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PROCESSOS DE BENEFICIAMENTO DA SEMENTE DE SOJA

O processo de produção de sementes de soja é desenvolvido da seguinte forma na entidade estudada. A soja é colhida e armazenada, após é destinada até UBS - Unidade de Beneficiamento de Sementes, onde o produto passa por um rigoroso processo de classificação e em sua sequência é embalado e armazenado, aguardando setor comercial realizar as vendas. Após comercializado é feita a expedição (carregamento) das sementes, conforme a figura 7.

Figura 7 - Processo completo de produção de sementes de soja

Fonte: Elaborado conforme pesquisa na empresa (2016) RECEBIMENTO CLASSIFICAÇÃO ARMAZENAGEM COMERCIALIZAÇÃO EXPEDIÇÃO BENIFICIAMENTO COMERCIALIZAÇÃO EXPEDIÇÃO

4.1.1 Recebimento de grãos

A empresa trabalha com campos de produção próprios e de terceiros (grupo de cooperados). Os produtos são colhidos e levados para as unidades de recebimento, onde são pesados e feitos os testes de umidade, impureza e qualidade dos grãos. Neste momento é aplicando os devidos descontos aos produtos caso não esteja nos padrões estipulados. Após é descarregado os caminhões nas moegas e os produtos são passados em máquina de ar e peneira e destinados para o local de armazenagem onde o produto recebe uma aeração para o resfriamento dos grãos. O grão é separado na armazenagem por cada tipo de cultivar, onde cada cultivar terá um local específico.

4.1.2 Classificação de sementes

Para a classificação das sementes a matéria prima (grão de soja) encontra-se depositado na UBS - Unidade de Beneficiamento de Sementes ou vêm de outra unidade de recebimento. No processo de produção de sementes os grãos são transportados via elevadores e fitas até os equipamentos, sendo o processo de classificação feito da seguinte forma: primeiro é definido qual cultivar será processada posteriormente os grãos são passados em uma máquina de ar e peneira, onde serão retiradas as impurezas (pós-limpeza), após será passado em mesas de gravidade (separa os grão pelo seu peso específico), espiral (separa os grão pelo seu formato) e padronizador (separa pelo tamanho do grão), durante este processo é feito um rigoroso controle de qualidade a fim de certificar-se que as sementes estão tendo uma excelente classificação. Após este processo o produto é embalado.

4.1.3 Armazenagem de sementes

Nesta etapa, os grãos que foram classificados, conforme item anterior, são embalados e armazenados. Para embalar o produto é utilizado saco de ráfia laminada ou papel com peso definido de 40kg. A capacidade de ensaque da unidade é de 250 sacas por hora, sendo empregado neste processo equipamentos com alta tecnologia.

O produto embalado fica armazenado, sendo ele separado por cultivar, categoria e peneira formando assim as pilhas dentro da unidade de armazenagem de sementes, a qual é forma por lotes sendo estes com tamanho máximo até 30.000 kg ou 750 sacas cada. A pilha é

formada por um conjunto de lotes que varia conforme o espaço disponibilizado para sua formação. Os produtos ficam armazenados até o momento da sua comercialização.

4.1.4 Comercialização de sementes

A comercialização é feita pelo setor comercial da empresa, o qual tem vendedores internos e externos, os quais fazem contato com os clientes oferecendo os produtos disponibilizados pela empresa e passando orientações técnicas de cada cultivar. Para dar suporte na atividade comercial contam com uma estrutura administrativa e financeira.

As sementes comercializadas são destinadas para diversos Estados do País entre eles: Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Sendo o Estado do Rio Grande Sul onde se concentra o maior percentual de vendas.

4.1.5 Expedição de sementes

Formalizada a negociação, o cliente através de transportadora ou transporte próprio se desloca até UBS – Unidade de Beneficiamento de Sementes para retirar o produto adquirido. Para liberar a expedição a empresa verifica qual a região que estará sendo enviado o produto a fim de orientar o cliente sobre as condições de armazenagem, pois estas podem interferir diretamente na qualidade do produto. Sendo responsabilidade do cliente, após retirada dos produtos da unidade, o cuidado com o mesmo.

4.2 CUSTOS DIRETOS

No trabalho conforme avaliação feita com a empresa foi apropriado como custos diretos os custos de compra de matéria prima e custo com pessoal, os quais estão detalhados a seguir.

4.2.1 Custos de compra de matéria prima

A aquisição de matéria prima para a produção de sementes é de produção própria ou de terceiros (grupo cooperados), os quais recebem pelo produto entregue um valor conforme preço comercializado na região mais um percentual pela qualidade do produto.

Para elaboração do custo da matéria prima, ou seja, além da soja colhida e armazenada, foram acrescentados os custos da inscrição de campo por categorias de produção e os custos pela inscrição de campo pelo uso das tecnologia com é o caso das cultivares Intacta (IPRO). Sendo as cultivares Roundup Ready (RR) isentas de taxas, devido a ter passado o prazo legal qual dava direito de cobrança de royalties para Monsanto. Posteriormente é acrescido o custo de frete para transportar os produtos armazenados nas unidades de recebimento até a UBS – unidade de beneficiamento de sementes. No quadro 3 demonstra o custo de matéria prima:

Quadro 3 - Custo de matéria prima

Tecnologia Inscrição de Campo

Categoria Inscrição de Campo Tecnologia Frete Compra de Grão Custo Matéria Prima INTACTA 0,0022 0,0313 0,0173 1,4060 1,4568 RR 0,0022 - 0,0173 1,4060 1,4255

Fonte: Elaborado conforme pesquisa na empresa (2016)

Para elaboração dos cálculos dos custos de fretes e da compra de grão, foi utilizado como ferramenta o cálculo da média pondera avaliando volume e preços praticados.

4.2.2 Custos com pessoal

Na empresa o processo de produção de sementes de soja é envolvido vinte e quatro colaboradores os quais ficam distribuídos nas atividades de beneficiamento e expedição. A atividade de beneficiamento envolve as etapas de recebimento, classificação e armazenagem, sendo está que consome o maior período das atividades aproximadamente de seis meses durante o ano. A atividade de expedição acontece posteriormente à atividade de beneficiamento sendo nesta atividade apropriado os mesmos colaboradores e quando necessária feita alguma contratação eventual, tendo com o período esta atividade de aproximadamente dois meses e meio. No quadro 4 constam os dados obtidos da empresa sendo eles passados em valores finais já acrescido das provisão de férias, décimo terceiro, previdência social, FGTS, INSS empresa.

Quadro 4 - Custo com pessoal

Beneficiamento (R$) Expedição (R$)

Mão de obra UBS 410.400,00 155.429,02

Como demonstrado no quadro 4, o maior custo com mão de oba direta está no beneficiamento, representando 72,53% do custo total, isto acontece devido esta atividade ter um maior período de trabalho durante o ano. Já atividade de expedição representa 27,47% do custo total.

No quadro 5, apresenta-se o cálculo do custo de mão de obra direta por quilograma de semente produzida.

Quadro 5 - Custo com pessoal por quilograma de semente processada.

Total Mão de Obra Direta (R$) 565.829,02

Produção em Kg sementes de Soja safra 2016 13.675.360

Custo/kg 0,0414

Fonte: Elaborado conforme pesquisa na empresa (2016)

A empresa na safra 2015/2016, produziu 13.675.360 kg de semente de soja e seu custo com mão de obra direta total foi de R$ 565.829,02, desta forma constitui um custo médio por quilograma de semente de R$ 0,0414.

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