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PROGRAMA: 2040 - Gestão de Riscos e Resposta a Desastres

que abrange parte substancial dos objetivos, metas e iniciativas deste Programa, além de atributos de outros Programas das áreas de saúde, defesa e recursos hídricos. O Plano Nacional é composto por quatro eixos: Prevenção, Monitoramento e alerta, Mapeamento das áreas de risco e Resposta e reconstrução. Especificamente neste objetivo, busca-se promover a prevenção de desastres de modo articulado com as políticas de desenvolvimento urbano, de uso e ocupação do solo e de gestão das respectivas bacias hidrográficas. Para isso, estão sendo realizados estudos e intervenções que envolvem os eventos de deslizamentos de encostas, enxurradas, erosões marítimas e fluviais e enchentes recorrentes em áreas urbanas.

As intervenções estruturais abrangem obras de engenharia e de recuperação ambiental, incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, sob gestão do Ministério das Cidades e do Ministério da Integração Nacional e integrantes do Eixo Prevenção do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais.

O Ministério das Cidades tem sob sua responsabilidade, principalmente, a execução de intervenções de drenagem e de contenção de encostas em áreas urbanas com alto risco de deslizamentos. A ação é complementada com o apoio para execução de planos municipais de redução de riscos - que envolvem o mapeamento de risco, a definição de prioridades e a elaboração da concepção das intervenções de segurança mais adequadas nas áreas de risco prioritárias – e para a elaboração de projetos básicos de intervenções de contenção de encostas. Já as intervenções estruturais de drenagem urbana privilegiam as soluções de redução, retardamento e amortecimento do escoamento das águas pluviais, baseadas em estudos de alternativas que contemplem aspectos técnicos, econômicos e ambientais.

Em dezembro de 2014, no âmbito do PAC 2, o montante de investimentos contratados para obras de drenagem totalizava R$ 9,88 bilhões, equivalentes a 125 contratos, beneficiando 83 municípios. Desse valor contratado, R$ 8,08 bilhões correspondem a contratações com recursos do Orçamento Geral da União - OGU e R$ 1,80 bilhão a financiamentos (empréstimos públicos).

Na dimensão do planejamento urbano, está prevista a montagem de um sistema de monitoramento da ocupação urbana em áreas suscetíveis a inundações, enxurradas e deslizamentos. Até dezembro de 2014, foram iniciados os trabalhos de elaboração de 96 cartas geotécnicas de aptidão à urbanização em municípios críticos a esses desastres naturais, das quais 15 estão concluídas. Tais cartas consistem em um instrumento de planejamento urbano que define, segundo características geológicas e geomorfológicas do município, áreas aptas ou impróprias para a ocupação permanente.

Na ação de contenção de encostas, a carteira de empreendimentos contabiliza um valor de repasse de R$ 2,3 bilhões, referente a 137 empreendimentos contratados. Até dezembro de 2014, 90% dos termos de compromisso desta carteira foram iniciados, sendo que o restante encontra-se na fase de elaboração de projetos ou de preparação de processos licitatórios.

No âmbito do Ministério da Integração Nacional – MI, o objetivo visa promover ações preventivas à segurança da população em situações de riscos e desastres no âmbito nacional, com foco em municípios mais suscetíveis a inundações, enxurradas e deslizamentos. As ações do Programa objetivam promover a gestão sustentável da drenagem com ações estruturais e não estruturais dirigidas à recuperação de áreas úmidas, à prevenção, ao controle e à minimização dos impactos provados por fatos climáticos e ação antrópica gerando enchentes urbanas e ribeirinhas e problemas de macrodrenagem, bem como, o controle dos efeitos da dinâmica marítima na zona costeira. No âmbito do Departamento de Obras Hídricas, compreendem: Elaboração de Estudos e Projetos de Drenagem Urbana e Controle de Erosão Marítima e Fluvial e execução de obras de drenagem urbana e de controle de erosão marítima e fluvial. Diante desse contexto, os Estados relacionados às ações são: Pernambuco, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Minas Gerais, Ceará, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Amapá, Rio Grande do Sul, Tocantins. No total, são quase 100

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empreendimentos, que consistem em obras e estudos que beneficiarão, aproximadamente 8 milhões de habitantes.

