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4.3 Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Processo n.° 200735000074540 

Juízo  3ª Vara da Justiça Federal de Goiânia (GO)  Instância  Primeira  Data de instauração  24.07.2007  Tipo de ação  Civil Pública  Partes no processo  Autor: Ministério Público Federal (GO) 

Réu:  Tractebel  Energia,  Aneel,  Ibama  e  Agência  Goiana  do  Meio  Ambiente. 

Valores, bens ou direitos  envolvidos 

Áreas  atingidas  pelo  reservatório  da  Usina  Hidrelétrica  Cana  Brava  (UHCB),  especialmente  no  que  se  refere  à  área  indígena.  O  valor  envolvido é de R$ 3 milhões. 

Principais fatos  O  MPF  propôs  Ação  Civil  Pública  alegando  a  suposta  ocorrência  dos  seguintes problemas relacionados à UHCB: (1) Ausência de prévia supressão  da  vegetação  na  área  inundada  pelo  reservatório;  (2)  A  ocorrência  de danos  ambientais decorrentes da ausência de supressão de vegetação; (3) Não houve  resgate  da  fauna  na  época  do  enchimento  do  reservatório;  (4)  Houve  expansão  de  doenças  epidemiológicas  na  região  e  nos  Municípios  direta  ou  indiretamente  afetados  pela  UHCB,  como  raiva,  malária,  esquistossomose,  dengue  e  leishmaniose;  (5)  Foram  causados  danos  à  comunidade  indígena  Avá‐Canoeiro, materiais e morais, decorrente do alagamento de parte da área  indígena;  (6)  O  licenciamento  ambiental  deveria  ter  sido  conduzido  pelo  Ibama e não pela Agência Goiana de Meio Ambiente (AGMA). 

Com  base  nos  fatos  sintetizados  acima,  o  MPF  formulou  os  seguintes  pedidos:  (1)  elaboração  de  estudos  detalhados  para  quantificar  a  vegetação  submersa na área do reservatório da UHCB; (2) retirada de toda a biomassa  que,  a  critério  técnico,  não  for  considerada  necessária  à  proteção  da  ictiofauna,  para  melhorar  a  qualidade  da  água  e  os  usos  múltiplos  do  reservatório  (inclusive  navegação);  (3)  elaboração  de  um  relatório  detalhado  acerca  do  resgate  da  fauna,  a  ser  submetido  à  análise  do  Ibama;  (4)  implantação  de  medidas  que  visem  a  assegurar  o  controle  da  expansão  de  doenças epidemiológicas em toda região direta ou indiretamente afetada pelo  empreendimento;  (5)  implementação  de  programa  de  mitigação  e  compensação sócio‐ambiental aos impactos causados à terra e à comunidade  indígena  Ava‐canoeiro;  (6)  transferência  do  processo  de  licenciamento  ambiental para o Ibama; (7) indenização dos danos ambientais decorrentes da  não  supressão  de  vegetação;  (8)  indenização  dos  danos  causados  ao  patrimônio  sócio‐ambiental  da  comunidade  indígena  Avá‐Canoeiro;  (9)  indenização  à  comunidade  indígena  por  danos  morais  coletivos,  em  valor  a  ser arbitrado judicialmente. 

A  Companhia  contestou  a  ação  civil  pública,  apresentando,  em  síntese,  os  seguintes argumentos: (1) existência de litispendência e conexão com a Ação  Popular n.º 2004.35.00.004291‐3 e com a Ação Popular n.º 2006.35.00.016335‐1,  em tramitação na 2ª Vara Federal de Goiás. Ressalte‐se que tais ações já foram  extintas  pelo  MM.  Juiz;  (2)  ausência  de  legitimidade  passiva  da  ré  Tractebel  Energia; (3) falta de interesse de agir relacionada ao pedido de elaboração de  relatório do resgate da fauna, uma vez que este já foi elaborado; (4) Falta de  interesse  de  agir  com  relação  à  implementação  de  medidas  e  programas  de  saúde pública, uma vez que estes foram implementados; (5) Falta de interesse  de  agir  com  relação  ao  pedido  de  adoção  de  medidas  mitigadoras  e  compensatórias  à  comunidade  indígena,  uma  vez  que  há  proposta  do  empreendedor  aguardando  resposta  da  Fundação  Nacional  do  Índio 

