A Companhia está atualmente envolvida em processos judiciais e administrativos sobre diversas questões legais, regulatórias e administrativas, inclusive processos relacionados a aumentos de tarifa, responsabilidade civil, responsabilidade fiscal, obrigações trabalhistas e previdenciárias, e questões ambientais, sendo que a maioria destes processos originou-se do curso regular dos negócios da Companhia. Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia
Em 31 de dezembro de 2009, as provisões relativas a esses processos foram de R$640 milhões, dos quais R$104,7 milhões se relacionaram a disputas fiscais R$77,7 milhões a processos judiciais cíveis, que incluem os processos relativos ao “Plano Cruzado - Reajuste de Tarifa”, R$422 milhões a processos judiciais trabalhistas, R$12,9 milhões relativos a processos administrativos ambientais e questões ambientais, e R$22,7 milhões relativos a provisões para outras contingências.
Em 31 de dezembro de 2009 figuravam como réus em 8 processos administrativos trabalhistas, 1 processo administrativo cível, 58 processos administrativos fiscais, 5 processos administrativos regulatórios (nenhum deles com valor relevante, ou seja, acima de R$10 milhões), 6 processos administrativos ambientais e 10 questões ambientais. A tabela a seguir apresenta as provisões da Companhia e valores depositados judicialmente em 31 de dezembro de 2009:
Em 31 de dezembro de 2009
(em R$ milhões) Provisão Depósitos Judiciais
Tributárias 104,7 124,3
Cíveis 77,7 22,2
Trabalhistas 422 294,4
Administrativo Ambiental / Questão
Ambiental 12,9 - Administrativo Trabalhista - - Administrativo Cível - - Administrativo fiscal - - Administrativo Regulatório - - Outros 22,7 - Total 640,0 440,9
O cálculo dos valores a serem provisionados reflete a melhor expectativa de perda das ações judiciais, apurado conjuntamente pelos advogados externos e internos, responsáveis pela condução dos processos. Somente encontram-se provisionados valores relativos aos processos cujo prognóstico apurado conjuntamente com os advogados internos e externos é provável. Ressalta-se que alguns processos tributários são provisionados independente do seu prognóstico, em razão de obrigação legal. Com relação aos casos cujo prognóstico apurado em conjunto com os advogados internos e externos é possível, ressalta-se nas demonstrações financeiras tão somente aqueles apontados como relevantes, seguindo os critérios estipulados pela Companhia, em ações tributárias em que há obrigação legal.Não há como assegurar que o valor provisionado será suficiente para cobrir eventuais condenações. Ademais, há ações cujo valor não pode ser estimado, cuja provisão não foi realizada. O efeito de uma decisão desfavorável nessas ações pode ter um impacto prejudicial sobre o negócio da Companhia.
Abaixo se encontra uma descrição dos processos mais relevantes. Contingências Tributárias
A Companhia é parte em aproximadamente 1.619 disputas tributárias, sendo 106 ações em que a Companhia figura como autora e 1.513 ações em que a Companhia figura como ré, cuja provisão em 31 de dezembro de 2009 era de R$ 104.7 milhões. Cumpre, por oportuno, ressaltar que houve uma sensível diminuição nos valores provisionados, devido ao fato de a Companhia ter incluído algumas discussões tributárias no Programa de Parcelamento instituído pelo Governo Federal denominado “REFIS da Crise” (Lei 11.941/2009).
COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)
A Companhia está envolvida em dois processos relacionados ao pagamento da COFINS. Processo n°: 92.0054247-6
Juízo: Justiça Federal, Seção Judiciária de São Paulo
Instância: STJ e STF
Partes: Autor: Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A. Réu: Fazenda Nacional
Data de Distribuição: 26/12/2007
A Companhia moveu este processo por entender ter direito a um benefício de não pagamento de juros e multas sobre montantes vencidos da COFINS, baseado na interpretação de que empresas de distribuição não estariam sujeitas ao pagamento deste tributo. Em 1999, o Supremo Tribunal Federal confirmou que empresas de energia estão sujeitas à COFINS e, portanto, a obrigação da Companhia de pagar a COFINS também foi confirmada. Em 1999, a Lei nº 9.779 concedeu certos benefícios a contribuintes com respeito ao pagamento da COFINS, segundo os quais seria permitido o pagamento de montantes vencidos sem cobrança de juros e multas. A Companhia solicitou estes benefícios em julho de 1999, porém as autoridades fiscais indeferiram o pedido com base no argumento de que a Companhia deixou de cumprir as exigências da legislação aplicável. A Companhia efetuou um depósito em juízo de R$334 milhões com relação a montantes vencidos da COFINS, livres de juros e multas, e ingressou com um pedido em juízo para ter o direito de pagar os montantes vencidos ao amparo da Lei nº 9.779 reconhecido pelo Tribunal. É importante notar que, em 2000, a Secretaria da Receita Federal lavrou contra a Companhia auto de infração com o objetivo de cobrar tais encargos não recolhidos. Em outubro de 2004, esse auto de infração, cujo valor em 31 de dezembro de 2009 era de R$643,4 milhões, foi cancelado pelo Conselho de Contribuintes em decorrência de recurso administrativo interposto pela Companhia. Esta decisão na esfera administrativa corrobora a tese de que a Companhia aproveitou validamente o beneficio estabelecido pela Lei nº 9.779, motivo pelo qual as chances de perda envolvidas na ação consignatória podem ser classificadas como remotas. Não foi constituída provisão para esta ação. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor de R$643,4 milhões (atualizado até dezembro de 2009).
Processo n°: 2004.61.00.016246-8
Juízo: Justiça Federal, Seção Judiciária de São Paulo Instância: 2ª instância
Partes: Autor: AES ELETROPAULO Réu: UNIÃO FEDERAL Data de Distribuição: 11/06/2004
A Lei nº 10.865/2004 revogou o dispositivo da Lei nº 10.833/2003 que permitia a dedução das despesas financeiras, inclusive variação cambial, da base de cálculo da COFINS - sem observância do princípio constitucional de que qualquer alteração na disciplina de recolhimento da COFINS somente pode surtir efeito 90 dias após a publicação da respectiva lei. A AES Eletropaulo obteve liminar que a permitiu continuar deduzindo as despesas financeiras pelo referido período. Estima-se uma contingência de R$19,6 milhões, que está totalmente provisionada nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2009 da Companhia. Neste momento, o processo se encontra no aguardo de apresentação de recurso pela Fazenda Nacional e a AES Eletropaulo considera remotas as chances de perda envolvidas nessa ação. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor de R$19,6 milhões (atualizado até dezembro de 2009).
Contribuições ao PIS
Processo n°: 2000.61.00.021355-0
Juízo: Justiça Federal, Seção Judiciária de São Paulo Instância: Instância Superior (STJ)
Partes: Autor: AES Eletropaulo Réu: União Federal Data de Distribuição: 16/08/2006
A Companhia é parte de um processo que visa assegurar o direito de compensar pagamentos de PIS feitos entre 1988 e 1995, período durante o qual os Decretos-Lei nº 2.445 e nº 2.449 aumentaram a base de cálculo do PIS. O montante total do crédito da AES Eletropaulo é de R$276 milhões, dos quais já compensou R$247 milhões que correspondiam a R$488,3 milhões em 31 de dezembro de 2009, com base numa decisão inicial favorável proferida em setembro de 2002. Em fevereiro de 2003, o Governo Federal ingressou com recurso, que foi julgado e teve o respectivo acórdão publicado em 1º de fevereiro de 2006, por meio do qual restou reconhecido o direito da AES Eletropaulo aos aludidos créditos, porém com a observância de prazo prescricional de apenas cinco anos. Como a decisão de Segunda Instância continha vícios a AES Eletropaulo opôs embargos de declaração, recebidos no efeito suspensivo. Tal decisão reduz drasticamente o crédito da Companhia. Todavia, considerando a jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça - STJ, no sentido de que o prazo prescricional, em casos como esse é de 10 anos, a AES Eletropaulo interpôs recurso especial ao STJ, visando a resgatar a integralidade de seu crédito. O recurso foi julgado parcialmente favorável, reconhecendo que a AES Eletropaulo poderá retroceder 10 anos em busca dos pagamentos indevidos para compensar créditos de PIS com débitos do próprio PIS. Com base em precedente do Supremo Tribunal Federal, os Decretos-Leis mencionados acima foram considerados inconstitucionais e os pagamentos a maior foram devolvidos como créditos aos contribuintes. As chances de perda envolvidas nesse processo são remotas, no que tange ao reconhecimento do crédito, e como possíveis quanto à compensação já ocorrida entre parte de tal crédito e outros tributos. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor de R$39 milhões (atualizado até dezembro de 2009), relativo à eventual aplicação de multa de mora de 20%.
