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Procedimentos de limpeza na sala de vacinação

No documento de Procedimentos para Vacinação (páginas 47-52)

Observação:

Quando usar sabão em pó, colocar para cada cinco litros de água uma colher de sopa do sabão.

• recolher o lixo do chão com a pá, utilizando vassoura de pêlo envolvida em pano úmido;

• recolher o lixo do cesto, fechando o saco corretamente;

Observação:

O saco de lixo é descartável e nunca deve ser reutilizado.

• limpar os cestos de lixo com pano úmido em solução desinfetante;

• iniciar a limpeza pelo teto, usando vassoura de pêlo envolvida em pano seco;

• limpar as luminárias, lavá-las com sabão, secando-as em seguida;

• limpar janelas, vitrôs e esquadrias com pano molhado em solução desinfetante; continuar a limpeza com pano úmido e finalizar com pano seco;

• lavar externamente janelas, vitrôs e esquadrias com vassoura de pêlo (ou escova) e solução desinfetante, enxaguando-os em seguida;

• limpar as paredes (revestidas com azulejos ou pintadas a óleo) com pano molhado em solução desinfetante e completar a limpeza com pano úmido;

• limpar os interruptores de luz com pano úmido;

• lavar as pias e torneiras da seguinte forma:

− as de inox, com esponja e solução desinfetante;

− as de louça, com esponja, água e sapóleo;

− enxaguar e passar um pano úmido em solução desinfetante;

• limpar o chão com vassoura de pêlo envolvida em pano úmido com solução desinfetante e, em seguida, passar pano seco.

Observações:

Não varrer o chão para evitar a dispersão do pó no ambiente.

Fazer a limpeza do fundo para a saída, tantas vezes quantas forem necessárias, até que o ambiente fique limpo (três vezes no mínimo).

3.2. Cuidados com o lixo da sala de vacinação

O lixo da sala de vacinação é caracterizado como lixo perigoso e lixo comum.

É considerado lixo perigoso:

• o material biológico: sobras diárias de imunobiológicos ou produtos que sofreram alteração de temperatura, ou com prazo de validade vencido;

• os resíduos perfurantes: agulhas, ampolas de vacinas ou vidros que se quebram facilmente; e

• os outros resíduos infectantes: seringas descartáveis, algodão e papel absorvente.

Os demais resíduos da sala de vacinação são considerados lixo comum.

O lixo perigoso, por conta de sua composição, recebe cuidados especiais na separação, no acondicionamento, na coleta, no tratamento e no destino final.

O responsável pela limpeza da sala de vacinação faz, também, a identificação e a separação dos resíduos, bem como o tratamento (realizado na própria sala) das sobras diárias de imunobiológicos ou daqueles que sofreram alteração de temperatura, ou que estão com prazo de validade vencido, além do tratamento dos outros resíduos perfurantes e infectantes.

3.2.1. Separação

A separação entre o lixo perigoso e o lixo comum, feita no local de origem, ou seja, na própria sala de vacinação, apresenta as seguintes vantagens:

• permite o tratamento específico e de acordo com as necessidades de cada categoria;

• impede a contaminação do lixo como um todo;

• permite que as medidas de segurança sejam adotadas ainda na sala de vacinação; e

• facilita a ação em caso de acidentes ou de emergência.

3.2.2. Acondicionamento e armazenamento do lixo

O acondicionamento, específico para cada tipo de lixo, é realizado da seguinte forma:

• acondicionar em recipiente de material resistente os resíduos especiais, ou lixo perigoso, como seringas e agulhas descartáveis (figura II-5);

• usar o recipiente de material resistente até completar dois terços de sua capacidade, independente do número de dias;

• acondicionar os frascos contendo restos de vacina, após tratamento adequado, no mesmo recipiente de material resistente usado para as seringas e agulhas;

• acondicionar em saco plástico, cor branco-leitosa, o recipiente rígido onde foram colocadas as seringas e agulhas, os vidros das sobras diárias de imunobiológicos ou daqueles que sofreram alteração de temperatura, ou que estão com prazo de validade vencido, bem como as ampolas quebradas;

• acondicionar em sacos plásticos, na cor azul ou verde, os resíduos sólidos ou semi-sólidos e os resíduos comuns.

Observações:

Todo resíduo infectante a ser transportado é acondicionado em saco plástico branco e impermeável.

Para garantir a segurança não misturar os vários tipos de lixo.

Fechar e vedar completamente os sacos plásticos antes de encaminhá-los para o transporte.

Figura II-5 - Caixa para descarte de resíduos perfurantes e infectantes como seringas, agulhas, sobras de vacinas bacterianas, soros...

3.2.3. Tratamento de imunobiológicos considerados infectantes

Tratamento adequado do lixo é qualquer processo capaz de modificar as características físicas, químicas e biológicas dos resíduos dos serviços de saúde. Esses processos, executados dentro de condições de segurança e com eficiência comprovada, deixam o lixo de acordo com os padrões indicados para uma determinada forma de disposição final.

Os imunobiológicos, que têm na sua composição produtos de bactérias mortas, ou vírus inativados, ou os produzidos por engenharia genética não precisam receber tratamento especial antes de serem inutilizados.

