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PROFISSIONAIS EM ATIVIDADE

No documento Teoria e Técnica em Relações Públicas (páginas 131-150)

TÓPICO 1 — PERFIL DO PROFISSIONAL DE RP

2.2 PROFISSIONAIS EM ATIVIDADE

Na mesma pesquisa, teve um espaço para que os entrevistados deixassem uma mensagem aos futuros profissionais que, logo mais, farão parte dos seus times ou serão colegas de profissão. Perguntamos: “Qual recado que você daria, hoje, para o futuro profissional?”.

Confira as respostas a seguir e, aproveitando para refletirmos hoje, o que podemos fazer para trilhar o caminho desejado?

• Se eu pudesse deixar uma dica profissional aos futuros colegas, eu diria:

diversifiquem o repertório de vocês ao máximo, para que sejam convidados para as melhores conversas. Sejam pessoas interessantes, colecionem experiências e histórias. Sejam seres humanos sensíveis e atentos às pessoas.

Sejam profissionais abertos à diversidade de pensamento e ao aprendizado contínuo. Procurem um espaço no mundo para torná-lo melhor e ocupem-no com amor e responsabilidade! Sucesso! (Especialista de DHO e professor(a) do ensino superior, 2020).

• Os tempos estão mudando, mas o simples permanece essencial. As pessoas buscam ser compreendidas pelas organizações/marcas. No caso, pensar mais em relacionamento direcionado ao público trará, consequentemente, um resultado mercadológico. Ame e ajude primeiro, o dinheiro será apenas uma consequência boa. (Analista de Suporte, 2020).

• Nunca duvide do seu potencial e da sua capacidade! Independentemente de qual empresa você trabalha ou pretende trabalhar, faça o seu melhor todos os dias, e lembre-se, sempre, de que a comunicação é essencial para o bom relacionamento com os stakeholders. Siga seus propósitos e defenda sua função/atividade. De comunicação, muita gente acha que entende, mas o (a) profissional é você.

• Tenham humildade e busquem ouvir o cliente

• Saiba ouvir, trabalhe com humildade, criatividade, coragem e empatia. Seja flexível, também, mostre-se vulnerável. Enfim, tenha coragem pra ser você e ofereça o seu melhor. (Assistente de Endomarketing, 2020).

• Continue investindo nos seus desenvolvimentos pessoal e profissional, buscando, sempre, a sua melhor versão. Utilize as técnicas adequadas sem se esquecer de que está lidando com pessoas, seja empático e colaborativo no ambiente de trabalho. (Diretora de Recursos Humanos, Comunicação Corporativa e Ética. 2020).

• Esteja, sempre, por dentro das novidades e tecnologias da nossa área.

• A comunicação está cada dia mais acelerada, temos muitos concorrentes dentro de smartfones e redes sociais, mas nosso papel continua relevante e imprescindível na busca pela mensagem mais assertiva e confiável.

• Preparem-se para aprender e ensinar todos os dias, ter muita paciência para superar os percalços e um grande poder de adaptação. A comunicação é um campo de conhecimento complexo sobre o qual todos têm opiniões, e

TÓPICO 1 — PERFIL DO PROFISSIONAL DE RP

Perguntamos, também: “E se este futuro profissional for o principal atendimento da agência de comunicação que atende você e sua equipe, qual o recado e sua principal exigência?”. O intuito é saber que o mercado de comunicação possui várias frentes e que, mesmo estando em agências de comunicação, esses profissionais estarão diretamente ligados aos clientes.

Assim, seguem algumas dicas:

• Aos profissionais de agência, independentemente da área, eu sugiro que busquem capacitação, para serem parceiros de negócio dos seus clientes.

Procurem entender sobre gestão e business, para serem convidados para as discussões relevantes. Por fim, sejam revolvedores de problemas complexos, pois será a competência mais valorizada em um futuro breve.

• Ame e ajude o teu público. Crie engajamento. O dinheiro será apenas uma consequência boa.

• Seja pontual com os prazos, prefira tirar as dúvidas com os responsáveis do que ficar brincando de adivinhar, e trabalhe para que o resultado final seja o melhor possível, como se você mesmo fosse o cliente recebendo o job. Ah, não se esqueça de ser sincero e apontar os limites, caso eles existam (sejam operacionais, criativos etc.).

• Tenha humildade e ouça seu cliente. Nem sempre a sua solução é a que ele precisa. Tente entender a situação e não tenha receita pronta. Construa, com o cliente, a melhor solução.

• Faça uma imersão sobre a nossa marca, busque ouvir sem opinião formada a respeito do assunto e saiba trabalhar em equipe.

