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PROPOSTA DE REDAÇÃO
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Preconceito linguístico: Dificuldades em se diferenciar a norma-padrão da modalidade oral da língua”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
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CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões 46 a 90
Questão 46 Texto IO mercantilismo requeria, indubitavelmente, a supressão de barreiras particularistas no interior da monarquia nacional e empenhava-se em criar um mercado interno unificado para a produção de mercadorias. Com o objetivo de aumentar o poder do Estado diante dos outros Estados, encorajava a exportação de mercadorias, ao mesmo tempo que proibia exportações de ouro e prata e de moeda, na crença de que existia uma quantidade fixa de comércio e riqueza no mundo. [...]
ANDERSON, Perry. Linhagens do estado absolutista. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989. p. 35.
Texto II
No raiar do século XVI, a Coroa portuguesa dominava um extenso Império, que se espalhava pelos Oceanos Atlântico e Índico e por terras litorâneas na África, na América e na Ásia.
Na África ocidental e oriental, os portugueses permaneceram na costa, negociando ouro, marfim, escravos e especiarias com os grupos baseados no litoral [...].
SIQUEIRA, Lucília. O nascimento da América portuguesa no contexto imperial lusitano.
Considerações teóricas a partir das diferenças entre a historiografia recente e o ensino de História. Revista História, São Paulo, n. 28, v. 1, 2009, p. 114. Disponível em: <www.scielo.
br/j/his/a/KLmjxCzVKbj7KrMKWXmdWpP/?format=pdf&lang=pt>. Acesso em: 28 out. 2021.
Considerando os textos anteriores e o período histórico ao qual se referem, compreende-se que a política mercantilista lusitana na Era Moderna
a favoreceu a ascensão de uma burguesia mercantilista, formada por ex-mercadores da Idade Média.
b fortaleceu outros Estados nacionais, aumentando a regulamentação das atividades comerciais.
c enfraqueceu o mercado interno português, já que as atividades se concentraram além-mar.
d deu origem à formação de governos centralizados, como o próprio Estado português.
e levou à expansão comercial para outras partes do mundo, como a África.
Questão 47 Texto I
David Ionut/Shutterstock
Machu Picchu, Cuzco, Peru. Fotografia atual.
Texto II
O império inca era somente uma espécie enorme de confederação das confederações organizado em escala nunca vista nos Andes.
[...] Cuzco, a capital, era uma cidade vasta e magnífica, com templos e palácios [...]. A arquitetura inca, com seus grandes blocos poligonais de pedra, irregulares mas perfeitamente ajustados sem cimento, seus tetos de palha ou em falsa abóbada, suas portas e janelas trapezoidais, é conhecida principalmente através de outros sítios: Tambo Colorado, Sacsahuaman, Machu Picchu, Ollantaytambo. [...]
CARDOSO, Ciro Flamarion s. América pré-colombiana. São Paulo: Brasiliense, 1996.
p.101-102. (Adaptado.)
Considerando o texto e a imagem anterior, a conservação da cidade Machu Picchu na contemporaneidade sugere o (a) a inexistência de práticas orientadas para o reconhecimento
do império inca.
b irrelevância de sítios arqueológicos quanto à preservação dos vestígios antigos.
c ausência do desenvolvimento de técnicas de arquitetura nas construções incas.
d existência de políticas voltadas para salvaguardar registros de grupos antigos.
e descomprometimento de lideranças peruanas em preservar a região de Cuzco.
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Questão 48
Diante da fraqueza do poder público e da necessidade de segurança, desenvolveram-se as relações pessoais, diretas, sem intermediação do Estado. Estreitaram-se os laços de sangue, as relações dentro das linhagens, grupos cujas solidariedade podia proteger melhor os indivíduos dos perigos de fora. De acordo com essa forma de pensar, a morte violenta de uma pessoa atingia todo o grupo, o que punha em ação a faide, “a vingança dos parentes". Ou seja, na falta de instituições públicas que pudessem punir o agressor, os amigos e parentes da vítima faziam justiça pelas próprias mãos. Como os laços familiares não bastavam, criaram-se laços artificiais, uns ligando homens livres entre si, outros ligando homens livres a dependentes. Este último – relação de nobre-camponês – baseava-se na desigualdade, estabelecendo complexos vínculos econômicos, políticos e religiosos; o senhor era um mito de protetor e propiciador.