Os produtos compostos por microorganismos vivos atenuados (sobras diárias de imunobiológicos ou produtos que sofreram alteração de temperatura, ou que estão com prazo de validade vencido) constituem material biológico infectante e, por isso, recebem tratamento prévio antes de serem desprezados.

São exemplos de imunobiológicos infectantes e que recebem tratamento antes de serem inutilizados:

• vacina oral contra a poliomielite;

• vacina contra o sarampo;

• vacina contra a febre amarela;

• vacina contra o sarampo, a caxumba e a rubéola (tríplice viral); e

• vacina contra a rubéola.

Para proceder ao tratamento dos imunobiológicos considerados infectantes colocar os frascos fechados na autoclave, durante 15 minutos, a uma temperatura entre 121ºC e 127ºC.

Observação:

Na falta da autoclave, colocar os frascos em estufa, por duas horas, a 170ºC

3.2.4. Acondicionamento

Nos locais com coleta de lixo hospitalar sistemática, não é necessário fazer o tratamento dos frascos de imunobiológicos inutilizados (sobras diárias ou produtos que sofreram alteração de temperatura, ou que estão com prazo de validade vencido). Antes de desprezar, acondicionar os frascos em sacos plásticos brancos, identificados como “material contaminado”.

Observações:

A coleta do lixo hospitalar especial não é uma atividade comum na rede de serviços, daí a importância em adotar os procedimentos indicados no tópico 3.2.3, antes de acondicionar os produtos que serão desprezados.

Assim, após o tratamento em autoclave ou estufa, acondicionar os frascos em recipientes de material resistente e desprezar o lixo comum, conforme autorização do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), Resolução nº 5, de 05/08/1993, artigo 11o, parágrafo 2o.

Após o tratamento e o acondicionamento, o lixo é armazenado em área do serviço de saúde, em local apropriado e exclusivo para essa finalidade. No dia e horário programados para a coleta, o lixo é transportado para ser armazenado externamente, no local denominado “casa do lixo”. A casa do lixo tem as seguintes características:

• fica em área externa e de fácil acesso;

• é telada para permitir a circulação do ar e a iluminação;

• tem paredes laváveis;

• dispõe de ponto de água com mangueira;

• tem piso apropriado para possibilitar a drenagem da água;

• é mantida fechada (a chave fica com o vigilante do serviço de saúde).

Observação:

Na falta de uma “casa do lixo” pode ser utilizado um container para o armazenamento externo.

3.2.5. Coleta e destino final

Coleta é o transporte do lixo, desde a sua origem até o local do tratamento ou disposição final. Para que a coleta atenda aos requisitos de segurança é necessário que:

os resíduos estejam devidamente acondicionados e identificados;

• o recolhimento diário seja feito em horário determinado, para diminuir o tempo de permanência dos resíduos no serviço;

• o carro da coleta seja fechado e de material lavável; e

• o pessoal responsável seja treinado para a tarefa que desempenha.

A disposição final dos resíduos dos serviços de saúde está associada a um tratamento prévio, como forma de impedir a disseminação de agentes patogênicos ou de qualquer outra forma de contaminação acima dos limites aceitáveis.

A partir do momento em que o resíduo do serviço de saúde é removido da casa do lixo ou do container, a responsabilidade pelo destino do mesmo é exclusiva do órgão municipal de limpeza urbana.

A preferência é o aterro sanitário de compactação, não sendo recomendada a reciclagem para evitar a contaminação ambiental. Na falta de um sistema de disposição final, ou seja, na falta do aterro sanitário, o produtor dos resíduos (o próprio serviço de saúde) é responsável pelo destino final, bem como pelo eventual tratamento prévio, como no caso do lixo composto por resíduos infectantes e o lixo especial.

Observação:

A responsabilidade do produtor do lixo pelo tratamento está determinada na Resolução nº 5 do CONAMA, artigo 4o.

Qualquer sistema de reprocessamento e disposição final de resíduos sólidos deve garantir o mínimo de risco para a saúde pública e para a qualidade do meio ambiente.

Como o sistema de disposição final recomendado (o aterro sanitário) de maneira geral não está disponível, o correto é realizar o tratamento prévio do lixo da sala de vacinação, conforme orientado no tópico 3.2.3, desta Parte do Manual. Após o tratamento enterrar o lixo em solo não fértil ou submetê-lo à combustão ou incineração em local distante da área urbana, distante de lençol freático ou de áreas onde há constante movimentação da população.

Para o aterramento em área do próprio serviço de saúde fazer o seguinte:

• abrir uma trincheira ou cova de profundidade adequada, conforme o volume de resíduos a depositar;

• depositar o lixo na trincheira ou cova, recobrindo-o, em seguida, com material inerte (terra).

Observações:

No local do aterramento o solo deve ter baixa permeabilidade e o lençol freático deve estar a mais de três metros de profundidade.

Uma mesma cova ou trincheira pode ser utilizada para a disposição final dos resíduos durante vários dias, repetindo-se ao final de cada dia a operação de recobrimento do lixo.

Na cova ou trincheira devem ser mantidas as condições de drenagem e proteção, de forma a impedir a ação das chuvas sobre a massa de lixo aterrada.

No documento de Procedimentos para Vacinação (páginas 47-52)