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Formalidades das medidas cautelares

PROCEDIMENTOS POLICIAIS Fora de flagrante delito

 Detenção mediante mandado Judicial (quando a presença do menor não possa ser assegurada de outra forma);

 Nestas circunstâncias o menor deve ser presente ao juiz, num prazo máximo de 12 horas.

EXPEDIENTE A ELABORAR EM CASO DE DETENÇÃO

 Auto de detenção (quando esta se mantém). Deve ser informado dos seus direitos – art.º 45.º, n.º 2, al. a) a i)

 Quando entregue sob detenção - elaborar Auto Sumário de Entrega – o valor jurídico é o mesmo e a tramitação do expediente é igual.  Fax a comunicar a detenção para o MP do Tribunal de Família e

Menores da área de residência do menor.

 Auto de apreensão dos objetos retirados ao menor.

 Informação complementar para acompanhar o expediente ou apresentá-la no prazo máximo de 8 dias

CASO NÃO HAJA LUGAR A DETENÇÃO:

 Auto de Notícia Relativo a Menor / Participação;

 Auto de Denúncia (caso seja necessário - factos que careçam de queixa ou de acusação particular);

 Informação complementar para acompanhar o expediente ou apresentá-la no prazo máximo de 8 dias

 Envio do expediente para o MP do Tribunal de Família e Menores da área de residência do menor.

NOTAS IMPORTANTES

 Embora na sistemática do Código Penal o crime de roubo esteja inserido no capítulo dos “CRIMES CONTRA O PATRIMÓNIO” é entendimento do MP e da doutrina que o crime de roubo é também UM CRIME CONTRA AS PESSOAS (é um crime complexo) pelo que, no caso de roubo, deverá manter-se a detenção, apresentando-se o menor ao tribunal de família e de menores.

 Havendo comparticipação na prática de factos ilícitos que configurem crime, havendo um menor e um indivíduo maior, atribui-se NUIPC ao expediente relacionado com o maior e n.º de registo ao expediente do menor, fazendo-se referência a este facto em ambas as peças.

NOTAS IMPORTANTES (CONT.)

 Deve mencionar-se no auto que foram lidos e explicados os Direitos do Menor e entregar-lhe uma cópia.

 Os crimes praticados por adultos contra crianças são comunicados ao MP com conhecimento ao TFM.

 Quando os pais dos menores estão separados ou divorciados deve indicar-se a morada de ambos.

 Na identificação dos menores, indicar o n.º da Cédula Pessoal/BI/CC e, sempre que possível, a Conservatória do

NOTAS IMPORTANTES (CONT.)

 Quando os factos ilícitos praticados pelo menor configurem crimes de natureza semipública ou particular, dependendo por este motivo de queixa ou de acusação particular, perguntar aos ofendidos se querem apresentar queixa, indicando claramente se desejam procedimento contra o menor, informando-os de que, nestes casos, não há direito a indemnização.

Querendo, têm que mover um processo cível autónomo no tribunal competente.

NOTAS IMPORTANTES (CONT.)

Assim, todas as formalidades relativas à identificação e detenção da criança ou jovem – art.°s 50° a 55° obedecem aos mesmos princípios e condições previstas no processo penal, com algumas especialidades.

Assim, quando não for possível identificar a criança ou jovem, a polícia deve contactar imediatamente os pais, representante legal ou pessoa que detenha a sua guarda. De qualquer modo, quer tenha sido ou não possível realizar a identificação, a criança ou jovem não pode permanecer na esquadra, para esse efeito,

NOTAS IMPORTANTES (CONT.)

No que respeita à detenção – art.°s 51° a 54°- a lei pressupõe dois tipos:

A detenção em flagrante delito nos termos do n.º 1 al. a) do art.º 51°

A detenção para atos concretos, conforme als. b) e c) da mesma disposição legal.

Este último tipo de detenção pressupõe sempre a

existência de mandato judicial e nunca poderá exceder o prazo de doze horas.

NOTAS IMPORTANTES (CONT.)

A detenção em flagrante delito só tem lugar se a criança ou jovem praticar crime punível com pena de prisão – art.º 52° n.º 1.

Porém, a detenção só será de manter se o crime cometido for contra as pessoas e punível com pena máxima de três anos de prisão ou se tiverem sido cometidos dois ou mais fatos qualificados como crimes e a que corresponda pena máxima, abstratamente aplicável, superior a três anos – se o procedimento criminal não depender de queixa ou acusação particular – art.º 52° n. 2.

Significa isto que a polícia pode deter um jovem que cometa um facto qualificado pela lei como crime, para identificação, conforme art.°s 52º nºs 1 e 3 e 50º al. b).

NOTAS IMPORTANTES (CONT.)

Seja qual for a situação de detenção, esta deve ser comunicada, no mais curto espaço de tempo e pelo meio mais rápido, aos pais, representante legal ou pessoa que tiver a guarda de facto e ao MP ou à autoridade judiciária que emitiu o mandato de detenção – art.ºs 54° e 50° da LTE e 259° do CPP.

Quando não for possível a apresentação imediata do jovem ao juiz, poderá ser confiado aos pais, representante legal, pessoa que tiver a guarda de facto ou instituição onde se encontre internado – art.º 54° n.º 1.

Anote-se que, nos termos do n.º 2 deste preceito legal, quando não for possível assegurar a comparência do jovem, este é recolhido em centro educativo mais próximo ou em instalações próprias e adequadas de entidade policial (NUNCA NAS CELAS DE DETENÇÃO).

Por princípio, o jovem deve ser sempre recolhido em centro educativo. Só em lugares onde não existam tais estruturas se admite a recolha do mesmo nas instalações policiais. Em tal situação, saliente-se que os postos policiais devem estar preparados para essas situações, tendo em consideração os princípios internacionais de administração de justiça a jovens que não são compatíveis com a detenção destes em condições idênticas às dos adultos.

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