3.1 SISTEMAS IMPERMEABILIZANTES
3.1.4 Processos seguintes ao processo de impermeabilização
Após realizado a aplicação dos produtos impermeabilizantes, é de costume executar os serviços de proteção, como por exemplo o isolamento térmico e a proteção mecânica.
Segundo Geovani Venturini estes processos só podem ser executados depois das seguintes verificações:
Verificar a uniformidade da estrutura onde vai ser aplicada a cama de proteção.
Verificar se o sistema de impermeabilização foi embutido nos sistemas de águas pluviais e canaletas.
Conferir os desníveis.
Após conferir os itens anteriores, a estrutura esta apta para receber a cama de proteção mecânica de transição.
Fazer as verificações finais e realizar teste detalhados.
4.1.4.1 Isolamento Térmico.
Segundo a norma NBR 9575(ABNT, 2010), é a camada cuja função é a redução do gradiente de temperatura atuante sobre o impermeabilizante, de modo que possa protegê-la contra o efeito prejudicial do calor excessivo.
Considera-se que toda estrutura se deforma com o aumento de temperatura, no caso da temperatura ambiente este tipo de deformação se da pela dilatação e contração, que quando agem pode provocar fissuras e movimentos na estrutura, pode também prejudicar a impermeabilização feita na cobertura e ocasionar problemas com infiltrações que acaba de ruir toda a estrutura.
Segundo Araújo (1993) o processo para realização de um isolamento térmico consiste em três partes: o isolante térmico propriamente dito, uma estrutura de fixação e sustentação mecânica e proteção ou algum revestimento na camada mais exterior.
Como bem nos assegura Picchi(1986) um bom isolamento térmico na cobertura atende a três funções importantes: conforto, economia de energia e estabilidade estrutural, o que ajuda na longevidade do sistema.
A Figura 21 esta demonstrada os tipos de materiais para a impermeabilização térmica e na Figura 22 é demonstrada uma impermeabilização utilizando a impermeabilização térmica e a proteção mecânica em uma laje.
Figura 36: Materiais para um isolamento térmico.
Fonte: Isolamentos. Net,( 2018).
Figura 37: Demonstração de uma impermeabilização completa.
Fonte: Picchi (1986 p 42).
Do ponto de vista de Picchi as vantagens de se realizar um bom isolamento térmico sobre a impermeabilização em uma construção é de:
Dispensa a utilização de qualquer sistema como barreira de vapor de água produzido pelo ambiente atinja o sistema de proteção térmica uma vez que a impermeabilização esteja ali para impedir. para evitar este tipo de problema se deve aplicar uma membrana impermeabilizante.
Na opinião de Picchi (1986), as condições climáticas brasileiras, o uso de isolamento térmico deixa de ser necessário, porém se em uma laje coberta for adicionado um sistema de isolamento térmico de 2 cm de poliestireno expandido, esta laje esta apita aos requisitos de conforto térmico não só para dias frios como para dias quentes.
5.1.4.2 Proteção mecânica.
A norma NBR 9575(ABNT, 2010) trata a proteção mecânica como sendo um substrato com características de absorção e dissipação esforços estáticos e dinâmicos atuantes sobre a cama de impermeabilização, de modo que possa protegê-la contra ações destas forças.
A norma ainda traz alguns materiais que são usados para esta proteção como argamassa, concreto, geotêxtil, metal, solo e agregado.
Segundo ao autor Cruz(2003) nos fala que existe 4 tipos me mecanismos de proteção mecânica:
Os sistemas de impermeabilização que já tem a proteção mecânica em sua composição são os que possuem um tratamento superficial de acabamento já incorporado na fabricação, exemplo disto são as mantas asfálticas com acabamento granulares ou aluminizados. Nestes casos, o material deve conter na sua composição técnicas para o retardamento e o envelhecimento da impermeabilização por ações oriundas de intemperes, de agentes químicos, agentes poluentes e de raios ultravioleta. Este tipo de material é de utilização em locais onde há grande transito de pessoas.
Proteção mecânica intermediaria é uma comada que tem característica de dissipação de cargas na impermeabilização, provenientes de camadas de proteção finais ou piso. Na execução deve estar exemplifica 1 cm de espessura.
Proteção mecânica final para solicitações leves e normais são de característica de distribuição de esforços normais sobre a impermeabilização. Esta proteção deve ser dimensionada no projeto de acordo com o tipo de solicitação de resistência e possuir característica compatível com o tipo de esforço mecânico contido ali. A proteção mecânica final deve ter espessura de 3,0 cm no mínimo.
Proteção em superfície vertical tem como característica proteger a impermeabilização contra impactos, intemperismos e abrasões, esta camada esta localizada no meio entre a camada de impermeabilização e a cama do revestimento de acabamento. Nos tipos de impermeabilização flexíveis as acamadas de proteção devem conter sempre uma armadura de telas metálicas fixadas, de no mínimo de 5,0 cm acima da cota de impermeabilização. Esta armadura deve ser fixada mecanicamente à parede, tomara cuidado para que este processo não comprometa a estanqueidade do sistema.
CONCLUSÃO
Nesta monografia foi apresentada uma síntese sobre impermeabilização, que deu início desde a fase de projeto, passando por processos preliminares e finalizando com a descrição dos tipos de impermeabilização e os processos de proteção.
Para que a construção tenha uma boa condição de resistência contra a infiltração de água isto é valido para todo e qualquer tipo de estrutura uma vez que isso garanta a durabilidade da construção. O contratante deve exigir que todas as regiões construídas passem por algum processo de impermeabilização com o propósito de evitar qualquer tipo de manifestação patológica no futuro. Pois a principal função do sistema é de proteção de toda a edificação, permitindo um aumento na vida útil da estrutura, com intuito de garantir melhor qualidade de vida do usuário e a insalubridade dos ambientes.
Um sistema de impermeabilização bem feito na fase de construção sai 2% do valor total da obra, porém quando este e negligenciado, o custo para correção podem passar de 10%
do custo total da obra. Os maiores problemas na impermeabilização se dão nos pequenos detalhes, sejam eles na hora da elaboração do projeto, na aplicação ou na manutenção da impermeabilização.
É necessário que além do projetista o engenheiro também deva ter conhecimento sobre as formas de atuação da água na estrutura, dos métodos e materiais para a correção, com intuito de um suprir o outro na hora de fiscalizar o serviço de impermeabilização, para que possam junto garantir o serviço feito na obra.
Os tipos de impermeabilizantes, as causas ou até mesmo as correções ainda são desconhecidas para o usuário final da obra e algumas das vezes desconhecida pelos próprios profissionais da construção civil. Esta monografia tem como objetivo de apresentar os tipos de impermeabilização existentes e os métodos de prevenção.
Finalizando a impermeabilização é um procedimento importante e por isso não pode ser negligenciado, deve estar contido no projeto realizado por um profissional das áreas, e executado por mão de obra qualificada, durante todo o processo de execução dos processos deve-se estar sempre fiscalizando cada uma das etapas. Se estas etapas não forem realizadas, a obra será onerada, a fim de executar possíveis reparos quando necessários, além do transtorno trazido ao usuário final.
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