ÍNDICE DE TABELAS
2.5. Programa Nacional de Saúde Escolar
No Plano Nacional de Saúde (2004-2010) estão definidas estratégias para alcançar melhores níveis de saúde para toda a população Portuguesa. Este Plano assenta num conjunto de programas nacionais com base em certas disposições, sendo a escola o foco principal.
No processo de promoção para a saúde na escola a Saúde Escolar é o ponto de orientação do sistema de saúde para desenvolver competências nos vários elementos da comunidade educativa de modo a permitir alcançar um melhor nível de saúde físico, mental e social.
Vários estudos têm revelado que grande parte das doenças e comportamentos perigosos estão diretamente relacionados ao ambiente e tipos de vida, os quais podem perfeitamente ser evitados (ou mesmo eliminados) através de um programa de saúde escolar adequado.
O Ministério da Saúde criou na Direção de Serviços de Promoção e Proteção da Saúde, a Divisão de Saúde Escolar, através da Lei Orgânica da Direção-Geral da Saúde, aprovada pelo Decreto-lei nº 122/97 de 20 de Maio, no artigo 16º. As competências desta divisão são as seguintes: (DGS, 2010).
91
cuidados de saúde dirigidas à população e ambientes escolares;
- Proceder, em colaboração com outros serviços competentes, à análise dos fatores que afetem o nível de saúde da população escolar e elaborar propostas para a sua melhoria;
- Avaliar as necessidades em matéria de formação do pessoal de saúde que exerce a atividade de saúde escolar e colaborar na organização da formação referente a esta atividade;
- Propor medidas de encerramento dos locais escolares no caso de risco significativo para a saúde dos discentes, docentes e outro pessoal;
- Propor, em colaboração com outros serviços competentes, as regras técnicas relativas às condições de Segurança, Higiene e Saúde nos locais escolares e promover a sua difusão;
- Promover a cooperação com os serviços competentes em matéria de desportos, medicina desportiva e aproveitamento de tempos livres;
- Participar em comissões ou grupos de trabalho que tenham por objeto o campo de aplicação da Saúde Escolar. Apesar de não ter enquadramento legal, a Divisão de Saúde Escolar tem ainda as seguintes atribuições:
- Propor regras técnicas e programas de Saúde Oral e promover a sua difusão; - Proceder à análise dos fatores que conduzem à situação de baixo nível de Saúde Oral na população escolarizada;
- Orientar tecnicamente a intervenção das Higienistas Orais no âmbito da Saúde Escolar e apoiar a sua formação em serviço;
- Gerir os equipamentos portáteis de estomatologia cedidos às Regiões de Saúde; - Apoiar o estágio dos finalistas do curso de Higienistas Orais colocados nos Serviços de Saúde;
- Promover o cumprimento da legislação da evicção escolar;
- Colaborar no apoio à inclusão escolar dos alunos com necessidades de saúde especiais;
- Definir em colaboração com outros serviços e entidades, orientações técnicas que permitam aferir o conceito e as práticas das Escolas Promotoras da Saúde;
- Participar na formação pré e pós graduada, na área da Saúde Escolar dos profissionais de saúde e educação;
92
Escolar e Saúde Oral;
- Dar pareceres técnicos sobre saúde escolar e saúde oral;
- Elaborar Plano de Atividades da Divisão e avaliá-lo anualmente.
A divisão de Saúde Escolar tem, atualmente, duas áreas de intervenção: Saúde Oral e Educação Alimentar. Desenvolve vários programas e projetos como por exemplo o Programa Nacional de Saúde Escolar e as Escolas Promotoras de Saúde.
O Programa de Saúde Escolar foi desenvolvido de acordo com as orientações da DGS na Circular Normativa n.º13/DSE, de 10/08/95, atualizada em 2005.
Em 2006 o Alto Comissariado da Saúde aprovou o Programa Nacional de Saúde Escolar através do despacho n.º 12.045/2006 (2ª série), publicado no D.R. n.º 110 de 7 de Junho, destinado aos profissionais e estruturas do SNS e seus utilizadores. Este programa é orientado pela Direção-Geral da Saúde que o deu a conhecer através da Circular Normativa nº7/DSE de 29/06/2006.
O Programa Nacional de Saúde Escolar tem como finalidades:
- Promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa;
- Apoiar a inclusão escolar de crianças com Necessidades de Saúde e Educativas Especiais;
- Promover um ambiente escolar seguro e saudável;
O Programa Nacional de Saúde Escolar está organizado da seguinte forma: Nível Nacional
- Coordenação Alto-Comissário da Saúde
- Orientação técnica / Articulação com o Ministério da Educação Direção Geral de Saúde
- Implementação / Avaliação Divisão de Saúde Escolar da DGS Nível Regional
- Coordenação Administração Regional de Saúde / Centro Regional de Saúde Pública
Nível Local
- Implementação Direção dos Centros de Saúde / ACES USP
93
prioritária pelo Ministério da Educação (ME), assumindo um carácter obrigatório e fazendo parte do PE de cada estabelecimento de ensino. Adicionalmente, o papel de organizações não governamentais poderá ser complementar e o estabelecimento de parecerias é fundamental (Mandim 2007).
É no entanto necessário diferenciar entre promoção da saúde como um conceito amplo, que inclui distintas estratégias de atuação, e a educação para a saúde como um instrumento ou uma estratégia concreta para a promoção da saúde. Nesta linha de ação torna-se relevante o papel da escola nos dias de hoje, possibilitando aos jovens a mudança de estilos de vida, o que direta ou indiretamente implica lidar com diversas variáveis, tais como: motivação, avaliação das situações, expectativas pessoais, conhecimentos, tomadas de decisões, comportamentos e hábitos, tendo sempre em conta as características específicas do meio em que o sujeito se insere (Mandim 2007).
Embora seja necessário uma mudança de atitude e de visão destes conceitos a nível a geral, há escolas onde já se implementam algumas experiências e práticas de promoção de saúde, por vezes introduzindo aspetos inovadores (Mandim 2007).
O PNSE contempla quatro áreas prioritárias de intervenção: (PNSE, 2005)