A proposta curricular da educação infantil encontra-se em reelaboração e, para isso, foram formados grupos de discussão e representação das escolas com vistas à execução de um trabalho coletivo que possa ressignificar as práticas escolares. Dentre eles, temos: o grupo de diretores/as, as comissões representativas das escolas, os grupos de trabalhos com temáticas pontuais. Esse processo tem fomentado a socialização das práticas pedagógicas presentes no cotidiano escolar e a reflexão acerca das escolhas teóricas que ancoram essas práticas e seus significados para garantir os direitos das crianças e seus modos de se relaci- onar com o mundo e as pessoas.
Neste ano de 2015, continuaremos nossas discussões para redefinição da diretriz à educação infantil, respeitando os princípios que norteiam o respeito à infância, bem como a necessidade de cuidar e ensinar pensando no desenvolvimento integral da criança, a fundamentação teórica, conforme estes princípios e as práticas existentes nas
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a) Reuniões periódicas com as comissões que representam cada escola e for- mações sobre tendências pedagógicas.
b) Rodas de Conversa nas escolas, em dias escolares. Serão produzidos e dis- ponibilizados registros dessas reuniões e das Rodas.
c) Discussão com a coordenação colegiada dos Polos sobre PPP. d) Redação, coletiva, das possíveis alterações no PPP e no currículo.
escolas favoráveis à estruturação do currículo por culturas infantis7. De acordo com a carta da Secretaria Municipal de Educação aos/às educadores/as de Uberlândia, a educação deve estar voltada para o sujeito histórico de direitos, produtor de cultura e identidades próprias, ou seja, a inclusão de todos/as no processo educativo humanizador.
Para isso, realizaremos:
De acordo com o planejamento das ações referentes à diretriz educacional infantil, no ano de 2015, as propostas pedagógicas das escolas devem ser discutidas nos Polos, entre seus pares, para que se busque uma soma de esforços no sentido de fortalecimento das práticas escolares, principalmente na troca de experiências e no envolvimento da comunidade local. Sugerimos iniciar esse movimento mobilizando a gestão colegiada dos Polos no envolvimento por exposições das produções das crianças nos espaços comerciais dos bairros, contando com parcerias de instituições locais.
A Secretaria de Educação se responsabilizará por documentar, por meio de vídeos, os projetos executados nas escolas e nos espaços do entorno local, produzindo um DVD com as imagens mais significativas e representativas da proposta do município. A escola será responsável por comunicar, com antecedência, o setor da secretaria que realizará as filmagens.
As reuniões com as comissões responsáveis pela elaboração dos PPPs ocorrerão com o objetivo de acompanhar a redação e aperfeiçoar o texto. Outra comissão iniciará a discussão com o setor de estatística com o objetivo de levar propostas de alimentação do Plano de Ações Articuladas – PAR8, com vistas à realização de ações vinculadas à criação de condições para ensinar e aprender.
7 Fernanda Muller, ao abordar as culturas infantis, afirma que “Sarmento (2003) aponta que a questão fundamental no estudo das culturas da infância é a interpretação da sua autonomia em relação aos adultos. No entanto, o autor (2003, p. 8) reconhece que o debate não se situa no fato das crianças produzirem significações autônomas, mas em saber se essas significações se es- truturam e consolidam em sistemas simbólicos padronizados, ainda que dinâmicos e heterogêneos: em culturas. Com certeza, as crianças realizam processos de significação que são específicos e diferentes daqueles produzidos pelos adultos. Essas for- mas culturais, segundo Sarmento (idem, ibid.), radicam-se e desenvolvem-se em modos específicos de comunicação intra e intergeracional e:
Possuem dimensões relacionais: constituem-se nas interações de pares e das crianças com os adultos, estrutu- rando-se nessas relações formas e conteúdos representacionais distintos.
Exprimem a cultura social em que se inserem, mas o fazem de modo distinto das culturas adultas, ao mesmo tempo em que veiculam formas especificamente infantis de inteligibilidade,
representação e simbolização do mundo” (MULLER, 2006, p.5)
8 Conforme consta no portal do MEC: “O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), apresentado pelo Ministério da Edu- cação em abril de 2007, colocou à disposição dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, instrumentos eficazes de ava- liação e implementação de políticas de melhoria da qualidade da educação, sobretudo da educação básica pública”. Disponí- vel em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159&Itemid=236. Acesso em:
11.dez.2014. “O Plano de Ações Articuladas - PAR - é o conjunto de ações, apoiado técnica e financeiramente pelo Ministé- rio da Educação, que visa ao cumprimento das metas do Compromisso Todos pela Educação, sendo base para o termo de convênio ou cooperação firmado entre o MEC e o ente apoiado”. Disponível em:
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Em 2015, serão formados novos grupos de trabalho com temáticas variadas, cuja dinâmica de encontros dependerá das problemáticas e propostas levantadas pelos grupos e acompanhadas pela assessoria e núcleo das infâncias. O objetivo dos grupos de trabalho é o aprofundamento de uma questão pontual e de interesse geral, já com propostas de trans- formação da prática problematizada.
Todas essas ações têm o propósito de manter a discussão sobre a qualidade da edu- cação pública, num movimento constante de reflexão e de participação de todos/as os/as envolvidos/as na ação educativa e deverão constar de um cronograma de ação, construído pelas unidades escolares e a SME.