Programas curriculares dos cursos de Pintura da ABAL e da APBA 1. ACADEMIA DE BELAS ARTES DE LISBOA
Estatutos para a Academia das Belas Artes de Lisboa 25 de Outubro 1836
Colecção de Leis e outros Documentos Oficiais publicados desde 10 de Setembro até 31 de Dezembro de 1836. 1930. Sexta Série, 2.ª ed. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 52. Pintura
Art. 51.º Os professores das aulas de pintura continuarão a dar aos seus discípulos as lições de desenho de que tratam os antecedentes artigos 48.º, 49.º e 50.º, ampliando cada vez mais a esfera de suas observações e reflexões à proporção da inteligência e aproveitamento que eles forem mostrando e da propensão e génio que tiverem para esta bela arte.
Art. 52.º Dar-lhe hão também particulares instruções sôbre a natureza, mistura e combinação das tintas, sôbre a harmonia e gradação das côres, método de as modi- ficar com respeito ao objecto e à luz; sôbre o modo de dispor, distribuir as luzes, as sombras para dar realce às figuras e ao pensamento do artista, enfim, sôbre tudo quanto possa concorrer para fazer a pintura não só apropriada ao seu fim, mas também expressiva quanto seja possível, suave e graciosa.
Regulamento Instructivo e disciplinar da Eschola de Pintura Histórica na Academia Real de Bellas Artes
14 de Junho de 1837.
António Manuel da Fonseca
cx. nº 6, doc. n.º 1, Arquivo da FBAUL
Pintura Histórica
Artigo 1.º A perspectiva applicada á composição dos quadros, e o estudo em dese- nho, ou em pintura da osteologia, e morfologia [?] do corpo humano e suas defini- ções; serao as primeiras instrucções artisticas ou ensaios preparatórios desta Escóla.
Art. 2.º O desenho liniar, exytrahido das bellas fórmas antigas, comparado com o estudo anatomico acima referido; e o estudo dos gessos, e harmonia da luz, compa- rada á posição e localidade de um ou mais objectos, será o segundo ençaio.
Art. 3.º A cópia dos quadros antigos em pintura; e o conhecimento das diversas maneiras, ou estillos das differentes escolas, e a imitação em pintura do modelo vivo, será o terceiro ençaio.
Art. 4.º A observação critica e comparativa das estampas, ou quadros dos autho- res classicos; expressão de paixões, colocação de gruppos; fidelidade historica; composição ou naturalidade das roupas, ou pregas, comparadas ás diferentes qua- lidades dos estofos; o conhecimento dos diversos custumes de estatuários antigos das nações civilizadas e dos povos barbaros, usos e custumes dos mesmos, será o quarto ençaio.
Art. 5.º A explicação em detalhe das regras adoptadas pelas melhores escolas á cerca da colocação dos quadros conforme a longitude ou proximidade em que esti- verem em relação ao observador relativamente ao grao de força de claros e escu- ros, á decisão de partes, ou morbidez de cores, será o objecto do 5 ençaio desta Escola.
Art. 6.º As regras que se devem adoptar nos quadros pintados em tectos, de qual- quer forma que elles forem, em relação à luz, ou à parte superior, ou mais distinta das grandes sallas e Palacios nobres e bem assim os preceitos que se devem seguir na execuçaõ dos retratos para o seu melhor desempenho e imitação do natural. Art. 7.º A explicação das cores, q se deverão adoptar em as roupas que ornarem as figuras que representarem qualquer facto tragico e as que deverão usar os factos historicos formosos e brilhantes, e em fim da harmonia geral das côres dos objec- tos, ou da atmosfera q illuminar os quadros, e dos effeitos q produz a luz de hum horizonte nubloso, ou do sol descoberto, ou madrugada, ou qualquer luz secunda- ria ou artificial.