FRANCO JÚNIOR, Hilário. Feudalismo: uma sociedade religiosa, guerreira e camponesa.
São Paulo: Moderna, 2002. p. 36. (Adaptado.)
De acordo com o texto, a situação do poder público na Idade Média abriu espaço para a existência de
a desigualdades sociais. entendesse, e eles [entendessem] a nós – seriam logo cristãos, porque eles não têm nem entendem de nenhuma crença, segundo parece. Portanto, se os degredados que aqui hão-de ficar aprenderem bem sua fala e os entenderem, não duvido, segundo a santa tenção de Vossa Alteza, fazerem-se cristãos, e crerem na nossa santa fé, à qual preza a nosso Senhor que os traga, porque, certo, esta gente é boa e de boa simplicidade, e imprimir-se-á ligeiramente neles qualquer cunho que lhes quiserem dar. [...]
Carta de Pero Vaz de Caminha. 1500. Disponível em: <http://projetoseeduc.cecierj.edu.
br/eja/recurso-multimidia-professor/historia/novaeja/m1u08/UN_08_%20VOL.1%20_
se%C3%A7%C3%A3o%202%20_textos.pdf>. Acesso em: 28 out. 2021.
O trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha, destinada ao rei de Portugal, sugere uma interpretação de caráter
a iluminista.
Já que possui uma mesma origem, uma mesma língua, os mesmos costumes e uma religião, deveria, por conseguinte, ter um único governo que confederasse os diferentes Estados que se formarão. [...] Eu desejo, mais que qualquer outro, ver formar na América a maior nação do mundo, menos por sua extensão e riqueza que por sua liberdade e glória.[...]
BOLÍVAR, Simón. Carta da Jamaica (1815). In: ZEA, Leopoldo. Discurso sobre a marginalização e a barbárie. Rio de Janeiro: Garamond, 2005.
Texto II
Existem diversas interpretações sobre o significado do panamericanismo, mas podemos resumir a discussão a duas acepções. Uma, vinculada ao pensamento latino-americano e originada durante os movimentos de independência e outra, vinculada ao pensamento norte-americano consubstanciado na Doutrina Monroe. O panamericanismo de acepção latino-americana estaria então baseado no ideal de união e solidariedade continental contra a exploração europeia. Por outro lado, o panamericanismo norte-americano buscaria garantir o afastamento dos países europeus para que o continente permanecesse como sua área de influência exclusiva. [...]
VARGAS, Mojana. A construção do panamericanismo nas páginas de Américas (1949-1969).
Revista Crítica de História. Ano V, n. 9, julho/2014, p. 50. Disponível em: <www.revista.ufal.
br/criticahistorica/attachments/article/197/A%20CONSTRU%C3%87%C3%83O%20DO%20 PAN-AMERICANISMO%20NAS%20P%C3%81GINAS%20DE%20AM%C3%89RICAS%20 (1949-1969)%20.pdf>. Acesso em: 28 out. 2021.
As concepções sobre a América Latina retratadas nos textos demonstram projetos que visam, respectivamente, ao(à) a multiplicidade cultural latino-americana e à resguarda em
relação aos EUA.
b desenvolvimento econômico e o recebimento de investimentos dos EUA.
c união latino-americana e a defesa contra o imperialismo estadunidense.
d engajamento popular dos países da América Latina e união com os EUA.
e valorização dos traços regionais e a defesa contra o neocolonialismo.
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Questão 51 Texto I
Seres humanos fazem comida com praticamente tudo que encontram, e suas escolhas e práticas alimentares revelam distinções significativas entre gerações, culturas, gêneros, classes sociais ou regiões. É por isso que o açúcar não pode ser entendido somente como um produto. Ele é [...] também produtor de códigos, costumes e hábitos. Foi no século XVI que se inventou e disseminou um desejo de doçura. Não que inexistisse o consumo de frutas, ou mesmo do mel como recurso para adocicar os alimentos. Mas o gosto pelo doce, sua transformação em necessidade universal, só se dá num momento preciso da história do Ocidente. [...]
SCHWARCZ, L. M.; STARLING, H. M. Brasil: uma biografia. São Paulo:
Companhia das Letras, 2015. p. 50.
