• Nenhum resultado encontrado

3 METODOLOGIA APLICADA

3.1 PROGRAMA CELESC + ENERGIA

3.1.1 A CELESC

As Centrais Elétricas de Santa Catarina - CELESC foi criada em 9 de dezembro de 1955 através do Decreto Estadual nº 22, durante a gestão de Irineu Bomhausen, com a finalidade de planejar, construir e explorar o sistema de produção, transmissão e distribuição elétrica no Estado de Santa Catarina, podendo operar diretamente ou através de subsidiárias ou empresas associadas (CELESC, 2018).

A sua autorização para funcionamento foi no dia 11 de abril de 1956, através do Decreto Federal nº 39.015, na gestão do Presidente Juscelino Kubitschek, tendo sido instalada formalmente em 4 de agosto de 1956 por meio de Assembléia Geral. No ano de sua criação, a CELESC atendia apenas 16 municípios, incluindo cidades como Florianópolis, Jaraguá do Sul, Joinville e Mafra (CELESC, 2018).

Inicialmente sem a função de planejamento elétrico no estado, a CELESC acabou incorporando o patrimônio de antigas empresas regionais, tais como Cia. Pery de Eletricidade S.A. (Cipel), de Curitibanos, a Cia. Oeste de Eletricidade de Concórdia (Ciaoeste), a Cia. Serrana de Eletricidade S.A. de Lages (Cosel), a Empresa Força e Luz de Santa Catarina S.A., de Blumenau, Força e Luz São Francisco S.A e a Concessionária Franscico Lindne (CELESC, 2018).

Em 1962, já operava em cerca de 39 cidades, atendendo a mais de 87 mil consumidores, tendo alcançado a marca de 100 mil clientes nos três anos seguintes (CELESC, 2018).

A consolidação técnica definitiva do sistema elétrico estadual ocorreu a partir de 1965. Mantendo investimentos relevantes na expansão dos serviços, nessa época foram construídas e energizadas a Linha de Transmissão Tubarão - Lages - Herval do Oeste - Xanxerê, considerada espinha dorsal do sistema elétrico de Santa Catarina, e a linha Tronco Norte, entre as Subestações Joinville, São Bento, Rio Negrinho, Mafra e Canoinhas (CELESC, 2018).

Entre 1968 e 1973, anos de forte expansão econômica do país, a empresa anexou cerca de 50 municípios à sua área de atendimento, chegando, no final de 1974, a 300 mil consumidores (CELESC, 2018).

Após continuar crescendo e incorporando serviços do estado, em 1973 a tornou-se de capital aberto, com ações negociadas na Bovespa (CELESC, 2018).

Em 1980, ano no qual completou 25 anos de atuação, atendia a meio milhão de clientes, marca que dobrou até 1989 (CELESC, 2018).

Os anos 90 firmaram a CELESC em posição de destaque entre as empresas distribuidoras de energia elétrica do Brasil, com mais de cem mil quilômetros de redes de distribuição, 1,4 milhão de postes, 120 mil transformadores, 23 Subestações de distribuição e 93 Subestações de transmissão. As principais características do sistema elétrico implantado são o alto nível de eficiência, a integração energética das regiões de sua área de concessão e a integração do seu sistema de alta tensão ao Sistema Interligado Nacional (CELESC, 2018).

É uma empresa de economia mista que integra a estrutura administrativa do Governo do Estado de Santa Catarina, tornou-se ao longo dos seus 55 anos de existência uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro, tanto pelo volume de seus clientes como pela qualidade de seus serviços (CELESC, 2018).

Em novembro de 2004 foi alcançada a marca de dois milhões de clientes, correspondente número de habitantes de Santa Catarina no ano de criação da empresa que começou atendendo cerca de 35 mil consumidores em 16 municípios (CELESC, 2018).

Dois anos depois, em 2006, atendendo ao modelo preconizado pela legislação do setor elétrico nacional, a empresa foi estruturada como Holding, com duas subsidiárias integrais: a CELESC Geração S.A. e a CELESC Distribuição S.A (CELESC, 2018).

A CELESC-D é a subsidiária do Grupo responsável pelos serviços de distribuição de energia elétrica. É a segunda arrecadadora de ICMS do Estado de Santa Catarina, sendo no Brasil a sexta maior distribuidora de energia elétrica, a sétima maior distribuidora em volume de energia fornecida e a décima em número de unidades consumidoras atendidas (CELESC, 2018).