Tanto no caso da drenagem quanto no de contenção de encostas, estão sendo realizadas, constantemente, atividades de monitoramento das intervenções em andamento, bem como seleções públicas para escolha dos projetos a serem apoiados pela União por meio do PAC.

Metas 2012-2015

Contratar R$ 9 bilhões para apoio à execução de intervenções de drenagem urbana sustentável nos municípios mais suscetíveis a desastres associados a enchentes e inundações recorrentes em áreas urbanas

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Análise Situacional da Meta

Essa meta visa à execução de intervenções de drenagem urbana sustentável nos municípios mais suscetíveis a desastres associados a enchentes e inundações recorrentes em áreas urbanas, totalizando aproximadamente R$ 9,88 bilhões em valor de investimento equivalentes a 125 contratos abrangendo 83 municípios. Desse valor contratado, R$ 8,08 bilhões correspondem a contratações com recursos do Orçamento Geral da União - OGU e R$ 1,80 bilhão a financiamentos (empréstimos públicos). Até o presente momento, houve superação da meta estimada (R$ 9 bilhões em contratação) em cerca de 9%. Do valor total contratado, R$ 755,6 milhões (7 empreendimentos) foram contratados em 2014, R$ 2,94 bilhões foram contratados em 2013, para execução de 21 empreendimentos; R$ 2,64 bilhões foram contratados em 2012, para a execução de 26 empreendimentos, e R$ 3,54 bilhões contratados em 2011, para execução de 71 empreendimentos.

Além disso, até dezembro de 2014, do montante total de recursos da carteira de investimentos contratados, 8 empreendimentos foram iniciados em 2014 (R$ 778,8 milhões); 76 empreendimentos estavam em fase de obras (R$

4,21 bilhões) e 3 empreendimentos foram concluídos.

De dezembro de 2013 a dezembro de 2014, 17 contratos de drenagem urbana foram cancelados, o que corresponde a um valor de investimento total de R$ 2,08 bilhões. As causas dos cancelamentos são diversas: perda de prazo para início de obra, perda de prazo para efetivação do contrato de repasse ou desistência do proponente.

Quantidade alcançada 9,88

Data de Referência 31/12/2014

Elaboração de cartas geotécnicas de aptidão à ocupação urbana nos municípios mais suscetíveis a inundações, enxurradas e deslizamentos

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Análise Situacional da Meta

Pode-se destacar que até 2013, consolidou-se a metodologia de elaboração de cartas geotécnicas de aptidão à ocupação urbana, instrumento de planejamento urbano que define, segundo características geológicas e geomorfológicas do município, seus setores seguros para ocupação. Até 2013, haviam sido iniciados os trabalhos para que 39 municípios tenham suas cartas geotécnicas e em 2014 avançou-se para 96 municípios, dos quais 13 em São Paulo; 27 em Santa Catarina; 4 no Rio Grande do Sul; 18 no Rio de Janeiro; 6 no Paraná; 5 em Pernambuco; 19 em Minas Gerais; 2 no Espírito Santo; 1 no Ceará; e 1 na Bahia.

Deste total, 5 cartas foram elaboradas de forma autônoma, com recursos próprios, pelo Departamento de Recursos Minerais do Governo do Estado do Rio de Janeiro – DRM nos municípios de Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Barra Mansa e Itaperuna; enquanto que as cartas de Ouro Preto(MG), São José(SC), Gaspar(SC), Luiz Alves(SC), Antônio Carlos(SC), Palhoça(SC), Ilhota(SC), Florianópolis (RS), Igrejinha(RS) e Ipojuca(PE) foram elaboradas com

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recursos federais, parte deles, a propósito, no âmbito da ação 8874 do Programa Planejamento Urbano (2054).

