4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
4.3 Programa de auditoria
O programa de auditoria consiste em verificar nos dossiês se todas as fases da contratação estão de acordo com as normativas e com os controles internos. O quadro abaixo aponta os objetos do exame e os procedimentos a serem adotados:
Quadro 3: Programa de auditoria da Instituição Financeira Y.
Objetos Procedimentos
Check-list Verificar se esta sendo aplicado o check-list em todas as contratações.
Contratos ou Instrumentos de Crédito.
Verificar se estão devidamente assinados e registrados
Comprovação Financeira Verificar se todos os dossiês apresentam a planilha da comprovação financeira e as notas fiscais
Contratação do seguro. Verificar se todos os dossiês apresentam a contratação do seguro.
Fonte: Dados conforme pesquisa.
A seguir é apresentado o check-list que serve de base para a formação do dossiê da contratação dos créditos rurais na linha de investimentos. O Objetivo é verificar se o check- list esta sendo seguido de acordo com as determinações para a contratação de investimentos.
Quadro 4: Check-list da Instituição
1
Mod 1.10000.88: Para proposta "Sem" Pré-Aprovação no BLU;
(modelo Mod 1.10000.88 para propostas de aquisição de animais, construção de aviários, sistemas de irrigação.)
2
Parecer da Sureg no Modelo 10.000, se a proposta acima de R$ 50.000,00;
(parecer do comitê de credito da sureg para propostas acima de R$ 50.000,00.)
3
Cópia do Parecer do BLU,para a proposta "Com" Pré-Aprovação;
(para propostas de aquisição de maquinas e equipamentos.)
4
Cópia Tela de Aprovação no BLU, para a proposta com Pré-Aprovação;
(copia do parecer de aprovação do comitê de credito.)
5
Carta de Alocação de recursos para a proposta com Pré-Aprovação (Emite comprovante);
(carta de aprovação emitida pelo sistema, para proposta de maquinas e equipamentos.)
6
Cópia da matrícula atualizada da imóvel a ser hipotecado (quando for o caso). (Garantias vedadas: IlN 3. item 10.3.5. alínea "c" ou dentro de área maior:IN3 item 10.3.4 alínea "m";
atualizada da matricula oferecida como garantia.)
7
Mapa georeferenciado da área quando for oferecida hipoteca parcial de uma matricula; (No mapa deve estar indicado às confrontações, dimensões das áreas e declaração de concordância da hipoteca oferecida dos participantes da matricula);
(mapa georeferenciado elaborado pelo técnico responsável pelo projeto, quando for oferecido em garantia parte de uma matricula, neste mapa ira apresentar a coordenada de latitude e longitude identificando a parte da matricula que será hipotecada a favor da instituição financeira.)
8
Laudo de Avaliação do imóvel oferecido em garantia hipotecária (pode ser do Técnico que elaborou o Projeto);
(técnico responsável pelo projeto técnico ira apresentar um laudo de avaliação da matricula oferecida em garantia.)
9
CCIR do imóvel oferecido em garantia hipotecária, se o imóvel for rural;
(CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural ) e ITR(Imposto Territorial Rural) da matricula oferecida em garantia.)
10
Mod. 1. 08730. 77-Dados Complementares ao BNDES - PRONAF;
(modelo que apresenta dados complementares do produtor e do investimento proposto, como número da carta de aptidão ao pronaf, numero da licença ambiental ou dispensa ambiental quando for o caso, numero de pessoas que trabalham na propriedade, numero de pessoas da família envolvidas nas atividades.)
11
Anexo I desta IN-Declaração de inadimplência com a União;
(do Produtor Rural)
12
Anexo 7 desta IN-Declaração inexistência de infrações e sanções administrativas ao meio ambiente;
(Declaração do produtor de inexistência de infrações e sanções administrativas ao meio
ambiente.)
13
Anexo 8 desta IN- Declaração acerca da inexistência de decisão administrativa em razão de prática de atos discriminatórios;
(Declaração do produtor acerca da inexistência de decisão administrativa em razão de
prática de atos discriminatórios.)
14
Cópia da DAP válida e assinada pelo Proponente e do órgão quem emitiu;
(para operações contratadas via PRONAF agricultor deve apresentar a carta de aptidão
ao PRONAF para acessar tal programa.)
15
Extrato da DAP, obtido na internet no site:
(http://comunidades.mda.gov.br/portal/saf/institucional/aeclaracaoaptidaopronaf) (Intranet, pág. da Unidade de Negócios Rurais; Consulta DAP - PRONAF) com o número idêntico ao da DAP;
para conferir a legitimidade da mesma, bem como a validade da aptidão.)
16
Mod.1.08732.90-Declaração de Financiamentos de PRONAF INVESTIMENTO "EM SER" e Endividamento;
(Declaração do produtor, de endividamento, onde ira apresentar todas as dívidas no
crédito rural curto prazo ( custeios) e longo prazo ( investimentos). Serve para conferir endividamento que quando for PRONAF não pode ser maior que R$ 160.000,00 em custeios e R$ 200.000,00 em investimentos.)
