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PROTOCOLOS DAS ENTREVISTAS

No documento A EDS e os CA (páginas 143-167)

ENTREVISTA 1

Entrevistador – Antes de mais, gostaria de agradecer ter aceite responder e gravar esta entrevista sobre a política do agrupamento ou escola não agrupada com contrato de autonomia na implementação da educação para o desenvolvimento sustentável. A finalidade será recolher a sua opinião sobre os momentos, as estratégias e as metas de promoção da educação para o desenvolvimento sustentável, identificar modos para alcançar o desenvolvimento sustentável e reconhecer os momentos de decisão para a implementação da educação para o desenvolvimento sustentável. Gostaria ainda de reforçar que o trabalho, sendo académico, garantirá a confidencialidade dos dados fornecidos. Assim, nunca será identificado o entrevistado ou a escola a que pertence.

Entrevistador – Que projetos/boas práticas identifica e que razões estiveram na base do desenvolvimento desses projetos/boas práticas no âmbito da educação para o desenvolvimento sustentável?

Entrevistado - Ao ler algumas coisas sobre o desenvolvimento sustentável, apercebi-me que este está muito ligado à educação ambiental e também a muitas questões éticas e cívicas. Transpondo essa leitura para o nosso dia-a-dia enquanto instituição, identifiquei que ligamos bastante, talvez até mesmo de uma forma sistémica, às questões ambientais. Por exemplo, queríamos diminuir o consumo do papel, que é um dos nossos maiores gastos e assim, no início deste ano, decidimos fazer pens

personalizadas para os “miúdos” para que eles pudessem transportar os documentos que

necessitam evitando assim o excesso de papel. Temos ainda um curso de educação formação de jardinagem que está a ser alargado para a terceira idade. Os “miúdos” vão arranjando os espaços verdes da escola durante o ano e neste momento, em resultado de uma parceria com a Junta, já começámos a trazer a população sénior da zona para contactar e trabalhar com eles o que achamos ser também uma forma de inovar e ultrapassar a cultura europeia/norte americana que vê o “velho” como alguém que já

está “fora de prazo”, que não tem uso, aproximando-nos de outras culturas que vêm o “velho” como sinal de sabedoria, como acontece, por exemplo, na américa latina.

Ainda, a nível de formação cívica e mesmo área e projeto que sendo disciplinas transversais não têm programas tão estruturados como outras, estamos a pensar sair um pouco da resolução dos problemas escolares ligados especialmente ao comportamento, que se tornaram quase exclusivamente da responsabilidade da formação cívica, e passar

a formar civicamente, ou seja formar cidadãos conscientes que utilizem os recursos do nosso mundo pensando na herança a deixar às gerações seguintes, ideias que enquanto sociedade infelizmente ainda não estão sistematizadas. O facto de o país estar “assim” pode, no entanto, ser uma boa oportunidade para começar a pensar nessa necessidade da sustentabilidade. Em termos de educação ambiental, na nossa escola a preocupação é crescente e surge também por solicitações externas, por exemplo, este ano, estando cada vez mais em voga as energias renováveis, criámos uma horta pedagógica a energia solar tendo mesmo ganho um prémio. Não posso dizer que tenhamos seguido como chavão a educação para o desenvolvimento sustentável, mas surgiu sem dúvida como uma questão de atitude.

Entrevistador – Considera que existe um planeamento da comunidade educativa relativamente aos projetos de educação para o desenvolvimento sustentável ou existe simplesmente um conjunto de práticas individuais de alguns professores?

Entrevistado - Não acho que esteja estabilizado, acho que depende muito do tipo de liderança e diretivas das instituições. Há pessoas que se limitam a cumprir o que a direção define, há outros que seguem linhas orientadoras da direção fruto de uma discussão, a chamada liderança partilhada que faz com que as pessoas possam criar o que acho que é melhor, mas demora mais tempo e é mais complicado porque as pessoas têm de se expor e há pessoas que não o fazem. Por isso considero que existem práticas

individuais e pessoas que “vão por arrasto”. A comunidade é uma coisa tão grande que

há subgrupos e formas de estar diferentes.

Entrevistador – E acha que a direção da escola tem influência sobre a política da escola na promoção da educação para o desenvolvimento sustentável?