Texto II
A economia açucareira criou no Brasil uma sociedade de senhores e escravos, cujos valores éticos e morais ponteiam a atualidade. Sociedade autoritária, aristocrática e violenta, onde tocavam antípodas. O açúcar era branco, o trabalho era negro.
Havia doçura nas mesas e sofrimento nos engenhos; riquezas nas casas-grandes e miséria nas senzalas.
FERLINI, V. L. A civilização do açúcar. São Paulo: Brasiliense, 1984. p. 122. (Fragmento.)
Os textos apresentam uma visão dualista a respeito do açúcar, uma vez que ele era um produto
a consumido apenas pelas altas classes sociais do Brasil Colônia.
b de valor superior perante outros do mesmo período, como o ouro.
c de alto valor no mercado internacional, produzido apenas no Brasil.
d de origem indígena, largamente consumido pelos povos ameríndios.
e altamente rentável e pautado na exploração da mão de obra escrava.
Questão 52
[...] Encarados como criminosos pelo senhor e pelo Estado, mas que continuam a fazer parte da sociedade camponesa, e são considerados por sua gente como heróis, como campeões, vingadores, paladinos da justiça, talvez até mesmo como líderes da libertação e, sempre, como homens a serem ajudados e apoiados. É essa ligação entre o camponês comum e o rebelde, o proscrito e o ladrão que torna o banditismo social interessante e significativo. [...] Os bandidos corrigem os erros, desagravam as injustiças, e ao assim proceder aplicam um critério mais geral de relações justas e equitativas entre os homens em geral [...].
Trata-se de um objetivo modesto, que permite aos ricos continuarem a explorar os pobres [...], aos fortes oprimirem os fracos [...].
HOBSBAWN, E. Bandidos. Tradução de Donaldson Magalhães Garschagen. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 1976. p. 33.
De acordo com o autor do texto anterior, o cangaço brasileiro era caracterizado pela presença de
a legalidade dos mecanismos adotados.
b figuras reconhecidas como heroicas pelo Estado.
c projetos de cunho religioso para os sertanejos.
d desenvolvimento de ideias revolucionárias.
e articulação de ações de protesto social.
Questão 53 Texto I
Reprodução/Museu do Louvre, Paris, França.
DAVID, Jacques-Louis (1748-1825). Consagração do Imperador Napoleão I. 1807.
Óleo sobre tela, 621 cm x 979 cm. Museu do Louvre, Paris, França.
Texto II
Os relatos afirmam que Napoleão quebrou a tradição de ser coroado pela Papa, e tomou a coroa do representante da Igreja, se autocoroando imperador. E em seguida, coroou a imperatriz Josefina, em um sinal de autoglorificação. Por meio desse ato, Napoleão renegou o poder da Igreja colocando a si próprio como protagonista. Coube ao papa apenas aceitar o feito.
O ato de autocoroação de Napoleão representa um governo a laico e soberano.
b igualitário e liberal.
c eclesiástico e colonial.
d expansivo e prepotente.
e independente e conciliador.
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Questão 54
[...] A situação financeira era de fato animadora: para 1831-32, logo após a abdicação de d. Pedro I, a receita geral do Império foi orçada em 11171:520$000. Em 1840-41, depois da maioridade, subiu a 16310:571$000, para em 1862-63 chegar a 48343:182$000. Esse período de crescimento econômico ficou conhecido como a Era Mauá — nome do empresário brasileiro que possuía dezessete diferentes empresas e ampliou seu raio de ação até o Uruguai e a Argentina, com investimentos na área financeira e industrial [...].
SCHWARCZ, L. M.; STARLING, H. M. Brasil: uma biografia. São Paulo:
Companhia das Letras, 2015. p. 275.
Os investimentos do Barão de Mauá foram aplicados principalmente no desenvolvimento de
a latifúndios.
b estradas de ferro.
c instrução pública.
d refinarias de açúcar.
e estradas de rodagem.
Questão 55 [...]
Artigo 1. Os propósitos das Nações unidas são:
1. Manter a paz e a segurança internacionais e, para esse fim: tomar, coletivamente, medidas efetivas para evitar ameaças à paz e reprimir os atos de agressão ou outra qualquer ruptura da paz e chegar, por meios pacíficos e de conformidade com os princípios da justiça e do direito internacional, a um ajuste ou solução das controvérsias ou situações que possam levar a uma perturbação da paz;
2. Desenvolver relações amistosas entre as nações, baseadas no respeito ao princípio de igualdade de direitos e de autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas apropriadas ao fortalecimento da paz universal;
[...]
CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/
decreto/1930-1949/d19841.htm>. Acesso em: 28 out. 2021.
Elaborada após a Segunda Guerra Mundial, a Carta das Nações Unidas foi crucial no processo de Independência da África no século XX, na medida em que propiciou o (a)
a princípio de autodeterminação dos povos.
b negação diplomática dos conflitos existentes no período.
c imposição de bases legais para o fim do neocolonialismo.
d engajamento das metrópoles na luta contra o colonialismo.
e legitimação da dominação colonial europeia e norte-americana.
Questão 56 [...]
Em 1898, após um período de trinta anos e duas guerras de independência, Cuba estava livre do domínio europeu, sendo a última colônia espanhola da América Latina a se emancipar.
No entanto, “ao status de colônia espanhola conferido a Cuba foi incorporada a dependência econômica para com os Estados Unidos” [...]. A presença norte-americana em Cuba já era constante, antes mesmo da Ilha se tornar independente do domínio espanhol. O país já havia passado à esfera de influência econômica dos interesses norte-americanos, que se voltavam para o açúcar, o minério de ferro, o tabaco e as ferrovias. [...]
MEUCCI, Isabela Duarte Pinto. Estados Unidos e América Latina: o caso de Cuba no pós-Guerra Fria. SIMPÓSIO INTERNACIONAL LUTAS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA, 5. Anais . p. 122-123. Disponível em: <www.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/v10_isabella_GIV.pdf>.
Acesso em: 25 nov. 2021.
Após o processo de Independência, o contexto cubano no início do século XX foi marcado pelo(a)
a criação de um vínculo econômico de exclusividade com a Europa.
b hegemonia da economia cubana entre os países do continente.
c estreitamento das relações com Inglaterra e Espanha.
d permanência da subordinação a outro país do globo.
e tomada do poder por lideranças de esquerda.
Questão 57
A dificuldade em perceber diferenças significativas entre luzias e saquaremas levou Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque (1797-1863) a afirmar que “nada é mais parecido com um saquarema do que um luzia no poder”.
Glossário
luzias: como eram chamados os membros do Partido Liberal.
saquaremas: como eram chamados os membros do Partido Conservador.
ROSI, B. G. Saquaremas, luzias, o Brasil e os Estados Unidos. 245 f. 2016. Tese (Doutorado em Ciência Política) – Instituto de Estudos Sociais e Políticas, UERJ, Rio de Janeiro, 2016. p. 23. (Fragmento.)
A frase do Visconde de Albuquerque sintetiza a política do Segundo Reinado, marcada pela presença de
a estabilidade política herdada do período regencial.
b hegemonia de representantes do Partido Liberal no poder.
c partidos políticos que representavam um mesmo grupo social.
d dezenas de partidos políticos compostos por grupos populares.
e participação universal da população nas eleições para o Parlamento.
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Questão 58
Não é uma greve que já tivesse bandeiras gerais. Ela começa com questões específicas dos setores que vão aderindo ao movimento grevista, alguns por solidariedade. Depois é que a pauta passou a incluir desde reivindicações relacionadas ao trabalho até reivindicações de cunho político – libertação dos presos do movimento, por exemplo. [...] Uma destas questões específicas, menos comentada nos livros de história, era o assédio sexual [...]
que as funcionárias [...] sofriam dos chamados contramestres, funcionários que supervisionavam o chão de fábrica.
BATALHA, Cláudio. 1ª Greve Geral do país, há 100 anos, foi iniciada por mulheres e durou 30 dias. BBC Brasil. Disponível em: <www.bbc.com/portuguese/brasil-39740614>.
Acesso em: 29 out. 2021. (Fragmento.)
De acordo com o texto, a Greve Geral de 1917 foi
a limitada à cidade do Rio de Janeiro, principal polo industrial do período.
b endossada pela presença de orientações conservadoras que vieram da Europa.
c pautada apenas em questões femininas, como o assédio sofrido pelas mulheres.
d descontente com a legislação trabalhista que havia sido aprovada na Era Vargas.
e heterogênea e reuniu diversos setores sociais insatisfeitos com o trabalho operário.
