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Protocolo de ensaios

No documento Rui Pedro Rossa Messias (páginas 71-75)

segundos, com um período de repouso de até um minuto entre os testes. Três leituras foram realizadas para cada medição.

Figura 3.4: Postura do operador a exercer a força máxima de preensão, utilizando para o efeito um dinamómetro

.

3.4 Protocolo de ensaios

Como já foi dito anteriormente, o estudo principal desta investigação tem como objetivo a medição da vibração transmitida para o punho quando se utilizam luvas anti-vibratórias.

Desta forma, foi solicitado aos operadores para realizarem as tarefas 1 (com o Multicutter) e 2 (com o Sabre-Saw) em contexto simulado de trabalho, sem luvas e com a utilização dos quatro pares de luvas anti-vibratórias apresentados na figura 3.3 e também que preenchessem o formulário presente no Apêndice C. Os operadores foram também devidamente protegidos com óculos de proteção.

Todos os operadores (n=40) executaram os protocolos que serão explicados de seguida para ambas as tarefas utilizando as ferramentas elétricas manuais Multicutter e Sabre-Saw.

3.4.1 Tarefa 1 - Ensaios com a ferramenta elétrica manual Multicutter

Cada operador foi instruído, antes da realização dos ensaios, para o modo como deveria pegar na pega da ferramenta e realizar os ensaios, nomeadamente no que diz respeito ao corte. A preensão da ferramenta deveria ser efetuada de um modo descontraído e leve; o corte deveria ser horizontal, mantendo o ângulo do cotovelo a 90o, conservando a velocidade de corte constante;

os movimentos deveriam ser repetitivos, sem prender ou retirar a serra do bloco de madeira durante o tempo de medição.

Foi permitido aos operadores realizarem operações de corte preliminares de corte para treino. Para a realização da primeira tarefa, utilizando a ferramenta Multicutter, seguiram-se os seguintes procedimentos:

1. Colocação do operador na posição de referência, isto é, operador de pé, junto à bancada de corte, com o cotovelo a 90osustendo a ferramenta;

2. Medição da aceleração da vibração, ahv, sem luvas, com a ferramenta ON e em posição de corte, sem contato com o bloco madeira (foram realizados 3 ensaios de 20 segundos para cada um, até obter valores estáveis de ahvno final das medições) (figura 3.5 (a));

3. Medição da aceleração da vibração, ahv, sem luvas, com a ferramenta ON, executando cortes horizontais no bloco de madeira (foram realizados 3 ensaios de 20 segundos para cada um, até obter valores estáveis de ahvno final das medições) (figura 3.5 (b));

4. Repetir o procedimento 3. para cada uma das 4 luvas anti-vibratórias.

(a) Medição da aceleração da vibração sem luvas, com a ferramenta ON e em posição de corte, sem contato com o bloco de madeira

(b) Medição da aceleração da vibração com as luvas tipo 2, com a ferramenta ON, executando cortes horizontais no bloco de madeira

Figura 3.5: Ilustrações representativas das posturas de trabalho dos operadores nas medições da aceleração de vibração, ahv, utilizando a ferramenta Multicutter

A aceleração da vibração ponderada em frequência dos valores de ahwx, ahwy, ahwz e ahv (m.s-2) foi registada no medidor de vibração durante o tempo das operações. O log rate time foi fixado em 1 segundo, a fim de analisar a variabilidade dos resultados. O espetro de vibração em frequência (não ponderada) de 1/3 de bandas de oitava foi também ele registado no medidor de vibração. Durante o tempo das operações, o progresso dos valores da aceleração da vibração

3.4. PROTOCOLO DE ENSAIOS 49 ponderada em frequência de ahwx, ahwy, ahwze ahv(m.s-2) foram cuidadosamente observados no medidor de vibração.

Tal como já foi mencionado anteriormente, dois grupos de medições da aceleração de vibração foram realizados: (1) Medições com o acelerómetro localizado na pega da ferramenta, de acordo com a Norma ISO 5349-2:2001 (para n = 8 operadores) e (2) Medições realizadas com o acelerómetro localizado no punho do operador (para n = 32 operadores).

