Organograma 04: Condutas em pacientes submetidos a colocação de
3.4 PROTOCOLO FISIOTERAPÊUTICO PARA PACIENTES ACOMETIDOS
3.4.1 Fase Hospitalar
CONDUTAS OBJETIVOS
Avaliação cinético-funcional Traçar adequadamente as melhores condutas para o paciente independente do tratamento clínico, baseado no quadro funcional
Exercícios Respiratórios-Manobras
de Higiene Brônquica
(Vibrocompressão, estímulo de tosse, shaker, flutter, huffing, acapella, aspiração das vias aéreas e posicionamento)
Promover a limpeza das vias aéreas, ajudar na desobstrução brônquica, melhorar a relação ventilação perfusão e melhorar as trocas gasosas.
Exercícios Respiratórios-Manobras de Expansão Pulmonar (Espirometria de incentivo como RESPIRON e Voldyne, Inspiração produnda, PEEP, SIM, RPPI, hiperinsuflação manual e posicionamento)
Prevenir ou tratar a redução de volume pulmonar, promover a expansão pulmonar, recrutar alvéolos, melhorar a relação ventilação perfusão e melhoras as trocas gasosas.
Posicionamento no leito Prevenir deformidades, úlceras de pressão e facilitar a higienização
Mobilização precoce no leito Prevenir deformidades, melhorar a circulação e facilitar as atividades realizadas no âmbito hospitalar
Exercícios metabólicos MMSS e MMII
Melhorar o retorno venoso
Alongamentos globais Prevenir contraturas articulares e ganhar ou manter ADM.
Exercícios passivos, ativo-assistidos, ativo-livres ou resistidos de MMSS, MMII e tronco
Melhorar a capacidade física, ganhar ou manter FM, prevenir rigidez muscular e prevenir contraturas articulares.
TENS, acunpuntura, termoterapia (calor superficial fora da área do câncer)
Tratar os sintomas da quimioterapia principalmente náuseas e vômitos e melhorar a dor oncológica adquirida Ludoterapia Minimizar os efeitos negativos causados
pelo câncer e levar alegria a criança Tabela 02 – Proposta de condutas na fase hospitalar.
Organograma 01 – Fase Hospitalar. Fonte - Arquivo Pessoal.
3.4.2 Fase Ambulatorial
CONDUTAS OBJETIVOS
Avaliação cinético-funcional Traçar adequadamente as melhores condutas para o paciente, Fase Hospitalar Avaliação cinético-funcional Fisioterapia Motora Fisioterapia Respiratória Manobras de Higiene Brônquica: Manobras de Expansão Pulmonar Alongamento Global Exercícios Metabólicos MMSS e MMII e cinesioterapia Mobilização precoce Agentes físicos (TENS, termoterapia) Posicionamento no leito
independente do tratamento clínico, baseado no quadro funcional
Exercícios ativos-livres e resistidos de MMSS, MMII e tronco, com uso de bastões, bolas, faixa elástica, halteres, caneleiras entre outros.
Manter e ganhar FM, melhorar a capacidade física e preparar o paciente para o retorno das AVD’s
Alongamentos globais Manter e melhorar a flexibilidade articular, prevenir contraturas articulares
Exercícios na comunidade: andar de bicicleta, caminhadas leves, natação, andar de bicicleta, praticar esportes de sua preferência
Estimular a volta à pratica de atividades físicas, estimular o convívio social e promover a autoestima e autoconfiança
Ludoterapia Minimizar os efeitos negativos
causados pelo câncer e levar alegria a criança
Tabela 03 – Proposta de condutas na Fase Ambulatorial Fonte – Arquivo Pessoal.
Fase Hospitalar
Avaliação cinético-funcional
Exercícios ativos-livres e resistidos de MMSS, MMII e tronco, com uso de bastões, bolas, faixa
elástica, halteres, caneleiras entre outros.
