• Nenhum resultado encontrado

PROINFRA Depto de Gestão,

4.2 PROCESSO DE PLANEJAMENTO NA UFSC

4.2.1 Processo de Planejamento de Longo Prazo da SEPLAN/UFSC

Antes de apresentar o processo de Planejamento de Longo Prazo da UFSC, cabe apresentar um breve relato de como o PDI Anterior foi construído na UFSC:

Vou falar no mínimo denominador das histórias. Foi feito um relatório que era para fazer um levantamento [...] tudo o que estava acontecendo na universidade, descendo até as Unidades e Subunidades.

Tinha acabado de sair a lei do SINAES. Assim juntaram todas as informações [...]. Foi feito no gabinete, praticamente. Uma pessoa fez e o outro arrumou isso, arrumou aquilo [...].

E ficou um documento.

Já no PDI vigente sua elaboração foi conduzida da seguinte forma:

Diferentemente do que foi no primeiro PDI, foi um processo que tentou atingir diferentes grupos dentro da instituição. Iniciou trabalhando basicamente com comissões que representavam ensino, pesquisa e extensão e as partes administrativas, incluindo a assistência estudantil. Foram formadas duas Comissões, a do CAPLAN e do PPI.

A perspectiva era de interlocução com os Centros, que a gente entende que o Centro é a interlocução que você faz lá na ponta do processo: os cursos de graduação e pós-graduação, os Departamentos. Então a gente interagiu diretamente com o Departamento.

O resultado foi convergido numa direção, onde cada uma das duas comissões aprovou uma minuta. Depois disso, a gente abriu um tempo para consulta pública. Então isso foi para consulta pública, em sites.

O resultado disso tudo foi apresentado e discutido no Conselho Universitário, onde foi aprovado o PDI.

Desta forma, verifica-se que houve a intenção de democratizar a discussão do PDI para um maior número de pessoas, especificamente, pela formação de comissões representativas, discussão com as Unidades Acadêmicas e abertura para Consulta Pública.

Pelo que está descrito no PDI tem-se as seguintes fases de construção do documento:

1) Designação (em Julho de 2009) de duas Comissões. Uma composta por representantes da Administração Superior da UFSC para elaborar a minuta do PPI. Outra para elaborar o restante do documento composta por representantes das Pró- Reitorias e Secretarias. Ambas com participação de alunos e servidores.

2) Formulação da Comissão do PDI, e junção das minutas; 3) Consulta aos Dirigentes das Unidades Acadêmicas (Diretores

de Centro) nos Conselhos Departamentais (em agosto de 2009);

4) Consulta aos Diretores de Campus (em outubro de 2009); 5) Apresentação do documento para Consulta Pública para

receber críticas e sugestões (de 17 a 30 de novembro de 2009); e

6) Deliberação e aprovação final do PDI pelo Conselho Universitário (CUn), onde não houve muitas alterações (a partir de 08 de dezembro de 2009).

Atualmente, conforme descrito no PDI, a SEPLAN/UFSC idealiza que sua “gestão deve ser fundamentada nas idéias de um planejamento estratégico com horizontes temporais de curto, médio e longo prazo muito bem definidos.” (UFSC; SEPLAN, 2011, p. 80-81). Conforme descrito na figura a seguir:

Figura: 15: O Ciclo de Planejamento da UFSC. Fonte: UFSC/SEPLAN (2011, p. 80).

Desta forma, inicialmente, identifica-se pelo esquema apresentado, que o Planejamento Estratégico da Universidade Federal de Santa Catarina é de 10 anos (decenal), já o PDI seria uma fase intermediária, o que caberia ao Planejamento de médio prazo (qüinqüenal), e os Planos de Ação Anual (PAn) são de curto prazo (anual).

Neste sentido, está descrito no PDI, que:

Na perspectiva de planejamento de longo prazo, a Universidade Federal de Santa Catarina se orientará pela adoção do Planejamento Estratégico que deve envolver todas as Unidades Acadêmicas e Administrativas na concepção e consolidação dos seus grandes objetivos estratégicos, definindo os rumos que a Instituição deve seguir nesse

horizonte temporal. (UFSC; SEPLAN, 2011, p. 80).

