4 MÉTODO
4.6 Procedimentos para coleta de dados com os alunos E PROFESSORES
Asperger/Transtorno Desintegrativo da Infância e Transtorno Global do Desenvolvimento sem outras especificações, aparecem agrupados como Transtorno do Espectro Autista. Outras alterações ocorridas no manual não foram consideradas porque não estão contempladas nesse estudo. A questão 14 aborda o número de escolas em que atua o professor; as questões 15 a 17 se referem ao perfil do professor: o que é ser um bom professor e suas características positivas e negativas em sala de aula. O questionário é finalizado com uma questão fechada, a ser respondida numa escala de 1 a 10 pontos, a respeito do comportamento do professor em sala de aula, considerando as dimensões: responsividade, exigência e controle coercitivo.
4.6PROCEDIMENTOS PARA COLETA DE DADOS COM OS ALUNOS E PROFESSORES
Inicialmente o pesquisador obteve autorização da direção da escola, para aplicação da pesquisa, com a devida explanação dos seus objetivos. Após a concordância da direção, foram contactados os pedagogos que compõem a equipe pedagógica, para explicar a dinâmica a ser adotada, e os professores que atuam nas classes escolhidas, para convidá-los a participarem da pesquisa, bem como fazer os devidos esclarecimentos referentes à sua participação. Esse contato com os professores ocorreu, durante uma reunião pedagógica, prevista em calendário letivo, em que estava presente a maior parte dos professores que compõe o quadro docente da
escola, aproximadamente, 90% dos profissionais. Nesse encontro, a direção da escola possibilitou ao pesquisador expor os objetivos da pesquisa, a importância da participação dos professores e realizar o convite aos professores, que atuavam no primeiro e terceiro ano do ensino médio, reforçando que essa escolha se deu com o objetivo de registrar a percepção dos alunos iniciantes e concluintes do curso. Foi explicado, também, por que os demais professores e outros profissionais, como pedagogos e técnicos, não estariam envolvidos no processo de coleta de dados.
Alguns questionamentos realizados pelos presentes sobre o sigilo das informações e a importância da divulgação dos resultados foram esclarecidos e, após a sua conclusão, todos os professores das classes selecionadas se manifestaram favoráveis a sua participação. Desta forma, foi entregue o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para que os professores atestassem a sua concordância. Para agilizar os procedimentos, nesse mesmo dia, foi entregue o Questionário para professores, envolvendo questões sobre as variáveis sociodemográficas e de trabalhos desses profissionais. Alguns professores devolveram o questionário preenchido, no mesmo dia, ao final da reunião, e o restante fez a devolução nos dias seguintes. O pesquisador retornou a escola nos dias seguintes para conversar com os professores que estavam ausentes na reunião em que foram dadas as explicações sobre a pesquisa para que o convite fosse extentido a todo o corpo docente da escola. Como os questionários foram devidamente identificados com o código alfanumérico, por exemplo: PORT 1, PORT 2, MAT 1, MAT 2, foi possível garantir sigilo às informações prestadas e ao mesmo tempo permitiu parear com as respostas dadas pelos alunos, bem como proceder às análises estatísticas relacionais e correlacionais posteriores.
Na sequência, o projeto foi apresentado aos alunos regularmente matriculados no primeiro e terceiro ano do ensino médio da referida escola. O pesquisador visitou todas as classes, num total de 17 turmas, sendo 10 turmas de primeiro ano e sete turmas de terceiro ano. Do total de classes visitadas, apenas quatro eram do período da noite, as outras 13 classes do período da manhã. Após as explicações sobre o projeto e como se daria a participação dos alunos, aqueles que demonstraram interesse receberam uma carta de apresentação (Anexo H) com as devidas explicações sobre a pesquisa, que deveriam apresentar aos pais ou responsável legal, no caso dos alunos menores de 18 anos. O pesquisador fez a explicação sobre os termos de consentimento que os alunos e seus respectivos pais ou responsáveis deveriam assinar. Esses documentos foram lidos em voz alta perante os alunos. Os alunos maiores de 18 anos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para alunos (TCLE) e os alunos menores de 18 anos levaram para casa, juntamente com a carta de apresentação, o Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que deveria retornar assinado pelos pais ou responsável legal e o Termo de Assentimento Informado Livre e Esclarecido (TAILE) assinado pelos próprios alunos.
O processo entre a entrega e recolhimento dos termos durou 10 dias. Alguns alunos se esqueceram de fazer a sua devolução no dia marcado. Assim foram agendadas novas datas até que todos os alunos dispostos a participar da pesquisa, fizessem a devolução desses documentos, possibilitando o prosseguimento com a coleta de dados. Em nenhum momento foi questionado os motivos para não participação. Apenas foram disponibilizadas novas datas com o intuito de reunir o maior número possível de alunos participantes.
4.6.1 Procedimento de aplicação do IELP
Após os trâmites iniciais, o pesquisador retornou às turmas escolhidas para a pesquisa, levando consigo o Inventário de Estilos de Liderança de Professores (IELP), reproduzido em número suficiente para todos os alunos, devidamente codificado (por exemplo: questionário A1, A2, A3). Para evitar lacunas na numeração dos questionários, considerando aqueles alunos que, mesmo concordando em participar, não estavam presentes no dia da aplicação do instrumento, os IELP’s foram identificados, no dia da sua aplicação, porém, antes de iniciar o processo em cada classe. A aplicação do IELP foi realizada, prioritariamente, usando os horários ociosos dos alunos, motivados por falta de professores e foi finalizada em, aproximadamente, 30 dias. Das 17 classes visitadas, apenas quatro tiveram a aplicação do IELP, durante a aula regular, porém o professor nesse momento foi convidado a se ausentar da sala e o fez sem nenhum questionamento, pois já estava devidamente avisado desse procedimento. Não houve nenhum fato que pudesse prejudicar a aplicação do instrumento. Os alunos foram orientados para finalizando o preenchimento do questionário, deixá-lo sobre a mesa para que o pesquisador/aplicador pudesse fazer o recolhimento. Também foram orientados a não comentar com os colegas sobre as avaliações realizadas, mantendo sigilo das informações prestadas. O recolhimento dos questionários foi feito colocando-os em ordem crescente para facilitar na digitação e conferência dos dados.
4.6.2 Procedimentos para a entrevista semiestruturada
Dentre os participantes, 42 alunos aceitaram gravar uma entrevista individual, que foi estruturada, conforme um protocolo de entrevista, sendo realizada, individualmente, no pátio da escola, em local tranquilo, sem barulho nem interferências de outras pessoas, sob a
responsabilidade do próprio pesquisador. No início de cada entrevista, o pesquisador reforçou as orientações prestadas anteriormente sobre o sigilo das informações coletadas e da não identificação dos participantes. Não havendo dúvidas nem discordâncias, o procedimento era iniciado, com a devida gravação do áudio, utilizando apenas os recursos de um aparelho de celular para não estimular um clima tenso com o entrevistado. Cada aluno, logo no início da entrevista, já recebia seu código alfanumérico (exemplo: E1, E2, E3). Nas perguntas envolvendo, especificamente, um determinado professor, foram orientados para citar apenas o nome da disciplina. Exemplo: professor de Matemática, professor de História, professor de Geografia.
Foram feitas, aproximadamente, oito entrevistas por momento (manhã ou noite), resultando em, aproximadamente, sete horas de gravação em áudio. Todas as entrevistas foram realizadas no horário normal de aula, com a devida autorização dos professores que, também, dispuseram-se a atender esses alunos em outros momentos para evitar-lhes qualquer prejuízo pedagógico.