Para este último grupo de medições, a aceleração de vibração foi medida no punho da mão dominante do operador (Dewangan & Tewari, 2008; R. G. Dong et al., 2003). Para tal foi utilizado um adaptador, semelhante ao utilizado por Dewangan and Tewari (2008), que é constituído por uma chapa em alumínio e que serviu de suporte para o acelerómetro tri-axial. Ao adaptador, foi depois associada uma fita de velcro, de forma a segurar o adaptador ao punho do operador.

Derivado à estrutura do acelerómetro, o sistema de coordenadas não ficou em conformidade com a Norma ISO 5349-1 (2001). O sistema de coordenadas adoptado foi o seguinte:

• Eixo dos zz: eixo perpendicular à superfície da palma da mão; • Eixo dos xx: eixo longitudinal do osso do terceiro metacarpo; • Eixo dos yy: segundo a direção da barra de pegar.

3.4.2 Tarefa 2 - Ensaios com a ferramenta elétrica manual Sabre-Saw

De igual forma à tarefa 1, também para a realização da tarefa 2, cada operador foi instruído, antes da realização dos ensaios, para o modo como deveria pegar na pega da ferramenta e realizar os ensaios, nomeadamente no que diz respeito ao corte. Os operadores foram instruídos a fazer um corte vertical com a ferramenta Sabre-Saw durante um período contínuo de 20 segundos numa barra cilíndrica de aço macio, sem que a lâmina de corte perdesse o contato com a barra durante o tempo de medição. As operações foram repetidas por cada operador, com e sem luvas anti-vibratórias. As operações foram realizadas de forma contínua, com uma velocidade, movimento e força aplicada na lâmina de corte uniformes. O operador deveria manter o cotovelo com um ângulo de 90o, segurando a ferramenta de forma leve e descontraída.

Para além das medições feitas com a ferramenta ON a cortar o material, também foram efetuadas medições com a ferramenta ON sem cortar o material (lâmina de corte sem contato com a barra de aço).

Antes de qualquer colheita de dados, os operadores receberam treino para um bom manuseamento da ferramenta elétrica manual Sabre-Saw.

De maneira análoga à tarefa 1, apresentam-se de seguida, de forma reduzida, os procedimentos adoptados para a realização da tarefa 2 com a ferramenta Sabre-Saw:

1. Colocação do operador na posição de referência, isto é, operador de pé, junto à bancada de corte, com o cotovelo a 90osustendo a ferramenta;

2. Medição da aceleração da vibração, ahv, sem luvas, com a ferramenta ON e em posição de corte, sem contato com a barra de aço (foram realizados 3 ensaios de 20 segundos para cada um, até obter valores estáveis de ahvno final das medições) (figura 3.6 (a));

3. Medição da aceleração da vibração, ahv, sem luvas, com a ferramenta ON, executando cortes verticais na barra de aço (foram realizados 3 ensaios de 20 segundos para cada um, até obter valores estáveis de ahvno final das medições) (figura 3.6 (b));

4. Repetir o procedimento 3. para cada uma das 4 luvas anti-vibratórias.

(a) Medição da aceleração da vibração sem luvas, com a ferramenta ON e em posição de corte, sem contato com a barra de aço

(b) Medição da aceleração da vibração com as luvas tipo 1, com a ferramenta ON, executando cortes verticais na barra de aço

Figura 3.6: Ilustrações representativas das posturas de trabalho dos operadores nas medições da aceleração de vibração, ahv, utilizando a ferramenta Sabre-Saw

Mais uma vez e à semelhança da tarefa 1, dois grupos de medições da aceleração de vibração foram realizados: (1) Medições com o acelerómetro localizado na pega da ferramenta, de acordo com a Norma ISO 5349-2:2001 (para n = 8 operadores) e (2) Medições realizadas com o acelerómetro localizado no punho do operador (para n = 32 operadores).

A aceleração medida no punho do operador para esta tarefa, teve exactamente as mesmas particularidades existentes na tarefa 1 no que diz respeito à fixação do acelerómetro ao punho do operador.

3.5. TRATAMENTO ESTATÍSTICO DOS DADOS 51

No documento Rui Pedro Rossa Messias (páginas 71-75)