CAPÍTULO 2 – PERCURSO METODOLÓGICO
2.3 PROCEDIMENTOS E ANÁLISES
Após escolhidas as turmas, foram realizadas rodas de conversa logo depois de assistirem
episódios, sobre as rodas de conversas Lima e Moura (2014, p.100) dizem que:
[...] quando utilizadas como instrumento de pesquisa, uma conversa em um ambiente propício para o diálogo, em que todos possam se sentir à vontade para partilhar e escutar, de modo que o falado, o conversado seja relevante para o grupo e suscite, inclusive, a atenção na escuta. Nas rodas de conversa, o diálogo é um momento singular de partilha, porque pressupõe um exercício de escuta e de fala, em que se agregam vários interlocutores, e os momentos de escuta são mais numerosos do que os de fala.
.
Conforme os autores, a roda de conversa faz com que haja uma aproximação dos alunos,
nesse sentido é que foi escolhido esse método onde os alunos podem expor suas ideias e
concepções de modo que todos presentes possam se escutar e a agregar conhecimentos a partir
do que a outra fala.
A observação nesse processo foi fundamental pois, através da mesma podemos
compreender as relações entre professor-aluno, e perceber como se dá a construção e a
organização do saber para o Ensino de Ciências nos espaços escolares nos anos iniciais do
Ensino Fundamental. A observação realizada foi de caráter participante que segundo Costa e
Costa (2011, p.53) “é quando o observador está inserido no cenário de estudo, participa dessa
realidade” Assim, tendo realizado esse movimento de observar e ao mesmo tempo participar,
identificou-se a problemática e a partir desta, elaborou-se uma sequência didática no intuito de
amenizar a forma de ensino tradicional da disciplina de Ciências nas turmas de 3° e 4º ano do
Ensino Fundamental I.
A sequência didática (em apêndice) teve como tema “O homem como sujeito histórico
na relação com o meio ambiente na cidade de Manaus” e buscando problematizar o tema
escolhido entende-se que a escola se configura como um ambiente propício para a
aprendizagem dos alunos. De acordo com Taylor e Vlastos (1983, s/p) apud Elali (2003, p. 309)
nessa construção é preciso levar em consideração:
O ambiente escolar, a vibrante interação de criança, professor, currículo, ambiente, família e comunidade, é um microcosmo do universo: o espaço físico delimita o mundo; o sistema escolar e sua organização revelam a sociedade; as pessoas envolvidas na experiência de aprendizado formam a população.
Assim, nesse ambiente construído é possível observar a integração de vários fatores que
formam o ambiente escolar, espaço onde são construídas as relações e a partir da compreensão
do ambiente é possível fazer a relação com o meio ambiente. Os Parâmetros Curriculares
Nacionais para o meio ambiente (BRASIL,1997, p.187) dizem que:
A grande tarefa da escola é proporcionar um ambiente escolar saudável e coerente com aquilo que ela pretende que seus alunos apreendam, para que possa, de fato, contribuir para a formação da identidade como cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente e capazes de atitudes de proteção e melhoria em relação a ele.
Tendo em vista que a escola deve apresentar um ambiente saudável mantendo coerência
com o que se ensina na escola para que o aluno estabeleça a relação da preservação do ambiente
escolar com preservação de outros ambientes. Tendo e vista que as crianças assistem o desenho
e isso faz parte da sua prática social de letramento e muitas vezes elas não entendem além dos
aspectos narrativos do gênero, sendo preciso avaliar o gênero como um todo. Tendo discutido
o ambiente, meio ambiente e a problemática é preciso entendermos a relação da história, homem
e meio ambiente. A respeito disso, Bittencourt (2003, p.40) afirma que:
A história ambiental foi se constituindo basicamente em torno de um objetivo comum: investigar como os homens, em diferentes sociedades, ao longo dos séculos, foram afetados pelo meio ambiente e de maneira recíproca, como o ambiente foi afetado pelos homens.