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PROJETOS, PLANOS E PROGRAMAS TURÍSTICOS PARA OS AÇORES

3.1 OS AÇORES

3.1.3 PROJETOS, PLANOS E PROGRAMAS TURÍSTICOS PARA OS AÇORES

Aqui aborda-se e existência dos atuais projetos ou planos turísticos que estejam em execução ou já a serem executados na região.

Através da Associação Regional de Turismo (ART) facilmente se pode perceber a existência de vários projetos/planos em execução na região:

- PEATT: Plano Estratégico de Animação Turística para a ilha Terceira

- PITER: Projetos Integrados Turísticos de natureza Estruturante de base Regional - RECLA: Rede digital de Entidades Culturais e de Lazer do Atlântico

- PORTALTUR: Portal do Turista dos destinos de Gran Canaria, Madeira e Açores - ESTRATUR: Estratégia de Desenvolvimento Turístico Sustentável para a

Macaronésia

- EFIENER ENGINYERIA E de outros já executados:

- PEAT-GC: Plano Estratégico de Animação Turística para o Grupo Central

Já a nível do Governo Regional dos Açores é possível encontrar a existência de 2 (dois) Planos e de um Programa:

- Plano Estratégico para o Fomento do Empreendedorismo na Região Autónoma dos Açores 2013-2016

- Plano Estratégico para a Coesão dos Açores - Açores 2014-2020 – Programa Operacional

As ilhas do Triângulo também têm um plano estratégico de turismo. O principal vetor do mesmo é a criação e lançamento da marca Triângulo como sub-destino açoriano constituído pelas ilhas do Faial, Pico e S. Jorge. O segundo passa pela criação de uma agência para o desenvolvimento, promoção e creditação da marca. O terceiro consiste na implementação no terreno (a nível nacional e internacional) da nova agência, em cooperação com as associações empresariais da área, as autarquias locais e o Governo Regional, nomeadamente através da celebração de múltiplas parcerias.

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Em 2016 foi lançado pelo Governo Regional o Plano Estratégico e de Marketing para o Turismo dos Açores (PEMTA) (2016), que tem como objetivo central a definição de um conjunto de estratégias, numa abordagem dicotómica entre mercados e produtos que, com base nas necessidades do território e dos vários stakeholders do destino, permite alcançar os seguintes resultados:

• Qualificação e desenvolvimento sustentável do setor do turismo; • Preservação do meio ambiente;

• Desenvolvimento da atividade turística como ferramenta de dinamização da economia regional em todas as ilhas.

Em conformidade, o Plano apresenta propostas e recomendações com os seguintes objetivos:

• Alavancar a notoriedade dos Açores junto dos consumidores finais; • Posicionar os Açores como um destino exclusivo de natureza exuberante;

• Promover a cooperação permanente entre os intervenientes públicos e privados na sua execução;

• Melhorar a competitividade do destino e aumentar os fluxos turísticos.

A definição dos produtos prioritários, complementares e secundários reforça a centralidade do turismo de natureza como motor de desenvolvimento do destino e da complementaridade entre ilhas. Tendo isso em consideração, o turismo de natureza deverá ser o atrativo âncora dos Açores, que deve ser complementado com o turismo náutico, o touring cultural e paisagístico e a saúde e bem-estar.

O desenvolvimento do produto deve considerar as caraterísticas intrínsecas à oferta de cada ilha. Sendo assim, a estratégia de produto por ilha tem como objetivos:

1. Desenvolver a oferta turística dos Açores como um todo;

2. Dinamizar o potencial de oferta de cada ilha dirigindo-a para segmentos de mercado específicos;

3. Atrair fluxos de visitantes e investidores;

4. Fixar empresas e pessoas nas ilhas, aumentando a rentabilidade dos negócios locais e a qualidade de vida das pessoas;

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6. Reduzir a sazonalidade do destino.

A estratégia de produto por ilha apresenta os produtos que permitem a complementaridade da oferta, promovendo a organização de circuitos temáticos entre ilhas. Assim, são propostas 7 tipologias de circuitos especialistas: Circuitos dos Cetáceos, Circuitos do Hiking, Circuitos do Mergulho, Circuitos do Birdwatching, Circuitos do Geoturismo, Circuitos de BTT e Circuitos do Surf e Bodyboard.

