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PROCESSO DE RECEBIMENTODE PEÇAS PELAS EMPRESAS

Quando o produto chega à empresa ele deve passar por uma inspeção, visando identificar falhas, deve ser verificado se a embalagem não está danificada, violada e com identificação do fornecedor, bom estado de conservação e uso, livre de defeitos e falhas aparentes ou evidencia visual de irregularidade, falta de acabamento e etiqueta de identificação e aprovação.

O setor responsável deve estabelecer uma rotina de recebimento com dados como : confirmação da qualidade do fornecedor, estabelecer um formulário de inspeção de recebimento e procedimento para peças rejeitadas (segregados,quarentena,recertificados)

Todo material, componentes, equipamentos ou outros produtos recebidos pela empresa ficará sob responsabilidade de um inspetor designado. É responsabilidade dele conferir todos os comprovantes de origem do material, como:

Yellow Tag23, Form-One, Form 8130-03, SEGVÔO-003, Laudos de Revisão Geral e outros aplicáveis. Após o recebimento e adequada identificação, o material deverá ser temporariamente, depositado no setor de Suprimento Técnico24 em local segregado com toda a documentação pertinente. O material deverá permanecer em prateleira aberta ou caso seja material sensível, (materiais elétricos, eletrônicos ou borrachas), deverão permanecer em armário fechado. O registro de cada inspeção de recebimento de cada material será feito em formulário padronizado.

23 Setor responsável pela compra, recebimento, armazenagem e controle de peças e componentes utilizados pela frota de aeronaves.

24 Etiqueta de Aeronavegabilidade usada nos EUA.

No caso de produtos de borracha verificar o estado da embalagem e a data de cura do produto, impressa na mesma.Para matérias com prazo de cura vencido é possível inspecionar no mínimo 5% do lote por amostragem quanto à deformação permanente, achatamentos ou outros defeitos, como endurecimento ou amolecimento superficial. Deve-se flexionar a borracha e verificar quanto à formação de bolhas, descascados e rachaduras, corrosão em partes metálicas e conectores.Se aprovados nestas inspeções pode-se renovar a validade em até 50%

do tempo de cura.

Deve-se ter especial atenção nas plaquetas de identificação dos materiais controlados. Materiais que possuem controle calendário ou horário para revisão ou limite de vida, para que não estejam ilegíveis, adulterados ou inexistentes, pois caso isto ocorra o material deverá ser considerado não-aeronavegável25, portanto não aplicável à aeronave. Caso seja verificada a situação acima, excetuando-se o motor e a hélice, poderá ser realizada a reidentificação do material, conforme prevê o IAC 310826 cap. 30 e no caso de placa do motor e hélice deve ser seguido o cap. 28 da mesma IAC 3108 ou suas revisões posteriores.

Após a inspeção visual o inspetor verificará se a identificação do material, se das aeronaves civis brasileiras

Para peças novas de origem estrangeira (FORM 8130-3 DA FAA, FORM ONE da EASA) peças novas de origem nacional (Certificado de Conformidade do Fabricante ou evidência através de Nota Fiscal ou formulário SEGVÔO-003), para peças usadas de origem estrangeira (revisadas, reparadas, inspecionadas etc..) (FORM ONE, FORM 8130-3, documentos de rastreabilidade e situação de Diretrizes de Aeronavegabilidade). Para peças de origem nacional (revisadas, reparadas, inspecionadas etc..) SEGVÔO-003, Laudos de revisão Geral, etiquetas amarelas, documentos de rastreabilidade (peças com vida limite) e situação de Diretrizes de Aeronavegabilidade. Caso a quantidade descrita no documento de aprovação de aeronavegabilidade seja diferente da quantidade de material recebido, será exigido uma declaração de quebra de lote do fornecedor, caso empresa homologada ou fabricante, evidenciando nesta declaração o documento de origem.

8.1 ETIQUETAS DE IDENTIFICAÇÃO PARA COMPONETENS E ACESSORIOS AERONAUTICOS

Todo componente retirado de uma aeronave por qualquer motivo deve ser obrigatoriamente portar uma etiqueta que identifique sua condição, mesmo que seja para uma simples inspeção. Cada oficina pode adotar a etiqueta que for mais conveniente, porem não se deve fugir a certas padronizações. A etiqueta deve ter aproximadamente 11x 6 cm e sua condição está indicada em indica cores. Sendo vermelha para peças condenadas, amarelo para peças reutilizáveis e verde para peças recuperáveis. Essas etiquetas devem estar no MPI ou MGM do operador e para evitar trocas, perdas ou extravio, devem-se tomar os dados da peça no momento da retirada Os materiais aprovados na inspeção, receberão a etiqueta amarela de aprovação devidamente preenchidas e aguardarão a instalação, devidamente identificados e segregados em prateleiras ou armários fechados, conforme aplicável, no suprimento técnico, esta etiqueta acompanhará o material até a sua utilização. Os materiais reprovados na inspeção receberão uma etiqueta vermelha de reprovação sendo descrito no campo motivo, o dizer “Material Reprovado”, e serão devidamente identificados e segregados em prateleiras ou armários fechados, conforme aplicável, no suprimento técnico, aguardando o retorno ao fornecedor, ao operador ou descarte.