Questão 59
Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003
O Presidente da República faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
[...]
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.
[...]
Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm>.
Acesso em: 29 out. 2021.
A referida lei promove uma ação baseada em a inclusão.
b fanatismo.
c nacionalismo.
d patriarcalismo.
e etnocentrismo.
Questão 60 Texto I [...]
O artista torna-se, no Renascimento, o modelo da capacidade inventiva e criadora do homem. Audacioso, forja o próprio mundo.
O mundo criado pelo artista tende a superar as condições efêmeras dos próprios criadores. Como o artista idealiza suas próprias obras, deve dominar, além do seu ofício, um conjunto de conhecimentos. Assim, artistas como Leonardo da Vinci eram sábios, filósofos e engenheiros. [...]
ZILLES, Urbano. Teoria do conhecimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2006. p. 125.
Texto II
Reprodução/Galeria da Academia, Veneza, Itália.
DA VINCI, Leonardo. Homem Vitruviano. C. 1492.
Durante a Idade Moderna, artistas renascentistas, como Leonardo da Vinci, foram essenciais para
a retomar os valores da Teologia presentes nas culturas da Antiguidade.
b legitimar e consolidar a influência da Igreja Católica sobre os fiéis.
c ampliar disputas ideológicas com a nascente burguesia mercantil.
d colocar o teocentrismo como um valor universal e imensurável.
e disseminar uma visão de mundo pautada no humanismo.
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Questão 61
[...] as Zonas Econômicas Especiais (ZEE’s) chinesas apresentavam políticas diferenciadas com objetivo de atrair investimento estrangeiro, como a redução de impostos, tarifas e barreiras regulatórias, como a possibilidade de estrangeiros abrirem empresas e instituições financeiras. Para se ter uma ideia do sucesso dessa designação, Shenzhen, a primeira das ZEE’s, tinha cerca de 30 mil habitantes na década de 70 e hoje tem mais de 10 milhões.
Este crescimento de grandes centros urbanos se deu de forma quase independente do sistema chinês chamado “hukou”, que basicamente tenta controlar a migração populacional interna ao atrelar os serviços públicos que um cidadão pode usar a uma determinada região. Como a China continua sendo gerida por um partido que acredita em amplo provimento de serviços públicos à sua população, o hukou seria um forte incentivo para impedir migrações internas. No entanto, as oportunidades de trabalho nos grandes centros urbanos e as possibilidades de enriquecimento superam este incentivo para muitas famílias.
Disponível em: <www.archdaily.com.br/br/944019/a-urbanizacao-na-china-controle-social-e-liberdade-economica>. Acesso em: 2 nov. 2021.
A instalação das Zonas Econômicas Especiais em determinadas regiões chinesas levou a um(a)
a alteração nas formas de investimentos estatal, que passou a diversificar as atividades econômicas rurais.
b mudança nos parâmetros de organização da economia chinesa, que deixou de ser capitalista e passou a ser socialista.
c novo regramento sobre os investimentos estrangeiros no país, que antes eram liberados e agora só podem ser feitos nas ZEE’s.
d alteração na circulação de riquezas e de pessoas em buscas de melhores condições de vida e trabalho.
e manutenção das políticas de retenção migratória para evitar o excesso populacional nas novas áreas urbanas.
Questão 62 Texto I
Entender um mapa não é apenas saber localizar um rio, uma cidade, uma estrada ou qualquer outro fenômeno em um mapa.
É compreender que o mapa é a representação de um espaço real, transmitida em linguagem cartográfica que se utiliza de 3 elementos básicos: sistema de signos, redução e projeção.
Entender mapas, portanto, significa dominar essa linguagem cartográfica.
Disponível em: <http://geoden.uff.br/geodem-introducao/>. Acesso em: 2 nov. 2021.
Texto II
Reprodução/Arquivo público do estado do Espírito Santo, Vitória, ES.
A representação cartográfica da capitania do Espírito Santo, do século XVI, permite a análise
a da localização de construções, de áreas naturais e portuárias e da hidrografia da região.
b das possibilidades de instalação de vilas, feitorias e engenhos na região.
c das resistências indígenas na região, que alteraram as instalações portuárias.
d do processo colonizador português da região, ao observar as rotas das bandeiras.
e do relevo íngreme da região, o que dificultou a instalação de vilas e fazendas.
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