• Elaborar briefing adequado, apropriar-se das soluções e contemplar prazos, construindo uma relação de confiança. (Diretora de Recursos Humanos, Comunicação Corporativa e Ética, 2020).

• Estude e entenda o negócio do seu cliente e o ambiente em que ele está inserido, além de contemplar os prazos.

• Mergulhe, um pouco mais, no universo do seu cliente, faça checklist das principais regras de escrita e linguagem e aja como um parceiro, não apenas como fornecedor.

• Dedique tempo para entender seu cliente e fale a língua dele. O cliente será seu enquanto você for a melhor opção para ele. (Marketing e Comunicação, 2020).

Neste tópico, você aprendeu que:

• O mercado profissional mudou completamente após o cenário da pandemia da Covid-19, e entender esse novo cenário nos dá uma visão das competências e habilidades exigidas.

• Diante do novo cenário, as competências e habilidades, estas que já faziam parte do perfil dos profissionais de comunicação, agora passam a valer com mais vigor, como a capacidade de adaptação e flexibilidade, conhecimentos digitais, criatividade, pensamento crítico e aberto.

• Na pesquisa realizada com profissionais atuantes no mercado, vimos um cenário atual e uma leitura da área, além de recados deixados por esses mesmos profissionais.

• As maiores empresas tendem a ter uma comunicação mais estruturada.

Porém, as pequenas empresas revelam que o orçamento para investimento na área da comunicação aumentou. Logo, o cenário é positivo para pequenas e grandes empresas.

• Os principais desafios para a comunicação corporativa para os próximos anos serão o desenvolvimento de líderes como agentes de comunicação e o apoio aos executivos em seus pronunciamentos e mensuração dos resultados.

• Os líderes precisam, mais do que nunca, assumir o papel estratégico não somente nas disseminações de informações corporativas, mas em todo o contexto organizacional, pois seu papel é fundamental e interfere diretamente no clima da organização.

• A liderança precisa estar à frente da comunicação, direcionar o alinhamento das informações, zelar pela reputação da empresa e disseminar o engajamento e o orgulho de pertencer.

• Com relação ao apoio aos executivos em seus pronunciamentos, há a importância de ter profissionais de relações públicas assessorando esses altos cargos executivos a se posicionarem no mercado, nas mídias, nas redes sociais, em todos os seus discursos e pronunciamentos.

• A mensuração de resultados sempre foi o “calcanhar de Aquiles” da área de comunicação e, em tempos digitais, não se pode mais ficar no achismo

RESUMO DO TÓPICO 1

• As áreas que mais demandam esforços, dentro da comunicação corporativa, são:

público interno, comunicação externa e mídias sociais, branding corporativo, employeer branding e responsabilidade social e, com menor destaque no momento, o relacionamento com a comunidade do entorno.

• O público interno ganha holofotes e muitas empresas preferem investir mais em linhas institucionais e de promoção das suas ações do que em publicidade.

• Com a pandemia, o ganho e a relevância das relações públicas foram notáveis.

As marcas tiveram que se posicionar e mostrar sua reputação. É preciso considerar o que vai além do produto ou serviço, a promoção das ações e seu propósito enquanto instituição. Trabalhar com a reputação sempre foi o centro e o core das relações públicas.

• O discurso de reputação, propósito e valor das marcas e empresas não é recente, contudo, agora está mais claro que as empresas precisam se conectar com todos os seus públicos de interface e de interesse.

• O profissional da comunicação é alçado para as decisões estratégicas da companhia, que elevou o papel e a importância da comunicação corporativa nas empresas. O profissional de RP precisa assumir o protagonismo. É, o RP, que tem todas as condições, elementos e conhecimento para fazer a coerência e a interface com todas as esferas necessárias.

• O público interno ganha força e voz, inclusive, nas redes sociais. Não se desvincula um posicionamento pessoal da sua figura profissional. Dar atenção prioritária a esse público tem se tornado primordial, e, aqui, podemos complementar com a força e relevância, que vêm ganhando outras áreas que fazem interface com o público interno.

Com relação às afirmações a seguir, responda se cada uma está CERTA ou ERRADA. Em caso errado, justifique:

1 O mercado profissional de relações públicas mudou completamente após o cenário da pandemia e, com isso, algumas competências e habilidades, que já faziam parte do perfil dos profissionais de comunicação, passam a valer com mais vigor, como a capacidade de adaptação e flexibilidade, conhecimentos digitais, criatividade, pensamento crítico e aberto.

a) ( ) Certo.

b) ( ) Errado.