Somente serão instalados materiais que sejam aprovados na inspeção física e que possuam documentação original e aceitável de procedência e aeronavegabilidade. Caso o fabricante ou a empresa homologada para a aprovação de aeronavegabilidade do material, não seja conhecida ou haja alguma dúvida quanto ao seu caráter de homologação, será feita uma consulta por escrito a

ANAC/Gerencia de Controle de Produtos Aeronáuticos. Antes da liberação do material para instalação em uma aeronave ou parte da mesma, é necessário que o Inspetor responsável pelo serviço certifique-se que, somente a existência do documento de aprovação de aeronavegabilidade (FORM 8130 / SEGVÔO 003) por si só não constitui automaticamente uma autorização para instalar o material. É de responsabilidade do instalador verificar a aplicabilidade do material na aeronave.

Esta consulta poderá ser realizada nas publicações técnicas do catálogo de peças, CHST’s, fabricante do material ,especificação de aeronave.

9. CONCLUSÃO

Todo o processo desde a verificação da idoneidade do fornecedor, a qualidade do produto aeronautico que está sendo adquirido até o recebimento da mesma, requer uma analise profunda, é esse conjunto de fatores o responsável pela aeronavegabilidade permanente da aeronave, garante a segurança na aviação civil. O cumprimento das legislações referentes a produtos aeronáuticos visa garantir que o sistema seja padronizado, garantindo assim melhor qualidade, confiabilidade, segurança e com isso a diminuição gradativa no numero de acidentes.É essencial que os dados estejam adequados quando inspecionar, atestar todas as peças e materiais, devendo ter cuidado quanto à origem das mesmas. Basta um acidente, causado por falha em um produto para sentir o tamanho do prejuízo gerado pela falta de um acompanhamento de rastreabilidade das peças que são colocadas nas aeronaves, sendo assim a utilização de uma peça devidamente certificada é sinônimo de segurança de vôo e lucro.É de muita responsabilidade do inspetor pelo produto a ser instalado nas aeronaves e no processo de estocagem das mesmas, de acordo com a legislação vigente no país.

REFERÊNCIAS

ANAC. Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica, nº 43. Rio de Janeiro, 13/08/04. Disponível em http//:www.anac.gov.br. Acesso em Outubro/ 2007.

ANAC. Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica, nº 145. Rio de Janeiro, 09/04/90. Disponível em http//:www.anac.gov.br.

ANAC. Instrução de Aviação Civil, nº 091-1003A. Rio de Janeiro, 2006. Disponível em http//:www.anac.gov.br..

ANAC. Instrução de Aviação Civil, nº 145-1001. Rio de Janeiro, 2005. Disponível em http//:www.anac.gov.br.

ANEXO 01

ANEXO 02

ANEXO 03

ANEXO 04

ANEXO 05

AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL - ANAC REGISTRO DE GRANDE MODIFICAÇÃO/REPARO (CÉLULA, MOTOR, HÉLICE OU PARTE COMPONENTE) (BRAZILIAN CIVIL AVIATION AUTHORITY - MAJOR ALTERATION/REPAIR RECORD)

(AIRFRAME, POWERPLANT, PROPELLER OR COMPONENT)

FORMULÁRIO (FORM)

Artigo I. SEGVÔO 001

INSTRUÇÃO: Preencher todos os campos, inutilizando os não aplicáveis. Ver RBHA 43 (seção 43.9 e apêndice B) e IAC-3133 para instrução sobre este formulário. (Instruction: Fill all blank fields, invalidating non applied fields. See RBHA 43.9 and appendix B) and IAC-3133 for instructions about this form)

1. AERONAVE

3. PARA USO DA AUTORIDADE AERONÁUTICA (FOR AERONAUTICAL AUTHORITY USE ONLY)

4. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE (UNITY IDENTIFICATION) 5. TIPO (TYPE)

(a) Unidade

--- (Como descrito no item 1 acima)

---Motor (Powerplant) --

A. Nome e Endereço do Agente Executor demais folhas anexas foi feito de acordo com os requisitos do RBHA 43 e que a informação aqui fornecida é verdadeira e correta de acordo com meus conhecimentos. (I certify that the repair and/or alteration made to the unit(s) identified in item 4 above and described on the reverse of this sheet and/or additional continuation sheets, have been done in accordance with RBHA 43 requirements and the information furnished herein are true and correct to the best of my knowledge)

Data

7. APROVAÇÃO PARA RETORNO AO SERVIÇO(APPROVAL FOR RETURN TO SERVICE)

De acordo com a autoridade que me foi concedida, declaro que a unidade identificada no item 4 foi avaliada e inspecionada da maneira prescrita pela ANAC e está (According to the authority to me concerned, I declare that the unity identified in item 4 above has been evaluated and inspected through the procedures estabilished by the DAC and is) Aprovada (Approved) Rejeitada (Rejected)

Pelo

(By) ANAC

Eng. Aeronáutico Cadastrado (Registered Aeronautical Engineer)

Empresa Homologada (Certificated Repair Station)

Fabricante Homologado

8. DESCRIÇÃO DO TRABALHO EXECUTADO (Se mais espaço for necessário, anexar folhas adicionais. Identifique-as com as marcas da aeronave e a data em que o trabalho foi concluído).

ANEXO 06

ENTRADA SAÍDA NÚMERO QUANTIDADE

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