Entrevistado – Tem, mas por isso eu acho que a própria direção também devia ser estimulada na adoção desses comportamentos, deveria haver um esquema assumido

da tutela. O que se diz hoje em dia é “segundo uma média calculada, pode gastar até

cem mil euros em eletricidade e outro tanto em água durante 3 anos na sua escola/agrupamento, este é o plafond”. Ora, esta abordagem, na minha opinião, não

estimula à mudança de comportamentos, não mostra benefícios. Poderiam em vez disso

dizer “de tudo o que for poupado relativamente ao plafond estabelecido 50%, 60% ou 70% pode ser gerido em materiais pedagógicos”, isto sim criava um estímulo, uma preocupação diferente, porque neste momento a preocupação que temos é fruto da nossa educação ou de sensibilidades, mas não nos obriga a ter um esquema. Atualmente, se eu gastar cento e dez mil euros em eletricidade o que é que me vai acontecer? O contrato

permite mexer entre rubricas num mesmo bloco por isso não existe uma preocupação económica. Criar estes estímulos foi algo que tentámos fazer no contrato de primeira geração, mas fomos verdes e não o conseguimos, no entanto, vamos insistir nesta ideia ao realizar no próximo contrato.

Entrevistador – Acha então que é possível criar contrapartidas neste novo contrato para estimular a adoção de uma política de implementação da educação para o desenvolvimento sustentável?

Entrevistado – Eu acho que sim, por exemplo, se adotássemos a sugestão que dei anteriormente e dos cem mil euros dados eu poupasse vinte mil euros através de boas práticas, tanto eu quanto a tutela ganharíamos. Eu porque fico com uma percentagem do dinheiro poupado para poder utilizar em materiais escolares e você porque poupou nessa área e redirecionou o dinheiro poupado para outra onde era necessário. Assim, a preocupação financeira dos contratos, que é de extrema importância, poderia ser ainda maior. Um acordo deste tipo estimular-me-ia a procurar soluções de poupança e investir nelas. Por exemplo, se eu ficasse com dez mil euros do dinheiro poupado para investir eu poderia optar por apostar em transformar as torneiras atuais em torneiras com temporizador. Faz-se um estudo e descubro quantas torneiras podemos mudar com aquele dinheiro. Depois faz-se outro estudo para saber quais vou mudar porque tenho, vamos imaginar, 500 torneiras e só posso transformar 10 e vou tentar fazê-lo da forma que mais me rentabilize o dinheiro. Isto poder-se-ia tornar mesmo uma intervenção a curto e a longo prazo sempre com a intenção de pouparmos mais e mais através de comportamentos sustentáveis. E como lhe falo das torneiras poderia também estar a falar de muitos outros matérias em que podemos investir como, por exemplo, o tipo de papel utilizado em todo o agrupamento.

Entrevistador – Considera que, para além do contrato, existem outros documentos de autonomia que podem conter estes princípios gerais que depois se podem tornar efetivos?

Entrevistado – Eu acho o problema é que às vezes nós somos um bocado líricos. Por exemplo, esta escola não tem plafond de fotocópias e os gastos nesse aspeto sempre foram elevadíssimos. Achámos que o problema não poderia continuar e fizemos um estudo dos plafonds em função das disciplinas. Depois de calculados os plafonds

decidi não os aplicar porque não queria mudar a prática no 3.º período, mas preparem-se porque no início do próximo ano, primeiro dia do primeiro período, toda a gente terá um

uma grande referência porque nem sequer temos grande noção do quanto gastamos durante o ano em resmas de papel e isso é preocupante.

Entrevistador – E esse plafond vai ficar assumido por escrito no regulamento interno ou em princípios gerais do projeto educativo?

Entrevistado – Não fica em regulamento interno porque esse é um documento que pode ser lido por qualquer pessoa e essa diretiva é interna e portanto não é do interesse da comunidade em geral, mas fica em princípios gerais do projeto educativo.

Entrevistador – Consegue identificar os momentos em que implementa estas atitudes que visam a educação para o desenvolvimento sustentável?

Entrevistado – Muitos destes momentos ocorrem ao longo do ano inteiro, mas a altura forte da planificação é quando não há alunos porque não conseguimos estar a

planear atividades para daqui a seis meses ou daqui a um ano quando há um “miúdo”

que, por exemplo, rouba um telemóvel. Nesses momentos os papéis deixam-se para trás porque o fulcral é sempre o aluno.

Entrevistador – O seu plano anual de atividades está estruturado de acordo com princípios de sustentabilidade?

Entrevistado – Sim, o plano anual de atividades hoje é muito mais cuidado. Por exemplo, antigamente podia atingir as duzentas páginas e devido a essa extensão exagerada ninguém ligava muito àquilo, hoje o nosso plano é basicamente um calendário com uma página ou duas em que vamos colocando as atividades, ou seja, você pegando no calendário sabe o que se está a passar em qualquer escola do agrupamento. É muito mais simples, mais rápido e mais curto.