Para a dinamização de circuitos turísticos especialistas e, consequentemente, do desenvolvimento turístico equitativo dos Açores e da criação de experiências diferenciadas aos visitantes, propõe-se a adequação das ligações aéreas entre os três grupos de ilhas (por exemplo, São Miguel – Pico/Faial/Terceira – Flores) em função do incremento da procura. No mesmo sentido, surgem as ligações aéreas ou marítimas entre ilhas do mesmo grupo, de modo a suprimir lacunas ao longo do ano na acessibilidade às ilhas que apresentam um menor número de ligações aéreas e marítimas.

Ao nível da política de preços sugere-se a adoção de 2 estratégias:

Premium - Preços elevados que reflitam a qualidade e exclusividade do destino/produtos, atraindo segmentos de elevado poder económico - para atingir nos próximos 5 anos. Concorrência - Preços estabelecidos acima dos valores praticados pelos concorrentes numa perspetiva de diferenciação - para evoluir no curto prazo.

A estratégia de distribuição do destino Açores deverá seguir uma abordagem mista entre os canais tradicionais e os canais online, dando prioridade a estes últimos. Contudo, há necessidade de manter o produto Açores nos canais tradicionais, uma vez que estes dispõem ainda de uma quota de alcance significativa. Além disso, a especialização do destino num conjunto de nichos de mercado, como por exemplo, o birdwatching, o mergulho ou o canyoning, implica que o destino esteja disponível nos canais mais utilizados por estes nichos, como por exemplo operadores turísticos especializados, assim como associações desportivas ou recreativas.

A estratégia de comunicação do turismo dos Açores, pretende apresentar e promover o destino como um todo, salientando a riqueza da sua oferta pelas particularidades de cada ilha, numa lógica de alavancar a notoriedade do destino nos mercados internacionais com

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potencial de crescimento. O posicionamento como um destino de natureza por excelência, exclusivo, hospitaleiro, que permite uma enorme variedade de atividades relacionadas com terra e mar, representa o mote da comunicação, sendo esta dirigida essencialmente ao consumidor final.

As pessoas são parte integrante da experiência turística dos Açores, podendo ser, a par com a natureza do território, o elemento diferenciador. É fundamental que a sociedade seja sensibilizada para a importância do turismo para os Açores, para a importância de bem receber os visitantes e para a importância de cada um zelar pela proteção do destino. Neste Plano são apresentados quatro programas de ação aos seguintes níveis:

• Qualificação da oferta turística • Preservação do território • Comunicação do destino

• Monitorização do destino e dos mercados

Com este Plano pretende-se atingir a verdadeira sustentabilidade através do Turismo, proporcionando aos visitantes uma experiência de convidados especiais em ambiente natural, recebendo-os com carinho e cortesia genuínas, para que a experiência dos Açores lhes deixe saudade e os faça voltar. Assim assume-se o compromisso de trabalhar o destino de modo próximo com as comunidades para que, de forma integrada e inclusiva, se consiga atingir o equilíbrio social, económico, cultural e ambiental.

Princípios por detrás da missão do Turismo dos Açores:

A. O Turismo dos Açores vende “Açores“ que é tudo o que é a região – a sua natureza, as suas pessoas, as suas infraestruturas e todas as atividades económicas;

B. Os Açorianos são parte fundamental da experiência turística dos Açores;

C. O desenvolvimento do turismo tem de contribuir para preservar e melhorar o ambiente natural, económico e social dos Açores;

D. A procura por produtos e serviços sustentáveis está a crescer de forma exponencial no mundo - os Açores têm que se posicionar cada vez mais como um destino “verde e despoluído“, diminuindo a pegada ambiental das suas atividades económicas e trabalhando a sua notoriedade internacional com o selo de destino “verde“.

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Ainda importante é o DESENVOLVIMENTO EQUILIBRADO DO TURISMO NAS NOVE ILHAS. A cada uma das ilhas do arquipélago deve ser garantida a possibilidade de explorar o seu potencial turístico. Por esse motivo, a estratégia que se define defende um modelo de transportes que facilite e estruture os encaminhamentos necessários para que o visitante possa chegar de forma rápida e simples a qualquer uma das ilhas. Ao mesmo tempo, a estratégia definida para os produtos turísticos não pode limitar o potencial dos recursos, sendo necessária uma articulação que permita complementaridade em consonância com o preconizado nesse presente Plano Estratégico. Assim, no contexto da análise às acessibilidades, considera-se que:

• A região deve continuar a conciliar, no âmbito do novo modelo de acessibilidades, os transportes aéreo e marítimo inter-ilhas, com o intuito de fortalecer as ligações entre ilhas e assim facilitar a mobilidade regional dos visitantes e residentes.