Regulamento provisório para a Aula de Pintura de Paisagem e Ornamentos
23 de Outubro de 1845 João José Ferreira de Souza
Projectos de regulamentos, cota: 2-A-SEC.76, Arquivo da ANBA Pintura de Paisagem e Produtos Naturais
habil em desenho de figura, os discípulos da Aula de Pintura de Paisagem frequen- tarão dois dias por semana, nas segundas e sextas feiras, a Aula de Desenho de figura, finalisando esta frequencia quando bem desempenharem a cópia de uma estampa que contenha uma até duas figuras.
Art.º 2.º – Os discípulos que bem desempenharem arabescos copiados dos gessos, devem passar a copiar bons exemplares de animaes e flores. A Academia diligen- ciará obter um sufficiente e perfeita collecção de flores de cera, para servirem de estudo.
Art.º 3.º – Convindo muito para o adiantamento dos discípulos o estudo do natural, a Academia fornecerá os animais vivos, que lhe fôr possível alcançar, assim como mandará cultivar uma pequena parte da cerca com diversas plantas.
Art.º 4.º – Ao Professor pertence classificar os discipulos que pelo seu adianta- mento podem principiar a pintar.
Art.º 5.º – Aquelles discipulos que se destinam a Pintores de Paisagem, depois de haverem adquiridos indispensaveis conhecimentos de desenho de figura, de ani- maes, e de plantas, devem passar a ser instruídos na disposição dos troncos e folhas das diversas arvores, e arbustos. Obterão tambem os conhecimentos d’architectura necessária para bem desempenharem nos seus quadros os edificios que nelles comprehenderem.
Art.º 6.º – Quando estes discípulos chegarem a copiar um bom quadro a oleo, o Professor desta Aula sahirá com elles ao campo uma vez por semana, nas duas pri- maveras, para os insinar nos diversos methodos de copiar a natureza; ficando a seu arbitrio a escolha da hora em que o efeito da luz seja de maior vantagem. Estas cópias do natural executadas a oleo na Aula, serão presente em Conferencia, e se merecerem a sua aprovação, propôr-se-hão os seus authores para Academicos de Merito: e quando tenham dado provas de igual merecimento na parte de pintura de ornamentos, animaes, e flores, serão considerados como unicos candidatos para Ajudantes.
Regulamento da Academia das Bellas Artes de Lisboa aprovado pela mesma Academia em diferentes Conferencias e remetido ao
Governo em data de 24 de Desembro de 1859 e 30 de Janeiro de 1860.
1859
Projectos de regulamentos, cota: 2-A-SEC.76, Arquivo da ANBA Pintura Histórica
1.º ano
1.º Estudo mais amplo e aperfeiçoado da osteologia e Myologia do corpo humano aplicado á pintura historica, desenhando a aguarela, ou a dois lápis- preto e vermelho – copias do cadáver ou do [?] extrahido do mesmo e juntan- do-lhes as nomenclaturas por compendeos para esse fim confeccionados, e que serão aprovados pela Conferencia.
2.º Estudos dos quadros antigos em forma de cartão, a dois lapis, em papel de côr, ou de figuras copiadas do natural e de panejamentos de diversos estofos, a exemplo do que se pratica nas melhores escholas de Itália, Alemanha e França, e em conformidade do que praticaram os artistas mais celebres, cujas obras ainda hoje venerâmos.
3.º Estudo de Perspectiva pelos methodos mais claros e simples, aplicados á composição dos quadros historicos e outros ramos d’Arte.
2.º e 3.º anos
4.º Começará o ensino pelos methodos de pintar dos artistas antigos e moder- nos sendo que os discípulos estudem os mais celebres quadros da galeria aca- démica, em conformidade do Art. 51 dos Estatutos demonstrando-lhes pratica e teoricamente os estilos e gestos de pintar, segundo as differentes escholas – Veneziana – Flamenga e Romana.
4.º ano
5.º Continuará o ensino, fazendo-os copiar do natural com intelligencia e compreensão dos effeitos de luz, e suas variedades [?] em pintura a olêo, como a [?] e a tempera; e em seguida lhes ensinará as regras de composição e movi- mentos de uma ou mais figuras, suas expressões, em relação a edade – pai- xões – sentimentos, que devem [?] qualquer sugeito, ou ponto historico que o Professor para esse fim lhes indicar.