17
Projeto Técnico completo, com os seus anexos emitidos por Técnico Conveniado;
(projeto elaborado por técnico conveniado a instituição ou a Emater, onde apresentará o investimento proposto, garantias, todos os bens do produtor, bem como a capacidade de pagamento do mesmo para todo o período que durar o processo. Justificativas para aprovar o projeto, bem como apresentar a viabilidade econômica do negócio.)
18
Para Máquinas e Equipamentos Novos, Pedido dos Bens a serem financiados com código Finame para valores acima de R$ 5.000,00;
(produtos acima de R$ 5000,00 devem apresentar o código MDA e FINAME, disponível no site do ministério da agricultura, que habilitam os equipamentos para financiar via recursos do BNDES. Equipamentos que não possuem esses códigos não podem ser financiados via recursos BNDES.)
I - Produzidos no Brasil, que constem da relação da SAF/MDA e da relação de Credenciamento de Fabricantes Informatizado (CFI) do BNDES e atendam aos parâmetros relativos aos índices mínimos de nacionalização, definidos nos normativos do BNDES; aplicáveis ao Produto FINAME AGRICOLA e tenham até 80CV (oitenta cavalos-vapor) de potência, quando se tratar de tratores e moto cultivadores;
II - Produzidos no Brasil, inclusive os que não constam da relação da SAF/MDA e da relação de CFI do BNDES até o limite de crédito de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por item financiado;
19
Orçamento do Investimento Proposto, nos demais casos;
(orçamento do investimento proposto, para maquinas e equipamentos são os pedidos,
no caso de construção orçamentos de material, madeira e mão de obra. Tudo o que for orçado deve ser comprovado com a emissão de nota fiscal para liberação de recursos do financiamento.)
20
Planta da Construção, quando forem Instalações;
(planta do investimento proposto, elaborada pelo técnico responsável pelo projeto.)
21
Croqui de Implantação para Culturas Permanentes;
(croqui para culturas permanentes, elaborado pelo técnico responsável pelo projeto.)
22
Licença Ambiental ou Isenção; Licença de Instalação; De Operação ou Dispensa de Licença exceto para propostas de Maquinas e equipamentos: (http://www.fepan.rs.gov.br/licenciamento/area1/default.asp);
Licença exceto para propostas de Maquinas e equipamentos: de acordo com cada tipo de financiamento. Maquinas e equipamentos não precisam de licença, construção de aviários e pocilgas, irrigação contempla operações que precisam de licenças ambientais para ser aprovadas. Já pequenas recuperações de solo podem apresentar dispensa de licença ambiental fornecida pelo órgão responsável.)
23
Cópia do Contrato de Arrendamento e/ou Carta de Anuência, quando tem área arrendada no Projeto;
(Cópia do Contrato de Arrendamento e/ou Carta de Anuência, quando tem área arrendada no Projeto.)
24
Fichas Cadastrais do Proponente e Avalista(s) e dos respectivos cônjuges, se casado;
(Impresso após atualização no sistema da Instituição.) 25
Extrato Consolidado (do Proponente e dos Avalistas);
(Impresso após atualização no sistema da Instituição.)
26
Cópia Central de Risco em todo SFN (documento necessário para todas as propostas para o proponente, para o aval e interveniente, somente quando for encaminhada com o Mod. 10.000 e a alçada for do Comitê de Crédito II, as demais estão dispensadas).
(Cópia Central de Risco em todo SFN (documento necessário para todas as propostas
para o proponente, para o aval e interveniente, somente quando for encaminhada com o Mod. 10.000 e a alçada for do Comitê de Crédito II, as demais estão dispensadas). 27 Contratação de seguro- Obrigatório BNDS
Fonte: Dados conforme pesquisa de acordo com check-list da instituição
É a partir do check-list que é formado o dossiê da operação, o mesmo é recomendado pelos órgãos regulamentadores e, portanto deve ser seguido pela instituição para que não venha a sofrer medidas restritivas ou punitivas em caso de auditoria destes órgãos.
Além do check-list, também será verificado se foi feita a comprovação financeira com as devidas notas fiscais nos valores especificados. Se o contrato ou Instrumento de Crédito esta assinado por todas as partes (proponentes, avalistas e cônjuges se houver) e registrado no Registro de Imóveis no caso de haver bens hipotecados em garantia ou no Registro de Títulos e Documentos. E por ultimo se foi feita a contratação do seguro obrigatório nos contratos de máquinas e equipamentos (no caso de insumos para correção de solo não ha seguro da operação).
A auditoria teve seu planejamento embasado no tempo e disponibilidade do auditor e da instituição, sendo assim a mesma foi desde o inicio do mês de maio de 2013 onde se iniciou o planejamento da auditoria, até o dia 31 de maio de 2013, onde foi entregue o relatório.
Como a auditoria foi feita por amostragem, dos 98 contratos do ano de 2012 foram selecionados 15 para a realização da auditoria, onde foram retirados os dados necessários a elaboração dos papéis de trabalho e do relatório de auditoria.