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CAPÍTULO 4 METODOLOGIA

4.9 PROCEDIMENTOS DE COLETA, TRATAMENTO E ANÁLISE DOS DADOS

4.10.2 Procedimentos de análise do Corpus epistolar

Como já foi exposto, o corpus textual está agrupado em dois conjuntos: a) o corpus textual primário e b) o corpus textual contextual. Esta sessão sobre os procedimentos de análise está organizada em dois momentos.

Inicialmente foi considerado, como procedimento, apenas a análise das orações principais para examinar o sistema de Transitividade. No entanto, uma leitura mais detida dos extratos revelou estruturas como o apagamento do participante principal, orações sem processos, e complexos oracionais nos quais a construção do sentido foi deslocada para dentro da oração hipotática, revelando uma estratégia retórica incomum. Dessa forma, foi decidido proceder à análise das orações complexas para descrever as relações lógico-semânticas nelas contidas a fim de evidenciar padrões não só de transitividade, como de elementos conectivos nas orações.

4.10.2.1 Procedimentos de análise dos Corpora: textual primário

A perspectiva da Gramática Sistêmico-Funcional foi usada na análise dos extratos de carta do corpus textual primário. Cada oração foi analisada pela perspectiva da gramática do significado experiencial da metafunção Ideacional e nela, o Sistema de Transitividade. A análise Sistêmico-funcional do Sistema de Transitividade para os extratos de cartas do corpus primário seguiu, em linhas gerais, o modelo abaixo:

Quadro 14: Tipos de processos e participantes

Agente Processo Participantes Circunstância

Ator Experienciador Portador Comportante Dizente Existente Material Mental Relacional Comportamental Verbal Existencial Meta Fenômeno Atributo/identificado Comportamento Verbiage/ Receptor Existente As circunstâncias ocorrem em qualquer uma dessas categorias são elas de:

Extensão, Localização, Modo,

Causa, Contingência e Acompanhamento.

Alguns procedimentos foram levados em consideração para fazer análise das cartas:  Fiz uma análise preliminar de dois excertos de cartas para identificar o que esses

excertos tinham a oferecer em termos de processos e outras ocorrências do uso léxico-gramatical.

 Procurei ler nos extratos o que havia em comum em todas as sentenças. Esta busca preliminar ajudou a revelar como os significados são expressos. Os dados explicitaram as categorias, por exemplo, se houve muita modalização, se havia uma categoria sociológica e neste caso foi preciso verificar como a estrutura lexicogramatical manifestou esse conteúdo para apreender o sentido construído pelo uso da modalização e qual o propósito deste uso. Por exemplo, observei que a ausência / falta de participantes na oração é muito presente nas cartas de Van Gogh e podia ser vista como uma categoria.

 Fiz um levantamento quantitativo para ver quais os processos eram mais recorrentes. Por exemplo, se ocorria muito processo mental, relacional ou comportamental – esses poderiam ser comentários avaliativos.

 A interpretação qualitativa analisa a ocorrência das estruturas léxicogramaticais nas cartas para depois triangular estes resultados com os resultados da análise das telas. Nesta fase da triangulação, a análise se preocupou com os processos que formavam algum tipo de relação de correspondência ou não com os processos e

representações identificados nas telas. Após a análise de cada oração, foram verificados os dados categorizados para tentar induzir hipóteses a partir do que as estruturas evidenciaram. Tentei deduzir padrões que se relacionavam ou explicitavam sentidos condensados nas telas a partir das recorrências de escolhas que Van Gogh fez, ou da explicitação das escolhas que ele deixou de fazer, disponíveis na gama de alternativas potenciais em detrimento de outras escolhas.  Partí de categorias sociológicas e artísticas tais como identidade, incompletude e

transparência para chegar às categorias linguísticas.

 Identifiquei em cada oração como está representado o ator social. Para isso, procurei nos dados o que eles têm a dizer sobre o agente.

 Analisei como estão estruturados nas orações os Participantes, Processos e Circunstâncias.