5.º ano
6.º Neste anno o Professor lhes ensinara Perspectiva comparada com applica-
seguintes estudos e exercícios:
I.º Composição de bosquejos de quadros historicos
IIº Comparação entre estampas ou quadros dos mais acreditados artistas antigos e modernos – suas perfeições e defeitos.
III.º Trajos – usos e costumes das diversas Nações em diferentes épocas a partir de livros e collecções próprias.
IV.º Modo de compor não só quadros historicos, mas tambem de decorar e ornamentar salas nos differentes gostos e estylos.
Pintura de Paisagem e Produtos Naturais 1.º ano
Art. 44.º O curso desta cadeira começará por uma exposição sobre a pintura de paisagem e methodo de aprender; – e continuará com o ensino seguinte: 1.º Estudos de fructos, flores e arvores, copiando por bons desenhos, a lapis e aguarelas.
2.º ano
2.º Estudos de animaes e de paisagem, copiando a lapis por bons desenhos, e em pintura por quadros de authores classicos.
3.º e 4.º anos
3.º Estudo de flores, e outros produtos naturaes, – copiados a oleo por qua- dros, e pelo natural.
4.º Lições de perspectiva linear e aérea – aplicada ao estudo de paisagem pelo compendio que a Academia adoptar.
5.º Pintura de animaes e de paisagens copiados de quadros, e pelo natural.
5.º ano
6.º Quadros ou pinturas de varias vistas ou pontos, tomados do natural, á escolha dos discípulos, com a approvação dos seus professores, em que se representem sítios de paisagem agreste ou montuosa – com fabricas ou rui- nas – de marinhas . E sendo cada um dos quadros vivado de figuras, e ani- maes, e dando os discípulos por escripto a designação do sitio ou pontos tomados.
Mappa de compêndios e coleções adoptadas nas diferentes aulas d’Academia de Bellas Artes de Lisboa e programas dos respectivos cursos
Datado, mas ilegível. Possivelmente será de Março de 1861 data dos documentos que estão junto.
Projectos de regulamentos, cota: 2-A-SEC.76, Arquivo da ANBA Pintura Histórica
Estudo mais ampliado de osteologia e Myologia do corpo humano, applicado à pin- tura – Estudo dos quadros antigos em fórma de cartão, a dois lapis, em papel de côr, ou de figuras copiadas do natural e de panejamentos de diversos estofos- Methodo de pintar dos artistas antigos e modernos, copiando e estudando os melho- res quadros da galeria academica – Demonstrando-se os estilos e gosto de pintar seg.do as differentes escholas – Veneziana; Flamenga e Romana – Copiar a oleo do natural – regras de composições históricas – Estudos sobre a composição, bosque- jos de quadros historicos – comparação sobre as estampas ou quadros dos mais acreditados artistas antigos e modernos – suas perfeições e defeitos – Trajos, usos e costume das diversas ações em diffrtes eppocas.
Pintura de Paisagem e Produtos Naturais
Estudos de fructos, flores e arvores, copiando por bons desenhos, a lapis e agoa- rellas – ditos de animaes e de paisagem – a lapis por bons desenhos, e em pintura por quadros – Estudos de flores, e outros productos naturaes, copiados a oleo por quadros, e pelo natural – Lições de perspectiva linear e aerea applicadas ao estudo de paisagem – Pintura de animaes e de paisagens copiados de quadros, e pelo natural – Quadros ou pinturas de varias vistas ou pontos, tomados do natural, em que se representem sítios de paisagem agreste ou montuosa, com fabricas ou rui- nas – de marinhas – Estudo de ornamentos, segundo os differentes caracteres e generos conhecidos, principalmente do egypcio, grego – e romano, copiando bons desenhos, ornamentos, a lapis, e agoarellas – O mesmo estudo por modelos de relevo a oleo, de claro escuro, e a côres. Desenhos e esbocetos em pintura de com- posição de ornamentos com destino a decorar salas, galerias.
