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Processamento de Chamadas

No documento SCC Nº 7 (páginas 43-46)

4.2 Estrutura de Software da Central ELCOM

4.2.4 Processamento de Chamadas

O bloco de processamento de chamadas da central ELCOM realiza as diversas funções ne- cessárias para o estabelecimento e controle das chamadas. Em outras palavras, este bloco implementa, de forma efetiva, a aplicação telefônica na central ELCOM.

Para realizar o estabelecimento de chamadas a central deve receber, tratar e enviar sinais de controle, os quais podem ser codificados de diversas formas, de acordo com o tipo da sinalização a ser utilizada. Através destas sinalizações, o bloco de processamento de chamadas é capaz de detectar as diversas solicitações de estabelecimento de chamada, provenientes dos próprios assinantes da central ou de outras centrais da rede telefônica.

De acordo com as informações recebidas do solicitante da chamada, o bloco de processamen- to de chamadas realiza novas sinalizações e comutações. Estas novas sinalizações podem ser sinalizações de assinante, no caso de o assinante chamado ser um assinante da própria central, ou sinalização linha e registrador, no caso da necessidade de encaminhar a chamada para outra central.

O bloco de processamento de chamadas é composto por diversos módulos. Cada módulo implementa uma tarefa para controlar um determinado recurso utilizado no processamento de chamadas. Uma tarefa pode ter diversas instâncias, de acordo com o número de recursos contro- lados por ela. Para realizar o controle de uma chamada, as instâncias de cada tarefa envolvida são alocadas e associadas durante toda a duração da chamada ou em alguns momentos dentro deste período. A Figura 4.5 apresenta a estrutura modular do bloco de processamento de chamadas.

SMFC AMJ CJU CAS SLA TME TMS ENVMF TAX MFA CCE CCO HW HW HW HW HW T e r m i n a i s A s s i n a n t e s C e n t r a i s V i z i n h a s

Figura 4.5: Principais tarefas do processamento de chamadas na Central ELCOM

Os diversos módulos (ou tarefas) do processamento de chamada são descritos a seguir: • CAS (Controlador de Assinantes): controla os eventos relacionados com os assinantes da

central, quando estes estão originando ou recebendo chamadas, dentre outras situações. Há uma instância do CAS para cada assinante da central. No caso de chamadas origina- das, o CAS deve solicitar a alocação de um controlador de chamadas originadas (CCO) para iniciar o processo de estabelecimento da chamada. No caso de chamada terminada

(recepção da chamada), a alocação do CAS é solicitada por um controlador de chamadas (COO ou CCE).

• SLA (Supervisão de Loop de Assinantes): realiza a varredura dos sinais provenientes de cada terminal de assinante. Analisa os períodos e seqüências de abertura e fechamento de loop de um terminal e, a partir desta análise, gera eventos para o CAS corresponden- te. Dentre os eventos gerados, os mais comuns são “fone no gancho”, “fone fora do gancho” e dígitos discados.

• MFA (Controlador de receptores DTMF): no caso do terminal de assinante utilizar sinais multi-freqüenciais para o envio de dígitos, o MFA realiza a varredura destes sinais e ge- ra os eventos apropriados para o CAS correspondente.

• ENVMF (Controlador de enviadores DTMF): controla a alocação de circuitos enviado- res de sinais DTMF para os terminais de assinante. Este recurso é utilizado principalmente para terminais com equipamentos de identificação de assinante chamador (BINA), os quais necessitam receber da central os dígitos correspondentes.

• CTM (Controlador de tons nos assinantes): responsável pelo controle de envio de sinali- zação audível para os assinantes. Como exemplos mais comuns de sinalização audível temos o tom de discar, tom de controle de chamada e o tom de ocupado.

• CCO (Controlador de Chamadas Originadas): realiza o controle das chamadas origina- das pelos assinantes da central. Um CCO é alocado por um CAS, quando o assinante correspondente retira o telefone do gancho para iniciar uma chamada telefônica. Portan- to, para cada chamada originada em andamento na central, existe uma instância do CCO. O CCO recebe do CAS os dígitos discados pelo assinante, verifica o tipo de chamada (intracentral ou de saída), aloca os recursos necessários para encaminhar a chamada e a- tiva a tarifação apropriada para a chamada.

