16 POLÍTICAS DE ATENDIMENTO AOS DISCENTES
16.2 Programas de apoio pedagógico e financeiro (bolsas)
A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG), por meio da Coordenação de
Formação Docente (CFD), dispõe de uma Gerência de Apoio Pedagógico que organiza,
supervisiona e avalia os seguintes Programas que visam ao desenvolvimento do ensino e à
formação qualificada de profissionais nas diferentes áreas do conhecimento:
172
O PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) é uma ação da
Política Nacional de Formação de Professores do Ministério da Educação (MEC) que
visa proporcionar aos discentes na primeira metade do curso de licenciatura uma
aproximação prática com o cotidiano das escolas públicas de educação básica e com o
contexto em que elas estão inseridas.
O programa concede bolsas a alunos de licenciatura participantes de projetos de
iniciação à docência desenvolvidos por instituições de educação superior (IES) em
parceria com as redes de ensino.
Os projetos devem promover a iniciação do licenciando no ambiente escolar
ainda na primeira metade do curso, visando estimular, desde o início de sua formação,
a observação e a reflexão sobre a prática profissional no cotidiano das escolas públicas
de educação básica. Os discentes serão acompanhados por um professor da escola e por
um docente de uma das instituições de educação superior participantes do programa.
A Capes concede quadro modalidades de bolsa aos participantes do projeto
institucional:
1. Iniciação à docência – para discentes de licenciatura dos cursos abrangidos pelo
subprojeto. Valor: R$400,00 (quatrocentos reais).
2. Professor supervisor – para professores de escolas públicas de educação básica que
acompanham, no mínimo, oito e, no máximo, dez discentes. Valor: R$765,00
(setecentos e sessenta e cinco reais).
3. Coordenador de área – para docentes da licenciatura que coordenam os subprojetos.
Valor: R$1.400,00 (um mil e quatrocentos reais).
4. Coordenação institucional – para o docente da licenciatura que coordena o projeto
institucional de iniciação à docência na IES. Permitida a concessão de uma bolsa por
projeto institucional. Valor: R$1.500,00 (um mil e quinhentos reais).
As bolsas são pagas pela CAPES diretamente aos bolsistas, por meio de crédito
bancário.
A Residência Pedagógica, instituído pela Portaria CAPES nº 38, de 28 de fevereiro de
2018, é uma atividade de formação realizada pelo discente regularmente matriculado
em curso de licenciatura e desenvolvida em uma escola pública de Educação Básica,
denominada escola-campo. O programa tem por finalidade aperfeiçoar a formação dos
discentes de cursos de licenciatura, por meio do desenvolvimento de projetos que
fortaleçam o campo da prática e que conduzam o licenciando a exercitar, de forma ativa,
173
a relação entre teoria e prática profissional docente, utilizando coleta de dados e
diagnóstico sobre o ensino e a aprendizagem escolar. Para seu desenvolvimento, o
discente, denominado residente, recebe, por meio de uma concessão mensal de bolsa
CAPES, o valor de R$400,00 (quatrocentos reais) e deve desenvolver o total de 440
horas de atividades ao longo do programa, com duração de 18 meses, sob orientação de
um docente da UFMT e um professor da escola-campo, denominado preceptor. A
UFMT aderiu ao Programa de Residência Pedagógica em 2018, a partir da publicação
do Edital CAPES nº 06/2018, com vistas à melhoria da qualidade da Educação Básica
nas escolas públicas e ampliação da presença da UFMT nos municípios do Estado.
O Programa de Monitoria é uma atividade acadêmica desenvolvida pelo aluno e
orientada pelo professor, capaz de aprofundar conhecimentos teóricos e práticos de uma
disciplina necessária à formação do futuro profissional. O Programa de Monitoria visa
o fortalecimento do processo de ensino e aprendizagem, como também o compromisso
do curso de graduação da Universidade com o educando. O professor orientador,
juntamente com o aluno monitor, constrói uma ligação maior com os alunos da
disciplina, resultando em uma aprendizagem mais significativa.
