2. A CADEIA DE SUPRIMENTO DE PETRÓLEO - PETROBRAS
2.3. MOVIMENTAÇÃO DIÁRIA DE PETRÓLEO
2.3.2. PROGRAMAÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE PETRÓLEO NOS
disponível: É feita uma verificação do status operacional dos navios que estão
atracados realizando operações de descarga/carga, fundeados ou em trânsito para analisar a sua disponibilidade/restrição operacional para realização dos próximos alívios;
• Elaboração do programa de escoamento aquaviário: Tendo reunido todas as informações necessárias, é feito o cronograma detalhando as informações de que navio irá realizar alívio em que ponto operacional, e os respectivos lotes e destinos;
• Divulgação do programa de escoamento às áreas de interesse: O programa é então divulgado para as áreas de Operação e Controle de Transporte Marítimo do Abastecimento, terminais terrestres (TRANSPETRO), Cento de Controle Operacional da Bacia de Campos, e registrado no sistema PRONAV [ALVARENGA, BLAJBERG, ALENCAR, 2006];
• Monitoração das operações: Considerando que o programa é feito para o curto prazo (operações a serem realizadas nos próximos dias), deve-se monitorar todo o ciclo, pois o insucesso de alguma variável, presente no processo (produto fora de especificação, condições climáticas não favoráveis, atraso na carga/descarga do navio, etc) tem impacto sobre os programas futuros. Desta forma volta-se ao início da atividade para ajuste na programação;
A programação de escoamento aquaviário na PETROBRAS é fornecida diariamente através do sistema PRONAV [ALVARENGA, BLAJBERG, ALENCAR, 2006]. Para o controle da eficiência da atividade são utilizados alguns indicadores, como:
• Perda de Produção de Petróleo Nacional: Indica a perda de produção de petróleo nos pontos offshore em função da falta de navio aliviador. É aferido mensalmente;
• Índice de Desempenho de Alívios de Petróleo: Indica as condições operacionais dos navios nomeados para as operações de “offloading” nos pontos “offshore”;
2.3.2. PROGRAMAÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE PETRÓLEO NOS TERMINAIS E PARA AS REFINARIAS
Essa atividade estabelece uma sistemática para a elaboração da programação da movimentação de petróleo nos dutos e terminais com o intuito de garantir o suprimento de matéria-prima às refinarias. Esse processo envolve as Unidades de Negócio do Refino – Refinarias, os Terminais Terrestres e Aquaviários, os Centros de Controle Operacional e Coordenadoria de Programação da TRANSPETRO.
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A programação da movimentação de petróleo nos terminais e para as refinarias consiste em definir a sequência de operações na carga/descarga de Navios e a sequência de bombeio de petróleo em dutos para o suprimento das refinarias. Esta programação requer monitoramento perene e, por conseguinte, ajustes e alterações em função dos desdobramentos operacionais.
Os terminais e dutos que compõem o Sistema Petrobras apresentam configurações variadas, com particularidades intrínsecas a cada um. O fluxograma da figura 2.5 representa as tarefas dessa atividade em um âmbito mais complexo, não sendo, portanto, necessária a execução de todas as tarefas para a realização da atividade. Sendo assim, algumas tarefas podem ser suprimidas em virtude da simplicidade do terminal ou da malha dutoviária.
QTO na Origem e/ou ETA do NT no Destino Confirmados Analisa Tancagem Disponível na Refinaria Define Sequência de Atracação e de Operação Analisa Tancagem Disponível no Terminal Define Sequência de Bombeamento nos Dutos Define Recebimento nas Refinarias Identifica Necessidade de Suprimento de Petróleo na Refinaria Acompanha a Programação da Movimentação de Pertróleo Programação Requer Ajustes/ Alterações ? N S FIM
Programa Movimentação de Petróleo nos Terminais e para as Refinarias
Gerencia Operações nos Terminais
Define Seqüência de Bombeamento nos Dutos e Recebimento nas Refinarias/Estações Intermediárias
Fig. 2.5: Detalhamento das tarefas da atividade Programação da Movimentação de Petróleo nos Terminais e para as Refinarias. Extraído de [SINPEP 39, 2009]
Essas tarefas visam expressar a forma como é elaborada a Programação da Movimentação de Petróleo nos Terminais e para as Refinarias. Por se tratar de uma atividade da Logística, esta atividade deve ser realizada com foco no atendimento ao cliente - neste caso a demanda dos Terminais e Refinarias, minimizando o Custo Operacional do Sistema Petrobras e maximizando a Eficiência Operacional dos recursos disponíveis.
