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4 A PERSPECTIVA DOS CRIADORES, DA PROFESSORA E DE QUEM

3.3 A PROFESSORA

Com relação à inserção do jogo na escola, a professora entrevistada respondeu da seguinte maneira:

Eu acho bem, bem interessante, bem produtivo, as crianças gostam, são fascinadas por isso e é todo uma tendência, não adianta fugir disso, não né, e teve uma época eu lembro em cursos que eu participava, ah não sei o que, vai substituir o professor, não vai, ele é que não pode se deixar substituir, porque ele que tem que bolar as coisas e né, a tecnologia é igual a uma calculadora, você que raciocina o que que a calculadora vai fazer né, então pra mim tem tudo, tudo a ver, tudo... teve um ano que a gente trabalhou bastante. Esse ano nós fomos uma vez, uma com o primeiro ano e uma com o segundo, foi bem legal e quer ver quando a gente pode criar o jogo, é melhor ainda. (Entrevista realizada em março de 2016).

Quando foi interrogada sobre a utilização de tecnologias em sala de aula, sua resposta foi de que:

Sim, eu não consigo usar elas eu sozinha, eu preciso da ajuda de alguém pra, pra usar ela. Eu..., aqui (na casa dela) eu me viro com o computador essas coisas, mas, mas lá na tecnologia eu preciso que alguém instale pra mim, eu até posso procurar as imagens, eu não consigo fazer o download acho que aqui não tem suporte, mas lá na hora de botar lá eu preciso de ajuda. Mas adoro elas e uso, eu acho que precisa dos dois profissionais, o pedagogo e o da tecnologia. (Entrevista realizada em março de 2016).

Foi perguntado também se ela utiliza tecnologia fora da escola e ela disse que

Sim, celular eu uso pouco, até ele é bem antigo e eu ainda me atrapalho toda... (risos). Ah, o computador diariamente eu acesso os dois e-mails e o Facebook principalmente, muita assim, pesquisa assim, por exemplo imagens pra fazer um texto sobre a Páscoa, tipo a festa... Aí mais o computador, internet, isso é lá bem pouco, até porque a gente não usa em sala de aula né, mas vê, o computador permitiu eu me comunicar com você lá né, os vídeos, isso tudo né, nessa parte eu, mas fora isso não tenho WhatsApp isso não mas, acho que ainda uso bastante. (Entrevista realizada em março de 2016). Com relação ao gostar de jogar ela respondeu que

Muito pouco, eu gosto mais de jogos cooperativos, não competitivos, eu não sei, porque meu pai passou isso pra mim e eu não gosto muito de competição, eu gosto de a gente todos, todos nos unirmos e competir ou, ou lutar por alguma coisa, não muito competição, mas cooperação sim, juntar todos e fazer um quebra-cabeça, uma coisa assim, mas as vezes tem jogos de competição, ou a gente contra o computador, aqueles, aí também é legal [...] (Entrevista realizada em março de 2016).

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Também se questionou sobre a função dela na criação do jogo. Em sua resposta ela esclarece que

[...] lá no Rio de Janeiro uma professora e o criador A falaram comigo, aí que a gente pensou em animais de um modo geral e, foi daí que a gente começou a bolar, pensando em animais, pensamos os livros didáticos, a gente escaneou... escaneou os livros didáticos e mandou o conteúdo pro criador A ter uma noção que conteúdo era dado para esses alunos. (Entrevista realizada em março de 2016).

Dessa forma, ficou a cargo da professora o conteúdo do jogo.

Com relação às dificuldades apresentadas, a professora respondeu que

O tablet eu só consegui trabalhar com ele porque tem alguém junto, que eu sozinha não me viro. Às vezes eu achava alguma coisa ali, mas sempre tinha que pedir ajuda, mas o jogo sim, o jogo em si, mas o tablet talvez precisaria mais treino. É, então eu mesma não testei ele comigo, eu testando ali, eu ajudando eles, aquele, aí eu ia apostila, aí eu ia pra lá, então eu não interagi muito com o tablet eu ia ter um pouco de dificuldade até, mas depois a gente acostuma, com é, mas em termos de jogo assim, as outras coisas eu faço, mas tem que ter o conteúdo assim, isso que, pegou um pouco na apostila, não tá tudo certo... Às vezes tem que entender um pouquinho a lógica, o símbolo, a peninha lá, mais isso depois a gente pega o ritmo. (Entrevista realizada em março de 2016).

Percebe-se, então, que a professora não possui domínio dos tablets e que, na opinião dela, é necessário outro profissional que saiba utilizar as tecnologias.

Em relação às expectativas do jogo ela esclareceu que foram “Bem boas, bem e pra mim até superou as minhas expectativas, principalmente ao tablet lá, o bichinho entre aspas criando vida [...]”.

Quando foi interrogada sobre a contribuição que o jogo poderia trazer para as crianças, a docente respondeu que

Ele trabalha a pesquisa, o respeito, o gosto e posteriormente o respeito a natureza, a gostar dos animais, a criança já gosta, mas mais ainda. Quanto mais ela conhece, mais ela, às vezes quando criança gosta, quando adulto deveria ser a mesma coisa, mas nem sempre é, a vida nos mostra diferente. E o gosto pela leitura, o ajudar um ao outro, um olhar o bichinho do outro, então a cooperação, a, o trabalho coletivo, dividir o tablet lá, não precisa ser um tablet pra cada um, pode ter mais. (Entrevista realizada em março de 2016).

Foi perguntado a respeito do ensino, se a partir do uso do jogo torna-se mais fácil, ao que a professora respondeu que

Sim, ele (o jogo) dá trabalho, mas é um trabalho bom assim, porque eu não gosto daquelas coisas muito, tem dias que é assim, uma coisa água com açúcar, aquela coisa básica, mas eu gosto de desafios né, os desafios dão trabalho pra gente dão às vezes, preocupação, mas é bom, dá mais trabalho mas é bom. (Entrevista realizada em março de 2016).

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Perguntou-se também se ela acha que as crianças se sentem mais motivadas, e ela respondeu que

Sim, geralmente criança topa as coisas assim, talvez a gente já tenha bastante tempo, então a gente sabe um pouquinho o que que eles já, a gente adquire o espirito deles um pouquinho, então eu já sei, quando eu abro uma imagem, eu já sei, acho que eles vão gostar, nem tudo eu acerto, mas, mas eles topam. Às vezes um ou outro reclama um pouco, mas a maioria gosta. (Entrevista realizada em março de 2016).

Todos os benefícios que a professora cita coadunam com a perspectiva que Savi e Ulbricht (2008), quando apontam em seu texto alguns elementos, a saber: o efeito motivador; o jogo como facilitador de aprendizagem; desenvolvimento de habilidades cognitivas; e a socialização que ocorre entre as crianças; além de as crianças conhecerem e aprimorarem seus conhecimentos em relação aos bichos.

Com base nas respostas supracitadas, pode-se concluir que a professora acha interessante e produtivo a inserção das tecnologias na escola. Ela utiliza tecnologia em suas aulas, porém precisa de alguém para ajudá-la e utiliza tecnologia também fora da escola (celular, computador, redes sociais). Não gosta muito de jogar, mas quando joga prefere jogos de cooperação. A maior dificuldade que a professora enfrentou foi lidar com o tablet. O jogo traz muitas contribuições para as crianças como a pesquisa, o respeito, o gosto pelos animais e pela natureza, além da leitura, da cooperação e do trabalho coletivo. Para ela, o ensino torna-se mais fácil e as crianças sentem-se mais motivadas.

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