Programa de estudo e exercícios que devem seguir os alunos da aula de pintura histórica na Academia Real de Bellas Artes
11 de Outubro de 1869. Miguel Ângelo Lupi
cx. nº 14, doc. n.º 23, Arquivo da FBAUL
Pintura Histórica 1.º ano
Estudo de gessos, quadros, modelo vivo (nu), costumes de várias épocas e de diferentes povos sobre manequim e modelo vivo, e bem assim de quaisquer objectos que tenham interesse artistico e que possam servir de acessórios ou de ornamentos.
2.º ano
Exercícios de composição (em esquiços) de assuntos historicos, sagrados e mitológicos: continuação do estudo de modelo vivo, tanto nu como vestido, etc.
3.º ano
Execução dum ou mais quadros, seguindo algum dos esquiços já feitos, ou representando novo assunto; continuação do estudo de modelo vivo, etc. como nos anos anteriores.
Programa para a Pintura de Paisagem e Productos Naturaes 7 de Outubro de 1869
Tomás da Anunciação
cx. nº 13, doc. n.º 2, Arquivo da FBAUL
Pintura de Paisagem e Produtos Naturais
Os alunos convenientemente habilitados no desenho de figura, começarão por dese- nhar paisagem a lapis ou a carvão, em papel branco ou de cor, copiando boas estampas. Depois de exercitados nestes primeiros estudos, deverão copiar paisa- gens a sépia ou tinta nanquim, também em papel branco ou de cor, devendo egual- mente desenhar flores, fructos e animaes, copiados de boas estampas ou fotogra- fias. Quando estejam habilitados no desenho, devem copiar em pintura alguns quadros na galeria e em seguida fazer estudos do natural.
Escola de Bellas Artes de Lisboa. Programmas dos Cursos. 1882
Lisboa: Typographia Castro Irmão, pp. 8-9. cota: B.A. 923, BNP
Escola de Bellas Artes de Lisboa. Programmas dos Cursos. 1890
Lisboa: Adolpho, Modesto & C.ª, pp. 8-9. cota: B.A. 923, BNP
Pintura Histórica 1.º ano
Processos da pintura a oleo, estudos de quadros a oleo, estudos em pintura do modelo natural, nu ou trajado.
Usos e costumes dos povos mais importantes na historia (2.ª cadeira axuxi- liar, 2.ª parte).
2.º ano
Esquissos de composição em pintura a oleo, estudos de cabeças de expressão e de modelo, natural nu ou trajado. História da arte, esthetica, (2 cadeira auxiliar, 3ª parte).
3.º ano
Continuação e desenvolvimento das disciplinas do 2.º ano. Archeologia (3.ª cadeira auxiliar, 3.ª parte).
4.º ano
Execução de quadros a óleo, de pintura e de género. Pintura de Paisagem
1.º ano
Desenho de animaes por modelos em vulto, de plantas, fructos e outros pro- ductos naturaes, copiados do natural, em desenho ou aguarella.
Usos e costumes dos povos mais importantes na historia (2.ª cadeira axuxi- liar, 2.ª parte).
2.º ano
Cópia de quadros de paisagem, animaes e marinhas.
Estudos em pintura de produtcos naturaes, de animais, de paisagem e de modelos em costume, do natural.
Estudo de paisagens e marinhas do natural
História da arte e esthetica (2 cadeira auxiliar, 3ª parte).
3.º ano
Continuação e desenvolvimento das disciplinas do anno precedente. Archeologia (3.ª cadeira auxiliar, 3.ª parte).
4.º ano
Quadros de paisagem, de marinhas, de animaes e de costumes.
Decreto reorganizando a Academia Real de Bellas Artes de Lisboa e a Escola e o Museu de Bellas Artes
14 de Novembro de 1901.
Reformas do Ensino em Portugal, 1900-1910, Tomo I, Volume IV, 1.ª Parte
Ministério da Educação – Secretaria Geral, 1996, pp. 25- 31.
Pintura Histórica e Decorativa 1.º ano
6.ª Cadeira – Processo da pintura a oleo, copia de quadros; estudos do modelo natural; estudos de composição; pintura historica, de genero e decorativa. 11.ª Cadeira (2.ª parte) – Litteratura geral; litteratura portuguesa.
