Curiosidade: Existe um teste cego, deve estar no livro do farina, onde recipientes térmicos foram ocupados por um mesmo café, porém eles tinham cores diferentes. O café que estava em recipientes nas cores vermelha e marrom foram julgados pelos participantes como sendo mais robustos, saborosos e quentes.
3- Processos criativos
O processo criativo é algo que segue alguns passos que não pretendemos engessar aqui, cada criativo tem o seu método e processo próprio mas para se ter uma visão Geral do Processo.
A figura a seguir oferece uma visão geral do processo de criação em seu entendimento mais amplo:
Processo de Criação Por Bruno Carvalho10
Vários cientistas, pensadores e artistas já se perguntaram como, afinal, acontece a criação. Embora muitos autores elaborem o processo de criação em até sete etapas, praticamente todos concordam com quatro passos básicos.
Estes passos foram elaborados com a colaboração científica do físico alemão
10 Disponível em
http://www.criativ.pro.br/index.php?option=com_content&task=
view&id=69&Itemid=37 acesso em 19/07/2006
Hermann von Helmholtz e de Graham Wallas, da Universidade de Londres.
Preparação, Saturação ou Informação O primeiro passo do processo criativo nada tem de mágico ou misterioso. Na verdade, trata-se de um trabalho árduo e quase estafante. Segundo o dicionário,
"saturar" significa "fartar, encher inteiramente, impregnar (com alguma coisa) até o ponto de não poder mais ser absorvido". Em outras palavras, a fase de saturação envolve uma pesquisa profunda e sistemática sobre o problema a ser resolvido (o brainstorm).
A abordagem utilizada por Thomas Edison para resolver um problema é um bom exemplo de saturação. Ele dizia: "sou mais uma esponja do que um inventor". Quando queria descobrir alguma coisa, primeiro procurava saber como outros tentaram resolver o problema. Então recolhia informações sobre as milhares de experiências e estudos que outros realizaram sobre o assunto. Este era apenas o ponto de partida para o seu ataque. Lembre-se: 99% de transpiração e apenas 1% de inspiração. Ou, como dizia um outro gênio, uma obra-prima, primeiro tem que ser obra, para depois ser obra-prima. O preço de uma idéia é o raciocínio intenso, consciente, concentrado. É preciso combinar, adaptar e remontar. Porém, ao mesmo tempo em que se está trabalhando conscientemente em um problema, também o inconsciente está sendo saturado de informações. E, uma vez tendo forçado seu consciente até o limite sem encontrar uma solução, confie no seu inconsciente e deixe-o assumir a tarefa.
Incubação
O segundo passo do processo criativo é passivo. Ficar tranqüilo, relaxar, não pensar no problema. Deixe-o em banho-maria no inconsciente. De alguma maneira misteriosa e aparentemente mágica, o inconsciente trabalha enquanto você relaxa, convertendo as informações coletadas durante a saturação em novos conceitos, em busca da solução do problema.
Helmhltz dizia que as melhores idéias lhe vinham "durante a subida de uma montanha num dia ensolarado". Einstein tocava violino, assim como o detetive Sherlock Holmes quando precisava resolver algum mistério (Conan Doyle devia entender do assunto). Outros acreditam que a melhor maneira para deixar o subconsciente trabalhar é ouvindo música, dirigindo, lendo poesia, pescando, caminhando, indo ao teatro ou lendo histórias policiais. Umas das melhores opções de comandar o inconsciente para trabalhar é a hora de dormir. Repasse mentalmente seus problemas, um a um. Diga a si mesmo que terá as soluções pela manhã, fique na expectativa.
Descobrir a melhor forma para relaxar e deixar o inconsciente trabalhar é fundamental para um bom processo de incubação. Você já pensou como costuma relaxar?
Iluminação
Este é realmente o momento em que acontece a idéia, o "heureca" de Arquimedes.