2 O investimento de comunicação nas pequenas empresas tem sido maior a cada ano, inclusive, superando o aumento em % de grandes empresas.

Assim, o cenário da área é positivo para pequenas e grandes empresas.

a) ( ) Certo.

b) ( ) Errado.

3 Os principais desafios para a área da comunicação corporativa, para os próximos anos, são: desenvolvimento de equipes de produção como multiplicadores de comunicação, apoio à equipe de marketing e mensuração dos resultados.

a) ( ) Certo.

b) ( ) Errado.

4 Explique por que o desenvolvimento de líderes como agentes de comunicação é importante para a área das relações públicas.

5 Explique por que o apoio aos executivos em seus pronunciamentos é importante para a área de relações públicas.

6 Por que a mensuração de resultados é importante para a área de relações públicas?

7 O público interno é a área que mais demanda da comunicação corporativa.

Justifique o porquê dessa importância.

8 Selecione um recado de um profissional em atividade para a pergunta

AUTOATIVIDADE

UNIDADE 3

TÓPICO 2 —

COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS

1 INTRODUÇÃO

Depois de estudarmos o perfil dos profissionais de comunicação no Tópico 1, veremos que as competências são habilidades que podem ser adquiridas com o treinamento e aperfeiçoamento.

Começaremos o tópico apresentando o conceito de competências e, logo, estudaremos as competências necessárias para o desenvolvimento e o aprimoramento dos profissionais das relações públicas. Na sequência, apresentaremos o desenvolvimento de uma visão de futuro da profissão de relações públicas com profissionais atuantes e referências com o conteúdo atual.

2 COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS

Competências profissionais são o conjunto de habilidades, conhecimentos e características aprendido ou desejado por uma empresa ou uma categoria profissional. Desenvolver competências profissionais desejadas em determinado segmento de trabalho, neste caso, na área de comunicação, é extremamente necessário para uma ascensão no mercado de trabalho, alcance de senioridade e uma diferenciação aos demais.

Competência significa a capacidade decorrente de profundo conhecimento que alguém tem sobre um assunto: recorrer à competência de um especialista. Ainda, capacidade de fazer alguma coisa; aptidão. Dever ligado a um ofício; cargo; trabalho; atribuição, alçada. Conjunto de habilidades, saberes, conhecimentos.

Dessa forma, desenvolver uma competência profissional significa obter conhecimentos e habilidades, além das técnicas profissionais exigidas nas tarefas necessárias à aplicabilidade diária profissional. Qualquer profissional

UNIDADE 3 — CENÁRIO ATUAL DO MERCADO

As competências podem variar entre as diferentes empresas e os níveis hierárquicos dos cargos, além, é claro, do segmento profissional. Um profissional de TI, por exemplo, tem competências a serem desenvolvidas diferentes do profissional de comunicação. Porém, não há dúvida de que um profissional de RP precisa de qualidades e competências profissionais diferentes apenas das técnicas estudadas no âmbito acadêmico. Essas são primordiais, mas a vivência e os estudos multiculturais e multiplurais são importantes também.

Assim, o profissional de RP precisa de habilidades, competências específicas, além de técnicas, para engajar e influenciar o comportamento das pessoas e suas atitudes por meio de relacionamentos significativos entre determinada organização e seus públicos de interesse.

Antes de entrarmos em um novo assunto, a seguir, que abordará as competências específicas do profissional de relações públicas, vale lembrar que as competências profissionais mudam com o decorrer da evolução da sociedade.

Hoje, por exemplo, a maneira e a velocidade com que as pessoas consomem notícia e informação mudaram, assim como a expectativa dos diversos públicos em relação às organizações e governos.

2.1 COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS DO PROFISSIONAL DE RP

Na área da comunicação, França (2003) argumenta que a multiplicidade de entendimentos sobre relações públicas e a confusão perante o papel do profissional podem atrapalhar a consolidação da profissão. Muitas vezes, as relações públicas são limitadas em ferramentas, e sua essência e função estratégica são ignoradas.

Com isso, a área acadêmica se aproxima da realidade no desenvolvimento de habilidades requeridas pelo mercado. Nas diretrizes curriculares dos cursos de relações públicas no Brasil, é previsto o desenvolvimento, durante o período acadêmico, de habilidades e competências úteis para realidade e qualificação para o dia a dia profissional.

Na UNIASSELVI, por exemplo, em destaque para o site da instituição:

A graduação em Relações Públicas visa formar profissionais capacitados que dominam as linguagens e técnicas utilizadas no processo de comunicação e nas diversas mídias, e que atuam, de maneira profissional, de acordo com os princípios éticos da comunicação para a cidadania. É o curso ideal para quem busca estabelecer relacionamentos com variados públicos de uma determinada organização, com a capacidade de liderança, negociação, tomada de decisão

TÓPICO 2 — COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS

Dessa forma, o meio acadêmico se une ao que o mercado busca e precisa.

