As cirurgias de implantes foram realizadas na Clínica Odontológica da Universidade Nove de Julho (UNINOVE-SP), pela própria pesquisadora do estudo, ou ainda, por alunos especialização em implantes dentários, supervisionados pela pesquisadora.
Todas as cirurgias de implantes dentários incluídas no estudo foram feitas sem uso de biomaterial, ou seja, sem enxerto, sendo caracterizadas como cirurgia simples.
Todos os pacientes realizaram assepsia pré-operatória com bochecho de clorexidina 0, 2% durante 1 minuto (PINEIRO et al., 2010) e todos os profissionais que realizaram os procedimentos cirúrgicos utilizaram um kit de roupa estéril para manter a assepsia em todos os casos atendidos.
Os procedimentos para a cirurgia foram realizados na seguinte ordem:
A. Assepsia pré-operatória : bochecho de clorexidina a 0, 2% durante 1 minuto pelo paciente;
B. Anestesia local com mepivacaina 2%, com epinefrina como vasoconstritor. C. Incisão e divulsão de retalho para exposição do osso;
D. Sequência de perfuração de brocas e inserção de implantes; E. Sutura;
F. Instruções e informativo de cuidados no pós-operatório (Apêndice 4);
G. Explicação para preenchimento do questionário de escala da dor (Apêndice 5).
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
5.1 Número de implantes
Tabela 2: Número de implantes por pacientes do estudo
AD(1) D(2) A N(3) N(4)
N de implantes/paciente 2.30 1.76 2.92 2.31
DP 1.03 0.58 1.47 1.09
DP = Desvio Padrão
Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente, independente do caso cirúrgico, do gênero e da idade (idade do grupo todo variou de 20 a 65 anos). O número de implantes por paciente variou de 1 a 6 implantes, o grupo 3 (AN) teve um número médio de implantes maior que o grupo 2 (D) (p<0, 01).
Tabela 3: Pacientes relacionados por gêneros em cada grupo.
Gênero Grupo AD Grupo D Grupo AN Grupo N
Mulheres 40, 8% 75, 8% 64% 53, 8%
Homens 59, 2% 24, 2% 36% 46, 2%
Total de pacientes 28 29 25 26
AD-amoxicilina+dexametasona; D-dexametasona; AN-amoxicilina+nimesulda; N-nimesulida
5.2 AVALIAÇÃO DA DOR
Os resultados do questionário referente `a dor pós-operatória que os pacientes preencheram (0= nada de dor, 1= leve desconforto, 2= dor moderada, 3=dor forte, 4= dor insuportável) são apresentados na tabela 4.
Tabela 4: Escore médio e Desvio Padrão da escala de dor no intervalo de 4 a 24h
Grupo/tempo 4h 8h 12h 16h 20h 24h A D; N=27 Escore Médio 0.59 0.44 0.44 0.44 0.33 0.33 DP 1.40 0.88 0.84 0.80 0.80 0.55 D; N=28 Escore Médio 0.64 0.35 0.25 0.14 0.18 0.14 DP 0.62 0.67 0.58 0.44 0.48 0.44 A N; N=25 Escore Médio 0.64 0.36 0.24 0.16 0.16 0.16 DP 0.62 0.67 0.58 0.44 0.48 0.44 N; N=26 Escore Médio 0.64 0.36 0.24 0.16 0.16 0.16 DP 0.86 0.70 0.59 0.47 0.47 0.47 p* 0.99 0.85 0.62 0.23 0.68 0.73
N: Número de pacientes; DP: desvio padrão * Análise de variância
Figura 1: Escore médio da escala de dor nos tempos 4 a 24h para os grupos AD, D, AN, N.
Para criarmos um novo padrão de avaliação na escala de dor, foi criada uma média geral para todos os tempos (4-24h) para os quatro tratamentos empregados. Os resultados dessa média e sua avaliação estatística encontram-se na tabela 5.
Tabela 5: Média dos 6 tempos (4-24h) do escore da escala de dor
AD D A N N
Todos os tempos 0.43 0.31 0.28 0.36
DP 0.78 0.59 0.62 0.61
p= 0.2031 (análise de variância); DP (Desvio Padrão)
Os resultados das tabelas 4 e 5 mostraram que não houve diferença na sensação de dor pós-operatória relatada pelos pacientes, independentemente da utilização de dexametasona ou nimesulida, associadas ou não a amoxicilina. Sendo assim, todos protocolos de medicação avaliados neste estudo tiveram eficácia semelhante em relação a dor pós-operatória independente do uso ou não de
0.000# 1.000# 2.000# 3.000# 4.000# 4h# 8h# 12h# 16h# 20h# 24h# A#D# D# A#N# N#
amoxicilina. Isto pode nos sugerir, de acordo com nossas condições experimentais, que o uso ou não de antibióticos foi irrelevante no aspecto da dor pós-operatória.