4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes

suprimido o que seja tecnicamente recomendado com a finalidade de garantir  a manutenção da qualidade ambiental; (8) A supressão da vegetação da área  inundada  pelo  reservatório  foi  feita  adequadamente,  com  base  em  autorização  concedida  pelo  órgão  ambiental,  que  conta  com  presunção  de  legalidade;  (9)  A  não  supressão  de  toda  a  vegetação  não  causou  danos  ambientais.  Não  há  navegação  no  rio,  as  hidrelétricas  emitem  poucos  gases  de efeito estufa e a qualidade da água no reservatório é boa; (10) Foi realizado  adequadamente  o  resgate  da  fauna;  (11)  Não  houve  expansão  de  doenças  epidemiológicas na região. Dados oficiais demonstram que as informações da  petição  inicial  não  estão  corretas;  (12)  De  fato  houve  impactos  sobre  a  área  indígena  Avá‐Canoeiro,  contudo,  constatado  esse  fato,  o  empreendedor  se  propôs  a  tomar  as  providências  necessárias  no  sentido  de  promover  a  justa  mitigação  e  compensação  destes.  Foi  feita  uma  reunião  com  o  MPF  e  a  FUNAI  para  discutir  os  encaminhamentos  necessários.  Foram  acordadas  e  tomadas medidas emergenciais e foi acertada a elaboração de um estudo com  base em Termo de Referência elaborado pela FUNAI. O Estudo foi realizado,  mas após a sua realização, a FUNAI pediu um novo estudo diferente. Como o  novo  estudo  visa  não  apenas  compensar  os  impactos,  mas  estudar  toda  a  reserva  indígena,  que  é  obrigação  da  FUNAI,  a  Companhia  não  concordou  com a sua elaboração. A Companhia aguarda uma resposta da FUNAI sobre  isso,  estando  disposta  a  melhorar  o  estudo  feito,  mas  não  a  realizar  o  novo  estudo  pedido  pela  FUNAI.  O  estudo  prevê  as  medidas  adequadas  para  compensar  a  reserva  indígena  e  pode  ser  implementado  imediatamente,  desde  que  haja  concordância  da  FUNAI,  visto  que  apenas  0,67%  da  área  indígena foi afetada. A compensação pelo impacto causado pela UHCB sobre  a terra indígena já foi feita por Furnas, que ultrapassam R$ 2 milhões para a  população  de  seis  índios.  Não  foram  causados  danos  morais;  e  (13)  A  competência  para  o  licenciamento  ambiental  é  feita  com  base  no  critério  da  amplitude  do  impacto  ambiental,  nos  termos  do  art.  10  da  Lei  nº  6.938/81.  Como  o  impacto  do  empreendimento  não  tem  âmbito  nacional  ou  regional,  estando restrito aos limites do Estado de Goiás, a competência é da AGMA e  não do Ibama. 

Em  2008,  atendendo  ao  pedido  de  conexão  formulado  na  contestação  da  Companhia,  o  Juiz  Federal  da  3ª  Vara  determinou  a  redistribuição  do  processo para a 2ª Vara Federal. A Companhia, em 2009, requereu a juntada  do  documento  “Levantamento  Epidemiológico  do  Índice  de  Morbidade  e  Mortalidade  na  Região  da  UHCB”,  evidenciando  que  o  reservatório  não  causou  o  aumento  de  qualquer  forma  de  doença  na  região.  A  Companhia  solicitou  ao  MM.  Juiz  Federal  a  realização  de  audiência  visando  negociar  a  compensação  à  comunidade  indígena,  aguardando  no  momento  o  agendamento da audiência. 

Chance de perda  Provável  Análise do impacto em caso de 

perda 

A  ação  será  julgada  procedente  em  relação  à  área  indígena,  que  efetivamente foi atingida pelo reservatório. Nesse aspecto, a Companhia,  antes  mesmo do  ajuizamento  da  ação,  já estava  buscando  acordo com a  FUNAI.  No  entanto,  nunca  obteve  resposta  daquele  órgão.  Por  tal  motivo, há provisionamento de valor na ação. A transferência da Licença  de  Operação  da  AGMA  para  o  Ibama  não  traz  reflexos  para  a  Companhia.  Em  relação  aos  demais  pedidos,  a  possibilidade  de  perda,  apesar  de  remota,  traz  impactos  financeiros  que  não  são  passíveis  de 

4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes

Processo n.° 02014.001518/2004‐79.  Instância  Administrativa – Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama)  Data de instauração  13 04.2004  Tipo de ação  Auto de Infração  Partes no processo  Autor: Instituto Brasileiro de Meio Ambiente  (Ibama) 

Réu:  Ponte  de  Pedra  Energética  S.A.  (controlada  indireta  da  Tractebel  energia) 

Valores, bens ou direitos  envolvidos 

R$ 12 milhões 

Principais fatos  Auto  de  Infração  alegando  mortandade  de  peixes  ocorrida  durante  o  enchimento  do  reservatório,  por  suposto  desrespeito  à  vazão  mínima.  Em  08.07.2010  o  Conama  acatou  a  tese  de  prescrição  defendida  pela  PPESA e anulou o referido auto de infração. 

