Processos de Natureza Administrativa
Abaixo a Companhia apresenta as informações dos processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos das suas controladas diretas e indiretas, baseados em fatos e causas jurídicas semelhantes, que não estejam sob sigilo e que em conjunto sejam relevantes para as controladas diretas e indiretas da Companhia. A Companhia adota como critério de relevância para prestar tal informação, aqueles processos que podem gerar efeitos não só patrimoniais, mas também tenham grande relevância estratégica para a Companhia e suas controladas, em uma analise qualitativa e subjetiva em cada caso concreto.
Com Relação aos Investimentos da Companhia no Setor de Telecomunicações
A posição de 31 de dezembro de 2012 apresentada nos processos abaixo, estão consolidadas nas demonstrações financeiras da Companhia pela controlada direta e indireta Oi S.A. (“Oi”), que devido a reorganização societária em 27 de fevereiro de 2012, a Tele Norte Leste S.A. (“TNL”) foi incorporada pela Oi (anteriormente BrT) e a Telemar Norte Leste S.A. (“TMAR”) passou a ser uma subsidiária integral da Oi, conforme descrito item 6.5 deste Formulário. Desta forma, a Companhia deixa de fazer referência aos processos e contingências da TNL e TMAR e passa a informar os dados da Oi.
Ressaltamos, contudo, que os valores descritos nos processos das controladas da Companhia não foram proporcionalizados a sua participação.
Os principais processos são:
Processos Tributários
Em 31 de dezembro de 2012, o total estimado em contingências fiscais contra a Oi, com risco de perda considerada provável ou possível, totalizava R$18.025,4 milhões e a Oi registrou provisões de R$765,3 milhões.
O sistema tributário brasileiro é complexo e a Oi está atualmente envolvida em processos fiscais relacionados (e com o objetivo de evitar o pagamento) a determinados impostos, cuja cobrança, a Oi acredita que são inconstitucionais. A Oi registra provisões para as perdas consideradas prováveis nas ações relacionadas a estes créditos baseada em uma análise dos resultados potenciais, assumindo uma combinação de estratégias de litígio e de liquidação. No momento, a Oi não acredita que, caso as ações provisionadas sejam integralmente julgadas contra a Oi, este resultado terá um efeito material adverso sobre sua situação financeira. É possível, no entanto, que os resultados futuros das operações possam ser materialmente afetados por mudanças nas premissas e à eficácia de suas estratégias em relação a esses processos.
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (“ICMS”)
De acordo com os regulamentos do ICMS, em vigor nos diversos estados brasileiros, as empresas de telecomunicações são obrigadas a pagar ICMS sobre cada operação que envolve venda de serviços de telecomunicações por elas fornecidas. Essas regras permitem à Oi aplicar os créditos registrados pela compra de ativos operacionais para reduzir os valores de ICMS que devem ser pagos quando a Oi vende seus serviços.
A Oi recebeu diversos autos de infração questionando o valor dos créditos fiscais que ela registra para compensar os valores de ICMS devidos. A maioria desses autos de infração se baseava em duas questões principais: (1) se o ICMS é devido nos serviços sujeitos ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (“ISS”); e (2) se algum bem que a Oi comprou está relacionado aos serviços de telecomunicações
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fornecidos e, portanto, com direito a crédito para compensar valores de ICMS. Uma pequena parcela desses autos de infração, cujos riscos de perda são considerados prováveis, questiona: (1) se certas receitas estão sujeitas a ICMS ou ISS; (2) a compensação e uso de créditos fiscais na compra de bens e outros materiais, inclusive aqueles necessários para manter nossa rede; e (3) o não cumprimento com determinadas obrigações acessórias (que não representem obrigações de pagar).
Em 31 de dezembro de 2012, a Oi considerou um risco de perda possível de aproximadamente R$5.755,1 milhões desses autos de infração. Até 31 de dezembro de 2012, a Oi registrou provisões de R$448,2 milhões para as infrações cuja perda é considerada provável.