Assim, verifica-se que existe confusão sobre o que é Longo Prazo e Médio Prazo no documento formal, o PDI, visto que na figura o PDI é de Médio Prazo, enquanto que no texto é descrito como de longo prazo.

Além disso, embora o planejamento de longo prazo (estratégico) tenha sido proposta para 10 (dez) anos não foi possível identificar nos documentos internos qualquer informação que desse subsídio para este horizonte. As Unidades Administrativas e Acadêmicas apenas apresentaram suas visões neste horizonte temporal, mas não fixaram qualquer Objetivo ou Meta a ser atingida.

Cabe salientar que o período decenal ainda esta vigente, porém acredita-se que o planejamento deve ocorrer antes do decênio e não após o primeiro qüinqüênio caso contrário seriam dois planos organizacionais, e não um decenal.

No PDI está previsto os três períodos, conforme expresso:

Já no horizonte de curto prazo, a UFSC deve adotar o Planejamento Anual, com metas e ações bem estabelecidas para o período de um ano. Os ciclos temporais de planejamento devem definir planos decenais, qüinqüenais e anuais de ação. (UFSC; SEPLAN, 2011, p. 80).

Para se fazer uma comparação com o Planejamento de médio prazo está escrito no PDI que:

O planejamento de médio prazo, no caso da

UFSC, converge para as reformulações

progressivas do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Isso está determinado externamente, pois esse plano deve ser atualizado a cada cinco anos. (UFSC; SEPLAN, 2011, p. 80).

Ou seja, é afirmado no documento que o PDI é um Planejamento de médio prazo.

Contudo, como será verificado nas fases de: Planejamento Estratégico das Unidades (Planejamento de Médio Prazo); e dos Planos de Ação Anual (Planejamento de Curto Prazo), o PDI foi encarado como

documento referência para elaboração dos documentos seguintes, o que configura este documento como sendo Estratégico. Portanto, o PDI da UFSC, enquadra-se no mesmo contexto de Planejamento Estratégico, que conforme Pereira (2010, p. 53) é caracterizado por:

a) Relaciona-se com os objetivos de longo prazo e com as maneiras para alcançá-los;

b) Trata de questões que afetam a organização como um todo;

c) Tem como responsáveis os quadros superiores ou diretivos da organização;

d) É um processo político e que envolve conflito e poder;

e) A aplicabilidade gera resistências, pois ocasiona mudanças de regras na alocação de poder e nas condições de relação das pessoas da organização;

f) Requer comprometimento de toda a organização;

g) É um processo de adaptação ao ambiente que se insere.

Portanto, diferente do que está escrito no próprio PDI, ele está sendo considerado como o documento referência para desenvolver do Planejamento Estratégico da Organização Universitária. Visto que se enquadra em todos os pontos anteriormente elencados pelo Professor Pereira (2010).

Importa apontar a visão que a SEPLAN tem sobre o Planejamento ao relatar o seguinte:

Independentemente do ciclo de planejamento adotado, curto, médio ou longo prazo, o estabelecimento de uma cultura de planejamento deve exigir um considerável esforço e tempo para a conscientização, discussão e amadurecimento do processo, conduzindo a construção de métodos e instrumentos de suporte ao processo de tomada de decisão na Instituição e envolvendo suas Unidades Acadêmicas e Administrativas. (UFSC; SEPLAN, 2011, p. 80).

Assim, verifica-se que o processo de Planejamento é algo mais amplo que um determinado período fixo, e sim a inserção da cultura do planejamento.

Conforme identificado no PDI este seria um documento Tático, de médio prazo. Por outro lado, atualmente, o PDI é encarado com um documento Estratégico, porém de médio prazo.

Elucidada a questão dos níveis de planejamento, operacional tático e estratégico ocorridos na Universidade, que já de início apresenta a peculiaridade de ser estratégico e a de médio prazo, então a pesquisa volta-se ao estudo do processo de planejamento estratégico na organização universitária UFSC.

4.2.2 Processo de Planejamento de Médio e Curto Prazo da