Após a cirurgia, os pacientes foram orientados a usar dipirona, caso houvesse dor desconfortante. Em vista disso, o número de utilizações de dipirona nas 24h após a cirurgia (de 4 em 4h) foi utilizado como outro indicador para avaliação da intensidade da dor pós-operatória.
A tabela 6 e a figura 2 apresentam os resultados referentes ao uso da dipirona.
Tabela 6: Número médio da utilização de dipirona por grupo no pós-operatório
Uso da diprirona A D D A N N
Média 1.14 1.35 1.52 1.07
DP 1.40 1.25 1.73 1.29
p=0, 6365 (Análise de variância); DP: Desvio Padrão
Figura 2. Média (DP) de utilizações de dipirona, por grupo, no pós-operatório.
1.148# 1.357# 1.520# 1.077#
A figura 2 aponta que não houve diferença no número de utilizações de dipirona entre os grupos testados, outro indicador que aponta para a equivalência, de acordo com as condições experimentais, na atividade analgésica da nimesulida e da dexametasona.
Outros estudos avaliaram, de forma semelhante a este, que tanto a nimesulida (AVELAR et al., 2012; DA COSTA ARAUJO et al., 2012) quanto a dexametasona (GROSSI, 2007; MARKOVIC; TODOROVIC, 2007; MAJID, 2011) apresentaram bons resultados em relação à dor pós-operatória.
A evidência de hemorragia pós-operatória relacionada com AINEs é conflitante. No entanto, o consenso dos especialistas recomenda que os AINEs não devem ser administrados quando há risco de hemorragia pós-operatória, particularmente quando um anticoagulante ou corticosteroides também foi administrado. Os inibidores COX-2 poderiam ser uma opção para pacientes com risco de sangramento, pois têm mínimo efeito sobre o tromboxano e causa menos problemas de sangramento no pós-operatório, quando comparado com inibidores de COX-1 (ONG, 2003).
Considerando-se os efeitos colaterais dos AINEs não seletivos para COX-2, os problemas gastrointestinais são, sem dúvidas, os mais comumente encontrados. Entre os efeitos colaterais encontrados, úlcera e sangramento são os mais significantes no uso contínuo dos AINEs. Isto foi confirmado de maneira uniforme em muitos estudos de caso-controle, e tem sido sugerido que os riscos aumentam acentuadamente depois de mais de 5 dias de tratamento contínuo, particularmente em idosos (ONG, 2003). No presente estudo, utilizou-se por apenas 3 dias e não foi observado nenhum efeito adverso.
A extração cirúrgica de um terceiro molar impactado é geralmente seguido por dor aguda pós-operatória, que foi mostrado ser principalmente de caráter inflamatório. Assim, a utilização de AINEs, neste contexto, é apropriada e tem demonstrado ser eficaz. Vários medicamentos são utilizados para este fim, e não existe qualquer informação sobre as razões por que a preferência é dada a um em detrimento de outro (LEVRINI, 2008).
No tratamento da dor aguda, a nimesulida tem eficácia comprovada em várias condições de diferentes etiologias, incluindo dor lombar, inflamação pós- traumática, dor orofacial e pós-operatória, bem como a dor de cabeça e enxaqueca. O uso de nimesulida para o tratamento sintomático da dor inflamatória após a cirurgia maxilo-facial e dor dental pós-operatória tem sido amplamente documentada em ensaios clínicos controlados, incluindo ensaios clínicos randomizados, duplo- cegos (LEVRINI, 2008).
A cirurgia oral que envolve trauma de tecido mole e ósseo e pode resultar em dor considerável, edema e trismo. Esses sintomas não são observados imediatamente após a cirurgia, começam gradualmente, atingindo um pico máximo em 2 dias após a extração, podendo causar desconforto para o paciente e afetar a qualidade de vida do mesmo após a cirurgia. Os corticosteroides podem inibir o passo inicial deste processo e têm sido amplamente utilizados em regimes diferentes para diminuir a resposta inflamatória pós-cirúrgica (GROSSI, 2007).
No entanto, não há consenso sobre o assunto, porque os estudos publicados não podem ser comparados no que diz respeito à seleção de pacientes, dosagem, tempo, tipo e via de administração de esteroides (GROSSI, 2007).
No presente estudo, os indicadores gerados por meio da contagem do número de administrações de dipirona são relativamente baixos, o que nos leva a crer que tanto a dexametasona quanto a nimesulida tiveram uma boa eficácia em relação à dor pós-operatória, conforme encontrado em outros estudos (GROSSI, 2007; MARKOVIC; TODOROVIC, 2007; MAJID, 2011; AVELAR et al., 2012; DA COSTA ARAUJO et al., 2012).