• CCE (Controlador de Chamadas de Entrada): realiza o controle das chamadas de entrada da central, ou seja, chamadas originadas por assinantes de outras centrais. Um CCE é a- locado por um CJU, quando este verifica que existe uma solicitação de chamada via juntor de entrada correspondente. Portanto, para cada chamada de entrada em andamento na central, existe uma instância do CCE. O CCE recebe do CJU os dígitos e demais si- nais enviados pela outra central, verifica o tipo de chamada (terminada ou trânsito), aloca os recursos necessários e executa os comandos para encaminhar a chamada.

• CJU (Controlador de Juntores): assim como o CAS realiza o controle de cada assinante, o CJU controla os juntores da central. Existe uma instância do CJU para cada juntor da central. Nas chamadas de entrada, o CJU associado ao juntor de entrada deve alocar um controlador de chamada de entrada (CCE) para trocar sinalização com a outra central e encaminhar a chamada para um assinante da central (no caso de chamada terminada) ou para um outro juntor (no caso de chamada TANDEM). Em chamadas originadas de saí- da ou em chamadas de entrada TANDEM, o CCO ou o CCE correspondente deve alocar um CJU apropriado, para encaminhar a chamada para a próxima central telefônica.

• AMJ (Amostrador de juntores): realiza a varredura dos sinais nos juntores da central. É responsável pela sinalização de linha dos juntores, gerando os eventos apropriados para o CJU de cada juntor da central.

• CTJ (Controlador de tons nos juntores): responsável pela sinalização audível nos junto- res da central. Esta sinalização é utilizada em chamadas terminadas na central, quando se deve informar ao assinante chamador de outra central se o assinante chamado está livre, utilizando o “tom de controle de chamada”, ou se está ocupado, utilizando o “tom de o- cupado”.

• ALR (Gerente de Alocação de Registradores): realiza a alocação de receptores e envia- dores de sinais MFC para a troca de sinalização de registro entre a central ELCOM e outra central da rede. O receptor ou enviador de MFC é comutado ao juntor, através de comando do CJU.

• TMS (Gerente de Sinalização MFC de saída): realiza o envio de sinais MFC para frente e a identificação de sinais de MFC para trás, de acordo com solicitação do CJU para tro- ca de sinalização de registro com a central remota para uma chamada de saída.

• TME (Gerente de Sinalização MFC de entrada): realiza a identificação de sinais MFC para frente e o envio de sinais MFC para trás, de acordo com solicitação do CJU para troca de sinalização de registro com a central remota para uma chamada de entrada. • SMFC (Amostrador de sinalização MFC): realiza a varredura dos sinais MFC recebidos

em um juntor, gerando eventos para o TMS ou o TME para informar-lhes da presença, ausência ou modificação dos sinais MFC recebidos.

• CMI (Controlador de enlaces intramodulares): realiza as comutações de canais da pró- pria unidade, via matriz de comutação intramodular. Além disso, controla a alocação de canais nos planos de comutação, para posterior comutação intermodular.

• CME (Controlador de enlaces intermodulares): responsável pelas comutações realizadas na matriz de comutação intermodular da unidade.

• TAX (Controlador de tarifação): responsável pelo controle da tarifação das chamadas originadas pelos assinantes da central ELCOM, gerando a contagem de impulsos de a- cordo com a classe, método e horário da chamada.

• CJMA (Controlador de Juntores de Máquina Anunciadora): controla as solicitações do CCO ou CCE para conexão de canais de voz (assinantes ou juntores) a um juntor da má- quina anunciadora. A cada juntor de máquina anunciadora é associada uma mensagem. Desta forma, se houverem várias chamadas solicitando o anúncio de uma mesma men- sagem, todas estas solicitações são atendidas simultaneamente, através da comutação unidirecional do canal do juntor da máquina anunciadora aos canais de assinantes e jun- tores que aguardam a mensagem solicitada.

• CCF (Gerente de circuitos de conferência): responsável pelo controle da alocação dos circuitos de conferência disponíveis na unidade da central. A alocação de um circuito de conferência é solicitada pelo CAS, quando o assinante correspondente solicita este servi- ço suplementar.

No documento SCC Nº 7 (páginas 43-46)

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