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Processo administrativo para satisfação de IOF sobre contratos de mútuo

Revisão Orçamentária conduzida em 2012:

1. Processo administrativo para satisfação de IOF sobre contratos de mútuo

Processo nº 18471.000445/2006-11

Juízo Secretaria da Receita Federal do Brasil (“SRF”)

Instância Administrativa

Data de instauração 25/07/2006

Partes no processo Autora: RECEITA FEDERAL DO BRASIL

Ré: BROOKFIELD RIO DE JANEIRO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A. Valores, bens ou direitos

envolvidos

Valor da causa (valor histórico na data da instauração do processo, atualizado em 30 de setembro de 2012): R$ 20.900.000,00.

Principais fatos Em 25/07/2006, a Secretaria da Receita Federal lavrou Auto de Infração contra a Brookfield Rio de Janeiro Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Brookfield RJ”), antiga denominação da Companhia, para satisfação de crédito tributário de Imposto sobre Operações Financeiras (“IOF”), em razão dos empréstimos realizados pela Companhia a outras empresas do Grupo Brookfield e caracterizados pela fiscalização como contratos de mútuo, os quais estão sujeitos à incidência do referido imposto, cujos desembolsos ocorreram nos exercícios de 2001 a 2005. A decisão de 1ª Instância administrativa julgou parcialmente procedente o lançamento, mantendo, em parte, as exigências. Diante disso, foi interposto recurso voluntário que aguarda julgamento. A Brookfield RJ foi intimada a apresentar documentação para recálculo da exigência mantida, e agora aguarda análise da Delegacia de Maiores Contribuintes (“DEMAC”) sobre o cálculo do valor da exigência mantida.

Chance de perda: Provável

Análise do impacto em caso de perda do processo

Em caso de perda no processo administrativo, a Brookfield Rio de Janeiro terá que desembolsar o valor provisionado para este processo, o que gerará um impacto financeiro negativo

Valor provisionado, se houver. R$1.000.000,00

2. Processo Administrativo para satisfação de PIS/COFINS

Processo Administrativo para satisfação de PIS/COFINS - Processo nº MPF 0719000/02121/08

Juízo Secretaria da Receita Federal do Brasil (“SRF”)

Data de instauração 19/06/2009

Partes no processo Autora: RECEITA FEDERAL DO BRASIL

Rés: BROOKFIELD RIO DE JANEIRO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A. BROOKFIELD SÃO PAULO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.;

BROOKFIELD CENTRO-OESTE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A. Valores, bens ou direitos

envolvidos

Valor da causa (valor histórico na data da instauração do processo, atualizado em 30 de setembro de 2012): R$ 47.000.000,00.

