• 1.Paciente adulto se submeterá a cirurgia digestiva e, após avaliação da equipe de terapia nutricional, foi prescrita NPT periférica 3 em 1.
Ao analisar a prescrição, farmacêutico observou que a osmolaridade da solução era de 1200mOsm/L, a concentração de ions divalentes estava alta, podendo causar problemas na estabilidade da solução e problemas ao paciente. Quais os problemas que podem surgir com a manutenção dessa prescrição e quais ajustes necessários o farmacêutico deve passar ao prescritor para garantir a NPT segura e eficaz para o paciente:
• A) É possível haver precipitação de fosfato de cálcio e rompimento da emulsão lipídica, podendo levar a uma embolia gordurosa. Se é importante que a via periférica seja mantida, é necessário reduzir a osmolaridade aumentando o volume final da solução ou reduzindo a concentração de glicose.
• B) É possível haver flebite e precipitação de fosfato de cálcio. Se é importante que a via periférica seja mantida, é necessário aumentar a osmolaridade reduzindo o volume final da solução ou aumentando a concentração de glicose. Além disso, a solução pode ser dividida em duas etapas, separando os íons divalentes ou administrar a Emulsão Lipídica em separado.
• C) É possível haver flebites e rompimento da emulsão lipídica, podendo levar a uma embolia gordurosa. Se é importante que a via periférica seja mantida, é necessário reduzir a osmolaridade aumentando o volume final da solução ou reduzindo a concentração de glicose. Além disso, a solução pode ser dividida em duas etapas, separando os íons divalentes ou administrar a Emulsão Lipídica em separado.
• D) É possível haver flebites e rompimento da emulsão lipídica, podendo levar a uma embolia gordurosa. Se é importante que a via periférica seja mantida, é necessário aumentar a osmolaridade reduzindo o volume final da solução ou aumentando a concentração de glicose. Além disso, a solução pode ser dividida em duas etapas, separando os íons divalentes ou administrar a Emulsão Lipídica em separado.
• 2. Recém-nascido prematuro extremo nasceu com alteração anatômica do trato digestório. Qual a melhor alternativa para a nutrição desse bebê, considerando a possibilidade de longo tempo dessa forma de nutrição?
• A) Amamentação.
• B) Nutrição parenteral central.
• C) Nutrição parenteral periférica.
• D) Tomar o leite ordenhado da própria mãe por meio de sonda nasogástrica.
• 3. Puérpera, soropositiva para HIV, internada na UTI materna, está com único acesso central, por onde faz uso de Nutrição Parenteral (NP) há 8 dias. Apresentou uma infecção viral e foi prescrito Aciclovir 200mg a cada 6h. O farmacêutico da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional verificou que o fármaco é incompatível com a NP. Qual o conduta farmacêutica correta para garantir a administração do medicamento e da Nutrição Parenteral?
• A) Orientar a administração do medicamento em conector tipo "Y".
• B) Sugerir a suspensão do fármaco e observar a melhora da imunidade.
• C) Solicitar a parada da infusão da NP para administração do Aciclovir e voltar a correr a NP após a administração do medicamento.
• D) Adicionar o Aciclovir à bolsa de NP, visto que o prejuízo da não utilização do medicamento é maior do que qualquer incompatibilidade entre ele e os nutrientes da bolsa.
• 4. A solução de aminoácidos é um dos nutrientes que compõe a nutrição parenteral-NP. Sobre o aminoácido em NP é CORRETO afirmar:
• A) O aminoácido age como tamponante das cargas positivas (cátions) provenientes do carboidrato componente da NP, contribuindo assim na prevenção da quebra da emulsão lipídica nas nutrições parenterais 3:1 por este produto;
• B) As necessidades nutricionais de um paciente catabólico (por exemplo: com stress metabólico) são elevadas chegando até a 2,8 g/kg de peso;
• C) Os aminoácidos contribuem para manter o pH da solução em torno de 1 a 2;
• D) A nutrição parenteral composta por um alto percentual de aminoácidos pode ter sua administração por acesso venoso periférico, comprometida, uma vez que o aminoácido contribui consideravelmente para o aumento da osmolaridade da solução de NP, podendo ultrapassar o limite máximo de 900 mosmol/l.