•
execução da atividade. O Navio acusa sua saída efetiva do Ponto Operacional anterior e/ou confirma sua data e hora de chegada ao Terminal de destino. Com base nestes dados, é possível determinar quais Navios estarão aptos a operar no Terminal. Estas informações podem ser obtidas junto à Agência Marítima ou via sistema PRONAV [ALVARENGA, BLAJBERG, ALENCAR, 2006];
• Gerencia Operações dos Terminais: Consiste na definição de uma sequencia de operações de navios nos berços, considerando-se a disponibilidade de matéria-prima, a compatibilidade entre os recursos disponíveis, os compromissos de exportação previamente acordados, as restrições de tancagem existentes e os bombeios de oleodutos em um dado terminal, entre outros. O objetivo desta atividade é estabelecer um sequenciamento das operações que devem ser realizadas para garantir o suprimento de petróleo às refinarias e as demandas de exportação. Esta tarefa pode ser desdobrada em duas outras sub-tarefas:
• Analisa Tancagem Disponível no Terminal: É a tarefa segundo a qual o programador verifica a composição dos tanques do terminal no tocante ao tipo de óleo, os parâmetros de qualidade extrínseca, o estoque operacional e o espaço operacional dos tanques disponíveis. Além disso, outro ponto que deve ser analisado nesta tarefa são as restrições operacionais dos tanques nos terminais, como por exemplo, manutenção, produto fora de especificação, disponibilidade de misturadores, alinhamento, entre outras;
• Define Sequência de Atracação e de Operação: É a tarefa segundo a qual o programador determina a ordem que os Navios irão atracar e/ou desatracar nos Terminais Aquaviários. Ademais, é definida a ordem de realização das operações de carga ou descarga dos Navios, envolvendo Píeres e Tanques de envio/recebimento. Outro ponto importante que deve ser considerado nesta tarefa é a priorização de operações de navios. Em certas ocasiões, alguns navios necessitam operar com rapidez em virtude de custos elevados de operação ou compromissos assumidos em viagens futuras, como por exemplo: atender data limite de alívio de produção em um ponto produtor, ou qualquer outro evento que exija um navio específico;
• Identifica Necessidade de Suprimento de Petróleo na Refinaria: É a tarefa segundo a qual são estabelecidos, com base na Alocação de Petróleos e em conjunto com as áreas de otimização das Refinarias, a necessidade de petróleo para processamento, considerando-se o trinômio: volume, qualidade e prazo. O volume é o tamanho do lote de matéria-prima a ser suprido, que por sua vez é estipulado conforme a disponibilidade da mesma no Terminal e/ou na Refinaria,
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carga de processamento programada, e tamanho dos tanques recebedores. Com relação à qualidade, há duas componentes que requerem enfoque especial: as características intrínsecas do petróleo e sua qualidade extrínseca. A primeira é indicada na alocação de Petróleos, conforme a campanha que se deseja realizar em uma determinada Refinaria no período em análise. Para tal, leva-se em conta a configuração das Unidades de Processamento disponíveis nas Refinarias, os perfis de rendimentos dos petróleos e as características do produto final requeridas. Já a qualidade extrínseca do petróleo refere-se à presença de BSW, sal e H2S, principalmente. Em caso de não conformidade, é necessário um tratamento específico, analisado caso a caso. Em algumas ocasiões, o petróleo pode ser enviado fora das especificações, mediante negociação prévia junto aos envolvidos, desde que obedeça aos requisitos de segurança exigidos para a sua movimentação nos dutos, terminais e refinarias do Sistema Petrobras. Já o prazo indica a data limite de recebimento de petróleo na Refinaria, levando em consideração o tempo de execução (lead-time) de suprimento e os tempos de processamento das unidades em operação;
