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Figura 4.1: Coleta do MRG das Caixas de Gordura do Restaurante Universitário.

4.5 PROCESSO DE CRAQUEAMENTO NA UNIDADE DE BANCADA

Os procedimentos experimentais do processo de Craqueamento em escala de Bancada foram realizados no Laboratório de Processos e Catálise da Seção de Engenharia Química do Instituto Militar de Engenharia (IME), sendo esses experimentos de Craqueamento Térmico Catalítico submetidos em modo Semi-Batelada.

4.5.1 Aparato experimental

A Unidade de Craqueamento em Escala de Bancada é constituída por um Reator de vidro borosilicato apresentando formato cilíndrico com capacidade volumétrica de 100 ml, com dimensões de 15 cm de altura e 4,0 cm de diâmetro interno. O reator foi inseridoem um forno cilíndrico com uma resistência cerâmica, cilíndrica, de potência de 800 W conectada ao controlador digital de temperatura e taxa de aquecimento (Marca: THERMA, Modelo: TH90DP202-000) por meio de termopar tipo K (Marca: ECIL, Modelo: QK. 2).

O sistema foi montado sob uma placa de agitação magnética (Marca: IKA C-MAG, Modelo: HS 7) com controle de frequência. O reator foi acoplado a um condensador de vidro borosilicato que foi conectado em um erlenmayer de vidro borosilicato com capacidade volumétrica de 250 ml. Acima do reator encontrava-se uma conexão em forma de “Y”. Numa das extremidades (orifício) desta conexão foi utilizada para a alimentação no reator do gás de arraste (N2), contido num cilindro com válvula reguladora de pressão em dois estágios, a uma vazão de 0,04 Nl.min-1.

Os produtos condensados foram recolhidos em um erlenmayer de vidro borosilicato de 250 ml. Os produtos gasosos não condensáveis e o gás de arraste foram conduzidos por uma abertura (válvula) na curva alonga, acoplada entre o condensador e o balão de coleta, até o sistema de exaustão. Os produtos gasosos não condensáveis e o gás inerte (N2) foram conduzidos por uma válvula de escape localizada entre o condensador e o vaso de coleta para saída até o exaustor. A Figura 4.21 apresenta o Desenho Esquemático da Unidade de Craqueamento em Escala de Bancada e a Figura 4.22 ilustra a Unidade de Craqueamento em Escala de bancada, pertencente ao Laboratório de Processos e Catálise da Seção de Engenharia Química do Instituto Militar de Engenharia (IME - RJ).

S-3 E-1 Forno N2 Condensador boro-silicato Recipiente coletor Placa de aquecimento magnética

Termopar conectado ao controlador

Controlador Cabeça de destilação

Reator Válvula reguladora de vazão

1 1 1 2 3 4567 8 9 1 10 2 3 4567 8 9 1 1 0 Rotâmetro Exaustor Nitrogênio conectado ao reator Macaco hidráulico Figura 4.21: Desenho Esquemático da Unidade de Craqueamento em Escala de Bancada –

IME (RJ).

Figura 4.22: Unidade de Craqueamento em Escala de Bancada – IME (RJ).

Fonte: O autor.

4.5.2 Procedimento experimental

A gordura residual no seu estado semi-sólido foi colocada em um béquer de vidro borossilicato e em seguida o mesmo foi direcionado para uma placa térmica de agitação magnética (Marca: IKA C-MAG, Modelo: HS 7) com controle de frequência, a gordura acondicionada no béquer foi aquecida até uma temperatura de 150°C para garantir a liquefação e a desidratação total da mesma, visando atingir posteriormente os melhores resultados no processo de craqueamento. A Figura 4.23 mostra a liquefação e a desidratação da gordura residual antes dela ser usada como carga no processo de craqueamento térmico catalítico.

Figura 4.23: Desidratação e Liquefação da Gordura antes do Craqueamento.

A carga desidratada (matéria-prima) e o catalisador (lama vermelha) utilizado para cada experimento foram inicialmente pesados em uma balança (Marca: QUIMIS, Modelo: Q – 500L210C), em seguida foram depositados no reator de vidro borosilicato de 100 mL, conforme mostrado na Figura 4.24.

Figura 4.24: Matéria-Prima e Catalisador sendo pesados e colocados no Reator.

Fonte: O autor.

O sistema de agitação interna do reator foi realizado por uma barra magnética pesada sem o seu revestimento plástico. O reator contendo a carga, catalisador e barra magnética foi inserido no forno cilíndrico com resistência cerâmica, onde o controle da temperatura foi realizado com o auxílio do termopar “preso” na parede do reator, conforme mostrado na Figura 4.25.

Figura 4.25: Forno Cilíndrico com Resistência Cerâmica.

O aparato experimental foi montado com o acoplamento do reator no condensador. Deste modo, os produtos gasosos foram condensados a partir de um sistema localizados na saída do reator, constituído pelo condensador e por um banho termostático mantido a uma temperatura de 10°C. O funcionamento e controle do Aparato experimental foram realizados por um Controlador/Programador, onde foram estabelecidos os seguintes parâmetros: A temperatura de operação (set-point), a taxa de aquecimento e o tempo reacional. O tempo reacional consistia no momento em que o sistema alcançava a temperatura de operação, a partir da taxa de aquecimento definida em 10 °C/min, iniciando na temperatura ambiente (25 °C). A carga utilizada para cada reação foi de aproximadamente 60 g. A corrente líquida condensada recolhida no erlenmayer de vidro borosilicato (250 ml) foi pesada para a obtenção do rendimento do processo.

Na Unidade de Craqueamento em Escala de Bancada, pertencente ao Laboratório de Processos e Catálise da Seção de Engenharia Química do Instituto Militar de Engenharia (IME), foram realizados 3 (três) experimentos, em todos os testes foi utilizado a gordura residual como matéria-prima e a temperatura de craqueamento em 450°C, variando apenas o teor de catalisador em 5%, 10% e 15% de Lama vermelha calcinada a 1000°C. Portanto, nos experimentos foi observado e avaliado o comportamento da influência do Teor de catalisador na reação de Craqueamento Térmico Catalítico da Gordura residual desidratada. Deste modo, vale citar que as massas do Produto Líquido Orgânico e do Resíduo Produzido (Coque) foram devidamente anotadas para realização dos cálculos de balanço de massa e rendimento. A Tabela 4.1 demonstra detalhadamente todos os experimentos realizados na Unidade de Craqueamento em Escala de Bancada.

Tabela 4.1- Experimentos na Unidade em Escala de Bancada.

Matéria-prima Tipo de Craqueamento Catalisador Craqueamento (°C) Temperatura de

Gordura Residual Térmico catalítico 5% de Lama Vermelha 450 Gordura Residual Térmico catalítico 10% de Lama Vermelha 450 Gordura Residual Térmico catalítico 15% de Lama Vermelha 450

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