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Para o controle e aquisição dos dados pelo equipamento construído foram desenvolvidos dois programas computacionais escritos em Visual Basic 6.0

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(Microsoft). Esses programas permitem o controle dos diferentes dispositivos que constituem o equipamento desenvolvido, tais como a fonte de alimentação dos filamentos, válvula solenóide, trigger externo para iniciar a aquisição de dados pelo sistema echelle/ICCD e acionamento/aquisição de dados do sistema AOTF/PMT. Os controles foram realizados através da porta serial RS-232 do computador e de uma interface USB. A programação dos parâmetros da câmera ICCD foi feita com o próprio programa computacional do fabricante, sendo que o momento de iniciar a aquisição dos dados é definido por um sinal TTL (do inglês, Transistor-Transistor

Logic) (trigger) gerado pelo programa desenvolvido, através da interface USB.

O fluxograma do primeiro programa computacional desenvolvido é mostrado na Figura 33.

Ao ser iniciado, o programa computacional desenvolvido ativa o fluxo da mistura gasosa Ar/H2 (90:10 v v-1) proveniente de um cilindro cuja vazão de 1,0 L mim-1 (denominada de vazão alta) é controlada por um fluxímetro. Posteriormente, é realizada a configuração dos parâmetros da câmera ICCD (programa comercial) a serem empregados nas medidas. Os seguintes parâmetros foram definidos:

 Temperatura da câmera ICCD: -10 oC;  Modo de aquisição de dados: Single Scan;

Tipo de acionamento da câmera: Trigger externo;  Ganho do MCP: 100;

Tempos de atraso (i.e. tempo em que o ICCD aguarda para iniciar a aquisição de dados após ter recebido o trigger externo) e de integração (i.e. tempo em que a câmera realiza medida), os quais foram variados ao longo das medidas;

 Além de definir o nome e destino do arquivo a ser armazenado.

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Figura 33. Fluxograma do primeiro programa computacional para controle do

sistema echelle/ICCD.

Após definir os parâmetros desejados, ativa-se o início da leitura no programa computacional da câmera ICCD, a qual fica aguardando o trigger externo para iniciar, efetivamente, a aquisição dos dados (i.e. espectro). Na Figura 34 é ilustrado o programada da câmera ICCD.

Em seguida, é necessário configurar os parâmetros do programa de aquecimento dos filamentos utilizando o programa computacional desenvolvido. Neste caso o usuário pode definir:

 As DDP que serão aplicadas ao filamento, com incrementos de 0,1 V;  Tempo de aplicação da DDP, com incrementos de ns;

 Etapas que serão efetivamente aplicadas ao sistema, selecionando os

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Momento em que o trigger será enviado à câmera ICCD durante o programa de aquecimento, selecionando-o no box da coluna Trig. (Trigger).

Basicamente, o programa controla, através da interface padrão RS-232, a fonte que aplica a DDP nos filamentos e gera o trigger através da interface USB. A Figura 35 mostra a janela principal do programa. Nos estudos empregados neste trabalho não foram utilizadas rampas de DDP (Poti ≠ Potf) e variação da DDP em função do tempo (i.e. taxa), mas somente valores de pulso de DDP aplicados sobre o(s) filamento(s). O gráfico contido na Figura 35 mostra um exemplo de um diagrama de pulso de DDP (i.e. aquecimento dos filamentos) sendo que neste caso o usuário define o mesmo valor para a DDP inicial e final (Poti = Potf).

Como é possível observar na Figura 35, as duas fontes podem ser configuradas de forma independente. Pode-se ativar apenas a fonte A, apenas a fonte B, ou ambas durante programas de aquecimentos diferentes. Para tal, basta que o usuário marque os boxes na coluna Sel.

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Figura 34. Interface gráfica do programa da câmera ICCD.

Em seguida, pode-se ou não alterar como se comportará a vazão de gás ao longo do programa de aquecimento. Para tal, basta selecionar os boxes apropriados na régua “fluxo de gás”. A condição padrão é manter a vazão constante e alta ao longo de todo o programa de aquecimento. As outras três configurações possíveis são:

Fluxo baixo Default: torna padrão a liberação do fluxo de gás oriundo do fluxímetro de menor faixa de vazão (i.e. 20 a 200 mL min-1);

 Fluxo Baixo Aquecimento: mantém como padrão a vazão alta, porém, altera a vazão para baixa assim que é iniciado o programa de aquecimento, posteriormente retornando para alta ao fim do programa de aquecimento;

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 Fluxo Baixo Atomização: Apenas na etapa de atomização a vazão é mantida baixa.