Principais fatos Em junho de 2009, a SRF lavrou Auto de Infração contra as rés para satisfação de suposto crédito tributário de PIS/COFINS. Foi apresentada impugnação argumentando, em síntese, (i) a ocorrência da decadência referente ao período de janeiro a maio de 2004 (PIS) e fevereiro a maio de 2004 (COFINS), porquanto já decorridos mais de cinco anos entre a ocorrência dos supostos fatos geradores e a ciência dos autos, com base no artigo 150, §4º, do Código Tributário Nacional; (ii) a exclusão dos valores já declarados em Declaração de Débitos e Crédito Tributários Federais (“DCTF”), referentes ao período de setembro de 2005 (PIS) e junho e setembro de 2005 (COFINS), pois constituem meio hábil à exigência do crédito tributário, não cabendo o lançamento de ofício dos mesmos valores, sob pena de dupla exigência de um mesmo tributo; (iii) retificação dos valores correspondentes às receitas que serviram de base de cálculo do PIS e da COFINS nos meses de abril, maio, e junho de 2005; (iv) retificação dos valores de receita bruta, despesas financeiras e custos vinculados às atividades imobiliárias constantes dos Demonstrativos de Apuração de Contribuições Sociais (“DACONS”); (v) exclusão da tributação de receitas financeiras (janeiro a dezembro de 2005), pois o Decreto nº 5.164/04 reduziu a zero a alíquota de PIS e da COFINS no referido período autuado; (vi) a exclusão da glosa relativa a créditos oriundos das despesas financeiras (maio a junho de 2004), por força da anterioridade nonagesimal; (vii) a exclusão da glosa relativa a créditos oriundos de custos da atividade imobiliária, pois além de a fiscalização não ter apontado qualquer motivo que a teria levado a autuação nem criar o dispositivo supostamente infringido, há expressa autorização legal para o aproveitamento de tais créditos (Leis nº 10.637/02 e nº 10.833/03); (viii) a exclusão da glosa relativa ao crédito presumido, pois o saldo credor era composto por custos e despesas outras que não aquelas glosadas nos autos, havendo expressa autorização legal para o aproveitamento de tais créditos (Leis n 10.637/02 e nº 10.833/03); (ix) a exclusão da glosa relativa ao crédito de despesas com instalação, decoração e paisagismo, pois fazem parte do custo dos imóveis destinados à venda, sendo estas despesas essenciais para atender aos padrões de qualidade previstos nos contratos de compra e venda de imóveis firmados com seus clientes, conforme entendimento doutrinário; (x) a exclusão da glosa relativa ao crédito de despesas com gerenciamento, pois fazem parte do custo da obra, sendo uma atividade necessária à existência do produto final destinado à venda; (xi) a exclusão dos créditos decorrentes de serviços de comissão de vendas, promoção e publicidade e fundo de promoção. Em 27/07/2009 a as rés protocolaram impugnação contra a totalidade do auto de infração. Em 24/02/2010 as rés protocolaram petição requerendo a desistência parcial da impugnação (especificamente dos itens relacionados a créditos decorrentes de serviços de comissão de vendas, promoção, publicidade e fundo de promoção) e renunciando a quaisquer alegações de direito sobre os quais se fundamentaram a defesa dos referidos itens, para fins da Lei nº 11.941, de 2009. Em 05/09/2011, os autos do processo em questão foram remetidos ao órgão da Receita Federal do Brasil responsável por intimar os contribuintes das decisões de 1ª instância. No entanto, ainda não recebemos qualquer intimação.

Chance de perda: Possível, em relação à parte em que não houve desistência e adesão ao REFIS. Análise do impacto em caso de

perda do processo

Em caso de perda do processo administrativo, as Subsidiárias Brookfield Rio de Janeiro, Brookfield Centro-Oeste e Brookfield São Paulo deverão desembolsar os valores contabilizados como contas a pagar em função da decisão da Companhia de aderir ao programa do Programa de Recuperação Fiscal - REFIS (conforme Lei nº 11.941/09), no montante de R$ 2.400.000,00, o que gerará um impacto financeiro negativo na Companhia. Valor provisionado, se houver. R$ 2.400.000,00.

Assim como a maioria das empresas do segmento, a Companhia e suas subsidiárias discutiram judicialmente a legitimidade da incidência da contribuição de PIS e COFINS sobre a receita bruta de locação e venda de bens imóveis, bem como sobre qualquer receita que não a decorrente da venda de mercadorias e a de prestação de serviços.

3. Mandado de Segurança discutindo a sistemática da COFINS, estabelecida pela Lei nº 9.718/98:

Mandado de Segurança nº 99.0005931-0

Juízo 15ª Vara Federal do Rio de Janeiro

Instância Supremo Tribunal Federal

Data de instauração 20/03/1999

Partes no processo Ré: RECEITA FEDERAL DO BRASIL

Autora: BROOKFIELD RIO DE JANEIRO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A. COMBRACENTER SHOPPING CENTERS S.A.; COMBRASCAN SHOPPING CENTERS S.A.;

Valores, bens ou direitos envolvidos

Valor da causa (valor histórico na data da instauração do processo, atualizado em 30 de setembro de 2012): R$ 47.000.000,00.