Alongamentos globais Ludoterapia Exercícios na comunidade: andar de bicicleta, caminhadas leves, natação, andar de bicicleta, praticar esportes de sua preferência
Organograma 02 – Fase Ambulatorial. Fonte – Arquivo Pessoal.
3.4.3 Condutas em pacientes submetidos a amputação
FASE PRÉ PROTÉTICA
Condutas Objetivos
Orientações para o pré e pós operatório imediato
Criar um vínculo de amizade e confiança entre terapeuta paciente, orientar sobre o posicionamento correto no leito e sancionar dúvidas sobre os procedimentos.
Exercícios respiratórios (Terapia de Higiene Brônquica e Expansão Pulmonar)
Prevenir atelectasias ou complicações pulmonares durante a cirurgia, melhorar as trocas gasosas e melhorar a complacência pulmonar Posicionamento no leito Prevenir posturas viciosas, prevenir
úlceras de pressão e melhorar a circulação
Alongamentos globais Prevenir ou tratar rigidez articular e melhorar a flexibilidade
Cyriax, exercícios para a cicatriz e reeducação da sensibilidade
Prevenir aderência cicatricial para preparar o coto para protetização e prevenir ou tratar a hipersensibilidade cicatricial
Exercícios passivos, ativo-assistidos e ativo-livres para MMSS, MMII e tronco
Prevenir contraturas articulares, melhorar a capacidade física do paciente, iniciar o ganho ou manutenção de força muscular e prevenir síndrome do imobilismo Enfaixamento do coto Proteger o coto e prepara-lo para
receber a prótese FASE PÓS PROTÉTICA
Condutas Objetivos
Adaptação da prótese realizando o molde do coto com prótese provisória
Moldar o coto para receber a prótese, usar soquete para início da adaptação e preparar o coto para a prótese definitiva
Exercícios ativo-livres e resistidos de MMSS, MMII e tronco
Fortalecer a musculatura dos MMSS para adaptação a dispositivos auxiliares de marcha e transferência, fortalecer a musculatura dos MMII para a marcha com prótese e ganhar condicionamento físico adequado para o paciente
Alongamentos globais Prevenir ou tratar rigidez articular e melhorar a flexibilidade
Treino de marcha com obstáculos Treinar gradativamente a marcha com a prótese, promover independência
na realização das AVD’ e melhorar a funcionalidade
Exercícios de propriocepção Melhorar a noção do corpo no espaço e melhorar coordenação e equilíbrio Tabela 04 – Proposta de condutas em pacientes submetidos a amputação.
Fonte: Arquivo Pessoal.
Organograma 03 – Condutas em pacientes submetidos a amputação Fonte – Arquivo pessoal
Pacientes Amputados
FASE PRÉ PROTÉTICA FASE PÓS PROTÉTICA
Exercícios Respiratórios Alongamentos Cyriax Cinesioterapia Enfaixamento do coto Orientações Posicionamento no leito Propriocepção Treino de Marcha Cinesioterapia Alongamentos Adaptação a prótese
3.4.4 Condutas em pacientes submetidos a colocação de endoprótese
FASE HOSPITALAR
Condutas Objetivos
Orientação para o pré e pós operatório imediato
Auxiliar no aprendizado neuromotor Exercícios respiratórios (Terapia de
Higiene Brônquica e Expansão Pulmonar)
Prevenir atelectasias ou complicações pulmonares durante a cirurgia, melhorar as trocas gasosas e melhorar a complacência pulmonar Posicionamento no leito Prevenir posturas viciosas, prevenir
úlceras de pressão e melhorar a circulação
Alongamentos globais e ganho de ADM em flexão de joelho
Prevenir ou tratar rigidez articular e melhorar a flexibilidade
TENS e termoterapia (calor superficial fora da área do câncer)
Tratar a dor oncológica e/ou cirúrgica adquirida
Exercícios isométricos de quadríceps e glúteos, exercícios ativos-livre e resistidos de MMSS e MI contralateral
Iniciar o processo de ganho ou manutenção de força muscular e preparar os MMSS para o uso de dispositivos de marcha
Treino de marcha com muletas Iniciar o processo de adaptação a marcha e prevenir fraturas patológicas com uso de muletas
FASE AMBULATORIAL
Condutas Objetivos
Exercícios resistidos para fortalecimento muscular de MMSS, MMII e tronco
Melhorar a capacidade física do paciente e promover a manutenção e ganho de força muscular
Treino de marcha com obstáculos Treinar a marcha fisiológica para que o paciente volte a realizar suas AVD’s Treino de equilíbrio estático e
dinâmico
Melhorar equilíbrio e coordenação Exercícios de propriocepção Melhorar a noção da percepção do
corpo no espaço Exercícios na comunidade: andar de
bicicleta, caminhadas leves, natação, andar de bicicleta, praticar esportes de sua preferência
Estimular a volta à pratica de atividades físicas, estimular o convívio social e promover a autoestima e autoconfiança
Tabela 05 – Proposta de condutas para pacientes submetidos a colocação de endoprótese. Fonte – Arquivo Pessoal.
