRA PESQUISAS AGR,JP”, dentre outras. Assim, para esse caso, a busca foi feita com todas as variações encontradas para o nome da ICT. O mesmo procedimento foi adotado para as demais.

Após a mineração dos dados das patentes realizada manualmente/visualmente para cada uma delas e da união de eventuais variações no nome e sigla das ICTs com a apresentada no Relatório Formicit 2012 (2013), foi realizada a busca dos depósitos de patentes pelas 160 ICTs presentes em tal relatório na base Thomson Innovation. A busca consistiu no levantamento de distintas possibilidades de escrita de um nome e sigla de uma ICT. Sendo assim, acredita-se na possibilidade do levantamento ter sido feito da maneira mais completa possível de tais depósitos por cada uma das ICTs indicadas.

Um ponto considerado é que, a partir da busca feita em tal base, foram identificadas também a presença de 24 depósitos de patentes com ICTs como titulares, mas sem informações relativas ao código da patente, pois somente titulares e ano eram fornecidos. Desse modo, eles foram contabilizados nos quesitos que poderiam ser identificados.

A base Thomson Innovation possibilitou que a pesquisa realizada fosse salva, que as patentes encontradas fossem “baixadas”, dentre outros, em arquivos em

formato .xlsx, ou seja, de planilhas do programa Excel. Diante disso, foram feitos os downloads de todas as patentes levantadas na pesquisa de cada ICT no ícone de Patent Result Set.

O objetivo desse levantamento de dados secundários, via etapas acima descritas, consistiu em encontrar todos os depósitos de patentes por cada ICT considerada neste estudo. Isso possibilitou a análise de cada patente, seja por quais as áreas tecnológicas em que foram feitos os depósitos (IPC/CIP), pela localização das ICTs (para identificação da existência de aglomeração geográfica ou temática), a quantidade deles, dentre outras. Esses dados foram tratados no software Excel (3.2.2 – Tratamento dos dados), para a caracterização e quantificação da produção de depósitos de patentes pelas ICTs do Brasil.

3.2.1 Seleção dos casos: população e amostra

A seleção dos objetos de análise, ou seja, dos depósitos de patentes pelas ICTs do Brasil, está pautada no relatório de Política de Propriedade Intelectual das Instituições Científicas e Tecnológicas do Brasil (2013), apresentado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em que há a apresentação de 193 instituições, sendo que, destas, constam 160 ICTs.

Importante ressaltar que, para ser considerada uma ICT, conforme preceitua o parágrafo V, artigo segundo, da Lei da Inovação (10.973/2004), é preciso que seja um órgão ou entidade pública, cuja missão institucional esteja em desenvolver pesquisas básicas ou aplicadas de caráter científico e tecnológico.

Diante disso, a população, que “é o agregado de todos os casos que se adequam a algum conjunto de especificações pré-definidas” (SELLTIZ;

WRIGHTSMAN; COOK, 1987, p. 81), condiz a todos os depósitos de patentes pelas 160 ICTs do Brasil. A busca na base Thomson Innovation centrou-se nas informações que dizem respeito apenas a essas instituições (ANEXO 1).

Em adição, a amostra diz respeito a alguns elementos que possibilitam a compreensão de algo sobre a população. Nesse estudo, a amostra foi composta por todos os depósitos de patentes das ICTs do Brasil identificadas na base Thomson Innovation nos últimos 10 anos (2004-2013).

3.2.2 Tratamento dos dados

O tratamento e análise de dados é uma etapa primordial à pesquisa, visto que é nesta que a construção do que se quer demonstrar surge. A verificação das informações obtidas por meio da análise de patentes é que levam aos resultados que caracterizam a produção tecnológica das 160 ICTs do Brasil. Logo, cabe ao pesquisador dispor de técnicas (ou uma técnica) que possibilite o desenrolar de seu estudo, o tratamento das informações contidas nos dados obtidos na coleta.

Ponto a se notar é que o corte temporal para o tratamento dos dados depende de cada ICT, isso porque cada uma apresenta diferentes períodos de depósito das patentes na base Thomson Innovation. No entanto, como foram levantadas todas as patentes cadastradas pelas ICTs do Brasil, foram consideradas todas as dos últimos dez anos (2004-2013) com o intuito de complementar e/ou desenvolver os estudos realizados por Póvoa (2008) e Amadei e Torkomian (2009), além de propor perspectivas e/ou considerações sobre o desenvolvimento tecnológico mais atualizado possível pelas ICTs do Brasil.

Diante desses aspectos, como a predominância das informações está em dados secundários, ou seja, depósitos de patentes das ICTs em questão presentes na base de dados Thomson Innovation, foi realizada a análise dos dados via software ‘Excel’. Neste, os dados foram tabulados, unidas as informações das patentes, como da localização geográfica das ICTs, de parcerias, dentre outras, e desenvolvidas estatísticas sobre cada caso. Em eventuais dúvidas surgidas no decorrer do tratamento dos dados, foi contactado o órgão e/ou ICT em questão para tentar esclarecê-las, embora nem sempre o retorno dos questionamentos tenha sido obtido.