Principais fatos A Companhia ajuizou o Mandado de Segurança objetivando que seja reconhecida a não incidência da COFINS sobre as receitas de locação de imóveis e quaisquer outras operações que não configurem venda de mercadorias e serviços. Houve decisão de segunda instância parcialmente favorável e atualmente a Companhia aguarda o julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal. Em dezembro de 2009, em conformidade com comunicado técnico (“CT”) do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (“IBRACON”) 05/2009, os administradores da Companhia juntamente com seus assessores externos realizaram a reversão da provisão referente a inconstitucionalidade da incidência da COFINS sobre as receitas que não sejam decorrentes da prestação de serviços e venda de mercadorias, baseados no fato do § 1º do art. 3 º da Lei nº. 9.718/98 ter sido revogado pela lei 11.941/2009, e demais decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal – STF em relação ao tema. Foram revertidos os montantes de R$12.400.000,00 para COFINS. Decisão do STJ desfavorável. Decisão do STF dando parcial provimento ao recurso extraordinário da UF/FN no sentido de que incide COFINS sobre a atividade de locação de bens imóveis. Aguarda-se o respectivo trânsito em julgado.

Chance de perda: Provável, no que tange à incidência da COFINS sobre receitas decorrentes de venda e locação de imóveis.

Remota, no que tange à incidência da COFINS sobre quaisquer outras receitas que não as decorrentes das vendas de mercadorias e serviços.

Análise do impacto em caso de perda do processo

Em caso de perda no processo administrativo, a Brookfield Rio de Janeiro terá que desembolsar o valor provisionado para este processo, o que gerará um impacto financeiro negativo

Valor provisionado, se houver. O valor provisionado era de, em 30 de setembro de 2012, R$ 38.400.000,00, referente à parte com chance de perda provável.

4. Mandado de Segurança discutindo a sistemática do PIS, estabelecida pela Lei nº 9.718/98:

Mandado de Segurança - Processo nº 99.001.9358-0

Juízo 5ª Vara Federal do Rio de Janeiro

Instância Supremo Tribunal Federal

Data de instauração 12/08/1999

Partes no processo Ré: RECEITA FEDERAL DO BRASIL

Autora: BROOKFIELD RIO DE JANEIRO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A., COMBRACENTER SHOPPING CENTERS S.A.; COMBRASCAN SHOPPING CENTERS S.A.; NITERÓI MARKET S.A. E BRASCAN IMOBILIÁRIA HOTELARIA E TURISMO S.A.

Valores, bens ou direitos envolvidos

Valor da causa (valor histórico na data da instauração do processo, atualizado em 30 de setembro de 2012): R$ 9.200.000,00

Principais fatos A Companhia ajuizou o Mandado de Segurança objetivando que seja reconhecida a não incidência do PIS sobre as receitas de locação de imóveis e quaisquer outras operações que não configurem venda de mercadorias e serviços. Houve decisão de segunda instância parcialmente favorável e atualmente a Companhia aguarda o julgamento pelo STJ e STF. Em dezembro de 2009, em conformidade com comunicado técnico (“CT”) do IBRACON 05/2009, os administradores da Companhia juntamente com seus assessores externos realizaram a reversão da provisão referente a inconstitucionalidade da incidência da COFINS sobre as receitas que não sejam decorrentes da prestação de serviços e venda de mercadorias, baseados no fato do § 1º do art. 3 º da Lei nº. 9.718/98 ter sido revogado pela lei 11.941/2009, e demais decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal – STF em relação ao tema. Aguarda-se decisão do agravo de instrumento interposto e posterior remessa dos autos ao STF para julgamento do recurso interposto pelas demais recorrentes.

Chance de perda: Provável, no que tange à incidência do PIS sobre receitas decorrentes de venda e locação de imóveis.