Podem participar do programa alunos da graduação, regularmente matriculados
na UFMT e que já tenham cursado a disciplina pretendida, com bom aproveitamento.
Existem duas modalidades de monitores, remunerados e voluntários, cabendo ao
Colegiado de Curso realizar a distribuição das bolsas destinadas ao curso. A carga
horária dedicada a Monitoria é de 20 horas semanais.
A PROEG lança editais de seleção anualmente, baseados na Resolução do
CONSEPE nº 60/2016, que normatiza o Programa Monitoria.
O Programa Tutoria, regulamentado pela Resolução CONSEPE nº 36 de 24 de maio
de 2010, foi implantado como uma política de intervenção pedagógica visando a
superação e equiparação de estudos referente ao conteúdo da educação básica, para a
compreensão dos fundamentos das disciplinas da graduação. Caracteriza-se, portanto,
como um programa institucional de nivelamento, pois seu público alvo são alunos
ingressantes na UFMT. Adicionalmente, os Colegiados de Curso são incentivados a
realizar, por iniciativa própria, projetos de nivelamento para os alunos ingressantes no
curso.
O fluxo de atividades do Programa Tutoria se dá durante todo o ano letivo, a
PROEG é responsável por lançar o edital anualmente, receber, avaliar e aprovar as
174
propostas de trabalho dos cursos interessados no Programa Tutoria, mensalmente
elaborar a folha de pagamentos dos alunos bolsistas, ao final de cada semestre letivo
receber e analisar os relatórios finais e emitir os certificados a todos os envolvidos
diretamente no processo.
O Programa de Educação Tutorial (PET) foi oficialmente instituído pela Lei nº
11.180 de 23 de setembro de 2005. O PET é orientado pelo princípio da
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão visando o desenvolvimento das
atividades acadêmicas para os padrões de qualidade de excelência, mediante grupos de
aprendizagem tutorial de natureza coletiva e interdisciplinar, estimular o espírito crítico,
bem como a atuação profissional pautada pela cidadania e pela função social da
educação superior e contribuir para a elevação da qualidade da formação acadêmica dos
alunos de graduação. Existem dois tipos de Grupos PET’s: as conexões, que
possibilitam a concessões de bolsas para um conjunto de cursos de graduação,
previamente definidos pela UFMT. E os grupos de cursos específicos, onde somente
alunos e professores de um determinado curso de graduação podem receber bolsas.
O Programa Mais Médicos para o Brasil, foi criado pela Lei 12.871, de 22 de outubro
de 2013, constituindo-se em política pública do governo brasileiro com o objetivo de
suprir déficits do recurso humano médico no Sistema Único de Saúde (SUS),
notadamente nas regiões mais vulneráveis do Brasil, no âmbito da Atenção Básica,
fortalecendo a garantia mínima de médicos nos municípios do Brasil.
Através da Portaria Interministerial MS/MEC, nº 1.369, de 8 de julho de 2013,
dispõe sobre a implementação do Projeto Mais Médicos para Brasil, em ação de
aperfeiçoamento de profissionais médicos, mediante oferta de curso de especialização
por instituição pública de educação superior, atividades de ensino, pesquisa e extensão
com componente assistencial mediante integração ensino-serviço.
O Programa de Mobilidade acadêmica Nacional e entre campi segue consolidado
através das atribuições da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação/PROEG/UFMT e
regulado pelas resoluções CONSEPE nº. 8, de 24 de fevereiro de 2014; e nº 96, de 31
de julho de 2017. A Mobilidade Acadêmica Nacional é fruto de convênio estabelecido
entre a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior
(ANDIFES) e as Instituições Federais de Ensino Públicas (IFES). A UFMT é uma das
signatárias desse Convênio. Atualmente, além do Programa normatizado pelo convênio
175
programas de mobilidade específicos que serão firmados entre a UFMT e outras
instituições: MOBIPES (entre UFMT, IFMT e UNEMAT) e MOBENG (entre UFMT/
Campus VG e UFU).
No documento
PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL
(páginas 172-176)