Quantidade alcançada 15

Data de Referência 31/12/2014

Regionalização da Meta Total Unidade Qtde. Alcançada Data

Nacional 106 município 15 31/12/2014

Estruturação do sistema de monitoramento da ocupação urbana em áreas suscetíveis a inundações, enxurradas e deslizamentos

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Análise Situacional da Meta

Esta meta guarda estreita relação com atividade de Monitoramento da Ocupação Urbana, objeto de meta a seguir.

Duas estratégias foram iniciadas para alcançar a implementação do Sistema de Monitoramento da Ocupação Urbana – SIMOU - em áreas suscetíveis a inundações, enxurradas e deslizamentos:

i) estruturação de Método para o monitoramento da Ocupação Urbana;

ii) estruturação do Laboratório de Computação Científica Aplicada à Análise Urbana.

Para a estruturação do Laboratório, foi promovida a reforma do espaço físico e promovidas licitações para aquisição de hardwares e softwares especializados para execução das tarefas relativas à estruturação do Sistema de Monitoramento (ambos os processos estão finalizados e os produtos licitados foram recebidos).

A funcionalidade do Sistema depende de contratação de consultoria técnica especializada, bem como da capacitação dos servidores efetivos para a operacionalização do Sistema. Além disso, faz-se necessária a aquisição de imagens de satélite, fotos aéreas ou levantamentos a laser, dos mapas de suscetibilidade e setorização de risco em elaboração pela CPRM, das cartas geotécnicas de aptidão à urbanização, entre outros insumos e bases de informação.

Do ponto de vista da metodologia de Mapeamento e provimento de recursos humanos para a consecução das atividades, o Ministério das Cidades está em processo de negociação com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), uma parceria para apoio do órgão ao projeto.

Após a estruturação e operacionalização do Sistema de Monitoramento da Ocupação Urbana, a atividade terá como produto mapas a serem encaminhados sazonalmente às prefeituras municipais para que, na qualidade de responsável constitucional pelo ordenamento do território urbano, possam tomar as medidas cabíveis ao controle da expansão e ocupação de áreas de riscos de desastres.

Executar intervenções de drenagem e controle de cheias e de erosões marítimas e fluviais em municípios suscetíveis a inundações e enxurradas

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Análise Situacional da Meta

Foram concluídas 6 obras, são elas: obras para implantação do sistema de drenagem pluvial nos municípios de Ilhota (SC) e no Município de Luís Alves (SC); obras de drenagem, desassoreamento, construção de canais, no Município de Pomerode (SC); obras de drenagem, canalização, canal de concreto no município de Paraíso do Tocantins (TO), a implantação do Sistema de Macrodrenagem da Baixada Campista (RJ) e as obras de Macrodrenagem em Salvador (BA). A conclusão dessas intervenções beneficiam aproximadamente 470 mil habitantes, sendo 400 mil em Salvador (BA).

Para essa meta, destaca-se também a Barragem Serro Azul (PE), cuja previsão de conclusão foi adiada para 30 de julho

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de 2015. A Barragem beneficiará 135 mil habitantes.

Dos onze empreendimentos destinados ao controle de enchentes, além da Barragem Serro Azul, destacam-se as obras de dragagem, desassoreamento, construção de canais, no município de Navegantes, cuja execução física alcançou 98%, bem como a obra de macrodrenagem no município de Joinville, compostas por canalização na Rua Noruega, que está com 99% de execução. Para sua conclusão, resta repactuação de contrato para execução de obras adicionais usando saldo remanescente de convênio. No município de Blumenau, em Santa Catarina, faltam os documentos necessários à liberação de recursos para a conclusão da recuperação da drenagem na Bacia do Ribeirão da Velha, Ribeirão Garcia e Ribeirão de Itoupava. No município de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, as obras de redragagem, recuperação de diques, desobstrução do canal central do rio dos Sinos está com 62% de obras concluídas. Esta obra, no entanto, se encontra paralisada devido ao fato de a análise da prestação de contas parcial estar pendente de esclarecimentos necessários à liberação de recursos, por parte da prefeitura do Município. Outro destaque é no município de Paulista, em Pernambuco, onde as obras de macrodrenagem na bacia hidrográfica do rio Paratibe abrangem cinco canais. O Canal do Araxá, da Avenida e das Tintas estão concluídos. O Canal do Rio Limoeiro está paralisado devido a um erro no projeto executivo que deverá ser readequado. O Canal do Rio Paratibe está com 45% de execução física.

