APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS E ANÁLISE
E- Propostas concretas para a transformação da realidade
institucional existente (para o tempo do plano)
Propõe: 1) ações;
2) comportamentos, atitudes; 3) normas e
4) rotinas para modificar a realidade existente (da instituição, do campo de ação), diminuindo a diferença entre C e D e, como conseqüência, influindo na realidade global.
Sugestões dos alunos para participação: 1 - conscientizando a coordenação; 2 - através de pesquisa de opinião;
3 - pedidos de sugestões e soluções para os alunos;
4 - assembléias e reuniões; 5 - abaixo-assinado; 6 - avaliações;e
7 - inserir uma disciplina de ensino.
3- Programação 3.1. Objetivos 3.2. Políticas e estratégias 3.3. Determinações gerais 3.4.Atividades permanentes
Quadro 8 - Questões fundamentais acerca do planejamento e do modelo básico de plano, no planejamento participativo. Fonte: GANDIN, D. A posição do planejamento participativo entre as ferramentas de intervenção na realidade.
Currículo sem Fronteiras, v.1, n.1, p. 81-95, Jan/Jun, 2001. Disponível em <http://www.curriculosemfronteiras.org/vol1iss1articles/gandin.htm> Acesso em: 05 dez 2007.
Desta feita, considera-se que numa futura pesquisa sobre o cenário estudado, no intuito de identificar o significado de todas as partes – alunos, docentes, gestor e comunidade –, bem como traçar um esquema de plano participativo, estar-se-ia contribuindo para o início de um gerenciamento acadêmico participativo na instituição de ensino vertente.
Além disso, os projetos para a consecução do planejamento participativo precisam ser realizados e pretendidos por todos os sujeitos neles envolvidos, de modo que, haja uma efetiva implementação e constantemente avaliação.
Sendo assim, para que o planejamento participativo proposto por Gandin seja realizado, seguindo o plano supracitado, é imperioso que os gestores da instituição, coordenação de curso, assim como, gestores superiores, abracem a ideia, pois o primeiro momento do planejamento é concernente aos limites da empresa (marco situacional, doutrinal e operativo). Assim, para dar continuidade ao segundo momento, o qual, já foi minimamente analisado e encontra-se em vermelho no quadro 8 (oito).
Logo, finaliza-se esta categoria com apoio no raciocínio de Taleb (2008), fazendo menção ao seu livro “Lógica do Cisne Negro”, destacando que o resultado obtido nesta categoria, pode ser considerado de acordo com este autor um “Cisne Negro”, na medida em que representa um acontecimento altamente improvável, e, além disso, reúne as seguintes três características principais: é imprevisível; produz um enorme impacto; é arquitetada uma explicação que o faz parecer menos aleatório e mais previsível, do que aquilo que é na realidade.
Constata-se, finalmente, que improvável é o fato de que “todos” os alunos descreverem não participar da construção, da avaliação, da re-construção do PPC, ou seja, dos 52 sujeitos, nenhum participa de alguma forma. Assim, este é o imprevisível.
O impacto deste dado é baseado na compreenção de que, para existir uma gestão acadêmica, os alunos precisam participar. E mais, para a formação de enfermeiros reflexivos, éticos e cidadãos, os mesmos deveriam ter a oportunidade de participar do planejamento. Nesse sentir, este resultado pode contribuir como um impacto positivo nesta instituição, assim como em outras instituições, de forma que estas passem a traçar estratégias de “captação” dos alunos para a construção, a avaliação, a re-construção do PPC, tal como outras questões gerenciais que sejam relevantes.
A não participação dos alunos, pode ser devido as trocas “repentinas” dos gestores acadêmicos do curso de enfermagem, da “necessidade” de adequação rápida do PPC para avaliação do MEC, e ainda por uma postura passiva dos alunos em esperar um “convite” para tal participação. Sendo assim, esta é a explicação que faz parecer menos aleatório e mais previsível, do que aquilo que é na realidade.
Ante a análise desta categoria, espera-se que, com o dado obtido, possa ter sido clarificado e gerado uma consciência sobre o fenômeno dos “cisnes negros”. Isso porque, segundo Taleb (2008), uma das razões para as pessoas não conhecerem os tais “cisnes negros”, reside no fato de que os seres humanos são programados para aprender coisas específicas, quando, pelo contrário, deveriam se concentrar no aprendizado das generalidades. Com isso, tornam-se incapazes de avaliar verdadeiramente as oportunidades, bem como ficam vulneráveis frente ao impulso de simplificar, narrar e classificar, além de não serem suficientemente abertos para recompensarem aqueles que conseguem imaginar o “impossível”.
5.2 - Religiosidade e Espiritualidade no curso de graduação em Enfermagem: o dito; o não dito; o feito; o não feito; o dito e o feito; o não dito e o não feito; e o dito pelo não feito e o feito pelo não dito.
Nesta segunda categoria serão identificados na perspectiva dos alunos, os momentos teóricos e práticos em que a religiosidade e a espiritualiade foram abordadas, discutidas, refletidas e, também, no que pertine às formas adotadas nas práticas de cuidar. Pretende-se, nesta perspectiva, responder ao segundo objetivo, que é descrever o entendimento dos acadêmicos de enfermagem no que tange às oportunidades de discussões e reflexões acerca da religiosidade e espiritualidade no ensino teórico-prático e nos cenários do cuidado durante o curso de graduação em enfermagem – participando ou não do PPC.
Preliminarmente à descrição e à discussão da categoria em pauta, é relevante assinalar que o curso de graduação em Enfermagem, do Centro Universitário Plínio Leite (UNIPLI), classifica as disciplinas em:
• Disciplina teórica: não tem carga horária prática, entendida esta como aquela relativa ao cuidar e à prática em laboratório;
• Disciplina teórico-prática: tem carga horária prática, ou seja, também há momento prático específico;
• Disciplina prática: são considerados aqui, os estágios supervisionados e as disciplinas que só têm prática de cuidar, sem momento teórico.
No entanto, esta pesquisa considera disciplina teórico-prática como aquela que tem a prática do cuidar. Exclui, assim, as disciplinas que têm prática em laboratório, como por exemplo, anatomia, citologia, histologia e genética – consideradas neste estudo como disciplinas teóricas.
Para um melhor entendimento do que foi delineado acima e, no intuito de colaborar com a análise dos dados expostos no quadro dez (10), estão expostas tais disciplinas na
matriz curricular dos sujeitos deste estudo, conhecidas na instituição em referência como fluxo 3 (três). De forma a facilitar o entendimento, optou-se por marcar e colorir na grade as diciplinas teóricas, teórico-práticas e práticas. A legenda é a seguinte: disciplinas teóricas – cor branca –, discplinas teórico-práticas – cor amarela –, disciplinas práticas – cor vermelha.
DISCIPLINAS CORES
diciplinas teóricas diciplinas teórico-práticas diciplinas práticas
Quadro 9: Legenda referente à compreensão do quadro 10.