4. PROCEDIMENTO TEÓRICO - METODOLÓGICO
4.5 Processamento e Análise de Dados Espaciais
9 Médio – de 50% a 70% da área;
9 Alto – de 70% a 90% da área.
4.4 Dados Pluviométricos
A preparação dos dados pluviométricos foi realizada por etapa, conforme a seguinte seqüência:
Foram selecionadas dentre as estações pluviométricas do Estado de Mato Grosso as que estavam instaladas em municípios mais próximos aos locais onde foram realizadas as análises de qualidade de água (Alta Floresta, Matupá e Vera).
Considerou-se os dados de chuva dos cinco dias anteriores à realização da análise de água.
Realizou-se o cálculo da chuva acumulada para cada ponto de análise, tendo como referência o dia de análise da água em cada mês, durante os cinco meses (nov./2005 – mar/2006). Os valores de chuva acumulada são resultantes da soma dos cinco dias anteriores, mais o dia em que se realizou a análise de qualidade da água.
4.5 Processamento e Análise de Dados Espaciais
A necessidade de planejar o aproveitamento dos recursos naturais como uma questão multidisciplinar integrada requer a utilização de ferramentas que dão suporte e subsidiam na gestão e tomada de decisão, agilizando os processos de análise, poupando trabalho e fornecendo resultados mais precisos. Nesse sentido e com esse intuito, foram utilizados para a realização desta pesquisa, programas que facilitam o trabalho com os diferentes tipos de dados, em um mesmo ambiente computacional, favorecendo a visualização do resultado final com mais clareza.
O software de geoprocessamento Arc View versão 3.2, incluindo a sua extensão Spatial Analyst (ESRI) e SPRING, versão 4.2 (INPE) possibilitou a organização de um sistema de informações geográficas (SIG), com mapas digitais em melhores formatos e relação ao nível de detalhe da área de estudo. O Arc View aceita arquivos do tipo vetorial e raster, com formatos: SHP, DWG (vetoriais), IMG
(raster), que são bastante ricos em detalhes. Todos os conjuntos de dados espaciais foram projetados para o sistema UTM, fuso 21, Datum SAD 69.
Os softwares SPRING e Arc View 3.2 foram utilizados para todas as operações com SIGs, principalmente:
No recorte e cálculo das classes existentes em cada mapa temático : municípios, hidrografia, malha viária, pedologia, vegetação e uso do solo, geologia e geomorfologia, com escala igual a 1:250.000, adquiridos do Projeto de Desenvolvimento Agroambiental do Estado de Mato Grosso;
Na delimitação e cálculo da área desmatada acumulada na bacia, entre os anos de 1992 e 2005;
Na operacionalização do Modelo Numérico de Terreno, que deu origem a outros planos de informações e medidas da bacia e sub-bacias, como: área, declividade e elevação.
Na delimitação da bacia do rio Teles Pires e sub-bacias analisadas, localização da área de estudo e identificação de usos do solo na bacia. Montando-se o mosaico de imagens do satélite CBERS – 2, que utiliza a câmera de varredura IRMSS, composta pelas seguintes características: Resolução espacial de 80 X 80 m; largura da faixa imageada de 120 Km; resolução temporal de 26 dias. Imagens referentes a passagens de junho a setembro do ano de 2004, adquiridas pelo site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE (site: http://www.dgi.inpe.br).
As faixas espectrais correspondentes às bandas dos sensores do CBERS-2 utilizadas no mosaico foram: IRM, Banda 1 = 0,50 - 1,10 micrômetro (pancromática), IRM, Banda 2 = 1,55 - 1,75 micrômetro (infravermelho médio) e IRM, Banda 3 = 2,08 - 2,35 micrômetro (infravermelho médio).
Também foram inseridos no SIG, temas cadastrais constituídos por informações tabulares pontuais, georreferenciadas, como os pontos das estações pluviométricas e pontos de análise de qualidade de água das sub-bacias, sendo os últimos demarcados em campo com um aparelho de GPS.
Para a tabulação dos dados e análises estatísticas utilizou-se além do software Microsoft EXCEL 2003, o pacote estatístico: Program Linear – Polynomial RDACCA.
As análises dos dados espaciais foram úteis primordialmente na escolha dos pontos de análise da qualidade da água, quando tornou possível a visualização da abrangência da bacia, a rede hidrográfica e viária e os diferentes tipos de uso
contidos na área de estudo, possibilitando a escolha dos locais mais acessíveis e relevantes para a pesquisa.
4.5.1 Modelo Numérico de Terreno
• Pré-processamento
O modelo numérico de terreno da bacia foi submetido a um pré-processamento a partir do pré-processador do modelo de vazão NGFLOW, implementado em ambiente SIG de ArcView 3.x (ESRI), desenvolvido por Santos e Zeilhofer (op. cit.). Como os cálculos dos layers do fluxo acumulado e da rede hidrográfica simulada devem ser baseados em um MNT “hidrológicamente correto”, o citado pré-processador desenvolveu a função de preencher depressões fechadas e valores nulos presentes no MNT obtido, garantindo desta forma, a delimitação exata das sub-bacias.
• Planos de Informação Derivados
Após a correção e georreferênciamento do MNT, elaborou-se a sua representação em diferentes planos de informações, nos quais foram apresentados os níveis altimétricos do terreno, a declividade e a direção superficial dos fluxos, definidos através de cálculos realizados no software ARCVIEW 3.2, tendo como base os valores da elevação do terreno, da área pré-definida e o ponto onde foi realizada a análise.
A delimitação das sub-bacias analisadas, também teve como principal referência as diferentes altitudes do terreno, considerando a direção do fluxo, as nascentes e os divisores de água.
4.5.2 Mapeamentos Temáticos
Com os mapas temáticos adquiridos da SEPLAN e a delimitação da bacia do rio Teles Pires e das sub-bacias que seriam analisadas, foi realizado o ajuste para que todos os planos de informações ficassem em um mesmo sistema de
coordenadas (sistema UTM, fuso 21, Datum SAD 69). Posteriormente, executou-se o recorte dos mapas temáticos de acordo com a área de interesse, utilizando uma melhor escala de representação dos temas, com suas respectivas legendas.
Os diferentes mapas temáticos representando as características físicas e de uso e ocupação do solo constituíram o principal suporte na definição da maioria das variáveis independentes utilizadas na análise de Redundância – RDA, realizada no presente trabalho.
4.5.3 Taxas de Desmatamento
A partir dos mapas de desmatamento do Estado de Mato Grosso adquiridos junto a Secretaria Estadual de Meio Ambiente - SEMA foi realizado o recorte da área desmatada da bacia do rio Teles Pires e das sub-bacias. Identificando-se por meio dos mapas resultantes e pela somatória dos desmatamentos de cada ano, a área de desmate acumulado até os anos selecionados como referência: até 1992, até 1995, até 1997, até 2002 e até o ano de 2005, o que serviu de base para definição do índice de desmatamento.
Com base no cálculo do desmatamento acumulado até o ano de 2005, representou-se por meio de gráficos, executados no software Microsoft Office Excel 2003, a taxa de desmate do referido ano. Assim, com a identificação desses valores foram determinadas as sub-bacias cujas taxas de desmates estavam classificadas em: baixa, média e alta, legenda adotada nos gráficos “boxplot” que representam os resultados das leituras de parâmetros de qualidade de água.
O valor de desmate no ano de 2005 foi utilizado também para a definição do impacto de uso, uma das variáveis independentes adotada para a ordenação (resultado da análise estatística).