ISS
A Oi recebeu diversos autos de infração alegando que ela é devedora de ISS sobre serviços complementares. A Oi questionou essas alegações com base no fato que ISS não deve ser aplicado a serviços suplementares (como arrendamento de equipamentos e serviços técnicos e administrativos) realizados por fornecedores de serviços de telecomunicações, porque esses serviços não se enquadram na definição de “serviços de telecomunicações”.
Em 31 de dezembro de 2012, a Oi considerou riscos de perda possível de aproximadamente R$1.787,2 milhões. Até 31 de dezembro de 2012, a Oi registrou provisões no valor de R$65,7 milhões para as ações que classificou como risco de perda provável.
Instituto Nacional do Seguro Social (“INSS”)
Conforme as leis de seguridade social, as companhias recolhem contribuições ao INSS, de acordo com a folha de pagamentos. No caso de serviços terceirizados, as partes contratantes devem, em determinadas circunstâncias, reter a contribuição social devida dos provedores de serviços terceirizados para efetuar a contribuição ao INSS. Em outros casos, as partes são responsabilizadas de forma solidária pelas contribuições ao INSS. Os autos de infração contra a Oi se relacionam primariamente a questionamentos sobre responsabilidade solidária quanto à porcentagem utilizada no cálculo de benefícios dos empregados e outros valores sujeitos à incidência de tributo de seguridade social.
Em 31 de dezembro de 2012, a Oi considerou riscos de perda possível de aproximadamente R$956,6 milhões. Até 31 de dezembro de 2012, a Oi registrou provisões no valor de R$11,7 milhões para as ações que classificou como risco de perda provável.
Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação (“FUST”)
O FUST é um fundo que foi criado para promover a expansão dos serviços de telecomunicações a usuários inviáveis do ponto de vista comercial. A Oi precisa fazer contribuições ao FUST. Devido a uma mudança promovida pela ANATEL na base de cálculo das contribuições ao FUST, a Oi estabelece provisões para contribuições adicionais a esse fundo. Quanto ao cálculo da contribuição ao FUST, a Associação Brasileira das Empresas de Telefonia Fixa, da qual a Oi faz parte, ajuizou uma ação solicitando a revisão da legislação aplicável.
Em 31 de dezembro de 2012, a Oi registrou provisões no total de R$142,6 milhões para ações do FUST para os quais o risco de perda é considerado provável.
Processos de Natureza Cível
Em 31 de dezembro de 2012, o total estimado em relação aos processos cíveis, inclusive processos ajuizados pela ANATEL, com risco de perda provável ou possível totalizou R$5.067,4 milhões, e a Oi registrou provisões de R$4.076,1 milhões.
Processos Administrativos ANATEL
A Oi recebe, quase semanalmente, pedidos de informação da ANATEL sobre o cumprimento das várias obrigações de serviço a ela impostas em virtude de suas outorgas para prestação de serviços de
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telecomunicações. Quando a Oi não é capaz de cumprir satisfatoriamente com essas solicitações, ou com suas obrigações de serviço quanto à concessão, a ANATEL pode instaurar processos administrativos sancionadores relacionados a este descumprimento. A Oi recebeu várias notificações de instauração de processos administrativos da ANATEL, principalmente pelo fato de não ter atingido algumas metas e obrigações definidas no PGMQ ou no PGMU, tais como cumprimento dos indicadores de reclamação de erro em conta telefônica, atendimento a solicitações de reparo no prazo, atendimento de localidades com acesso coletivo e acesso individual. Em 31 de dezembro de 2012, o total estimado em contingências administrativas contra a Oi, cujo risco de perda era classificado como possível totalizava R$145 milhões, e a Oi registrou provisões de R$987,3 milhões para tais contingências consideradas prováveis.
Contrato de Participação Financeira (Companhia Riograndense de Telecomunicações (“CRT”) e o Programa de Telefonia Comunitária)
Como sucessora da CRT, adquirida em julho de 2000, a Oi está sujeita a várias ações cíveis. As ações, ajuizadas em 1998 e 1999, alegam o seguinte: (1) erro na venda do capital social da CRT; (2) ilegalidade do processo de Licitação nº 04/98; (3) erros no cálculo do número de ações ofertadas; (4) falta de conformidade com procedimentos em assembleia de acionistas que aprovaram a venda das ações da CRT; e (5) erros na avaliação das ações da CRT.
