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Foto 5. Indivíduo de gato-maracajá ( Leopardus wiedii) fotografado no Ponto 2 de

3. PROGRAMA DE SALVAMENTO, MONITORAMENTO E RESGATE DA FLORA

3.1.Descrição dos trabalhos desenvolvidos

3.1.1. Monitoramento de epífitas transplantadas e/ou em quarentenário

3.1.1.1. Atividades realizadas

No período foram executadas atividades de monitoramento das epífitas resgatadas nas áreas de influência da casa de força da UHE Castro Alves e reservatório da UHE Monte Claro, além da área do Núcleo de Referência Ambiental e das áreas da UHE 14 de Julho, relocadas para a área da Associação Paludo, no município de Cotiporã. As espécies monitoradas são bromeliáceas, cactáceas, orquidáceas e piperáceas.

As epífitas provenientes do Núcleo de Referência Ambiental da UHE Monte Claro estão em duas áreas:

• área situada na 5a seção da Linha Brasil na margem direita do rio Taquari –

Antas, coordenadas UTM 0451425/6788600;

• área situada ao lado do NRA, na metade da encosta do rio das Antas, coordenadas UTM 0456392/6787730.

As espécies de epífitas relocadas na área da UHE Castro Alves estão situadas também em duas áreas:

• coordenadas UTM 0461745/6785489, provenientes do Reservatório da UHE Monte Claro e da Casa de Força da UHE Castro Alves;

• coordenadas UTM 0456392/6787730, provenientes da Casa de Força da UHE Castro Alves

3.1.1.2. Resultados

Na realização do monitoramento foi verificado que, para as espécies que não

sobreviveram, as causas foram as mudanças de substrato (planta hospedeira) e de altura em relação à planta hospedeira (forófito), bem como a localização no interior das trilhas, ou seja, área de borda de mata ou interior de mata (Ver lista no Anexo 1).

3.1.2. Monitoramento de encostas florestais e afloramentos rochosos

No período foi dada continuidade à instalação de parcelas de monitoramento na área de influência do reservatório da UHE Monte Claro. Devido ao excesso de chuvas, a atividade

não foi realizada conforme o cronograma previsto, tendo sido adiada para o próximo trimestre a finalização da instalação das parcelas.

3.1.2.1. Metodologia

a. Monitoramento do estrato arbóreo

Para o monitoramento do estrato arbóreo, são registradas as seguintes informações: nome popular: a identificação das espécies mais comuns será feita in loco, anotando-se o nome popular. Em caso de dúvidas, será feita a coleta de material botânico para posterior identificação no Herbário do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Santa Maria;

circunferência à altura do peito (CAP): esta variável será medida a 1,30 m acima da superfície do solo por meio de fita métrica metálica com precisão de milímetros; posição sociológica: compreende a caracterização da posição vertical da árvore com relação às suas vizinhas. O indivíduo será classificado como pertencente ao estrato: (1) superior (2) médio e (3) inferior;

sanidade: classificação de acordo com quatro situações: (1) saudável, (2) baixa intensidade de dano, (3) média intensidade de dano e (4) alta intensidade de dano. Alta intensidade indica um sério comprometimento do indivíduo, demonstrando poucos sinais de vitalidade. Baixa intensidade mostra que menos de 30% da árvore encontra-se comprometida, e na média intensidade o comprometimento é de aproximadamente 50%;

liberação da copa: esta variável informa o grau de exposição da copa à luz solar, e será codificada como sendo: (1) mais que 75% da copa exposta à luz, (2) entre 50 e 75% da copa exposta à luz, (3) entre 25 e 50% da copa exposta à luz e (4) menos que 25% da copa exposta à luz, e;

vitalidade para o crescimento futuro: esta variável é subjetiva e complexa, envolvendo aspectos da sanidade da árvore, liberação da copa, idade fisiológica, posição sociológica e competição. Os códigos a serem utilizados para descrever esta variável serão: (1) crescimento futuro promissor, baixa competição, elevada vitalidade intrínseca, sem danos, (2) média vitalidade intrínseca, tendência de crescimento futuro médio, e (3) baixa vitalidade, crescimento futuro insignificante, elevada competição, doente, senil, suprimida.

b. Monitoramento das epífitas

Para o monitoramento das epífitas são identificados os exemplares encontrados sobre as espécies arbóreas presentes em cada uma das unidades amostrais.

c. Monitoramento de afloramentos rochosos

Na parcela instalada na alça de vazão reduzida da UHE Monte Claro, foram realizados: levantamento das espécies ocorrentes e comparativo com os resultados do mapeamento de espécies endêmicas (Dyckia sp., Lafoensia nummularifolia e Callisthene inundata).

3.1.2.2. Resultados

Até o momento foram instaladas cinco unidades amostrais:

• Unidade 1 – situada na metade da encosta, próxima à casa de força da UHE Castro Alves – coordenadas UTM 455400,678600;

• Unidade 2 – localizada na beira de rio, na alça de vazão reduzida da UHE Castro Alves - coordenadas UTM 461300, 6785700;

• Unidade 3 – situada em beira de rio, dois estratos arbóreos bem definidos, um com altura média de 7m denso e contínuo e um superior descontínuo com altura de 13 m, o riacho corta a unidade – coordenadas UTM 0453395/6790759;

• Unidade 4 – localizada na metade de encosta, mata em estágio médio de regeneração, três estratos, sendo o inferior até 5m, o médio até 9m e o superior com altura de 13m; relevo ondulado, esta área está dentro da área de preservação permanente (APP) – coordenadas UTM 453269/6790739;

• Unidade 5 – situada na metade de encosta, mata em estágio médio de regeneração, dois estratos, um superior com altura de 9m e outro inferior com altura média de 6m; relevo suave a ondulado localizada no lado de Pinto Bandeira, defronte à Foz do rio da Prata – coordenadas UTM 453799/6789861 (20 m do rio da Prata da coordenada) (Anexo 2). Nesta parcela não foi registrada nenhuma ocorrência de epífitas.

Todas as unidades amostrais apresentam, tanto em seus componentes arbóreos, como nos epifíticos, espécies botânicas nativas que já haviam sido registradas nas áreas de influências das usinas hidrelétricas do Complexo Energético Rio das Antas. A baixa densidade de epífitos era esperada, visto se tratar de áreas com estrato arbóreo em estágio médio de regeneração, ainda sem condições para desenvolvimento de altas densidades de espécies com este hábito. Na unidade amostral 3 foi encontrada uma maior diversidade e quantidade de epífitas em relação às demais unidades.

Na unidade de monitoramento de afloramento rochoso foram encontradas as três espécies endêmicas Callisthene inundata, Dyckia sp., Lafoensia nummularifolia.

3.1.3. Mapeamento de espécies endêmicas nos reservatórios das UHE Castro Alves e 14 de Julho

3.2. Conclusões

O Programa está sendo executado conforme o estabelecido no PBA, com algumas alterações de cronograma, por readequação das atividades aocronograma das obras.

3.3. Atividades para próximo período

Para o próximo trimestre estão previstas as seguintes atividades:

2. acompanhamento do desmatamento do canteiro de obras da UHE 14 de Julho; 3. monitoramento de vegetação de encostas e afloramentos rochosos;

4. relocação das epífitas e rupícolas do canteiro de obras da UHE 14 de Julho; 5. acompanhamento dos transplantes de espécies protegidas do canteiro de obras da

UHE 14 de Julho.

3.4. Anexos

Anexo 1: Resultados do monitoramento de epífitas relocadas/transplantadas