Das obras de contenção de erosão fluvial no Amazonas, 18 dos 25 empreendimentos já se encontram em execução desde 2013, restando, para conclusão, envio de informação por parte do Estado

Em 2014 foi publicada portaria incluindo mais nove novos municípios para obras de contenção de erosão fluvial no Amazonas. Essas obras serão realizadas nos municípios de Manicoré, Tabatinga, Manacapurú, Maués, Jutaí, Codajás, Uricurituba, Lábrea e Borba.

Assim, no total, 59 obras sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional referentes a drenagem e controle de cheias e de erosões marítimas e fluviais estão contempladas no PAC com previsão de conclusão até 2015. A maior parte desses empreendimentos está na carteira do PAC- Prevenção em Áreas Risco (46), lançada em 2012, enquanto algumas obras de drenagem destinadas a controle de enchentes seguem na carteira do PAC-Recursos Hídricos (13).

Quantidade alcançada 6

Data de Referência 31/12/2014

Regionalização da Meta Total Unidade Qtde. Alcançada Data

Região Centro-Oeste 1 município 0 04/09/2013

Região Nordeste 2 município 1 04/09/2013

Região Norte 1 município 1 04/09/2013

Região Sudeste 1 município 1 04/09/2013

Região Sul 2 município 3 04/09/2013

Investir na elaboração de planos e projetos e execução de obras de contenção de encostas nos municípios mais suscetíveis a desastres associados a deslizamentos em ambiente urbano

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Análise Situacional da Meta

A meta tem como referência a elaboração de planos, projetos e execução de obras de contenção de encostas selecionadas pelo PAC para municípios críticos.

Em 2011, foram contratados os termos de compromisso relativos à 1ª seleção de contenção de encostas do PAC. Essa seleção beneficia 65 municípios vulneráveis a deslizamentos de encostas e envolve 37 contratos de execução de obras de contenção, 24 de elaboração ou revisão de planos municipais de redução de riscos e 37 de projetos básicos de

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estabilização de taludes. Esta seleção, que envolve um valor de repasse de R$ 575,6 milhões, encontra-se com todos os contratos iniciados, tendo 27% deles concluídos.

A seleção de 2012 envolveu os governos dos estados na organização e encaminhamento de propostas à SNAPU/MCidades. Foram contratadas 33 operações, contemplando 36 municípios dos estados do Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro, totalizando um investimento de R$ 1,4 bilhão. Dessa seleção, 31 contratos que representam R$ 1,37 bilhão para execução de obras foram iniciados. Da mesma forma como tratado acima, as dinâmicas percebidas nos quantitativos em relação a 2013 devem-se aos cancelamentos de contratos ocorridos durante o exercício de 2014.

Em 2013, ocorreram seleções de propostas de caráter extraordinário que beneficiaram 6 (seis) municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, representando um investimento de R$ 277,9 milhões. Nesta seleção, foram iniciados 2 (dois) contratos que representam R$ 98,9 milhões.

Já em 2014, foi efetuada a contratação do termo de compromisso relativo à desocupação de áreas de alto risco de deslizamentos de encostas no Município de Petrópolis/RJ. Essa seleção beneficia 1.000 famílias que se encontram em área de risco muito alto com o valor de repasse de R$ 75 milhões e encontra-se iniciada. Foi realizada seleção de projetos e obras para municípios do Estado do Espírito Santo com previsão de contratação para 2015.