Como contraponto, na mesma pesquisa realizada pela autora com, profissionais atuantes (já citada anteriormente), foi realizada a seguinte pergunta:

Na sua opinião, quais as principais competências ou habilidades para o profissional de comunicação corporativa?

Confira, em seguida, as repostas. As palavras com maior recorrência estão destacadas em negrito:

• Velocidade, resiliência e criatividade.

• Engajamento com os públicos Aproximar-se dos clientes por meio de campanhas de marketing e comunicação interna. Aperfeiçoamento nas relações e atendimento ao cliente. Comunicação mercadológica.

Proatividade, comprometimento, resiliência, empatia, determinação e "jogo de cintura".

Proatividade, responsabilidade e empatia.

Criatividade, flexibilidade, atitude e empatia.

• Produção de textos. Canal e linguagem adequados para cada público. Antecipar demandas. Entendimento do negócio e indicadores.

• Visão holística, inovação, agilidade.

Adaptabilidade, resiliência e bom senso.

• Persuasão, organização, adaptabilidade.

• Velocidade, adaptabilidade.

Criatividade, visão sistêmica, visão de negócios, redação, repertório multicultural, conhecimento da cadeia, liderança técnica, relacionamento interpessoal, resiliência e empatia.

Portanto, as palavras mais destacadas são: empatia, proatividade, resiliência (adaptabilidade) e, a criatividade, com sendo destaque.

FIGURA 5 – NUVEM DE PALAVRAS

UNIDADE 3 — CENÁRIO ATUAL DO MERCADO

Dessa forma, os profissionais atuantes no mercado enxergam essas palavras como as principais competências para o profissional de comunicação que o mercado exige:

• Empatia: a empatia é a capacidade de identificar uma necessidade da outra pessoa, a fim de compreender o que ela sente. É uma competência de compreensão emocional. Diz um ditado popular: “não faça com os outros aquilo que não gostaria que fizessem com você”. Ele não é válido para exemplificar a empatia, pois ser empático não é fazer, com os outros, aquilo que você acha que seria bom para a pessoa. A empatia tem a ver com o que é bom para a pessoa, e não, necessariamente, é bom em seus conceitos e visão de mundo. Ser empático é saber escutar, sem julgamentos, e entender, sem restrições. Ao desenvolver a empatia como uma competência comportamental, aumentamos a nossa visão de mundo, pois passamos a enxergar situações sob outras perspectivas.

• Proatividade: a proatividade tem a ver com estar atento para o que acontece ao seu redor e agir rapidamente, como necessário, ter uma atitude ou ação.

Não é o mesmo que ser metido, mas sim, estar à frente daquilo que possa contribuir. É ser protagonista. Ao desenvolver a competência, começamos a agir e a planejar antes que as coisas realmente aconteçam. O contrário é a reatividade. Aquela pessoa que espera, sentada, ordens. A pessoa, aqui, tem mais chances de ser sucedida com êxito e, mais rapidamente, em sua carreira, e na vida pessoal também.

• Resiliência (e adaptabilidade): aqui, juntamos a resiliência com a adaptabilidade, pois são sinônimos. Na física, a resiliência é a propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica. No sentido figurado, é a capacidade de se adaptar às mudanças. No mercado de trabalho, as mudanças ocorrem rapidamente, e muitas pessoas ficam reclamando e presos ao que “sempre foi feito assim”. A resiliência é a capacidade de seguir em frente com rapidez, mesmo diante de mudanças desconfortáveis.

• Criatividade: a criatividade é a capacidade de criar, inventar coisas novas e ideias originais. Engana-se quem acha que ser criativo é ter um dom. Criatividade é uma competência adquirida, e, como tal, pode ser desenvolvida e aperfeiçoada.

Ter um repertório de atividades, leitura, viagens, música, leitura e muita leitura te ajudará a ser mais criativo. Ser criativo é treinamento. Procure sobre como desenvolver sua criatividade e estimule essa competência. Um profissional de comunicação deve ser criativo, e não se aprende a desenvolver a criatividade apenas com as técnicas e ferramentas da profissão.

TÓPICO 2 — COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS

Na internet, existem diversos testes gratuitos de análise de personalidade, habilidades e competências para identificar quais são as suas verdadeiras paixões na vida e suas maiores dificuldades.