Organograma 04 – Condutas em pacientes submetidos a colocação de endoprótese Fonte – Arquivo pessoal
Pacientes com Endoprótese
FASE HOSPITALAR FASE AMBULATORIAL
Orientações Posicionamento no leito Alongamentos Agentes Físicos Cinesioterapia Treino de marcha Exercícios Respiratórios Exercícios na comunidade Propriocepção Treino de equilíbrio Treino de marcha Cinesioterapia
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Foram revisados 77 artigos para a construção dessa revisão de literatura, as palavras de busca utilizadas foram: osteossarcoma, neoplasia maligna, endoprótese, amputação e fisioterapia. Os critérios de inclusão foram artigos de relevância acadêmica, revisões sistemáticas e meta análise sobre o tema abordado. Dos 77 artigos, 24,6% abordaram temas relacionados ao osteossarcoma, 32,4% falaram sobre amputação, 12,9% trataram de assuntos sobre o câncer em geral, somente 3,8% abordaram o tema endoprótese e 51,9% falavam sobre fisioterapia.
A fisioterapia oncológica é uma área da fisioterapia pouco abordada e que merece mais atenção por parte dos acadêmicos e profissionais, o fisioterapeuta incluído nesse âmbito é capaz de minimizar os efeitos causados pelo câncer e de promover uma melhora significativa na qualidade de vida e na funcionalidade desses pacientes.
Os efeitos do tratamento quimioterápico são devastadores e quando se trata de crianças a atenção deve ser redobrada e os meios de intervenções tanto fisioterapêuticos quanto de outros profissionais da área da saúde devem ser adequados e pensados corretamente para essa população em especial. Lidar com crianças, ainda mais acometidas por uma doença tão comprometedora e devastadora como o câncer, impõe ao fisioterapeuta algumas barreiras, as quais devem ser quebradas fazendo o uso de seu conhecimento e ampliando suas noções sobre a área oncológica e as influências dos recursos aos quais dispomos para realizar as intervenções.
Percebeu-se, por meio da revisão realizada neste trabalho, que o fisioterapeuta tem uma ampla possibilidade de atuação frente ao paciente com osteossarcoma, percorrendo todas as etapas e diversidade de tratamento clínico realizado.
O uso de terapias complementares, exercícios físicos, recursos terapêuticos, e a cinesioterapia de um modo geral, demonstraram benefícios a essa população, entretanto algumas ressalvas devem ser feitas, não se deve afirmar que todas as condutas fisioterapêuticas apresentam efetividade no tratamento de pacientes com osteossarcoma, isto se faz devido à falta de publicações científicas com evidência clínica que demonstrem quantativamente e qualitativamente os efeitos da fisioterapia em pacientes com câncer, demonstrando a necessidade de mais publicações com
rigor metodológico e evidências seguras e adequadas para que as intervenções sejam realizadas de maneira segura e eficaz.
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