Dessa forma, os resultados alcançados entre 2011 a 2014 para esta Ação acusam a contratação de 137 operações, representando um valor de R$ 2,3 bilhões que beneficiam 82 municípios de 9 estados. Ao todo, 131 operações encontram-se em andamento, o que representa 90% da quantidade de operações e 96% em recursos financeiros contratados. Cumpre informar que, desse conjunto, 27 operações foram concluídas. O valor do desembolso financeiro acumulado, por sua vez, correspondeu a R$ 320 milhões.

Importante ressaltar que as alterações percebidas nos quantitativos em relação a 2013 devem-se também aos cancelamentos de contratos ocorridos durante o exercício de 2014.

Investir na elaboração de planos e projetos e execução de obras para a implantação e o aprimoramento da gestão de recursos hídricos em regiões suscetíveis à seca

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Análise Situacional da Meta

Esta ação abrange os empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento destinados à mitigação dos impactos da seca. A primeira discriminação de ações do PAC - Seca foi publicada através do Decreto nº 7836, de 9 de novembro de 2012. Hoje a carteira é formada por 49 empreendimentos/operações, no valor da ordem de 1,64 bilhão, que beneficiarão aproximadamente 1,8 milhão de pessoas. Desses 49 empreendimentos, 28 já estão com as obras iniciadas e 14 serão concluídos em 2015. A execução dessa carteira está no escopo do Programa Oferta de Água e não do Programa Gestão de Riscos e Resposta a Desastres. No entanto, vale esclarecer que as ações emergenciais de resposta aos impactos da seca, como o Auxílio Emergencial Financeiro, fazem parte deste Programa, no objetivo relativo à resposta aos desastres naturais.

Promover intervenções emergenciais de prevenção de desastres em situações de risco iminente

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Análise Situacional da Meta

O Ministério da Integração Nacional tem celebrado convênios com os municípios para execução de obras preventivas de desastres.

Até 2012, a Lei Orçamentária Anual – LOA - previa dotação específica para o MI com o objetivo de transferir recursos

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para a execução de obras de prevenção de desastres. A partir da LOA de 2013 os recursos para execução da referida ação orçamentária foram provenientes exclusivamente de emendas parlamentares.

Em 2013, foram celebrados mais 12 convênios para obras de contenção de cheias, de construção de galerias de águas pluviais, de contenção de encostas e drenagem com pavimentação, de estabilização de terreno, de construção de passagens molhadas e de muros de arrimo, com municípios dos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em 2014, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil - SEDEC aprovou 13 convênios, sendo que, deste total, 12 foram celebrados no segundo semestre de 2014 com municípios dos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo e Goiás. Estes convênios foram firmados para construção de cortina atirantada e muro gabião, contenção de encostas, passagens molhadas, muros de arrimo, sistema simplificado de abastecimento de água e construção de ponte.

Durante a vigência do atual PPA, verificou-se a necessidade de aprimorar os instrumentos legais para transferir recursos federais para obras emergenciais que visam reduzir risco iminente de desastres. Isso decorre do fato do atual instrumento, convênio, não se adequar à urgência dessas intervenções.

Nessa perspectiva, foi publicada a Lei nº12.983/2014, alterando a Lei nº 12.340/10, que dispõe sobre as transferências de recursos da União aos órgãos e às entidades dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para executar ações de resposta e recuperação das áreas atingidas por desastre e sobre o Fundo Nacional para Calamidades Públicas -Funcap.

A nova Lei inseriu as ações de prevenção em áreas de risco de desastres no rol de transferências autorizadas pela Lei nº 12.340/10, bem como incluiu essas ações nas possibilidades de financiamento do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil – Funcap.

Espera-se que com a regulamentação da Lei e a instituição do Fundo, o repasse de recursos para obras de prevenção de desastres de áreas de risco iminente sejam agilizado.

Cabe ressaltar que a legislação em questão não compreende apenas as ações da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, mas sim de todos os órgãos federais que executam ações de prevenção em áreas de risco de desastres.

Como é o caso do Ministério das Cidades e da Secretaria de Infraestrutura Hídrica, do Ministério da Integração Nacional.