Sua área de concessão corresponde a 92% do Estado. Com mais de três mil funcionários, atendendo 264 municípios de Santa Catarina, além do município de Rio Negro, no Paraná, somando um total de 2.748.864 unidades consumidoras (números apresentados em 2015).

Mensalmente, chega a distribuir mais de 2 bilhões de kWh. Alcançando o faturamento bruto anual de R$ 8,4 bilhões em 2014 (CELESC, 2018).

3.1.2 DESCRIÇÃO DO PROGRAMA

No segundo semestre de 2015 a CELESC Distribuição S.A começou a idealizar um financiamento capaz de satisfazer a implementação de um programa de investimentos em infraestrutura energética, com a finalidade de expandir e melhorar a sua distribuição de energia

pelo estado. E assim teve início a preparação do Programa CELESC + ENERGIA - BID, tendo se desenvolvido entre Julho de 2016 e Outubro de 2017 (quando ocorreu a negociação do contrato de empréstimo).

Sua aprovação pela diretoria do BID aconteceu no dia 22 de novembro de 2017, e a assinatura de contrato somente no dia 31 de outubro de 2018, data que ficou estabelecidas todas as condições.

Com isso, a oficialização do Programa de Investimento em Infraestrutura Energética da CELESC-D que possui o nº de projeto BR-L1491 e o contrato nº 4404/OC-BR. Com valor inicial de programa na casa dos US$ 377.280.500,00, sendo US$ 276.051.000,00 do financiamento do BID e US$ 101.29.500,00 de contrapartida da CELESC.

3.1.3 Objetivos e Metas do Programa

O programa se caracteriza por ser um conjunto de ações com a finalidade de ampliar e qualificar a distribuição na área de concessão da CELESC-D.

As metas gerais do Programa, ou os principais objetivos, se baseiam em uma melhoria dos presentes indicadores:

⎯ Ampliação e modernização da rede de distribuição de energia elétrica para atender demanda projetada até 2022.

⎯ Melhoria da qualidade do serviço de distribuição de energia elétrica e de indicadores de gestão.

3.1.4 Componentes do Programa

Tentando atingir essas metas, o programa foi dividido em componentes com categorias de investimentos.

3.1.4.1 Componente 1

Representa 43,1% dos investimentos totais, dentro dele existe implantação de novas subestações, ampliação da capacidade de transformação de subestações existentes, implantação de linhas de distribuição de alta tensão, estudos ambientais e projetos de engenharia, supervisão de obras, indenizações por direitos de passagem, compensação socioambiental e equipamentos para substituição e renovação em subestações.

3.1.4.2 Componente 2

Representa 47,8% dos investimentos totais, com a aquisição e instalação de equipamentos.

3.1.4.3 Componente 3

Fortalecimento Institucional, com 3,8% dos investimentos totais, dentro dele está o apoio à estratégia de gênero e diversidade e a modernização do sistema de tecnologia da informação.

3.1.4.4 Componente 4

Administração do Programa, 0,8% dos investimentos totais, incluindo a realização de auditoria e avaliação do Programa e a coordenação e monitoramento da execução do programa.

3.1.5 Regulamento de Licitações e Contratos da CELESC

Em 28 de junho de 2018 o Conselho de Administração da CELESC aprovou a primeira versão do regulamento referente à Lei 13.303/2016.

A partir da vigência deste regulamento, as licitações e contratos no âmbito CELESC devem observar o estabelecido nesta norma, bem como o disposto no Título II da Lei nº 13.303/2016 e por atos normativos da Diretoria Colegiada da empresa.

Esse regulamento de licitações e contratos da CELESC possui um total de 105 artigos, VI capítulos sendo:

1) I - Disposições gerais;

2) II - Contratação sem licitação; 3) III - Etapa preparatória da licitação; 4) IV - Licitação;

5) V - Contrato;

6) VI - Disposições gerais e transitórias.

A sua vigência teve início na aprovação da CELESC, porém com a validade da Lei nº 13.303/2016 teve obrigatoriedade a partir de 30 de junho de 2018, com os dois anos de adequação desde sua aprovação.

3.1.6 Adequações no Regulamento para atender o Programa

Com o acordo firmado entre a CELESC e o BID para a execução do programa CELESC + Energia, a empresa estatal necessitou passar um processo de adequação, a fim de adaptar suas aquisições às normas exigidas pelo órgão financiador.

Essas adequações estão presente o item 2.6 que contém uma série de exigências solicitadas pelo Banco para o andamento eficiente do programa, como por exemplo, o planejamento de um Plano de Aquisições que apresentará todas as aquisições existentes, métodos de licitação, revisões, valores e datas previstas.

Documentos relacionados