• 5. Em relação à adição dos eletrólitos cálcio e fósforo na nutrição parenteral (NP), podemos afirmar que:
• A) A fórmula segundo Shultz-Hard (CAN – número crítico de agregações) é utilizada na avaliação farmacêutica da NP quanto à oferta eletrolítica de cátions prevenindo riscos de quebra da emulsão lipídica e garantindo a estabilidade da solução de NP 3:1;
• B) A oferta de fósforo na forma de sal de fosfato de potássio permite que a manipulação da NP seja realizada em etapa única, principalmente nas formulações da neonatologia;
• C) O cálcio pode ser adicionado à nutrição parenteral em quantidade que atenda às necessidades do paciente independente da oferta de fósforo e lipídeo;
• D) Podemos adicionar cálcio seguramente à bolsa de NP tanto na forma de cloreto ou gluconato, pois ambos os sais apresentam a mesma estabilidade na solução de nutrição parenteral;
• 6. A nutrição parenteral é recomendada quando
• A) o trato gastrintestinal está impossibilitado de cumprir suas funções.
• B) houver necessidade de complementação nutritiva.
• C) houver perda de sódio, potássio e magnésio por fontes não renais.
• D) a alimentação oral também for possível
• 7. De acordo com a composição das bolsas de nutrição parenteral, é correto afirmar que:
• A) o fosfato de cálcio deve ser adicionado nas bolsas de nutrição parenteral como fonte dos elementos fosfato e cálcio.
• B) as emulsões do tipo água dispersa em óleo são adicionadas nas bolsas de nutrição parenteral como fonte de lipídeos para suprir parte das necessidades calóricas diárias do paciente.
• C) os elementos químicos cádmio, cobre, cromo, manganês e zinco em solução padrão são adicionados nas bolsas de nutrição parenteral para suplementação das necessidades diárias destes elementos.
• D) o volume de solução de glicose adicionada nas bolsas de nutrição parenteral deve ser ajustado de acordo com as necessidades calóricas diárias individuais de cada paciente.
• E) as bolsas de nutrição parenteral total devem ter a mesma osmolaridade do plasma sanguíneo que é de 1000 mOsmols/L.
• 8. Os principais problemas encontrados na preparação da nutrição parenteral são:
• A) a degradação de vitaminas e a formação de complexos de aminoácido-cálcio.
• B) a formação de complexos de aminoácido-cálcio e a peroxidação.
• C) a estabilidade da emulsão e a formação de complexos de aminoácido-fosfato.
• D) a estabilidade da emulsão e a precipitação de fosfato de cálcio.
• 9. No que se refere à nutrição parenteral (NP), assinale a alternativa correta.
• A) A NP deve ser usada na rotina hospitalar, independentemente do estado clínico e da qualidade de vida dos pacientes.
• B) A NP é indicada para pacientes que tenham o trato gastrintestinal íntegro e funcionante.
• C) A NP pode ser preparada em qualquer laboratório de manipulação disponível no hospital.
• D) A NP deve abranger etapas como indicação e prescrição médica, preparação, administração, controle clínico laboratorial e avaliação; tais etapas devem estar devidamente registradas, evidenciando quaisquer ocorrências na execução dos procedimentos.
• E) A terapia nutricional é um conjunto de procedimentos terapêuticos utilizados para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente por meio apenas da NP.
• 10. Para que uma solução parenteral do tipo 3 em 1 seja estável, é necessária a homogeneização da solução a cada adição de um novo componente e o estabelecimento de uma ordem de adição dos componentes a mistura. A sequência correta de adição dos componentes neste tipo de nutrição parenteral é:
• A) transferência da glicose para a bolsa, adição dos lipídeos e adição dos aminoácidos.
• B) transferência da glicose para a bolsa, adição dos aminoácidos e adição dos lipídeos.
• C) transferência dos lipídeos para a bolsa, adição da glicose e adição dos aminoácidos.
• D) transferência dos lipídeos para a bolsa, adição dos aminoácidos e adição da glicose.
• E) transferência dos aminoácidos para a bolsa, adição da glicose e adição dos lipídeos