Remota, no que tange à incidência do PIS sobre quaisquer outras receitas que não as decorrentes das vendas de mercadorias e serviços.

Análise do impacto em caso de perda do processo

Em caso de perda no processo administrativo, a Companhia terá que desembolsar do valor provisionado para este processo, o que gerará um impacto financeiro negativo

Valor provisionado, se houver. O valor provisionado era de, em 30 de setembro de 2012, R$ 7.600.000,00, referente à parte com chance de perda provável.

A Companhia e suas controladas não possuem processos judiciais, administrativos ou arbitrais, que não estejam sob sigilo, cujas partes contrárias sejam administradores ou ex-administradores, controladores ou ex-controladores ou investidores da Companhia ou de suas controladas.

A Companhia e suas controladas não possuem processos sigilosos relevantes em que a Companhia ou suas controladas sejam parte e que não tenham sido divulgados acima.

A Companhia e suas controladas não possuem processos judiciais, administrativos e arbitrais repetitivos ou conexos, baseados em fatos e causas jurídicas semelhantes, que não estejam sob sigilo e que em conjunto sejam relevantes.

Processos Trabalhistas

A Companhia e as Subsidiárias são parte em reclamações trabalhistas, nos quais entende não estarem envolvidos valores que, individualmente, possam impactar negativamente seus resultados.

Em 30 de setembro de 2012, a Companhia era parte em 1655 reclamações trabalhistas ajuizadas contra ela, sendo 267 referentes à unidade de negócios da Companhia na cidade do Rio de Janeiro, 545 referentes à unidade de negócios da Companhia na cidade de São Paulo e 843 referentes à unidade de negócios da Companhia na região Centro Oeste do Brasil.

O valor total dos pedidos iniciais nessas reclamações trabalhistas, em 30 de setembro de 2012, importava em R$ 46.356 mil, para os quais a Companhia havia constituído provisão para as reclamações trabalhistas avaliadas com risco de perda provável no valor de R$ 4.418 mil.

Nos termos da legislação trabalhista brasileira (artigo 455, da Consolidação das Leis do Trabalho (“CLT”) e inciso IV da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho), a Companhia é subsidiariamente responsável (responsabilidade indireta) pelo cumprimento das obrigações trabalhistas dos empregados das empresas prestadoras de serviço (subempreiteiros) contratadas (responsabilidade direta e principal). A Companhia somente deverá cumprir tais obrigações na hipótese daquelas empresas deixarem de cumpri-las. A Companhia tem por principio determinar aos subempreiteiros o cumprimento de todas as exigências trabalhistas e previdenciárias, inclusive na apresentação dos respectivos comprovantes de recolhimentos. Na existência de reclamação trabalhista contra esses subempreiteiros, a Companhia exige deles a celebração de acordo com os colaboradores e a exclusão da Companhia e suas controladas do polo passivo..

Processos Cíveis

A Companhia e as Subsidiárias são parte em processos cíveis, nos quais entende não estarem envolvidos valores que, individualmente, possam impactar negativamente seus resultados.

A maior parte das ações nas quais a Companhia figura como ré envolvem problemas usuais e peculiares do objeto da Companhia, ou seja, incorporação imobiliária e construção, tais como pedidos de liminares objetivando sustar a execução extrajudicial dos contratos de compra e venda de imóvel com alienação fiduciária, bem como relativos a pedidos de declaração de nulidade de cláusula contratual, pedidos de rescisão contratual cumulados com restituição de quantias pagas e revisão de cláusulas contratuais.

Em 30 de setembro de 2012, a Companhia era parte em 1357 processos judiciais ajuizados contra ela, sendo 310 referentes à unidade de negócios da Companhia na cidade do Rio de Janeiro, 284 referentes à unidade de negócios na cidade de São Paulo e 763 referentes à unidade de negócios da Companhia na região Centro Oeste do Brasil. O valor total dos pedidos iniciais nesses processos judiciais, em 30 de setembro de 2012, importava em R$ 33.834 mil, para os quais a Companhia havia constituído provisão para processos judiciais avaliados com risco de perda provável no valor de R$ 14.812 mil.