Nos estudos de Avelar, Da Costa Araújo, Levrini, MarKovic, Majid e Grossi, os casos apresentados de cirurgias orais, onde temos uma resposta inflamatória aguda no pós-operatório, o uso dos AINEs e dos corticoides se mostraram igualmente eficazes no alívio à dor pós-operatória. Segundo os trabalhos apresentados acima, o uso preemptivo dos anti-inflamatórios é mais eficaz na redução da dor pós-operatória, quando comparado ao uso pós trauma cirúrgico (GROSSI, 2007; MARKOVIC; TODOROVIC, 2007; MAJID, 2011; AVELAR et al., 2012; DA COSTA ARAUJO et al., 2012).
.
Os dados da literatura sugerem que o padrão para o uso de anti- inflamatórios em cirurgias orienta para o uso de corticoides no pré-operatório (1h antes da intervenção) e no pós-operatório, mantendo a administração de AINEs por 4 dias consecutivos, propiciando assim um melhor conforto para os pacientes.
5.3 AVALIAÇÃO DA INFECÇÃO
A necessidade do uso de antibióticos em cirurgias de implantes orais tem sido muito discutida atualmente. Alguns autores recomendam o uso de antibiótico profilático pré-operatório mas não no pós-operatório. (GROSSI, 2007; ESPOSITO; GRUSOVIN; WORTHINGTON, 2013; BINAHMED; STOYKEWYCH; PETERSON, 2005; MAZZOCCHI; PASSI; MORETTI, 2007)
Como a cirurgia oral é sempre realizada em um ambiente limpo contaminado, onde uma grande quantidade de bactérias existe, e complicações pós-operatórias são usualmente associadas `a contaminação por bactérias e infecções, parece razoável prescrever antibióticos para prevenir e reduzir a frequência de complicações pós-operatórias (KREKMANOV, 1981; MITCHELL; MORRIS, 1987).
Por outro lado, a incidência de complicações pós-operatórias é relativamente baixa e, geralmente, sem risco de vida (BARCLAY, 1987; RITZAU et al., 1992). Dessa forma, não há consenso sobre se e como os antibióticos devem ser utilizados em cirurgias orais (PIECUCH; ARZADON; LIEBLICH, 1995; ZEITLER, 1995; REN, 2007).
Atualmente, deve-se avaliar prós e contras antes de receitar antibióticos. Os efeitos adversos que podem ocorrer com a administração de antibióticos, variam de uma diarreia a reações alérgicas que ameaçam a vida do paciente (ESPOSITO; GRUSOVIN; WORTHINGTON, 2013). Outra preocupação importante está relacionada com a seleção de bactérias resistentes a antibióticos.
Deste modo, o uso de antibióticos profiláticos em implantodontia ainda é controverso. (ESPOSITO; GRUSOVIN; WORTHINGTON, 2013; JAVED, 2013).
Décadas de uso excessivo e mau uso de antibióticos tem levado a um aumento da incidência de Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA), encontrados comumente em infecções hospitalares, atualmente comuns em abcessos faciais. O objetivo da profilaxia antibiótica em cirurgia é impedir a possível aparição de infecção na ferida cirúrgica. No entanto, esta prática ainda é uma questão controversa. As conclusões conflitantes de ensaios clínicos randomizados e controlados têm causado confusão na prática clínica, com defensores e opositores da profilaxia antibiótica (BORTOLUZZI et al., 2013; REN, 2007; SUSARLA; SHARAF; DODSON, 2011).
Há controvérsias sobre o uso de antibióticos profiláticos na realização de implantes dentários, muitos estudos afirmam que, na realização de implantes dentários de rotina, o uso de antibióticos não oferece qualquer vantagem para o paciente, podendo contribuir para o aumento da resistência bacteriana a esses medicamentos. (GYNTHER, 1998; BINAHMED; STOYKEWYCH; PETERSON, 2005; IRELAND et al., 2012).
A necessidade de aplicação da profilaxia antibiótica peri operatória antes, no momento, ou depois da instalação do implante é questionável em casos de cirurgias de implantes relativamente não complicados. Da mesma forma, a influência potencial da profilaxia antibiótica em pacientes com periodontite não tratada, má higiene oral ou cadeia asséptica quebrada no trans-cirúrgico deve ser considerada. (TAN et al., 2014)
Não sabemos se o benefício de impedir infecções pós-operatórias supera os riscos associados com a terapia antibiótica. As complicações associadas as cirurgias orais são muito dolorosas e incapacitantes, sendo a qualidade de vida e a produtividade dos doentes muitas vezes comprometidas. Os custos financeiros associados com estas complicações são certamente mais elevados do que os custos de antibióticos prescritos comumente. Pode fazer sentido defender antibioticoterapia profilática em cirurgias orais de uma perspectiva de custo-
benefício, mas os riscos de uma potencial resistência antimicrobiana e reações adversas graves são difíceis de estimar e não podem ser totalmente descartados na tomada de decisão clínica. A decisão de usar antibiótico profilático em cirurgias orais é responsabilidade do cirurgião (REN, 2007).