É o clarão de inspiração criativa que vem do inconsciente durante um período de incubação. Para otimizar este momento, convém manter uma atitude positiva em relação às idéias. Tenha uma mente sempre
aberta, não rejeite idéias cedo demais, não as discrimine com demasiado rigor - neste momento, nada pior do que fazer um julgamento crítico da idéia. Deixe um canal aberto para que as idéias possam fluir.
Outras atitudes que podem estimular o momento da iluminação são visitas a lojas, galerias de arte, andar pelas ruas, observar a multidão. Emerson recomendava que todos deveriam passar uma hora por dia meditando.
A meditação desenvolve profundos insights intuitivos sobre problemas e projetos.
Quando as idéias começarem a surgir, registre-as o mais rápido possível, mesmo que pareçam banais, ridículas ou absurdas. Use lápis e papel, gravador, computador, vídeo ou o que for mais prático ou confortável. Muitas idéias se perdem porque as pessoas confiaram em sua memória. "A memória mais forte é mais fraca que a tinta mais clara", diz um provérbio chinês. Tenha sempre um bloco de anotações à mão.
Verificação
Este passo é a validação das idéias.
Seu julgamento crítico, sua prova de viabilidade. As idéias que resolvem, de fato, o problema? São práticas sob um ponto de vista de aplicação? São possíveis de serem implementadas?
É perfeitamente natural que esta etapa venha ao final do processo, pois, caso se apresentasse antes, promoveria uma interrupção no fluxo do pensamento. Atitudes como "não é possível", "não dá para ser feito",
"é caro", "é por demais complexo" ou mesmo um simples "não vai dar certo" são fatais durante as fases anteriores, mas não agora.
Ao fazer a revisão e avaliação das idéias, pode-se descobrir que um pensamento
aparentemente absurdo pode conter uma sugestão para uma abordagem completamente nova a um problema importante. Uma idéia que a princípio pareceu forçada pode abrir caminho para o desenvolvimento de um novo produto.
As idéias brutas podem ser "buriladas"
e lapidadas. Algumas serão descartadas, é claro, mas provavelmente muitas serão consideradas geniais.
Neste momento do processo, vale a participação de outras pessoas. Pergunte o que elas acham da sua idéia, como elas são visualizadas, se acham que são viáveis.
"Deixe sua imaginação voar solta. Depois, coloque-a em execução aqui no chão": este é o lema de uma grande empresa norte-americana para seus engenheiros.
Enfim, antes de sentar-se à frente de seu computador, recomenda-se a confecção de um “rafe”, um “rough”, um esboço ou um rascunho tosco do que se imagina produzir.
Feito isto mãos à obra.
Exercício: Crie um anúncio de calça jeans.
Após ter criado a chamada e o texto, escolhido a imagem e o anunciante, tente vários “rafes”
ou layouts alternativos até esgotar as idéias.
Sugestão: 10 layouts diferentes.
3.1 - Marca ou Branding
Muitos diretores de arte tiveram como primeiro
“job” a criação de uma marca. Imagine o criador da marca coca-colaTM. Sem devaneios antes de criar uma marca devemos ter em mente alguns conceitos.
O que é a Identidade Corporativa?
Entende-se por Identidade Corporativa o processo pelo qual uma instituição utiliza os elementos comunicacionais para transmitir eficazmente o que faz, como o faz, quem é e como pretende ser percebida pelo público.
Quais os elementos constituintes da identidade corporativa?
A identidade corporativa traduz os valores da instituição através de vários elementos: a marca gráfica da empresa, as suas comunicações (interna e externa), o seu ambiente de produção ou atendimento, o tratamento que dá ao cliente, a apresentação dos seus profissionais, o seu material impresso, nome, portfólio de produtos, etc.
Identidade Corporativa vs Imagem Corporativa.
Ao contrário da identidade corporativa, que define quem a empresa é, a imagem corporativa define como a empresa se parece, ou seja, como ela é percebida pelo público.
A imagem corporativa é uma representação mental, no imaginário coletivo, de um conjunto de características e valores que funcionam como estereotipo e determinam à conduta e opiniões da instituição.