A Oi é também ré em diversas ações movidas por usuários de linhas telefônicas no Estado do Rio Grande do Sul. Antes da sua aquisição, em julho de 2000, a CRT assinou contratos de participação com seus assinantes de telefonia fixa. Nos termos desses contratos de participação, assinantes dos serviços de telefonia fixa da CRT tinham direito a certo número de ações da CRT. O número de ações emitidas para cada assinante era determinado com base numa fórmula que dividia o custo da assinatura de telefonia fixa pelo valor contábil das ações da CRT.
No princípio de junho de 1997, alguns assinantes de linha fixa da CRT moveram ações contra a companhia alegando que o cálculo usado para determinar o número de ações a que cada assinante tinha direito de acordo com os contratos de participação estava incorreto e resultava em um número inferior de ações para cada assinante.
Além disso, como sucessora da Telecomunicações do Mato Grosso do Sul S.A. – Telems, Telecomunicações de Goiás S.A. – Telegoiás e Telecomunicações do Mato Grosso S.A. – Telemat, operadoras adquiridas durante a privatização da Telecomunicações Brasileiras S.A. (“Telebrás”), que foram àquela incorporadas, está sujeita a vários processos cíveis relativos a programas de telefonia comunitária implementados nos Estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso.
Em 2009, duas sentenças mudaram de forma significativa as assunções usadas para estimar o potencial de perda desses processos.
Em 30 de março de 2009, o Superior Tribunal de Justiça resolveu que, no que concerne às ações que ainda não foram adjudicadas, o número de ações emitidas deve ser calculado usando o balanço patrimonial da CRT para o mês de emissão das ações. Entretanto, para os processos que já foram adjudicados, o número de ações emitidas deve ser calculado de acordo com a decisão judicial mais recente, que usa na maioria dos casos, o balanço patrimonial da CRT para o ano anterior à data de emissão das ações. Em 28 de maio de 2009, um membro do Supremo Tribunal Federal publicou decisão declarando que os contratos de participação não estão sujeitos a um estatuto de limite, o que resultou em uma mudança na probabilidade de resultados desfavoráveis nesses casos pendentes, logo o risco de perda é considerado provável.
Em 31 de dezembro de 2012, a Oi registrou provisões no total de R$2.333,9 milhões para os processos cujo risco de perda é considerado provável.
Centros de Atendimento ao Cliente
A Oi é ré em 69 ações civis públicas ajuizadas pelo Procurador Geral da Fazenda juntamente com alguns órgãos que representam o consumidor para exigir a reabertura de centros de atendimento ao cliente. Em
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31 de dezembro de 2012, a Oi constituiu provisões no valor de R$12 milhões para esses processos cujo risco de perda é provável.
Juizados Especiais Cíveis
Questionamentos realizados por clientes referentes, principalmente a ações consumeristas sobre assinatura básica. Os valores individuais de indenização desses processos perante os Juizados Especiais Cíveis não ultrapassam 40 salários mínimos. Em 31 de dezembro de 2012, o valor total provisionado para estas ações com prognósticos de perda provável era de R$108,5 milhões.
Demais ações
Refere-se a diversas ações em curso abrangendo rescisão contratual, indenização de ex-fornecedores e empreiteiras, basicamente, em virtude de ações judiciais em que empresas fornecedoras de equipamentos propuseram contra a Oi, a revisão de condições contratuais por superveniência de plano de estabilização econômica, bem como, litígios cujas principais naturezas referem-se a discussões de quebras contratuais, para os quais a Administração e seus consultores jurídicos atribuem prognósticos de perda provável, entre outros. O valor total provisionado para estas ações, em 31 de dezembro de 2012, era correspondente a R$646,3 milhões.
Contingências não provisionadas
A Oi e suas controladas também possuem diversos processos cujas expectativas de perda são classificadas como possíveis na opinião de seus consultores jurídicos e para as quais não foram constituídas provisões para perdas em processos judiciais.
