Juízo 3ª Vara da Justiça Federal de Goiânia (GO) Instância Primeira Data de instauração 24.07.2007 Tipo de ação Civil Pública Partes no processo Autor: Ministério Público Federal (GO)
Réu: Tractebel Energia, Aneel, Ibama e Agência Goiana do Meio Ambiente.
Valores, bens ou direitos envolvidos
Áreas atingidas pelo reservatório da Usina Hidrelétrica Cana Brava (UHCB), especialmente no que se refere à área indígena. O valor envolvido é de R$ 3 milhões.
Principais fatos O MPF propôs Ação Civil Pública alegando a suposta ocorrência dos seguintes problemas relacionados à UHCB: (1) Ausência de prévia supressão da vegetação na área inundada pelo reservatório; (2) A ocorrência de danos ambientais decorrentes da ausência de supressão de vegetação; (3) Não houve resgate da fauna na época do enchimento do reservatório; (4) Houve expansão de doenças epidemiológicas na região e nos Municípios direta ou indiretamente afetados pela UHCB, como raiva, malária, esquistossomose, dengue e leishmaniose; (5) Foram causados danos à comunidade indígena Avá‐Canoeiro, materiais e morais, decorrente do alagamento de parte da área indígena; (6) O licenciamento ambiental deveria ter sido conduzido pelo Ibama e não pela Agência Goiana de Meio Ambiente (AGMA).
Com base nos fatos sintetizados acima, o MPF formulou os seguintes pedidos: (1) elaboração de estudos detalhados para quantificar a vegetação submersa na área do reservatório da UHCB; (2) retirada de toda a biomassa que, a critério técnico, não for considerada necessária à proteção da ictiofauna, para melhorar a qualidade da água e os usos múltiplos do reservatório (inclusive navegação); (3) elaboração de um relatório detalhado acerca do resgate da fauna, a ser submetido à análise do Ibama; (4) implantação de medidas que visem a assegurar o controle da expansão de doenças epidemiológicas em toda região direta ou indiretamente afetada pelo empreendimento; (5) implementação de programa de mitigação e compensação sócio‐ambiental aos impactos causados à terra e à comunidade indígena Ava‐canoeiro; (6) transferência do processo de licenciamento ambiental para o Ibama; (7) indenização dos danos ambientais decorrentes da não supressão de vegetação; (8) indenização dos danos causados ao patrimônio sócio‐ambiental da comunidade indígena Avá‐Canoeiro; (9) indenização à comunidade indígena por danos morais coletivos, em valor a ser arbitrado judicialmente.
A Companhia contestou a ação civil pública, apresentando, em síntese, os seguintes argumentos: (1) existência de litispendência e conexão com a Ação Popular n.º 2004.35.00.004291‐3 e com a Ação Popular n.º 2006.35.00.016335‐1, em tramitação na 2ª Vara Federal de Goiás. Ressalte‐se que tais ações já foram extintas pelo MM. Juiz; (2) ausência de legitimidade passiva da ré Tractebel Energia; (3) falta de interesse de agir relacionada ao pedido de elaboração de relatório do resgate da fauna, uma vez que este já foi elaborado; (4) Falta de interesse de agir com relação à implementação de medidas e programas de saúde pública, uma vez que estes foram implementados; (5) Falta de interesse de agir com relação ao pedido de adoção de medidas mitigadoras e compensatórias à comunidade indígena, uma vez que há proposta do empreendedor aguardando resposta da Fundação Nacional do Índio
4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes
suprimido o que seja tecnicamente recomendado com a finalidade de garantir a manutenção da qualidade ambiental; (8) A supressão da vegetação da área inundada pelo reservatório foi feita adequadamente, com base em autorização concedida pelo órgão ambiental, que conta com presunção de legalidade; (9) A não supressão de toda a vegetação não causou danos ambientais. Não há navegação no rio, as hidrelétricas emitem poucos gases de efeito estufa e a qualidade da água no reservatório é boa; (10) Foi realizado adequadamente o resgate da fauna; (11) Não houve expansão de doenças epidemiológicas na região. Dados oficiais demonstram que as informações da petição inicial não estão corretas; (12) De fato houve impactos sobre a área indígena Avá‐Canoeiro, contudo, constatado esse fato, o empreendedor se propôs a tomar as providências necessárias no sentido de promover a justa mitigação e compensação destes. Foi feita uma reunião com o MPF e a FUNAI para discutir os encaminhamentos necessários. Foram acordadas e tomadas medidas emergenciais e foi acertada a elaboração de um estudo com base em Termo de Referência elaborado pela FUNAI. O Estudo foi realizado, mas após a sua realização, a FUNAI pediu um novo estudo diferente. Como o novo estudo visa não apenas compensar os impactos, mas estudar toda a reserva indígena, que é obrigação da FUNAI, a Companhia não concordou com a sua elaboração. A Companhia aguarda uma resposta da FUNAI sobre isso, estando disposta a melhorar o estudo feito, mas não a realizar o novo estudo pedido pela FUNAI. O estudo prevê as medidas adequadas para compensar a reserva indígena e pode ser implementado imediatamente, desde que haja concordância da FUNAI, visto que apenas 0,67% da área indígena foi afetada. A compensação pelo impacto causado pela UHCB sobre a terra indígena já foi feita por Furnas, que ultrapassam R$ 2 milhões para a população de seis índios. Não foram causados danos morais; e (13) A competência para o licenciamento ambiental é feita com base no critério da amplitude do impacto ambiental, nos termos do art. 10 da Lei nº 6.938/81. Como o impacto do empreendimento não tem âmbito nacional ou regional, estando restrito aos limites do Estado de Goiás, a competência é da AGMA e não do Ibama.