Realizar o monitoramento da ocupação urbana nos municípios mais suscetíveis a inundações, enxurradas e deslizamentos

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Análise Situacional da Meta

A atividade de Monitoramento da Ocupação Urbana possui relação direta com a meta "Estruturação do sistema de monitoramento da ocupação urbana em áreas suscetíveis a inundações, enxurradas e deslizamentos", cuja análise detalha as estratégias de implantação do Sistema de Monitoramento da Ocupação Urbana (SIMOU) e seu laboratório.

Foi promovida a reforma do espaço físico e promovidas licitações para aquisição de hardwares e softwares especializados para execução das tarefas relativas à estruturação do Sistema de Monitoramento (ambos os processos estão finalizados e os produtos licitados foram recebidos).

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A funcionalidade do Sistema depende de contratação de consultoria técnica especializada, bem como da capacitação dos servidores efetivos para a operacionalização do Sistema. Além disso, faz-se necessária a aquisição de imagens de satélite, fotos aéreas ou levantamentos a laser, dos mapas de suscetibilidade e setorização de risco em elaboração pela CPRM, das cartas geotécnicas de aptidão à urbanização, entre outros insumos e bases de informação. Do ponto de vista da metodologia de Mapeamento e provimento de recursos humanos para a consecução das atividades, o Ministério das Cidades está em processo de negociação com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), uma parceria para apoio do órgão ao projeto.

Após a estruturação e operacionalização do Sistema de Monitoramento da Ocupação Urbana, a atividade de mapeamento terá como produto os mapas de monitoramento que serão encaminhados sazonalmente às prefeituras municipais para que, na qualidade de responsável constitucional pelo ordenamento do território urbano, possa tomar as medidas cabíveis ao controle da expansão e ocupação de áreas de riscos de desastres.

0172 - Induzir a atuação em rede dos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa Civil em apoio às ações de defesa civil, em âmbito nacional e internacional, visando a prevenção de desastres.

OBJETIVO:

Órgão Responsável: Ministério da Integração Nacional Análise Situacional do Objetivo

As ações desenvolvidas neste Objetivo estimulam a atuação integrada dos órgãos que compõem o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) e seu alcance foi potencializado pela modernização do marco legal da Defesa Civil, Lei nº. 12.608 de 10 de abril de 2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil e estabeleceu de forma individualizada as competências dos entes federados participantes do SINPDEC.

Para uma adequada atuação em rede dos órgãos de defesa civil nos três níveis federativos é necessário fortalecê-los.

Assim, em nível federal, no âmbito do Eixo Monitoramento e Alerta do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, vem sendo realizado um conjunto de investimentos, principalmente na modernização do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos de Desastres - CENAD. No âmbito regional, ressalta-se a cooperação técnica entre a SUDAM – Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia - e instituições de ensino e pesquisa que atuam na Amazônia com apoio financeiro ao Projeto Integração e Interdisciplinariedade para Preparação em Ações Preventiva na Gestão de Riscos e Respostas a desastres na Amazônia. No nível estadual, dado que suas defesas civis já estão implantadas, o Governo Federal tem apoiado seu fortalecimento por meio de capacitações, simulados e fomento à instalação de Centros Universitários de Ensino e Pesquisa sobre Desastres – CEPED. Os municípios, pelo quadro amplo de insuficiência de estrutura para atuação da defesa civil, consomem mais esforços. Para estruturação dos órgãos municipais foram feitos investimentos por meio da doação de kits de equipamentos básicos de defesa civil tendo como contrapartida municipal compromissos visando ao fortalecimento e à estruturação do órgão local, além de elaboração e entrega de material didático específico sobre implantação e estruturação das coordenadorias municipais.

As realizações no período de 2012 a 2014 também se destacam pelas ações de capacitação dos membros do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil cujas metas têm sido superadas devido, em grande parte, à implantação da modalidade de cursos à distância.

Metas 2012-2015

Capacitação de 4.500 pessoas nas atividades de defesa civil

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Análise Situacional da Meta

Os principais cursos de capacitação realizados pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil – SEDEC entre 2012 e 2014 foram:

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