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6 ANÁLISE COMPARATIVA DOS CASOS

6.3 PROPOSIÇÕES

supervisor administrativo da ADIAESP, que há alguns “paradigmas a serem quebrados, mas, se nota que é um trabalho de formiguinha, e que todo ano dá um resultado melhor do que o ano anterior” (Apêndice D).

Nos últimos três anos, na região de Piedade/SP, as devoluções dos recipientes vazios de defensivos agrícolas vêm aumento significativamente, entretanto, as vendas desses produtos, nesse mesmo período, têm tido reduções.

Então, se “entende que tais embalagens estavam guardadas ou produtores rurais que compravam, todavia não devolviam, e que agora se sentem aptos a entregar, começando a realizar o procedimento correto” (Apêndice D), ponderou o supervisor administrativo da ADIAESP.

Inúmeros produtores rurais têm ciência de que é imprescindível introduzir conceitos de sustentabilidade, para resguardo do seu patrimônio. “Tal politização está tão consolidada, que a FAESP, presentemente, está implementando técnicas para a redução de emissões dos gases CO², direcionadas as lavouras, pecuária e florestas” (Apêndice H), articulou o assessor para área de meio ambiente, recursos hídricos, energia elétrica e segurança rural da federação.

E, finalmente, para a ANC o conscientizar a todos, é um dos princípios que norteiam a metaorganização, contudo, tem-se “algumas questões que poderia se discutir, há muito que melhorar [...], faz parte da discussão. Mas, ainda tem muito para caminhar, essa questão não tem fim” (Apêndice E), esclareceu o conselheiro fiscal e fundador da associação.

consequentemente geram impedimentos na adoção de ações ecoinovadoras, como as inovações verdes macro-organizacionais.

As metaorganizações não controlam a entrada ou saída das organizações empresariais, e de acordo com o que foi visto no presente estudo, para a associação cuja quantidade de membros é considerada pequena, faz surgir entraves financeiros que compromete a capacidade econômica da mesma (BERKOWITZ, 2018).

As limitações financeiras terminam prejudicando o engendramento de inúmeras ações, inclusive a implementação de práticas ambientalmente sustentáveis, as quais, em regra, exigem um dispêndio pecuniário mais encarecido (Apêndice A). Tal barreira é um dos pontos mais citados pelas organizações tradicionais, para justificar o porquê da não opção pelo emprego das inovações para a sustentabilidade ambiental.

Contudo, a redução da capacidade financeira da associação desencadeia numa diminuição do desenvolvimento e aprimoramento de quatro das seis competências que se originam a partir das características de formação (atributos) das organizações associativa (MARCINIAK, 2013; BERKOWITZ, 2018).

Podendo-se citar a antecipação, a resiliência, a reflexibilidade e até mesmo a inclusão. Uma concepção imperfeita dessas capacidades nas organizações associativas inevitavelmente restringe a implantação e o aperfeiçoamento de inovações verdes, como as ações ecoinovadoras macro-organizacionais, porque, para a concretização das mesmas é necessário um desenvolvimento sólido e regular nos âmbitos educacionais, científicos e políticos (RENNINGS, 1998; KONNÖLÄ et al., 2008; ANDERSEN, 2008).

Deste modo, para que as capacidades possam ser vistas nas associações depende-se de robustos e permanentes investimentos financeiros a fim de que sejam possíveis (KONNÖLÄ et al., 2008; GULATI et al., 2012; BERKOWITZ, 2018):

a) as realizações e participações frequentes em eventos – congressos, colóquios, palestras, reuniões informais, etc.;

b) o engendramento de infraestrutura das plataformas virtuais (via Internet) para ser possível o envio de informativos respectivos as áreas que os participantes atuam, para ministrar e disponibilizar no modelo EaD os eventos (por exemplo, videoconferências) e cursos elaborados ou transmitidos pelas entidades associativas;

c) efetuarem ações destacando maiormente as implementações de práticas econoivadoras juntamente da comunidade (como um todo), onde as próprias metaorganizações estão inseridas.

Mediante esses recursos gera-se a livre troca de conhecimentos e incentiva-se a colaboração e cooperação entre os participantes, além de proporcionar condições necessárias para a transformação das metaorganizações em protagonistas na geração e emprego de técnicas e procedimentos direcionados para as inovações verdes (Apêndices A, B, C, D).

Assim sendo, possibilita o reconhecimento, por parte dos membros das mteorganizações, dos limites existentes que devam ser respeitados, para que haja um progresso sustentável, uma adaptabilidade e sensibilização dos mesmos, diante das modificações constantes e velozes que vêm ocorrendo globalmente no mercado relacionadas as questões de proteção do ecossistema (AHRNE; BRUNSSON, 2005;

OECD, 2009; BERKOWITZ, 2018).

Proposição 2. A existência da hierarquia em nível semelhante as organizações tradicionais, influência negativamente nas competências de antecipação e capacidade de resposta, e dificulta a aplicação de inovações verdes organizacionais – dimensão governança.

Como já se observou, na cultura organizacional das metaorganizações, em regra, não há a incidência de hierarquização das funções de seus participantes, ou, as vezes, ocorre tal indícios de estratificação, mas de forma minimizada entre os cargos (GULATI et al., 2012; BOR, 2014; BERKOWITZ; 2018).