Chance de perda  Possível  Análise do impacto em caso de 

perda 

 A  eventual  perda  resultaria  em  um  impacto  negativo  no  resultado  da  Companhia e um desembolso de R$ 12 milhões.  Valor provisionado (se for o  caso)  Não aplicável.  Processo n.° 023.95.024520‐4  Juízo  5ª Vara Cível de Florianópolis (SC)  Instância  Superior Tribunal de Justiça (STJ)  Data de instauração  25.03.1995  Tipo de ação  Declaratória  Partes no processo  Autor: Carlos Fernando Hausen Beck e outros 

Réus:  Fundação  Eletrosul  de  Previdência  e  Assistência  Social  (ELOS)  e  Eletrosul. A Tractebel Energia figura como assistente dos réus, em razão  da cisão parcial da Eletrosul e de ser patrocinadora da ELOS. 

Valores, bens ou direitos  envolvidos 

Requerem  os  autores  declaração  de  nulidade  da  opção  exercida  de  limitação  a  três  vezes  o  maior  valor  teto  do  salário  de  benefício  do  Instituto  Nacional  do  Seguro  Social  (INSS)  ou,  alternativamente,  que  sejam declaradas ineficazes as opções feitas pelos autores que limitavam  o salário de suas contribuições. O valor envolvido é de R$ 24 milhões.  Principais fatos  Refere‐se  à  ação  ajuizada  contra  a  Fundação  Eletrosul  de  Previdência  e 

Assistência  Social  (Elos)  e  a  Eletrosul  Centrais  Elétricas  S.A.  (Eletrosul),  por  meio  da  qual  requerem  os  participantes  da  Elos  a  declaração  de  nulidade  da  limitação  ao  salário  de  contribuição  ou,  alternativamente,  que  sejam  declaradas  ineficazes  as  opções  feitas  pelos  autores  que  limitavam  o  salário  de  sua  contribuição.  A  Companhia  figura  como  assistente  das rés,  em  razão  da  cisão  parcial  da  Eletrosul, com  a  criação  da  Centrais  Geradoras  do  Sul  do  Brasil  S.A.  (Gerasul),  denominação  anterior  da  Tractebel  Energia.  A  decisão  de  primeiro  grau,  confirmada  pelo  Tribunal  de  Justiça  de  Santa  Catarina  em  Acórdão  que  aguarda  julgamento de embargos, é contrária aos interesses da Elos e Eletrosul.  Chance de perda  Provável 

4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes

Processo n.° 2006.34.00.017169‐6  Juízo  16ª Vara Federal do Distrito Federal  Instância  Primeira  Data de instauração  02.06.2006  Tipo de ação  Ordinária 

Partes no processo  Autor:  Ponte  de  Pedra  Energética  S.A.  (controlada  indireta  da  Companhia) 

Réus: Aneel e outros  Valores, bens ou direitos 

envolvidos 

Contrato  relativo  à  Tarifa  do  Uso  do  Sistema  de  Transmissão  (Tust).  O  valor envolvido é de R$ 26 milhões. 

Principais fatos  Refere‐se  à  ação  ajuizada  pela  PPESA,  controlada  integral  da  Energia  América  do  Sul  Ltda,  visando  reduzir  o  valor  a  recolher  da  Tust  ao  montante  equivalente  ao  cobrado  da  UHE  Itiquira.  De  junho  de  2006  a  janeiro de 2007 a PPESA passou a recolher a Tust de forma reduzida e a  provisionar e depositar judicialmente a diferença entre o valor cobrado e  o  pago.  A  partir  de  fevereiro  de  2007,  a  PPESA  substituiu  os  depósitos  judiciais  por  uma  carta  de  fiança  bancária.  A  fim  de  reduzir  o  custo  da  fiança  contratada,  a  Companhia  vinculou  ativos  financeiros  à  referida  fiança,  os  quais  estão  sendo  apresentados  em  conta  retificadora  desta  provisão.   Chance de perda  Provável  Análise do impacto em caso de  perda   A perda resultaria em um desembolso de R$ 3 milhões, uma vez que R$  23 milhões estão caucionados.  Valor provisionado (se for o  caso)  R$ 26 milhões   

4.4 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias

sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou

investidores

4.4  Processos  judiciais,  administrativos  ou  arbitrais,  que  não  estejam  sob  sigilo,  em  que  a  Companhia ou suas controladas sejam parte e cujas partes contrárias sejam administradores ou ex‐ administradores,  controladores  ou  ex‐controladores  ou  investidores  da  Companhia  ou  de  suas  controladas 

 

Não  ha  processos  judiciais,  administrativos  ou  arbitrais,  que  não  estivessem  sob  sigilo,  em  que  a  Companhia ou suas controladas fossem parte e cujas partes contrárias fossem administradores ou ex‐ administradores,  controladores  ou  ex‐controladores  ou  investidores  da  Companhia  ou  de  suas  controladas.