12.ª Cadeira (1.ª parte) – Prehistoria, Oriente e Egypto.
2.º ano
6.ª Cadeira (repetição) – Processos de pintura a oleo; copia de quadros; estu- dos do modelo natural; estudos de composição; pintura historica, de genero e decorativa.
12.ª Cadeira (2.ª parte) – Grecia e Roma.
3.º ano
7.ª Cadeira – Estudos do modelo natural, nu ou trajado; estudos de composi- ção; pintura histórica, de genero e decorativa.
13.ª Cadeira (1.ª parte) – Historia geral da arte na Idade Media e nos tempos modernos; artes industriaes.
4.º ano
7.ª Cadeira (repetição) – Estudos do modelo natural, nu ou trajado; estudos de composição; pintura histórica, de genero e decorativa.
13.ª Cadeira (2.ª parte) – Historia da arte e das industrias artisticas em Portugal.
Pintura de Paisagem 1.º ano
8.ª Cadeira (1.ª parte) – Desenho de animaes e de paisagem, por estampa e do natural.
11.ª Cadeira (2.ª parte) – Litteratura geral; litteratura portuguesa. 12.ª Cadeira (1.ª parte) – Prehistoria, Oriente e Egypto.
2.º ano
8.ª Cadeira (2.ª parte) – Estudos do modelo trajado, de plantas, de animaes e de paisagem, do natural.
12.ª Cadeira (2.ª parte) – Grecia e Roma.
3.º ano
8.ª Cadeira (3.º parte) – Pintura de paisagem e de marinha, do natural 13.ª Cadeira (1.ª parte) – Historia geral da arte na Idade Media e nos tempos modernos; artes industriaes.
4.º ano
8.ª Cadeira (3.ª parte – repetição) – Pintura de paisagem e de marinha, do natural.
13.ª Cadeira (2.ª parte) – Historia da arte e das industrias artisticas em Portugal.
Catalogo da Exposição dos Trabalhos dos Alunos da Escola de Bellas Artes de Lisboa aprovados no anno lectivo de 1904-1905. 23.ª
Exposição Annual. 1906
Lisboa: Imprensa Nacional, pp. 16-18. cota: B.A. 923, BNP
Pintura Histórica 1.º ano
7.ª cadeira. Professor effectivo, Columbano Bordallo Pinheiro. – Processo da pintura a oleo, copia de quadros; estudos do modelo natural.
11.ª cadeira theorica (2.ª parte). Professor effectivo, Henrique Lopes de Mendonça. – Literatura geral; literatura portuguesa.
12.ª cadeira (1.ª parte). Professor effectivo, Dr. João Barreira. – Prehistorica, Oriente e Egypto.
2.º ano
6.ª cadeira. Professor effectivo, José Velloso Salgado. – Processos de pintura a oleo; copia de quadros; estudos do modelo natural. (Repetição).
12.ª cadeira theorica (2.ª parte). Professor effectivo, Dr. João Barreira. – Historia da arte na Grecia e Roma.
3.º ano
Estudos do modelo natural, nu ou trajado; estudos de composição; pintura historica de genero e decorativa.
13.ª cadeira theorica (1.ª parte). Professor interino, Dr. João Barreira. – Historia geral da arte na Idade Media e nos tempos modernos; artes industriaes.
Pintura de Paisagem 2.º ano
8.ª cadeira (2.ª parte). Professor effectivo, Carlos Antonio Rodrigues dos Reis. – Estudos do modelo trajado, de plantas, animaes e de paisagem do natural. (Repetição)
12.ª cadeira theorica (2.ª parte). Professor effectivo, Dr. João Barreira. – Historia da arte na Grecia e Roma.