Processo n°: 2008.61.82.011529-0 Juízo: Execuções Fiscais Federais Instância: 1ª instância
Partes: Autor: União Federal Réu: AES Eletropaulo Data de Distribuição: 06/05/2008
Discussão judicial relativa aos débitos de PIS decorrentes das modificações na base de cálculo deste tributo impostas pela Medida Provisória nº. 1.407/1996. Em abril de 1996, a Companhia apresentou ação judicial visando à inaplicabilidade das normas instituídas por esta Medida Provisória, discussão que terminou somente em 2008 com decisão favorável à Fazenda Nacional. Valendo-se desta decisão, a Receita Federal, por meio de Execução Fiscal, exigiu o pagamento dos valores de PIS que deixaram de ser recolhidos em razão da não aplicação da mencionada legislação. Contudo, em oposição às pretensões da Receita Federal, a Companhia apresentou defesa sustentando que os valores pretendidos pela Fazenda Nacional encontram-se atingidos pela decadência, uma vez que durante os anos de 1996 e 2008, os débitos tributários não haviam sido formalmente constituídos, conforme prevê o artigo 142 do Código Tributário Nacional. Até o momento, aguarda-se decisão de 1ª Instância. Os assessores legais da Eletropaulo consideram como possíveis as chances de perda desta discussão, razão pela qual não foi constituída provisão. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor de R$186,3 milhões (atualizado até dezembro de 2009).
Partes: Autor: AES Eletropaulo Réu: União Federal Data de Distribuição: 09/11/2006
Trata-se de Mandado de Segurança apresentado com o objetivo de suspender a exigibilidade de supostos débitos de PASEP apurados no Processo Administrativo n° 10880.036851/90-51, bem como afastar todo e qualquer procedimento tendente à inscrição dos mesmos no CADIN e na Dívida Ativa da União Federal e, portanto, sua cobrança judicial. A liminar foi indeferida e o crédito inscrito na Dívida Ativa da União. Diante disto, a controlada Eletropaulo distribuiu Ação Cautelar, na qual foi deferida a medida liminar que suspendeu a exigibilidade do crédito mediante apresentação de fiança bancária. Os assessores legais da Companhia classificam as chances de perda do processo como possíveis. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor de R$29,7 milhões (atualizado até dezembro de 2009).