O que é o Símbolo?
O símbolo é um dos elementos base da identidade visual que pode integrar (ou não) uma marca. Completamente abstrato e desprovido de significado (bp?), ou figurativo (shell) e representativo de conceitos caros à atividade da instituição ou à sua política, constitui frequentemente o elemento mais forte da identidade corporativa e concentra na sua
simplicidade toda a força de uma identidade global complexa e de múltiplos significados.
Dispensa palavras. Facilmente entendível, dificilmente explicável.
O que é o Logotipo?
O logotipo é a forma particular como o nome da instituição ou produto é representado graficamente, pela simples escolha de uma fonte de texto (Mercedes, Vodafone) ou desenho original de um lettering específico (Ferrari, Audi). Juntamente com o símbolo, constitui a logomarca/marca, no entanto, é frequentemente o único elemento e principal representação gráfica da mesma (Toshiba, Microsoft, coca-cola, nokia).
O que é a Logomarca/Marca?
Entende-se por marca a representação simbólica de uma instituição, produto, serviço. A representação simbólica é normalmente constituída por um nome e por imagens ou conceitos que a distinguem.
Quando se fala em logomarca, usualmente referimo-nos à representação gráfica no âmbito e competência do design gráfico, onde a marca pode ser representada por uma composição de símbolo e/ou logotipo.
No entanto, o conceito de marca é bastante mais abrangente do que a sua mera representação gráfica. A instituição, através de seu nome e representação gráfica - comunica a "intenção" de um produto/serviço, que traduz os seus atributos e a diferencia no mercado. É isto que a faz especial e única frente à concorrência.
O papel do marketing é a constante busca de associação à marca de uma
"personalidade" ou uma "imagem mental".
Desta forma, o seu objetivo será "marcar" a imagem na mente do consumidor, ou seja, efetuar uma associação positiva entre a imagem e a qualidade do produto.
O que é a Gestão de Marca/ “Branding”?
O “branding” ou gestão de uma marca, é um processo sistêmico e multidisciplinar, onde se integram disciplinas da gestão, do marketing, dos recursos humanos, da comunicação e do design entre outras. O objetivo da gestão da marca, é conferir-lhe valor e acentuar-lhe o caráter de perenidade.
É fundamental entender que a intangibilidade da marca é um dado adquirido nos tempos que correm, a marca é, potencialmente, o maior gerador de valor de que qualquer instituição pode dispor. A gestão deste valor é algo que deve merecer a maior atenção por parte da instituição, pois as suas peculiaridades podem levar a que consumidores de determinada classificação demográfica retirem sensações, experiências e percepções diferentes sobre a mesma marca em relação a outros classificados demograficamente da mesma forma.
Símbolo vs Logotipo vs Marca
Podemos representar uma marca através do símbolo ou do logotipo, são duas formas de materialização de um conceito mais ou menos abstrato para o público.
É comum as pessoas se referirem ao símbolo como logotipo. Diz-se frequentemente: o logotipo da nike (swoosh) ou da shell (concha), quando, na verdade, a intenção é a referência ao símbolo.
Também existem casos em que não é possível fazer a dissociação entre os dois
elementos, nestes casos (bmw, martini) a marca integra símbolo e logotipo de tal forma que a sua separação se torna impossível.
No entanto, o conceito de marca é bastante mais abrangente do que a sua mera representação gráfica. A instituição, através de seu nome e representação gráfica - comunica a "intenção" de um produto/serviço, que traduz os seus atributos e a diferencia no mercado. É isto que a faz especial e única frente à concorrência.
O que é o Manual de Identidade Corporativa?
É um documento técnico concebido pelos designers responsáveis pela concepção da identidade corporativa, que reúne as especificações, recomendações e normas essenciais para a preservação das características da marca, com o objetivo de facilitar a sua correta e coerente utilização, propagação, percepção, identificação e memorização.
Exercício: Crie uma marca, nome e slogan para uma empresa de artigos esportivos.