Em 2008, atendendo ao pedido de conexão formulado na contestação da Companhia, o Juiz Federal da 3ª Vara determinou a redistribuição do processo para a 2ª Vara Federal. A Companhia, em 2009, requereu a juntada do documento “Levantamento Epidemiológico do Índice de Morbidade e Mortalidade na Região da UHCB”, evidenciando que o reservatório não causou o aumento de qualquer forma de doença na região. A Companhia solicitou ao MM. Juiz Federal a realização de audiência visando negociar a compensação à comunidade indígena, aguardando no momento o agendamento da audiência.
Chance de perda Provável Análise do impacto em caso de
perda
A ação será julgada procedente em relação à área indígena, que efetivamente foi atingida pelo reservatório. Nesse aspecto, a Companhia, antes mesmo do ajuizamento da ação, já estava buscando acordo com a FUNAI. No entanto, nunca obteve resposta daquele órgão. Por tal motivo, há provisionamento de valor na ação. A transferência da Licença de Operação da AGMA para o Ibama não traz reflexos para a Companhia. Em relação aos demais pedidos, a possibilidade de perda, apesar de remota, traz impactos financeiros que não são passíveis de
4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes
Processo n.° 02014.001518/2004‐79. Instância Administrativa – Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) Data de instauração 13 04.2004 Tipo de ação Auto de Infração Partes no processo Autor: Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama)Réu: Ponte de Pedra Energética S.A. (controlada indireta da Tractebel energia)
Valores, bens ou direitos envolvidos
R$ 12 milhões
Principais fatos Auto de Infração alegando mortandade de peixes ocorrida durante o enchimento do reservatório, por suposto desrespeito à vazão mínima. Em 08.07.2010 o Conama acatou a tese de prescrição defendida pela PPESA e anulou o referido auto de infração.
Chance de perda Possível Análise do impacto em caso de
perda
A eventual perda resultaria em um impacto negativo no resultado da Companhia e um desembolso de R$ 12 milhões. Valor provisionado (se for o caso) Não aplicável. Processo n.° 023.95.024520‐4 Juízo 5ª Vara Cível de Florianópolis (SC) Instância Superior Tribunal de Justiça (STJ) Data de instauração 25.03.1995 Tipo de ação Declaratória Partes no processo Autor: Carlos Fernando Hausen Beck e outros
Réus: Fundação Eletrosul de Previdência e Assistência Social (ELOS) e Eletrosul. A Tractebel Energia figura como assistente dos réus, em razão da cisão parcial da Eletrosul e de ser patrocinadora da ELOS.
Valores, bens ou direitos envolvidos
Requerem os autores declaração de nulidade da opção exercida de limitação a três vezes o maior valor teto do salário de benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou, alternativamente, que sejam declaradas ineficazes as opções feitas pelos autores que limitavam o salário de suas contribuições. O valor envolvido é de R$ 24 milhões. Principais fatos Refere‐se à ação ajuizada contra a Fundação Eletrosul de Previdência e
Assistência Social (Elos) e a Eletrosul Centrais Elétricas S.A. (Eletrosul), por meio da qual requerem os participantes da Elos a declaração de nulidade da limitação ao salário de contribuição ou, alternativamente, que sejam declaradas ineficazes as opções feitas pelos autores que limitavam o salário de sua contribuição. A Companhia figura como assistente das rés, em razão da cisão parcial da Eletrosul, com a criação da Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A. (Gerasul), denominação anterior da Tractebel Energia. A decisão de primeiro grau, confirmada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina em Acórdão que aguarda julgamento de embargos, é contrária aos interesses da Elos e Eletrosul. Chance de perda Provável
4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes
Processo n.° 2006.34.00.017169‐6 Juízo 16ª Vara Federal do Distrito Federal Instância Primeira Data de instauração 02.06.2006 Tipo de ação OrdináriaPartes no processo Autor: Ponte de Pedra Energética S.A. (controlada indireta da Companhia)
Réus: Aneel e outros Valores, bens ou direitos
envolvidos
Contrato relativo à Tarifa do Uso do Sistema de Transmissão (Tust). O valor envolvido é de R$ 26 milhões.
Principais fatos Refere‐se à ação ajuizada pela PPESA, controlada integral da Energia América do Sul Ltda, visando reduzir o valor a recolher da Tust ao montante equivalente ao cobrado da UHE Itiquira. De junho de 2006 a janeiro de 2007 a PPESA passou a recolher a Tust de forma reduzida e a provisionar e depositar judicialmente a diferença entre o valor cobrado e o pago. A partir de fevereiro de 2007, a PPESA substituiu os depósitos judiciais por uma carta de fiança bancária. A fim de reduzir o custo da fiança contratada, a Companhia vinculou ativos financeiros à referida fiança, os quais estão sendo apresentados em conta retificadora desta provisão. Chance de perda Provável Análise do impacto em caso de perda A perda resultaria em um desembolso de R$ 3 milhões, uma vez que R$ 23 milhões estão caucionados. Valor provisionado (se for o caso) R$ 26 milhões
4.4 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias
sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou
investidores
4.4 Processos judiciais, administrativos ou arbitrais, que não estejam sob sigilo, em que a Companhia ou suas controladas sejam parte e cujas partes contrárias sejam administradores ou ex‐ administradores, controladores ou ex‐controladores ou investidores da Companhia ou de suas controladas
Não ha processos judiciais, administrativos ou arbitrais, que não estivessem sob sigilo, em que a Companhia ou suas controladas fossem parte e cujas partes contrárias fossem administradores ou ex‐ administradores, controladores ou ex‐controladores ou investidores da Companhia ou de suas controladas.