A Companhia está sujeita a riscos de mercado no curso normal de suas atividades. Tais riscos estão relacionados principalmente a alterações adversas em taxas de juros e câmbio, à indústria em geral, às suas atividades e à regulamentação do setor em que a Companhia atua.

O Governo Federal exerceu e continua a exercer influência significativa sobre a economia brasileira. Essa influência, bem como a conjuntura econômica e política brasileira, pode causar um efeito adverso relevante na Companhia e no preço de mercado dos valores mobiliários de sua emissão.

O Governo Federal frequentemente intervém na economia do País e ocasionalmente realiza modificações significativas em suas políticas e normas. As medidas tomadas pelo Governo Federal para controlar a inflação, além de outras políticas e normas, frequentemente implicam aumento das taxas de juros, mudança das políticas fiscais, controle de preços, desvalorização cambial, controle de capital e limitação às importações, entre outras medidas. As atividades, a situação financeira e os resultados operacionais da Companhia poderão ser prejudicados de maneira relevante por modificações nas políticas ou normas que envolvam ou afetem fatores, tais como:

 taxas de juros;

 controles cambiais e restrições a remessas para o exterior, tais como os que foram impostos em 1989 e no início de 1990;  flutuações cambiais;

 inflação;

 liquidez dos mercados financeiros e de capitais domésticos;  expansão ou contração da economia brasileira;

 política fiscal;  política habitacional;

 instabilidade social e política; e

 outros acontecimentos políticos, sociais e econômicos que venham a ocorrer no Brasil ou que o afetem.

A incerteza quanto à implementação de mudanças por parte do Governo Federal nas políticas ou normas que venham a afetar esses ou outros fatores no futuro pode contribuir para a incerteza econômica no Brasil e para aumentar a volatilidade do mercado de valores mobiliários brasileiro e dos valores mobiliários emitidos no exterior por companhias brasileiras. Desta maneira, tais incertezas, em relação aos acontecimentos futuros na economia brasileira poderão prejudicar as atividades e os resultados operacionais da Companhia, podendo inclusive vir a afetar adversamente o preço de negociação dos valores mobiliários de sua emissão.

A inflação e os esforços do Governo Federal de combate à inflação poderão contribuir significativamente para a incerteza econômica no Brasil, podendo prejudicar as atividades da Companhia e o valor de mercado dos valores mobiliários de sua emissão.

No passado, o Brasil registrou índices de inflação extremamente altos. A inflação e algumas medidas tomadas pelo Governo Federal no intuito de controlá-la, combinada com a especulação sobre eventuais medidas governamentais a serem adotadas, tiveram efeito negativo significativo sobre a economia brasileira, contribuindo para a incerteza econômica existente no Brasil e para o aumento da volatilidade do mercado de valores mobiliários brasileiro. Mais recentemente, a taxa anual de inflação medida pelo IGP-M, caiu de 20,1%, em 1999, para 1,2% em 2005, foi de -1,7% em 2009 e voltou a subir em 2010, fechando o ano em 11,32%. Em 2011, houve um movimento de acomodação dos preços também influenciado pelo menor crescimento econômico no período e o IGP-M acumulou alta de 5.1% (7,1% no período de nove meses findo em 30 de setembro de 2012). As medidas do Governo Federal para controle da inflação frequentemente têm incluído a manutenção de política monetária restritiva com altas taxas de juros, restringindo, assim, a disponibilidade de crédito e reduzindo o crescimento econômico. Como consequência, as taxas de juros têm flutuado de maneira

significativa. Por exemplo, as taxas de juros oficiais no Brasil no final de 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011 foram de 13,25%, 11,25%, 13,75%, 8,75%, 10,75%, 10,90% por ano, respectivamente, conforme estabelecido pelo COPOM1.

