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3 GESTÃO DE RISCOS E CONTROLES INTERNOS

3.3 PROGRAMA DE INTEGRIDADE

Além do compromisso de atuar com a gestão de riscos e controles internos, por meio da adesão ao pro- grama de integridade, estabelecido pela política de Governança Pública, a instituição também assume o seu compromisso com a ética e a transparência, assegurando o seu comprometimento para alcançar e entregar resultados satisfatórios à sociedade. Considerando que a integridade é um dos princípios da boa governança, no que se refere aos riscos relacionados a ela, cabe também às instâncias de supervisão atuar na esfera preventiva, por meio da promoção de medidas e ações institucionais para prevenir, detectar, punir e remediar eventuais ocorrências de fraudes e atos de corrupção na instituição, identificando e tratando os riscos relacionados ao programa de integridade.

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Nesse sentido, tanto a Comissão de Gestão de Integridade quanto os Gestores de Processos, que atuam na 1ª linha de defesa, são responsáveis pela análise, avaliação e gestão dos riscos associados ao tema da integridade. Os riscos para a integridade estão associados a denúncias, serviços de informação ao cidadão, acesso à informação, conflitos de interesse, nepotismo, bem como eventuais irregularidades relativas a desvios de conduta ética e comportamento de servidores e fornecedores/prestadores de serviços. Em setembro de 2019, foi publicada a Portaria Reitor nº 777/2019 que aprova o Plano de Integridade do IFNMG. O Plano de Integridade é um documento interno que estabelece as medidas de integridade a serem adotadas no âmbito do IFNMG, visando a identificar e tratar eventuais riscos para a integridade que possam contribuir para a ocorrência de irregularidades que possam comprometer o alcance dos objetivos institucionais.

A implementação do Plano de Integridade teve o apoio da alta administração, especialmente do Comitê de Gestão Estratégica, por meio da realização de reuniões para a implantação do programa na instituição junto ao subcomitê e à comissão de gestão de integridade. Além disso, coube à alta administração incen- tivar e garantir a realização de cursos direcionados à prevenção de fraudes e corrupção, a fim de possibi- litar a realização efetiva de ações preventivas e educativas voltadas a sua área de atuação ou funções de integridade, a saber:

1. Ética;

2. Transparência e acesso à informação; 3. Ouvidoria;

4. Responsabilização de servidores 5. Responsabilização de fornecedores; 6. Conflito de interesse e nepotismo;

7. Controles Internos e recomendações dos órgãos de controle.

Para garantir uma estreita relação com a sociedade e partes interessadas, a instituição participa do Progra- ma de abertura de dados do Governo Federal. Aprovado pela Resolução nº 60/2017 do Conselho Superior, o Plano de Dados Abertos é um documento que está alinhado aos instrumentos e instâncias de gestão e que tem o objetivo de promover a padronização e publicização da abertura dos dados institucionais. O Plano de Dados Abertos encontra-se disponível em: https://www.ifnmg.edu.br/dadosabertos.

A instituição conta ainda com a Carta de Serviços ao Cidadão, um documento que tem o objetivo de divulgar à sociedade, informações relativas aos serviços prestados pelo IFNMG, estabelecendo a transparência e o compromisso com a qualidade no atendimento e na prestação de serviços públicos, de forma a a alinhar os objetivos institucionais aos interesses da sociedade. A carta de Serviços encontra-se disponível em: (ht- tps://www.ifnmg.edu.br/carta-de-servicos-ao-cidadao.

Cabe à Ouvidoria, atuar na intermediação de eventuais conflitos porventura não solucionados junto às de-

mais instâncias, assegurando as competências e responsabilidades inerentes às suas respectivas atribui- ções, no que se refere a sugestões, elogios, reclamações, solicitações e denúncias, bem como eventuais eventos relacionados a desvios de comportamento, fraudes e corrupção.

A instituição conta, ainda, com uma Comissão de Ética, que é responsável pela realização de ações de sen- sibilização relativas à conduta junto aos servidores e membros dos órgãos colegiados, sendo a pena de censura a penalidade mais severa a ser atribuída pela comissão. No exercício de 2019, foram repassadas diversas orientações a servidores acerca da formalização das denúncias, bem como foram instaurados dois processos por essa Comissão, os quais ainda se encontram em andamento.

Dentre as ações de correição, em que se pode aplicar todas as penalidades administrativas previstas em lei, foram instituídas comissões específicas para orientar, padronizar e acompanhar a aplicação de penalidades disciplinares por meio da implementação de procedimentos de responsabilização de servidores e fornece- dores.

No que se refere à responsabilização de servidores, em 2018, foi instaurada a Comissão Permanente de Procedimentos Administrativos Disciplinares (CPPAD), por meio da Portaria nº 654 – REITOR/2018. Essa comissão é responsável pela apuração de eventuais irregularidades cometidas por servidores públicos, no âmbito da Reitoria do IFNMG. Em função da estrutura multicampi do IFNMG, foi criada uma Subcomissão da CPPAD em cada unidade de ensino, com a finalidade de apurar atos e fatos relativos à conduta dos servido- res públicos, no âmbito de cada campus, que deve atuar de forma articulada com a Comissão Permanente (CPPAD) visando a um melhor atuação para apurar as denúncias ou indícios de irregularidades cometidas por servidores.

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Os procedimentos de apuração de supostas irregularidades cometidas por fornecedores, no âmbito da Rei- toria do IFNMG, são conduzidos pela Comissão de Apuração de Infrações Administrativas (CAIA). Embora referida comissão atue desde 2016, a atual composição de membros foi designada pela Portaria do Reitor nº 07/2019, de 03 de janeiro de 2019. O documento nomeia quatro servidores estáveis para integrarem a comissão: três com formação em Administração e um com formação em Direito, estando a presidência a cargo deste último.

As atribuições da comissão dizem respeito à condução de processos administrativos de responsabilização de fornecedores por condutas infracionais previstas na Lei nº 8.666/1993 (lei geral de licitações e contratos), na Lei nº 10.520/2002 (lei de instituição da modalidade de licitação denominada pregão eletrônico) e na Lei nº 12.846/2013 (lei anticorrupção).

Diante de um caso concreto de suspeita de infração administrativa, após encaminhamento do reitor, a CAIA é responsável pelos procedimentos de abertura do processo administrativo, notificação do fornecedor, re- cebimento e análise de defesa prévia, instrução processual, recebimento e análise das alegações finais e, por fim, pela elaboração de relatório conclusivo acerca dos trabalhos realizados, submetendo o processo à autoridade superior para decisão.

Acompanhe nas tabelas a seguir o quantitativo de processos instaurados e seus resultados, bem como o comparativo com o número de processos do ano anterior:

* Algumas empresas ainda não foram definitivamente penalizadas porque o processo ainda não transitou em julga-

do, dependendo a conclusão, portanto, da apreciação de recurso ou de alguma formalidade procedimental.

Informações adicionais relativas à Gestão do Programa de Integridade no IFNMG podem ser encontradas no link: https://www.ifnmg.edu.br/programa-de-integridade.

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