Definidos todos os parâmetros da câmera de ICCD e da fonte, é feita a introdução da amostra no(s) filamento(s) de tungstênio e, posteriormente, inicia-se a execução do programa acionando-se executar. Após receber o trigger, a câmera dá início à obtenção do espectro que é prontamente armazenado no disco rígido.

Para o controle e aquisição de dados no sistema AOTF/PMT, foi necessário escrever um novo programa computacional tendo como base o anterior. As principais modificações estão associadas ao seletor de comprimento de onda (AOTF) e ao detector (PMT), os quais não apresentam programas comerciais. Na Figura 36 é apresentado o fluxograma descrevendo as etapas deste novo programa, enquanto que na Figura 37, observa-se a sua janela principal.

Ao iniciar o programa, o fluxo de gás é ativado da mesma maneira. Porém, diferentemente do programa anterior, só é possível alterar a vazão do gás ao longo do programa de aquecimento durante a etapa de atomização. Dessa maneira, só é possível manter a vazão sempre alta ou baixa, ao longo de todo o programa de aquecimento, ou alterá-la na etapa de atomização. Novamente, a vazão alta é a padrão, devendo ser ativado o box Fluxo Baixo (caso a vazão baixa seja objeto de estudo), ou ativar o box da opção Atomização Fluxo Baixo (caso a alteração da vazão do gás durante a atomização seja estudada).

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Figura 35.Interface gráfica do programa computacional escrito em Visual Basic

6.0 para o sistema echelle/ICCD. Programação meramente ilustrativa.

Posteriormente, é necessário a configuração das condições que serão empregadas para a aquisição de dados. Primeiro programa-se a PMT:

 DDP (de 0 a 1000 V);

 Tempo de integração (0,04 a 500 ms);  Tempo morto (0,01 a 500 ms);

 Número de leituras sequenciais (1 a 127). Então, programa-se o gerador de RF:

 Comprimento de onda em que as medidas serão realizadas, entre 271 e 453 nm, com incrementos da ordem de 0,05 nm;

 Potência que será aplicada ao AOTF pelo gerador de RF.

A seguir, define-se o número de filamentos que serão empregados, ativando- se o box da opção Fonte A = Fonte B, caso se deseje empregar dois filamentos. Por

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não ter sido programado, não é possível empregar dois programas de aquecimento independentes ao se utilizar dois filamentos no programa de aquecimento (essa programação encontra-se em desenvolvimento). Neste caso, quando os dois filamentos forem empregados, ambos terão o mesmo programa de aquecimento (i.e. aplicarão as mesmas DDP e com a mesma duração em todas as etapas do programa de aquecimento).

Figura 36. Fluxograma do programa para controle do sistema empregando

echelle/ICCD

Então, da mesma maneira que anteriormente, programam-se as etapas que serão empregadas no programa de aquecimento. No caso do emprego de dois filamentos, é apenas necessário configurar os parâmetros da fonte A. Os parâmetros a serem configurados são:

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 Tempo de aplicação da DDP, na coluna Tempo, com incrementos da ordem de ns;

Número de etapas, ativando-se os boxes na coluna Sel.;

Na coluna Trig., define-se, ao selecionar um dos boxes, em qual etapa do programa de aquecimento será enviado o sinal de TTL para que se inicie a aquisição de dados pela PMT.

Em seguida, depois de introduzida a amostra, executa-se a programação como mencionado anteriormente. Diferentemente do programa anterior, o sinal de TTL é enviado no início da etapa (DDP e tempo) configurada na mesma linha em que foi selecionado o box para o seu envio. Ao ser enviado o sinal TTL, a PMT inicia a obtenção dos dados, até que o número de leituras pré-estabelecido seja realizado. Cada leitura corresponde ao somatório de tempo morto (i.e. tempo entre uma medida e outra) e do tempo de integração. Ao finalizar a execução da programação, abre-se uma caixa de diálogo, na qual o usuário define se deseja ou não salvar o arquivo, assim como estabelecer um nome para tal. Esses dados são salvos em uma pasta definida ao longo da programação.

É importante esclarecer que embora na Figura 37 haja um espaço para se configurar o delay, essa ferramenta encontra-se em desenvolvimento. Também, no canto superior direito da figura, há uma caixa de ferramentas que são utilizadas

offline, para ajustes do equipamento. No canto inferior direito, há ferramentas para

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Figura 37. Interface gráfica do programa escrito em Visual Basic 6.0 para o

sistema AOTF/PMT. Programação meramente ilustrativa