2. ACADEMIA PORTUENSE DE BELAS ARTES
Estatutos para a Academia Portuense de Belas-Artes 22 de Novembro 1836
Colecção de Leis e outros Documentos Oficiais publicados desde 10 de Setembro até 31 de Dezembro de 1836. 1930. Sexta Série, 2.ª ed. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 90. Pintura
Art. 25.º O professor da aula de pintura historica continuará a dar aos seus discí- pulos as lições de desenho de que tratam os antecedentes artigos 23.º, 24.º e 25.º, ampliando cada vez mais a esfera de suas observações e reflexões à proporção da capacidade e aproveitamento que êles forem colhendo dos estudos.
Art. 26.º Terá particular cuidado em lhes dar convenientes instruções sôbre a natu- reza, mistura e combinação das tintas, sôbre a harmonia das côres e método de as modificar em relação ao objecto e à luz; finalmente o variado gosto de colorido que se observa nas diferentes escolas de pintura.
Breve relatorio do estado da Academia Portuense de Bellas Artes, e providencias de que carece para seu progresso e melhoramento, Determinado pela Portaria de 7 de Março de 1837.
15 de Abril de 1837
Documentação do Ministério do Reino, mç. 2122, ANTT, Reproduzido em Moura, 2005 (Volume II).
Pintura Histórica 1.º ano
Historia propria, e indicação dos milhores mestres d’antiga schola, e moderna; aparelho dos pannos, composição das tintas, e maneira de esboçar as pinturas.
2.º ano
Pintura Historica pratica por copia dos classicas, observando-se neste anno o mesmo que no terceiro de desenho.
3.º ano
Regras de composição e invenção; graduação e degradação de planos e gru- pos, com applicação de todas as materias precedentes.
Programa da materias que devem fazer objecto de estudo na aula de Pintura historica e methodo da sua distribuição nos cinco anos do curso de Pintura que [?] estatutos em harmonia com o methodo de que seguem todas as Academias de Bellas Artes nos Reinos
estrangeiros e com a [?] em [?] a esta Academia sobre as observações que fiz [?] quando as visitei na minha [?] viagem. 28 de Agosto 1844
Joaquim Rodrigues Braga
cota 49, Arquivo da FBAUP
Pintura Histórica 1.º ano
Explicações sobre a [?] da [?] ou na attitude das figuras e sobre o que é [?] – explicações sobre os usos e custumes [?] tem por [?] – distribuição e proprie- dades dos acessórios [?] em um quadro – explicações do [?] o valor ou força relativa [?] entre si e sua decomposição [?] dos liquidos, oleos e vernises pro- prios para a pintura – copiar de bustos e estátuas com papel de cor. Para o concurso do primeiro anno a copia de uma cabeça ou busto a claro escuro a
oleo (a mesma para todos). Os aprovados tendo frequencia recebem um attes- tado do secretario da Academia e serão publicados na gazeta.
2.º ano
Liçoes de optica e da boa ou má direcção da luz emquanto copião objectos do natural agrupados juntamente – expplicações das varias escolas de Pintura que tem havido – copiar cabeças coloridas a oleo – estudo em frente dos per- feitos esquiços dos grandes mestres para se habilitarem a inventar e a compor quaisquer motivo – estudo sobre o modelo vivo pintado e sobre as estatuas em papel de côr. Para concurso huma cabeça de expreção para tirar pelo modelo vivo, acabado á primeira em quatro horas. Os aprovados recebem uma coroa de louros e são publicados na gazeta. O estudo de anatomia pers- pectiva e optica tem lugar na ultima hora de aula.
3.º ano
Estudo do colorido na hora [?] dia – explicações, sobre as regras de composi- ção e invenção, confrontando as estampas dos gravadores dos grandes mes- tres [?] Copiar em colorido, dita e pregas pelo manequim- copias de quadros historiados- fazer esboços coloridos de propria invenção sobre motivos dados nas Aula para todos. Para concurso uma academia colorida em frente do modelo vivo durante o estudo de uma semana – os aprovados [?] ditados em conferencia uma coroa de louros [?] são elogiados [?] pelo mérito patenteado
[?]. 4.º ano
Continuação do estudo do colorido sobre o nu, composição de [?] motivos his- toricos ou fabulas em fundo de paizagem ou architectura – continuação das regras de invenção ou da copia de quadros historiados – Prova no fim das [?]