Discussões Administrativas - PIS
Processo n°: 19515.000233/2005-53
Juízo: Administrativo
Instância: Conselho Administrativo de Recursos Federais Partes: Autor: União Federal
Réu: AES Eletropaulo Data de Distribuição: 17/10/1999
Em abril de 2005 a AES Eletropaulo recebeu 2 (dois) autos de infração (cujas defesas e recursos cabíveis já foram apresentados), no valor de R$23,4 milhões, em 31 de dezembro de 2009 referente ao não recolhimento do PIS nos termos da Lei 9.718/98, nos meses de outubro a dezembro de 1999 e a suposto descumprimentos de obrigação tributária acessória. A impugnação foi julgada improcedente em primeira instância administrativa, tendo a AES Eletropaulo recorrido ao Conselho de Contribuintes, em 4 de julho de 2006. Tal recurso foi julgado em favor da AES Eletropaulo. Contra essa decisão a Fazenda Nacional apresentou recurso à Câmara Superior do Conselho de Contribuintes, o qual foi julgado improcedente. As chances de perda em ambos os casos são remotas. Não foi constituída provisão para estes processos. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor de R$23,4 milhões (atualizado até dezembro de 2009).
IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) Processo n°: 13808.001185/2002-04 e 19515.000234/2005-06
Juízo: Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária Instância: Conselho de Contribuintes
Partes: Autor: União Federal Réu: AES Eletropaulo Data de Distribuição: 27/09/2002 e 20/04/2005
A Receita Federal lavrou dois autos de infração em face da Companhia em que alega que a Companhia deixou de efetuar pagamentos de IRPJ e CSLL no período entre 1998 e 2002, como resultado de uma dedução total da qual retirou quantias transferidas à FUNCESP (Fundação CESP), sem a limitação de 20,0% exigida pela Lei nº 9.532/97. Os montantes envolvidos nestes processos eram, respectivamente, de R$156,7 milhões e de R$126,9 milhões em 31 de dezembro de 2009. No primeiro auto de infração a Companhia obteve decisão favorável em segunda instância administrativa e aguarda decisão sobre o recurso interposto pela Receita Federal. Já no segundo auto de infração a decisão de primeira instância administrativa foi desfavorável, decisão contra a qual a Companhia recorreu ao Conselho de Contribuintes e ainda aguarda julgamento. Não foi constituída provisão para estas ações pela chance de perda ser considerada remota. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor de R$283,6 milhões (atualizado até dezembro de 2009).
Auto de Infração – IRPJ e CSLL – Overseas Processo n°: 16561.000188/2007-55
Juízo: Delegacia da Receita Federal de Adm. Tributária Instância: 2ª instância Administrativa
Partes: Autor: União Federal Réu: AES Eletropaulo Data de Distribuição: 03/07/2008
Em 19 de dezembro de 2007, a controlada Eletropaulo foi autuada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil por, supostamente, ter deixado de oferecer à tributação de IRPJ e CSLL (i) os lucros auferidos por intermédio de sua subsidiária no exterior, Metropolitana Overseas II Limited (extinta em 2007), com sede nas Ilhas Cayman, e (ii) os rendimentos obtidos por conseqüência de determinado contrato de mútuo celebrado entre duas empresas. A Fazenda Nacional sustenta suas alegações, em síntese, nos seguintes pontos: (i) deveria ser aplicada a taxa de câmbio vigente em 31.12.2002 sobre o total dos lucros auferidos nos anos-calendários de 2000 e 2001, nos termos do art. 74 da MP nº. 2.158/2001; (ii) que a controlada Eletropaulo deveria ter oferecido à tributação o resultado positivo da equivalência patrimonial dos recursos direcionados à Overseas no ano de 2002; (iii) que nos anos de 2002, 2003 e 2004, a controlada Eletropaulo deveria ter aplicado a taxa de juros mínima exigida pela legislação brasileira (taxa LIBOR, acrescida de 3%) ao contrato de mútuo celebrado entre duas empresas; e (iv) que as bases de cálculo de IRPJ e CSLL relativas ao ano-calendário de 2002 deveriam ter sido ajustadas ao que restou decidido nos autos do Processo Administrativo nº. 19515.000234/2005-06. Feito o pagamento do valor relativo ao item (iii) acima, a controlada
Eletropaulo apresentou defesa administrativa que ainda pende de julgamento em Segunda Instância Administrativa. Os assessores legais da Companhia classificam as chances de perda do processo como possíveis. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor de R$591,6 milhões (atualizado até dezembro de 2009).