• Define Sequência de Bombeamento nos Dutos e Recebimento nas
Refinarias/Estações Intermediárias: Esta tarefa consiste na definição da
sequência de movimentação de petróleo em modal dutoviário, conforme a disponibilidade no terminal. Pode ser subdividida em três sub-tarefas principais, descritas a seguir;
• Analisa Tancagem Disponível na Refinaria: É a tarefa segundo a qual o programador verifica a disponibilidade de tanques nas Refinarias, analisando, além dos volumes e qualidade dos petróleos disponíveis, os tempos de recebimento e de processamento nas unidades de processamento das Refinarias;
• Define Sequência de Bombeamento nos Dutos: É a tarefa segundo a qual o programador determina quais serão os itens de matéria-prima que serão bombeados nos dutos para o suprimento de petróleo às refinarias. Os itens são definidos em função do produto, volume, tanque(s) de origem (terminal), tanque(s) de destino e tempos de envio/recebimento. O item deve ser dimensionado de tal forma que seu recebimento na Refinaria permita a continuidade do processo de refino, levando-se em conta, geralmente, o tempo de repouso mínimo de 1 (um) dia. Além disso, o item pode ser composto de um ou mais tipos de petróleo de modo a garantir a manutenção da carga de processamento programada, consoante as restrições operacionais peculiares à cada planta de processo;
•
acorda com a área de Otimização das Refinarias, o recebimento dos itens programados. Nesta tarefa o programador detalha com a Refinaria qual(is) tanque(s) receberá(ão) cada item programado assim como o seu emprego em campanhas específicas;
• Acompanha a Programação da Movimentação de Petróleo: É a tarefa segundo a qual o programador assume posição pró-ativa perante o andamento das operações, monitorando os tempos de bombeio nos dutos e de carga/descarga de Navios. Para tal, o programador faz uso dos Relatórios Operacionais Diários de todos os ativos gerenciados, como por exemplo, ocupação de berços e bombeio em oleodutos. Muitas vezes, o programador é acionado caso a sequência de operações se mostre comprometida, situações em que é necessário re-analisar o cenário de programação, avaliando as causas e os impactos da ocorrência e, consequentemente, tomar as ações corretivas cabíveis;
Para o controle da eficiência dessa atividade são utilizados os indicadores relacionados abaixo:
• Perda de Refino (PDFP): Indica a redução de processamento de petróleo nas Unidades de Destilação das Refinarias em virtude da ausência do mesmo, no horizonte de um ano e com apuração mensal. O PDFP é a variável que indica a perda de refino na destilação por atuação da Logística. Quando a carga realizada é menor que a programada, são identificadas as causas e o responsável pela perda. A Logística é responsável pela perda em virtude de baixo estoque de petróleo, tipo de carga inadequado e qualidade da carga. A soma das perdas identificadas como sendo responsabilidade da Logística constitui o total do indicador PDFP;
• Índice de Qualidade de Petróleo (IQP): Reflete o percentual de petróleo desenquadrado movimentado no mês de apuração. É calculado em vários pontos ao longo da cadeia produtiva, recebendo uma denominação diferenciada conforme o local de medição, da seguinte forma:
• IQPE-EP - Índice de Qualidade do Petróleo Enviado pelo E&P: representa o percentual de petróleo enquadrado transferido da plataforma para o navio aliviador;
• IQPR-AB - Índice de Qualidade do Petróleo Recebido pelo
Abastecimento: reflete o percentual de petróleo conforme recebido nos
34 • IQPR-RE - Índice de Qualidade do Petróleo Recebido nas Refinarias: representa o percentual de petróleo desenquadrado recebido nas unidades de refino;
• IQPE-AB – Índice de Qualidade do Petróleo Enviado pelo Abastecimento: reflete o percentual de petróleo desenquadrado enviado por dutos a partir dos Terminais Aquaviários;
2.4. SOLUÇÕES DE OTIMIZAÇÃO APLICADAS A CADEIA DE SUPRIMENTO DE