Quadro 15: Modelo de análise da transitividade por oração Oração

Ideacional Participante Processo Participante Circunstância

 Verifiquei na transitividade quais são os processos e de que forma eles constroem os significados.

 A análise e descrição dos Processos se fundamentaram em Halliday e Matthiessen (2004). A classificação foi feita no contexto da análise das orações isoladamente, deixando as discussões sobre a análise das imagens ou fac-símile dos originais das cartas para uma pesquisa futura.

 A análise restringiu-se aos extratos que se referem às telas analisadas e não abrange cada carta na sua íntegra nem as imagens que pertencem ao texto epistolar. Não se trata de ignorar a importância das imagens que foram produzidas nas cartas cujos extratos são analisados nesta pesquisa, mas focalizar os procedimentos de análise para atender o objetivo aqui proposto.

Os procedimentos de análise das cartas têm duas etapas: descrição e interpretação.

a) Procedimentos de descrição:

Para Butt et al. (2000), a escolha de diferentes constituintes nos permite a representação da experiência de diferentes formas e a descrição da oração nos ajuda a revelar o potencial de significação que a oração tem para representar a experiência humana.

Butt et al. (2000) argumentam que o valor em descrever a língua em termos da gramática experiencial está na possibilidade de explicitar de forma sistemática ―a matriz de opções disponíveis para a tomada de significados sobre a experiência humana em uma oração‖ (BUTT et al., 2000, p. 77).

Na primeira etapa dos procedimentos de análise, descrevi estas escolhas a fim de compreender como o significado, a função e a estrutura estão articuladas. Com essa finalidade, foram observados os seguintes constituintes da oração:

 os tipos de processos que podem constituir o núcleo verbal de uma oração.

 os papéis desempenhados pelos participantes, que se relacionam com cada tipo de processo.

 os tipos de circunstâncias que podem descrever os processos.

Na etapa de descrição, foram exploradas as funções que cada uma das escolhas gramaticais analisadas desempenha para representar o significado experiencial na oração e as estruturas nas quais o significado experiencial foi expresso.

Butt et al. (2000) destacam que a distinção entre os diferentes tipos de processos revela os padrões estruturais na oração de forma que ―se considerarmos que existem diferentes tipos de orações constroem diferentes tipos de significado as diferenças na estrutura serão reveladas como funcionais‖ (BUTT et al, 2000, p.77-78).

b) Procedimentos de interpretação:

De acordo com Butt et al (2000), a estrutura da oração pode ser descrita por meio de seus campos potenciais disponíveis para construir o sentido experiencial. O campo do Processo tem o potencial de alcançar uma função material ou relacional. Os grupos verbais são as estruturas que realizam essa função.

Ele argumenta que as escolhas ao preencher estes campos são motivadas por:  a finalidade que desejamos alcançar com o texto;

Com base na descrição das orações analisadas estas duas categorias foram empregadas para basear a interpretação do discurso epistolar de Van Gogh:

 a finalidade que ele desejava alcançar com o texto;

 o contexto imediato da situação em que ele se encontrava ao produzir a carta. Estas informações foram pesquisadas em fontes documentais e relatos de biógrafos e historiadores a fim de sondar sua relação com os elementos explicitados na etapa da descrição.

A interpretação se baseou também em perguntas de sondagem propostas por Butt et al. (2000) para explorar o significado experiencial nas estruturas das orações nos textos.

A análise em torno das categorias de Processo, Participante e Circunstância e suas subcategorias diferentes serão o foco para interpretar a descrição do Sistema de Transitividade nas orações analisadas. O uso dessas categorias oferece um caminho para fazer perguntas a fim de sondar a estrutura de uma oração sobre o seu significado experiencial.

Algumas destas perguntas são exemplificadas em Butt et al. (2000):

 Qual é o processo ou o grupo verbal em questão? Que função ele desempenha na oração? Ele envolve alguma ação física ou material; ou identifica e descreve e relaciona; ou diz ou percebe algo?

 A ação é feita por quem ou o que, que a está relacionando, percebendo ou dizendo?

