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Programas pertinentes a cultura da escola

No documento Kátia Egito (páginas 64-66)

CAPÍTULO V ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

5.1. Apresentação e discussão dos resultados obtidos através da análise das

5.1.3. Programas pertinentes a cultura da escola

Para Silva (2006, apud Chervel, 1988), a escola fornece à sociedade uma cultura constituída de duas partes: os programas oficiais, que explicitam sua finalidade educativa, e os resultados efetivos da ação da escola, os quais, no entanto, não estão inscritos nessa finalidade. Dito de outro modo, esse autor entende a cultura escolar como cultura adquirida na escola e encontra nela não somente seu modo de difusão, mas também sua origem.

Olhando por este prisma, nas entrevistas com os gestores, quando questionados pela prática e utilização de programas culturais envolvendo jogos e brincadeiras populares pela escola e consequentemente para comunidades, todos confirmaram a presença e incentivo de programas externos oriundos inclusive da Federação Brasileira. Tendo todos o apoio do Programa Federal “Mais Educação”.

“Hoje contamos com o projeto mais educação que vem do governo federal e dentro da mais educação uma das nossas disciplinas nossa atividade é justamente atletismo que trabalha com jogos com brincadeiras é o único programa que nós temos por enquanto além da nossa educação física normal é o programa mais educação”. (G1). “A gente tem o programa mais educação com oficinas de dança, teatro, esporte na escola o letramento.” (G2).

O G3, utiliza de vários outros programas, porem com abrangência para outras disciplinas, e com o “Mais Educação”,

“[...]temos também capoeira, através do projeto mais educação nós colocamos a capoeira e é uma grata satisfação saber assim o professor é muito bom chama a responsabilidade eles adoram participar, e temos o vôlei o vôlei foi que não deu, não teve tanta aderência ou aceitação, o professor pra com o aluno esse é o terceiro professor que a gente coloca , eu pensei que o vôlei

aquela vontade de aprender eles participam mais não como eles participa das outras coisa,[...]”.

O G4, escola da zona rural que não atende com aulas de educação física no ensino fundamental I, afirmou que estes alunos não usufruem das aulas propriamente ditas, porem participam efetivamente dos programas externos, tendo também o “Mais Educação como carro chefe destas vivências:

“[...],nós temos nossos monitores do programa do governo mais educação que dão um apoio total ao professor de educação física, [...] já abrimos um parâmetro para que até antes de começarem as aulas no caso antes de iniciar cada turno o aluno ele tem livre arbítrio para a proporção que ele for chegando cedo a escola já tem gente por aqui que ajuda a vivenciar essa pratica certo , bem como aos sábados e domingos aqui na escola uma vez que hoje nós temos a nossa quadra poliesportiva já tem um funcionário da escola direcionado a dar apoio para aqueles que querem de (chamamos até de espaço aberto ) aqui na quadra poliesportiva da escola com muita responsabilidade eles também entra nessa pratica porque isso é vida isso é educar e educar é amar e nos amamos aquilo que fazemos. [...]Sim, a partir do uso de bambolês na escola, bambolês, bola, pula corda, tudo é vivenciado todo o material didático pedagógico ele é utilizado justo dentro dessa cultura.”

Enquanto o G5, usufrui igualmente aos outros gestores do Programa “Mais Educação”, porém não o utiliza para atividades direcionadas a Educação Física, tão pouco a prática de jogos e brincadeiras populares relacionando-os a um programa, mas em parceria com o planejamento do professor:

“Nós temos o programa mais educação, no qual nós temos a capoeira, o judô, a literatura de cordel, que quando nós pensamos na literatura de cordel foi exatamente com na região tem a cultura de toada ,vaquejada então eles se identificaram muito bem nessa parte com o cordel , também trabalhamos a dança , foi um trabalha um pouco difícil por que a cultura aqui da nossa região o é o forro , pra você introduzir outra coisa foi difícil , mais a literatura de cordel fluí-o no programa mais educação um projeto muito bom pra nossa cultura [...]Não , hoje nós não temos nenhum trabalho especifico, o trabalha que nós temos é como eu lhe digo agente sempre trabalha a questão junto com o professor de educação física , todo ano agente faz a questão dos jogos ,faz um torneio de jogos que se não fizer a escola não termina bem mais assim especifico pra outro não.”

Uma curiosidade interessante, os programas da Cultura da escola referente a zona urbana, são mais direcionados a outros conteúdos da Educação Física, como o voleibol, a capoeira, a dança e as lutas, já na zona rural, com uma naturalidade peculiar, se vivencia os jogos e brincadeiras de forma leve, lúdica, porém abrangendo a cultura popular.

“[...]nós temos nossos monitores do programa do governo mais educação que dão um apoio total ao professor de educação física. [...]através do projeto mais educação nós colocamos a capoeira e é uma grata satisfação saber assim o professor é muito bom chama a responsabilidade eles adoram participar, e temos o vôlei o vôlei foi que não deu, não teve tanta aderência ou aceitação, o professor pra com o aluno esse é o terceiro professor que a gente coloca , eu pensei que o vôlei fosse mais fácil , mas não foi do agrado dos meninos , não teve aquela vontade de aprender eles participam mais não como eles participa das outras coisas, (G3)

“Sim, a partir do uso de bambolês na escola, bambolês, bola, pula corda, tudo é vivenciado todo o material didático pedagógico ele é utilizado justo dentro dessa cultura.” (G4).

É através dos pontos discutidos anteriormente, que podemos dar razão a Cavallari e Zacharias (2009), quando diz que a recreação e prática de brincadeiras e jogos na escola é, talvez, o mais antigo trabalho de recreação que se tem conhecimento. Por isso cada vez mais, vai tomando um aspecto diferente, pois o próprio ambiente escolar vem se transformando. Os professores de sala de aula e os professores de

educação física desenvolviam atividades simples, sempre objetivando o

desenvolvimento psicomotor e cultural dos alunos, seja nas aulas de educação física, nas atividades de contra turno, com vivência dos projetos extra curriculares ou na própria rotina da escola, quando os alunos e a comunidade frequentam a escola para prática recreativa informal.

5.1.4. Observação do professor acerca dos alunos quando trabalhados os

No documento Kátia Egito (páginas 64-66)