Infelizmente, após uma revisão de todos os estudos disponíveis 1966- 2013 sobre este tema importante, ainda não há consenso sobre o saldo dos benefícios e desvantagens de antibióticos profiláticos em cirurgias orais. É conhecido que os custos, eventos adversos e resistência bacteriana devem ser levadas em consideração ao prescrever antibióticos. Tendo em conta que a eficácia de vários antibióticos não foi comprovada com sucesso, a recomendação atual com base na evidência disponível é que não se prescreva antibióticos profiláticos em cirurgias de terceiro molar. Obviamente, quando se tratar de um paciente com fatores de risco conhecidos, como mencionado acima, a profilaxia com antibióticos ainda deve ser prescrita (OOMENS, 2012).
Estudos indicam que o uso indiscriminado de antibióticos é inaceitável na clínica odontológica contemporânea, e sugerem que os antibióticos sejam utilizados apenas quando necessário e em dosagem única na fase pré-operatória. (GYNTHER, 1998; BINAHMED; STOYKEWYCH; PETERSON, 2005; MAZZOCCHI; PASSI; MORETTI, 2007; SCHWARTZ; LARSON, 2007; KARAKY et al., 2011; SHARAF et al., 2011; IRELAND et al., 2012; ATA-ALI; ATA-ALI; ATA-ALI, 2013; ESPOSITO; GRUSOVIN; WORTHINGTON, 2013). A literatura indica que é importante atentar para o uso racional de antibióticos. Quando não houver riscos de infecção e/ou outros fatores que impliquem na real necessidade do uso de antibióticos, a cirurgia de implante dentário pode ser realizada apenas com o uso de anti-inflamatórios esteroidais (dexametasona) (GROSSI, 2007; MARKOVIC; TODOROVIC, 2007; MAJID, 2011) ou AINEs (nimesulida) (MAZZOCCHI; PASSI; MORETTI, 2007; POVEDA RODA et al., 2007).
As informações supracitadas corroboram os achados no presente estudo, em que nenhum dos 4 grupos avaliados apresentou diferenças estatisticamente significantes, demonstrando que o uso de antibióticos nem sempre é justificado, conforme descrito por outros autores (KARAKY et al., 2011; SHARAF
et al., 2011; IRELAND et al., 2012; ATA-ALI; ATA-ALI; ATA-ALI, 2013; GYNTHER, 1998; BINAHMED; STOYKEWYCH; PETERSON, 2005; MAZZOCCHI; PASSI; MORETTI, 2007; SCHWARTZ; LARSON, 2007; ESPOSITO; GRUSOVIN; WORTHINGTON, 2013).
No presente estudo, nenhum paciente apresentou quadro de infecção pós-operatória. Avaliamos clinicamente os pacientes no 7o dia após a cirurgia e em um único caso foi necessária a prescrição tardia de antibióticos. Prescreveu-se antibióticos se, no exame do paciente, encontrássemos secreção, deiscência de sutura, febre e gânglios infartados. Neste caso, o paciente do grupo N (4), apresentou secreção na ferida cirúrgica e uma inflamação exacerbada. Foi prescrita amoxicilina (500mg, 3x ao dia por 7 dias) e reavaliamos o paciente após o término do tratamento, quando apresentou-se de forma normal, sem comprometimento do implante.
O uso de clorexidina 0,12% como bochecho diário no período pós- operatório demonstrou ser suficiente para controlar a possível infecção na ferida cirúrgica neste período, na maioria dos casos.
6 CONCLUSÕES
Nas condições em que o experimento foi conduzido, pode–se concluir que:
1. A nimesulida e a dexametosona mostraram atividades analgésicas semelhantes.
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Tabela 7: Dados da cirurgia, administração de medicamentos e escala da dor– 4h, 8h, 12h, 16h, 20h, e 24h – após o procedimento cirúrgico – grupo 1
PACIENTES num de
implantes
hor. fim da cirurgia
hor. tomada dipirona 1a tomada 2a tomada 3a tomada 4a tomada escala dor 4hs após 8hs após 12hs após 16hs após 20hs após 24hs após A LS 2 10:30hs - 1 1 1 1 1 1 A R R O 1 9:45hs 21-1hs 11 15 0 0 1 0 0 0 C R R P 2 10hs - 0 0 0 0 0 0 D R T 1 19hs - 0 0 0 0 0 0 E O N 2 18hs 18-6hs 0 12 4 4 4 4 4 4 F N C 2 18hs - 0 0 0 0 0 0