 Para quem ou para o que a ação está sendo feita, relacionada, dita ou sentida?  A oração que diz ou percebe algo projeta outra oração? É uma fala citada ou

direta, ou é uma fala indireta ou relatada? Na oração o pensamento é direto ou citado, indireto ou relatado?

A ação acontece quando, onde, como, porque, com quem ou o que, por quanto tempo? As respostas para estas perguntas de sondagem do sentido experiencial revelam os padrões estruturais da linguagem ao explicitar:

a) a forma como um grupo nominal extremamente longo e complexo pode permanecer como uma unidade funcional dentro de uma oração;

b) uma oração (mais conhecida como oração substantiva) pode assumir o significado potencial de um campo de participante dentro de outra oração, tornando-se um constituinte dessa oração.

Foram observadas as ocorrências de nominalização, metáfora gramatical (um processo no qual ocorre uma alteração no alinhamento entre um significado e sua expressão

gramatical). Quando ocorre nominalização, a metáfora gramatical ocorre porque um evento que é experienciado na vida real e pode ser representado na linguagem como um processo, é representado como um participante em uma forma substantivada. A ocorrência de nominalizações no discurso epistolar de Van Gogh pode ser uma chave importante para compreender como ela impacta na estrutura da oração bem como, como as escolhas gramaticais para a construção dos sentidos são expressas nas orações.

De acordo com Butt et al (2000) as escolhas que são feitas na gramática experiencial para produzir textos têm duas motivações:

a) O propósito que queremos alcançar com o texto

b) O contexto da situação imediata em que o texto é produzido

A estrutura de um texto está diretamente ligada ao seu propósito geral e emerge a partir da forma que as palavras e estruturas gramaticais são usadas na construção do texto e na forma como ele se desenvolve.

A etapa da interpretação direciona a atenção para como esses dois aspectos contextuais encontram seu caminho dentro das orações analisadas. Para ajudar a iluminar as escolhas na representação experiencial que Van Gogh fez nos excertos analisados, estes dois aspectos mais amplos sugeridos por Butt et al. (2000) foram levados em consideração, mas para aprofundar a compreensão da dimensão artística do discurso epistolar de Van Gogh, levei em consideração um terceiro critério:

c) O contexto de cultura no qual o texto foi produzido.

Estes três aspectos foram investigados com a ajuda de fontes documentais, relatos biográficos e historiográficos já citados no capítulo 1.

Para isso, foi observada a forma como as palavras e estruturas que expressam significados experienciais estão colaborando com a estrutura das orações e com o seu propósito final.

Butt et al. (2000) ressaltam alguns critérios que ajudam a explicitar nas narrativas a forma como as palavras e estruturas estão construindo o significado experiencial na oração:

1) Na Orientação para:

 como as pessoas, lugares e coisas são introduzidos por processos existenciais na narrativa;

 as circunstâncias que definem um lugar e um tempo para a narrativa;

 como os processos relacionais são empregados para identificar e descrever as personagens;

 quais são os processos materiais usados para introduzir a ação realizada pelas personagens;

2) Na Complicação para:

 qual é a sequência de processos materiais usados para manter a ação em andamento;

 quais são os processos verbais usados para retardar a ação, projetando enquanto isso o que as personagens estão verbalizando;

 como os processos relacionais e mentais são empregados para congelar a ação, criar suspense, revelar pensamentos e sentimentos das personagens e avaliar o que está acontecendo;

3) na resolução e /ou retomada para:

 quais processos relacionais revelam mensagem da narrativa?

A análise se baseou neste tipo de exploração a fim de revelar os padrões gramaticais que estruturaram diferentes orações. Por exemplo, van Gogh usava muitos processos relacionais para identificar, descrever e atribuir identidade para suas telas e ainda que a maior parte dos processos sejam materiais, as orações semanticamente mais significativas para analisar o discurso artístico foram construídas em sua maior parte com o uso de processos relacionais. Dessa forma, os processos relacionais, ainda que não representem a maior parte dos processos encontrados no corpus, estavam nas orações com maior carga de sentido e relevância para a o foco da investigação: o discurso artístico. Essas orações com processos relacionais serão descritas e interpretadas na análise do corpus textual no capítulo 5.