Referem-se a ações que não possuem nenhum precedente semelhante, cujos principais objetos estão associados a questionamentos em relação aos planos de expansão da rede, indenizações por danos morais e materiais, ações de cobrança, processos de licitação, entre outras. Esses questionamentos perfazem aproximadamente, R$19.303,34 milhões, em 31 de dezembro de 2012.
Esse valor está baseado, exclusivamente, nos montantes dos pedidos dos autores (normalmente superiores à realidade do mérito), não havendo até a presente data nenhuma decisão judicial final.
Processos Trabalhistas
A Oi é parte em diversos processos trabalhistas resultantes do curso normal de seus negócios. A Oi não acredita que esses processos teriam efeito negativo importante em seus negócios, situação financeira e resultados operacionais caso suas sentenças fossem desfavoráveis. Geralmente esses processos envolvem (1) pagamento de adicional de periculosidade reivindicado por funcionários que trabalham em condições de perigo, (2) equiparação salarial para empregados que exercem a mesma função, por certo período de tempo, e que têm a mesma produtividade e desempenho técnico, (3) indenização por acidentes de trabalho, lesão ocupacional, estabilidade de emprego, auxílio creche e obtenção de níveis de produtividade estabelecidos em dissídios coletivos da Oi, (4) horas extras; e (5) alegações de responsabilidade solidária por empregados de provedores de serviços terceirizados.
Em 31 de dezembro de 2012, o total de contingências estimado em relação a processos trabalhistas com risco de perda provável ou possível totalizou R$2.631,18 milhões. A Oi registrou provisões de R$1.579,2 milhões.
Adicionais diversos
Em conformidade com a legislação brasileira, os empregados que trabalham em condições de perigo definidas nas leis aplicáveis têm direito ao recebimento de um adicional equivalente a 30,0% do salário base (adicional de periculosidade), como compensação à exposição a este ambiente de trabalho. Existem processos significativos em tramitação contra a Oi com respeito ao adicional de periculosidade em decorrência de um ajuste do valor a pagar conforme acordos coletivos firmados com os sindicatos de empregados que trabalham em ambientes considerados perigosos, principalmente perto de linhas
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elétricas, e relativos à integralidade desse montante adicional. Segundo jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (“TST”), o adicional é devido integralmente, ainda que a exposição seja intermitente. Como o adicional pago pela Oi conforme o acordo não está em conformidade com o acordão do TST, a sua Administração considerou ser provável que esses processos tenham um desfecho desfavorável à Oi.
Em 31 de dezembro de 2012, o valor total das provisões constituídas para esses processos era de R$172,9 milhões.
Diferenças salariais
Existem também processos contra a Oi pela equiparação salarial entre determinados empregados que executam o mesmo trabalho, num dado intervalo de tempo, com a mesma produtividade e desempenho técnico. Esse tipo de processo judicial normalmente envolve montantes significativos, pois se refere à diferença em salários mensais de todo um período. Além disso, normalmente os processos dependem de questões de provas e da interpretação dada pelos tribunais a essas provas.
Em 31 de dezembro de 2012, a provisão total constituída pela Oi para prováveis perdas nesses processos era de R$83,5 milhões.
Indenização
As indenizações correspondem a pedidos de ressarcimento por danos ocorridos no curso do contrato de trabalho, decorrentes de razões diversas, dentre as quais: acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, estabilidade de funcionários, danos morais, reembolso de valores descontados em folha, auxílio-creche e normas de produtividade previstas nos acordos coletivos.
Em 31 de dezembro de 2012, o valor total provisionado para esses processos, incluindo todos os procedimentos relacionados, era de R$214,7 milhões.
Horas extras
A Oi é ré em numerosos processos em que se reclama o pagamento de horas extras. A alegação feita é de que a Oi efetuou pagamentos a menor da remuneração devida por horas extras. Alega-se ainda que a Oi deixou de ajustar o salário normal dos pleiteantes de modo a refletir essa remuneração especial, o que afeta outros direitos trabalhistas concedidos pela lei a esses empregados.
Em 31 de dezembro de 2012, o valor total provisionado para esses processos, incluindo todos os procedimentos a eles relacionados, era de R$635,0 milhões.