Ação Declaratória CSLL – Base Negativa Processo n°: 2005.61.00.025272-3
Juízo: Justiça Federal
Instância: 2ª instância Partes: Autor: AES Eletropaulo
Réu: União Federal Data de Distribuição: 16/08/2006
A controlada Eletropaulo propôs Ação Declaratória visando afastar a aplicação da Medida Provisória nº. 2.158-35/2001, que determinou que as empresas objeto de cisão não poderiam utilizar créditos de base negativa de CSLL. Ocorre que a controlada Eletropaulo já realizou a compensação dos créditos de base negativa de CSLL, no montante de R$95 milhões até 31de dezembro de 2009, certa de que a Medida Provisória acima mencionada não teria efeito sobre tais créditos em razão do princípio da irretroatividade das normas. A sentença proferida em primeira instância foi favorável à controlada Eletropaulo. Atualmente aguarda julgamento do Recurso interposto pela Fazenda Nacional. Os assessores legais da Companhia classificam as chances de perda do processo como possíveis. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor de R$95 milhões (atualizado até dezembro de 2009). Ações de Execução Fiscal referentes ao IPTU, TAXAS E MULTAS MUNICIPAIS
Processo n°: N/A
Juízo: Fazenda Pública Municipal
Instância: N/A
Partes: Autor: Prefeituras Municipais Réu: AES Eletropaulo Data de Distribuição: N/A
A AES Eletropaulo figura no pólo passivo em aproximadamente 1.076 ações de execução fiscal referentes à cobrança de IPTU sob a alegação de ter deixado de pagar tal imposto, taxas municipais de fiscalização de estabelecimento e funcionamento e multas sob a alegação de violação ao código de posturas municipais. As chances de perda em parte dessas ações são prováveis. As provisões referentes a esse assunto eram de R$11,9 milhões em 31 de dezembro de 2009, relativas às ações envolvendo os imóveis de titularidade e posse da Companhia e R$23,7 milhões, relacionadas às ações envolvendo os imóveis de titularidade da Companhia e de posse da EMAE, CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista S.A. (CTEEP) e Bandeirante, totalizando, o valor de R$35,6 milhões. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor de R$35,6 milhões (atualizado até dezembro de 2009).
Taxa / Preço Público
Processo n°: 053.01.012106-7 (Lei n. 40532); 053.03.020029-9 (Lei n.13614) e 583.53.2005.029873-0 (Lei n. 14054)
Juízo: Fazenda Pública Municipal
Instância: N/A
Partes: Autor: AES Eletropaulo Réu: Município de São Paulo
Data de Distribuição: 07/06/2001; 04/09/2003 e 16/08/2006
A Companhia impetrou 3 (três) mandados de segurança com pedido de liminar, em setembro de 2001, maio de 2003 e em dezembro de 2005, por entender ser inconstitucional e ilegal a cobrança de preço público exigida em virtude da ocupação e uso do solo municipal em São Paulo pela rede de distribuição, conforme previsto, respectivamente, no Decreto nº 40.532/01, e nas Leis Municipais nºs 13.614/03 e 14.054/05.
Em relação aos dois primeiros processos, a Companhia obteve liminar para não se submeter ao recolhimento do referido tributo, não sendo possível estimar o valor total envolvido nesses processos. Foram proferidas, respectivamente em junho e agosto de 2006, decisões favoráveis à Companhia no Superior Tribunal de Justiça, no que tange ao primeiro processo, e no Tribunal de Justiça de São Paulo, no que se refere ao segundo.
No que se refere à terceira ação, a Companhia vinha depositando mensalmente em juízo o valor aproximado de R$2 milhões. Nesta ação foi prolatada sentença favorável à Companhia, tendo sido levantados os depósitos judiciais realizados mensalmente (totalizando R$15 milhões). Esta demanda envolvia R$25,4 milhões por ano, quantia que deverá ser desembolsada pela Companhia caso sobrevenha decisão desfavorável.