A tendência de funcionamento das entidades associativas constituídas mundialmente, é direcionada para um modelo horizontalizado representando intensamente uma estrutura em redes (anteriormente mencionado, formatos de relacionamentos simétricos resultantes das instituições de alianças e ligações), que pela própria natureza dos elementos característicos e propositais das associações inevitavelmente se instituem (GANDORI; SODA, 1995; CASTELLS, 1999).

Entretanto, precedentemente mencionado, acredita-se que pela análise do campo sociológico, os sistemas políticos, jurídicos, econômicos, como também, a presença de costumes e formação cultural das nações – principalmente os países em desenvolvimento, cuja cultura destoa das nações desenvolvidas –, interferem no

arquétipo estrutural e funcional das metaorganizações influenciando negativamente ou positivamente o comportamento organizacional das mesmas (ANG et al., 2015).

Desta forma, no caso das associações em destaque, seguindo por esse posicionamento, as normas culturais e costumes da nação interferem negativamente nas questões de hierarquia das funções, uma vez que elas demonstram um nível de estratificação similarmente aos das organizações tradicionais (Apêndice E).

Tal interferência reduz significativamente a desenvoltura completa de algumas das capacidades, podendo-se citar exemplificando, a antecipação e a capacidade de respostas (BERKOWITZ, 2018).

Essas duas competências acabam sendo prejudicadas em seus efeitos de eficiência e eficácia, pois necessitam de flexibilidade e rapidez nas tomadas de decisões dos membros das organizações associativas (Apêndice B). Inevitavelmente deprecia a instituição de inovações verdes direcionadas para a governança, pois, por meio da mesma, se introduz sistemas gerenciais que auxiliam na busca por soluções, tanto institucional quanto organizacional, aos possíveis conflitos que surjam pertinentes ao meio ambiente (RENNINGS, 1998; KEMP; PEARSON, 2007;

KÖNNÖLLÄ et al., 2008; OECD, 2009).

A primeira, a antecipação, tem que ter constante representatividade dos participantes nos mais diversos lugares que possam ocasionar algum tipo de impacto na prosperidade e solidificação dos integrantes nos mercados onde atuam, apontando primordialmente os órgãos governamentais em todas as esferas – federal, estadual e municipal, afora as entidades institucionais internacionais (KÖNNÖLLÄ et al., 2008; BERKOWITZ; DUMEZ, 2016).

Agora, a segunda, capacidade de resposta, é imprescindível, novamente, a flexibilidade para que as metaorganizações, como órgãos parciais, detenham a destreza e o acerto no momento de decidirem, em caráter emergencial, em situações problemáticas para os seus membros. Pode-se elencar como exemplo, as possíveis normas legais e regras regulamentadoras que caso tornem-se vigentes venham impor modificações “flagrantemente inexequíveis” (Apêndice A) aos participantes, se tornando de algum modo obstáculos para os mesmos (KÖNNÖLLÄ et al., 2008; OECD, 2009; AHRNE; BRUNSSON; KERWER, 2016).

Logo, devido, a existência de hierarquização nas estruturas organizacionais das associações, todo o sistema gerencial permanece burocratizado e mais

centralizado, o que torna os processos de gestão e deliberação mais lentos (Apêndice E).

Proposição 3. É necessário a constituição de parcerias com entidades de pesquisa e educacionais (centro universitários), pois ambas geram um pujante desenvolvimento nas capacidades resiliência e reflexividade, mediante a geração de inovações verdes tecnológicas, e na inclusão.

Consoante aos autores Marciniak (2013) e Berkowitz (2018), as metaorganizações se instituem por integrantes heterogêneos – Governo, ONGs, instituições de pesquisas, financeiras e educacionais, etc. (como já mencionado). No entanto, atinente as organizações associativas aqui elencadas, os participantes são mais homogêneos (em regra, se associam entidades que mantém afinidades aos propósitos constituídos pelas associações.

Esse atributo desencadeia e aperfeiçoa de forma direta as competências da resiliência e reflexividade e consequentemente a inclusão, propriamente dita (BERKOWITZ; BOR, 2018).

As capacidades da resiliência e reflexividade são ampliadas e reforçadas principalmente pelas alianças firmadas entre as metaorganizações e as instituições de pesquisas e educacionais (centros universitários). Pois, por intermédio delas as associações conseguem desenvolver, acima citado, perfis preparados para se modificarem de modo preciso e célere, acordado com as transformações frequentes que tem surgido, cada vez mais, num espaço curto de tempo, primordialmente, respectivas as buscas por soluções ecoinovadoras para a manutenção e preservação do biossistema (OECD, 2009; MALCOURANT et al., 2015;

BERKOWITZ; BOR, 2018).

A ausência de parcerias com essas instituições, pode acarretar numa redução das capacidades, no sentido das metaorganizações perderem substancialmente a agilidade de adaptação e a compreensão das fronteiras para um desenvolvimento sustentável que não devem ser ultrapassadas (Apêndices A, G), uma vez que as mesmas estão atreladas a inserção e implementação de inovações verdes tecnológicas pelas organizações (RENNINGS, 1998; KEMP; PEARSON, 2007;

KÖNNÖLLÄ et al., 2008; OECD, 2009).

Tais competências são inerentes as associações, oriundas de suas multifacetadas estruturas, mas, que se aperfeiçoam mediante os estudos e técnicas ecoinovadoras engendradas pelas entidades de pesquisa e centros universitários (Apêndice E).