Multas trabalhistas
Consistem em multas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (“CLT”) pela inadimplência de determinadas verbas trabalhistas, pagas fora do prazo determinado. A provisão mantida pela Oi totalizou R$22,5 milhões em 31 de dezembro de 2012.
Honorários advocatícios e periciais
Referem-se aos valores de sucumbência devidos aos advogados dos autores quando vencedores, incluindo os honorários devidos em reclamações assistidas pelo sindicato representativo da categoria, bem como ao pagamento dos honorários de peritos e assistentes.
Em 31 de dezembro de 2012, a provisão registrada para fazer face às questões de honorários advocatícios e periciais na Oi totalizava R$42,1 milhões.
4.6 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos
e relevantes em conjunto
Estão em tramitação vários processos contra a Oi ajuizados por ex-empregados de sociedades que prestam serviços à Oi, nos casos em que a Oi participou do recrutamento desses ex-empregados. Devido a esse envolvimento, a Oi pode ser subsidiariamente acusada em demandas trabalhistas devidas e não pagas por essas sociedades. A efetiva obrigação da Oi por tais demandas somente será concretizada se os recursos financeiros das sociedades primariamente responsáveis forem insuficientes para liquidar os valores reivindicados.
Em 31 de dezembro de 2012, o valor total provisionado para esses processos, incluindo todos os procedimentos a eles relacionados, era de R$4,4 milhões.
Complementação de aposentadoria
Reclamações referentes às diferenças devidas no plano de previdência privada dos ex-empregados, originadas pelo recálculo do benefício ou em virtude do deferimento da integração de verbas salariais pleiteadas em outros processos judiciais, que não foram consideradas no cálculo do valor da aposentadoria. A provisão mantida pela Oi totalizou R$98,1 milhões, em 31 de dezembro de 2012. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (“FGTS”)
As contingências relativas ao FGTS decorrem de reclamações trabalhistas referentes às diferenças devidas quanto ao depósito do FGTS do reclamante e, ainda, às diferenças oriundas dos expurgos inflacionários nas contas de FGTS em função das perdas monetárias geradas pelos planos econômicos das décadas de 80 e 90, bem como à consequente diferença no pagamento da multa de 40% do FGTS, prevista nas demissões sem justa causa, provenientes desses mesmos expurgos. A provisão mantida pela Oi totalizou R$18,4 milhões em 31 de dezembro de 2012.
Vínculo empregatício
A Oi é ré em diversas reclamações trabalhistas de ex-empregados de sociedades terceirizadas requerendo o vínculo empregatício direto com a Oi, sob o fundamento de terceirização ilícita e/ou configuração dos elementos do vínculo, como subordinação direta. A responsabilidade da Oi nesses processos poderá vir a ser definida caso os recursos financeiros dessas empresas terceirizadas sejam insuficientes para arcar com o valor reclamado. A provisão mantida pela Oi totalizou R$5,2 milhão em 31 de dezembro de 2012. Outras ações
A Oi é ré, ainda, em diversas reclamações trabalhistas cujos questionamentos referem-se a pedidos de adicionais por tempo de serviço, insalubridade, participação nos resultados, trabalho noturno, diárias de viagem, pedidos de readmissão, verbas rescisórias, entre outros. A provisão mantida pela Oi totalizou R$282,5 milhões em 31 de dezembro de 2012, dos quais R$62,2 milhões referem-se às demais ações trabalhistas ora descritas, R$39,6 milhões referem-se a provisões para ações que versam sobre verbas rescisórias e R$180,7 milhões referem-se a ações que versam sobre estabilidade/reintegração.
Com Relação aos Investimentos da Companhia no Setor de Contact Center e Cobrança
Ressaltamos, contudo, que os valores descritos nos processos das controladas da Companhia não foram proporcionalizados a sua participação.
Processos trabalhistas
Em 31 de dezembro de 2012, a Contax Participações e suas controladas eram parte em cerca de 18.176 ações judiciais trabalhistas. Embora o valor total de todos os processos trabalhistas movidos contra a Contax Participações e suas controladas seja de aproximadamente R$962 milhões, em 31 de dezembro de 2012, foram registradas provisões para passivos contingentes proporcionalmente às perdas históricas que,