As chances de perda três desses processos são classificadas como remotas, tendo em vista os precedentes do Superior Tribunal de Justiça, razão pela qual a Companhia não constituiu provisão para as contingências.
Juízo: N/A
Instância: N/A
Partes: Autor: INSS/FNDE Réu: AES Eletropaulo Data de Distribuição: N/A
Existem diversos processos judiciais e administrativos apresentados pelo INSS e pelo FNDE contra a Companhia, no valor total de R$33,8 milhões, baseados na cobrança de valores supostamente devidos em decorrência de alegações de solidariedade da cobrança de contribuições previdenciárias sobre verbas indenizatórias oriundas dos planos de demissão voluntária e da necessidade de retenção pela Companhia de 11,0% das contribuições sociais ao INSS. Foi constituída provisão para essas ações no valor de R$16,3 milhões e as chances de perda são prováveis. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor provisionado.
Os processos previdenciários que a Companhia considera mais relevantes envolvem: (1) exigência de contribuições previdenciárias sobre participação nos lucros ou resultados; (2) exigência de contribuições previdenciárias a título de solidariedade na prestação de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra; (3) exigência de recolhimento de salário-educação; e (4) exigência de recolhimento das contribuições ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).
Contribuição Previdenciária
Processo n°: 2004.61.82.050718-6 (embargos n° 2005.6182000188-0); 2004.61.82.030088-9(embargos n° 2005.61.82000187-8) e 2007.61.82.001769-0 (embargos n° 2007.6182006923-8)
Juízo: Justiça Federal
Instância: 1ª instância Partes: Autor: INSS
Réu: AES Eletropaulo
Data de Distribuição: 13/09/2004; 23/06/2004 e 07/02/2007
Referem-se a execuções fiscais promovidas pelo INSS visando o pagamento de suposta falta de recolhimento de contribuições previdenciárias, que totalizam o valor total de R$45,4 milhões. A Companhia apresentou embargos à execução para todos os processos, realizando, portanto, o depósito em garantia judicial. Não houve até o presente momento o julgamento das execuções. Os processos se referem aos seguintes aspectos, segregadamente: (i) O processo nº 2004.61.82.030088-9 se refere à suposta falta de recolhimento de contribuição previdenciária relativa ao período de jan/1998 até dez/2001: (ii) O processo nº 2007.61.82.001769-0 se refere à suposta falta de recolhimento de contribuições previdenciárias relativas à folha de salário; (iii) Por fim, o processo nº 2004.61.82.050718-6 se refere à suposta falta de recolhimento da contribuição previdenciária relativa ao período de abr/2001 a ago/2001, assim como o mês de jul/2002.
Os assessores legais da Companhia classificam como possíveis as chances de perda. Caso sobrevenha decisão desfavorável, a Companhia terá que desembolsar o valor de R$45,4 milhões (atualizado até dezembro de 2009). Recolhimento de FGTS
Processo n°: 2007.61.00.005931-2
Juízo: Justiça Federal
Instância: 1ª instância Partes: Autor: INSS
Réu: AES Eletropaulo Data de Distribuição: 23/03/2007
Em 5 de novembro de 1998, foram lavradas pela Caixa Econômica Federal três notificações referentes ao período de janeiro de 1993 a setembro de 1998 por suposta ausência de recolhimento do FGTS. A fiscalização identificou que a Companhia teria deixado de computar parcelas integrantes da remuneração dos empregados, sonegando recolhimentos fundiários e identificando empregados em situação irregular. A AES Eletropaulo apresentou defesa e recurso administrativo alegando, em resumo, nulidade e afronta ao princípio da legalidade, eis que as notificações se limitam às diferenças dos lançamentos contábeis no livro razão em relação à folha de pagamento para extrair o fato