Os construtos léxicogramaticais codificam experiências de mundo em contextos de situações cotidianas. Para analisar as narrativas de van Gogh, levando em consideração o contexto de sua prática artística foi preciso explorar a escolha de palavras e expressões técnicas ou relacionadas com o universo da sua prática artística e discursiva. Por exemplo, quando ele diz: ―Agora há uma noite sem preto‖, ele ressalta a circunstância de tempo, e do ineditismo que significa, a existência de algo apenas a partir de agora. Esta escolha também implica a construção de que antes não havia. Dessa forma, para identificar as estruturas que revelam um pensamento sobre arte e sobre pintura que é mais abrangente e geral, foram observadas:

a) a escolha das palavras e como Van Gogh colocou essas palavras em grupos, frases, orações e complexos oracionais que codificam as relações especializadas com o assunto que ele está representando;

b) a escolha dos participantes que representam categorias, conceitos e processos mais gerais ao invés de representar pessoas ou eventos cotidianos mais específicos; c) o uso de nominalizações, de forma que seja possível:

 codificar como substantivos os eventos e série de eventos;

 em um grupo nominal estes substantivos podem se tornar Coisa, de forma que o evento ou processo possa ser quantificado, classificado, descrito e/ou avaliado;  na oração, o grupo nominal que ocorre por meio de uma nominalização passa a

ter um papel de Participante;

d) identificar, descrever, classificar e definir pelo uso de processos relacionais; e) nas cláusulas em que os eventos reais são codificados como Participantes e não

podem ser representados como Processos, usar processos relacionais;

f) para aumentar a precisão e identificar as condições ou restrições, o uso de Circunstâncias;

Outro aspecto apontado por Butt et al. (2000) como importante para a interpretação dos dados é a forma como a gramática experiencial representa Campo. Será observado como Van Gogh usou a gramática experiencial para construir um ambiente no qual seu leitor ficaria imerso e no qual ele desenvolve as personagens de suas narrativas. Para compreender como Van Gogh constrói seu mundo narrativo, devo aplicar os critérios sugeridos por Butt et al (2000), observando o uso de:

 circunstâncias para localizar a história narrada em um tempo e lugar;

 processos existenciais para introduzir o seu leitor para os lugares, pessoas, e objetos do seu universo na narrativa;

 processos relacionais para identificar e descrever as personagens em sua narrativa;  grupos nominais que expressam os papéis dos participantes para revelar as

qualidades das personagens;

 processos materiais para revelar o que está acontecendo no universo da sua narrativa;

 processos de projeção para revelar o universo interior das personagens na narrativa;

 gramática experiencial para combinar dois campos de experiência na mesma história: por exemplo, um mundo de lembranças e um mundo cotidiano; um mundo imaginário e um mundo real. No caso de van Gogh, encontramos uma grande ocorrência do uso da gramática experiecial para misturar dois campos, o do mundo real e o do mundo que acontece em suas telas. Por isso, a noção de gramática experiencial e o campo são muito importantes na interpretação do corpus das cartas, pois ora está falando desde o mundo real onde há uma tela com coisas nela, ora a tela deixa de existir na narrativa pois passamos para dentro dela. A exploração do campo poderá auxiliar a revelar o vocabulário e as estruturas que são relevantes nas passagens entre estes dois mundos representados por van Gogh: o mundo real e o mundo de suas telas.

Butt et al. (2000, p. 81) afirmam que a ―exploração da gramática experiencial, portanto, revela muito sobre a visão de mundo expressa em um texto‖. Dessa forma, procurei encontrar inscrita nas escolhas das palavras e na forma como as estruturas foram sequenciadas para construir as orações, a visão de mundo de Van Gogh e nela suas concepções pictóricas e artísticas.

Para descrever e interpretar as orações analisadas pela perspectiva da gramática experiencial, as palavras e as estruturas escolhidas por Van Gogh foram observadas a fim de evidenciar como ele percebe e experimenta o que está acontecendo no mundo.