Futuras medidas do Governo Federal, inclusive redução das taxas de juros, intervenção no mercado de câmbio e ações para ajustar ou fixar o valor do Real poderão desencadear o aumento da inflação.

Na hipótese de o Brasil sofrer aumento de inflação no futuro, o Governo Federal poderá optar por elevar as taxas de juros oficiais. A alta das taxas de juros impacta diretamente o custo de captação de recursos da Companhia, bem como o custo de financiamento de seus clientes, podendo inclusive afetar a capacidade de pagamento destes e provocar aumento da inadimplência. A elevação da taxa de inflação e seu efeito sobre a taxa de juros interna poderão, ademais, acarretar redução da liquidez nos mercados internos de capitais e de crédito, o que afetaria a capacidade da Companhia de refinanciar seu endividamento. Qualquer redução nas vendas líquidas ou no lucro líquido e qualquer deterioração de situação financeira da Companhia poderão ocasionar a redução do preço de mercado dos valores mobiliários de sua emissão.

A instabilidade cambial pode prejudicar as atividades, a situação financeira e os resultados operacionais da Companhia, bem como o valor de mercado dos valores mobiliários de sua emissão.

Em decorrência de diversas pressões, a moeda brasileira sofreu recorrentes desvalorizações em relação ao dólar e a outras moedas estrangeiras ao longo das últimas quatro décadas. Durante todo esse período, o Governo Federal implementou diversos planos econômicos e utilizou diversas políticas cambiais, incluindo desvalorizações repentinas, mini-desvalorizações periódicas, durante as quais a frequência dos ajustes variou de diária a mensal, sistemas de mercado de câmbio flutuante, controles cambiais e mercado de câmbio duplo. De tempos em tempos, houve flutuações significativas da taxa de câmbio entre o Real e o Dólar e outras moedas. Por exemplo, o Real se valorizou 12,3%, 8,5% e 17,0% com relação ao Dólar em 2005, 2006 e 2007, respectivamente. Em 2008, em decorrência do agravamento da crise econômica mundial, o Real se desvalorizou 31,9% frente ao Dólar, tendo fechado em R$2,34 por US$1,00 em 31 de dezembro. Em 2009, observou-se a valorização de 25,5% da moeda brasileira frente ao Dólar. Em 31 de dezembro de 2009, a taxa de câmbio entre o Real e o Dólar era de R$1,74 por US$1,002. Em 2010, a valorização do real frente ao Dólar foi de 4,6%. Em 31 de dezembro de 2011, a taxa de câmbio entre as duas moedas era de R$ 1,8668 por US$ 1,00.

Em 30 de setembro de

2012, a taxa de câmbio entre o real e o dólar foi de R$ 2,0226 por US$ 1,0, tendo o real sofrido uma depreciação de cerca

de 7,9% durante os nove meses de 2012.

Não se pode garantir que o Real não sofrerá valorização ou desvalorização em relação ao Dólar novamente.

As desvalorizações do Real em relação ao Dólar podem criar pressões inflacionárias adicionais no Brasil e acarretar aumentos das taxas de juros, podendo afetar de modo negativo a economia brasileira como um todo. Além disso, uma desvalorização significativa do Real pode afetar a capacidade de a Companhia arcar com os custos denominados ou influenciados pela variação da moeda estrangeira e, consequentemente, causar um efeito material adverso nas suas atividades, na sua situação financeira e nos seus resultados operacionais.

A crise econômica global poderá afetar de maneira adversa o crescimento econômico do Brasil ou limitar o acesso da Companhia ao mercado financeiro e, consequentemente, prejudicar seus negócios e condição financeira.

A crise econômica global e a consequente instabilidade no sistema financeiro mundial tem afetado, e poderão continuar a afetar negativamente o crescimento econômico do Brasil. A atual crise financeira reduziu a liquidez e a disponibilidade de crédito para o