Lembre-se de que todas as pessoas são capazes de tudo, basta saber o que quer para, então, seguir em frente com os seus próprios objetivos.

Assim, criar um plano que desenvolva as habilidades e melhore as dificuldades o tornará melhor e, acredite, mais feliz. Se quiser ir mais a fundo, procure um profissional habilitado, geralmente, da área de relações humanas.

DICAS

3 DESENVOLVIMENTO DA VISÃO FUTURA DA PROFISSÃO

Como vimos na Unidade 1, as relações públicas surgiram da necessidade de humanizar as relações entre a opinião pública e as empresas e empresários na época da Revolução Industrial. Neste ano, a profissão completa 106 anos, desde o seu surgimento.

Desde sempre, a profissão mantém o foco em reputação, imagem e relacionamentos. Sua essência sempre se manteve, o que muda e amplia constantemente são as ferramentas e canais que dialogam com o público de interesse.

Segundo o site do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas (CONRERP), em uma pesquisa publicada em 12 de junho de 2020, destacam-se alguns tópicos, segundo estudo do The Holmes Report:

• O mercado de Relações Públicas cresceu 5% em 2018.

• Dentre as 250 maiores agências no mundo, cinco são brasileiras (FSB Comunicações — 33ª posição, Grupo In Press — 62ª posição, o Grupo CDI — 169ª posição, Agência Approach — 200ª posição e a RPMA Comunicação — 209ª posição).

• Faturamento das agências do segmento somou US$ 12,3 bilhões em receitas (2018), em comparação a US$ 11,7 bilhões em 2017.

• Todas as ranqueadas faturaram, pelo menos, US$ 4,9 milhões individualmente (CONRERP, 2020, s.p.).

DICAS

UNIDADE 3 — CENÁRIO ATUAL DO MERCADO

Esse cenário, em 2018, já demonstrava o crescimento da profissão como uma constante. Contudo, o mercado, em 2020, é infinitamente mais promissor, com a relevância e exposição que a área teve com a crise mundial causada pelo Coronavírus (Covid-19). A comunicação tomou papel de protagonista, sem deixar a sua essência desde seu surgimento.

Nesse contexto, as empresas ganharam uma relevância maior e uma necessidade de se comunicar mais, com agilidade, de forma empática e assertiva, e com seus públicos. Assim, estamos em um momento muito único, no qual o cenário nos traz oportunidades incríveis.

Segundo Moretti, fundadora e CEO do Grupo InPress (que está na 62ª posição entre as 250 maiores agências no mundo), o profissional de RP nunca foi tão imprescindível, isso porque tem três características essenciais para o momento: é flexível, tem conteúdo e sabe ler a sociedade.

Continua mostrando a essência da profissão mesmo em momentos como esse, em que estamos vivendo: A reputação da empresa é mais importante do que o que ela produz ou vende, todas precisam e devem se perguntar, hoje, como querem ser lembradas logo ali adiante.

Paul Holmes, fundador e conselheiro do The Holmes Group, em entrevista para o site Blog RP, também afirma que as relações públicas continuam na sua essência e têm se tornado mais relevantes.

Prochno (2020), também no site Blog RP, escreve sobre as tendências de RP que ele vê para 2020:

Personalização – ainda estamos no começo e acho que isso vai perdurar e se desenvolver muito ao longo da próxima década. As pessoas caminham para serem cada vez mais conscientes sobre o que gostam, o que importa para elas, e como elas querem ser impactadas por comunicações de todos os tipos. Personalização vai ser importante para o indivíduo, para o meio onde ele está (cidade), para os assuntos que ele gosta e para muito mais. O que isso significa para o RP: produziremos mais conteúdo para que ele seja personalizado, colocaremos mais inteligência no desenvolvimento desse conteúdo, trabalharemos mais com influenciadores, e cada vez mais bots farão parte do mundo e serão cada vez mais inteligentes.

Interação – pessoas querem participar, querem fazer parte e querem isso personalizado PRA ELAS. Vamos ver mais interações, anúncios interativos, mensageria (conversa é interagir) e, aí, há, novamente, espaço pra bots. As pessoas não são mais receptores passivos. A máxima da “comunicação de duas vias” nunca foi tão relevante para os RPs.

O que isso significa para o RP: Interaja com as pessoas, fique cada vez mais confortável com feedbacks positivo e negativo, e use isso

TÓPICO 2 — COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS

Experiências (virtuais ou reais) – as pessoas querem viver, e a vida

Experiências (virtuais ou reais) – as pessoas querem viver, e a vida

No documento Teoria e Técnica em Relações Públicas (páginas 131-150)

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