Com o intuito de explorar a visão de mundo expressa na gramática experiencial dos extratos das cartas a serem analisados irei aplicar as diretrizes propostas por Butt et al (2000).

1) Considerar os eventos em que a narrativa se baseia. Pensar acerca de todos os eventos que poderiam ter ajudado a constituir ou contribuir com o incidente ou que aconteceram como resultado deste incidente. Depois observar como esses eventos estão representados como Processos na narrativa, analisando:

 a existência de acontecimentos que não estão representados na história. Por que isso ocorre desta forma? Que impacto isso pode ter sobre a percepção do leitor acerca do acontecimento?

 como Van Gogh representou os eventos em termos de processos. Se o processo é material, relacional ou por meio dos processos de projeção:

 se a narrativa representa principalmente ações, relacionando identidades e descrições ou se projeta as palavras e os pensamentos das pessoas. Neste caso, as

palavras e os pensamentos das pessoas representadas são citados diretamente ou relatados indiretamente?

 que efeito a representação dos eventos tem na percepção do leitor acerca do incidente, na forma como eles foram representados nas estruturas gramaticais? 2) Ao levantar todas as pessoas que têm uma participação nos eventos da narrativa,

observar quais são aquelas que são representadas nos papéis dos participantes na narrativa quais são aquelas que não são.

 Procurar responder por que algumas pessoas foram representadas como participantes e outras não?

 Que efeito estas escolhas têm sobre a forma como o leitor percebe o incidente narrado?

3) Identificar como os tipos de papéis dos participantes usados para diferentes categorias de pessoas revelam:

 quais pessoas são representadas como ator que faz a ação e que ação elas fazem;  quais pessoas são representadas como dizentes cujas palavras são ouvidas e o

que essas pessoas chegam a dizer;

 quais pessoas são representadas como Experienciador, cujos pensamentos e sentimentos são revelados e quais dos seus pensamentos e sentimentos são revelados;

 quais pessoas são representadas como a Meta, ou seja, pessoas que recebem a ação e que ações foram feitas para elas;

 quais pessoas são representadas como Receptor (pessoas para quem as coisas são ditas) e o que é dito para elas;

 quais pessoas são representadas como Fenômeno (as pessoas que estão projetadas na narrativa pelos pensamentos de outra pessoa) e como essas pessoas são projetadas;

 como os processos relacionais são utilizados para identificar e descrever pessoas diferentes. Como a forma como as pessoas são representadas nas estruturas gramaticais afeta a percepção que o leitor tem do incidente e das pessoas envolvidas nele?

4) Anotar as palavras usadas no interior dos grupos nominais que expressam os papeis dos Participantes. Esta investigação revela em um nível mais delicado

como diferentes pessoas são representadas no texto. Para isso foi preciso observar como certos tipos de pessoas estão representados:

 com palavras que têm uma sensação positiva ou negativa (por exemplo, vagabundos, senhorio);

 em termos de relações familiares (por exemplo, esposa, irmão) e em termos do papel na comunidade (prefeito, artista).

 Como a seleção das palavras pode afetar a percepção do leitor sobre o incidente e as pessoas envolvidas nele?

5) Observar se as Circunstâncias esclarecem os processos, em termos de tempo, lugar, maneira ou causa e o efeito que isso tem sobre a percepção que os leitores têm dos eventos narrados;

6) Procurar padrões da gramática experiencial que:

 contribuem para a estrutura e finalidade de todo o texto; procurar a finalidade e estrutura do texto na forma como ele se manifesta e é revelado na gramática experiencial;

 constroem o campo da situação imediata; descrever a natureza do campo. Como o campo é representado no vocabulário e nas estruturas gramaticais do texto? Por exemplo, é um campo do cotidiano ou um campo representado nas telas? É um campo literário ou uma combinação de campos?

 como a visão de mundo está representada na gramática experiencial manifesta no texto?

 relacionar os achados sobre a ocorrência da gramática experiencial no corpus às necessidades do problema e dos objetivos de pesquisa;

4.10.2.1.2 Categorias da LSF usadas na análise do corpus textual primário