Entrevistador – Avalia explicitamente as atividades que têm nesse plano? Entrevistado – Avalio no final do ano. Escolhi um grupo pedagógico formado por todos os diretores de estabelecimento e professores e no final do ano avaliamos as atividades sendo que o parâmetro de avaliação não é muito orientado é mais aberto e basicamente cinge-se aos objetivos pedagógicos. Para a escolha das propostas é que já seguimos outros parâmetros. Por exemplo, em julho fizemos uns dez pedagógicos para uma avaliação detalhada das propostas porque antigamente o plano anual de atividades era, no fundo, um somatório de atividades propostas que não eram selecionadas, é também por isso que era tão extenso. O que nós fazemos agora é ver a pertinência da atividade e o seu timing. O que queremos fazer no futuro, que eu acho que é mais rico, mas vai demorar muito tempo, é tornar as atividades transversais, ou seja, deixaria de haver a atividade do português ou a atividade da matemática e passa a ser uma atividade

transversal a várias disciplinas. Isso implica muito trabalho e tempo e implica também a reunião entre vários professores e hoje em dia cada vez se reúne menos, hoje é muito difícil o professor de inglês estar junto do professar de educação física. Existem as reuniões de departamento, mas não há espaço para as reuniões interdepartamentais.

Entrevistador – Pensa que a curto e/ou a longo prazo é possível implementar esses aspetos que fazem parte da sustentabilidade do sistema na política da escola?

Entrevistado – Eu penso que isto é um negócio, é uma forma de ver. O Estado existe e não existe. O Estado em si não tem dinheiro, o dinheiro sai de si e sai de mim portanto se eu tenho de poupar eu tenho estudar o que estou a gastar, não posso dizer que estou a gastar de mais sem ter a certeza e não posso saber no que posso poupar sem saber no que gasto mais. Em vez de dizer “vai haver um corte de 20%” optaria por dizer

“você gastou isto assim de tudo o que poupar metade é para si para gastar com certas regras em materiais pedagógicos”. Dizer que vai haver um corte não nos obriga a

pensar. Para mim a sustentabilidade não vem “de cima”, vem das pessoas que estão “em

baixo” e portanto mais do que obrigar eu tenho é de lhes provocar comportamentos. É

como faz um treinador de futebol. Um treinador de futebol não pode dizer aos jogadores

para “fazer assim” porque durante o jogo não é ele que está em campo. O que pode

fazer é dar-lhe situações o mais ricas possível e deixar o jogador “fazer os filmes dele”.

O que interessa é que tenhamos muitos “filmes” e depois que ajamos de acordo com o

que aprendemos. Educar é a descoberta guiada e nós não estamos a ser educados “de

cima”.

Entrevistador – Acha que há recetividade, quer na comunidade interna educativa, quer no exterior junto dos parceiros na implementação da educação para o desenvolvimento sustentável?

Entrevistado – Há, eu acho que há porque hoje as escolas, graças aos agrupamentos, têm uma serie de parceiros com várias competências e que nos ajudam sobretudo a encontrar soluções para os diferentes problemas que surgem. Levanta-se porém um problema quando falamos de parceiros privados. O problema é que a Lei do Mecenato é muito pouco utilizada porque os seus benefícios são pequenos, não rende, não vale a pena. Há um exemplo muito feliz que gosto muito de dar que é o do Jardim Zoológico. O Jardim Zoológico há uns anos esteve para fechar, mas conseguiu sobreviver graças ao apadrinhamento dos animais, o leão é do Sporting, a águia é do Benfica, ou seja, toda a gente contribui com um pouco. Esta é uma linguagem que podia ser utilizada por nós, mas isso só acontece muito pontualmente e não acontece

sistematicamente porque há a noção errada da gestão de uma escola. A noção é a de que

“o diretor faz tudo” e, para o próximo ano, como precisavam de poupar em vez de

sermos cinco, somos quatro o que vai ser muito complicado de gerir. Na minha opinião isto deveriam ser dez ou doze pessoas a gerir a escola como se fosse uma empresa, sem terem componente letiva. Por exemplo, como e quando é que você avalia a prática pedagógica? É na reunião que faz uma vez por mês das 17h às 19h? Você tem de ter alguém com créditos firmados que vá ver quando lhe apetece, onde lhe apetece, sempre que lhe apetece essa prática e isso não existe. O problema de se colocar tantas funções na escola e nos professores é que se fica sem tempo para outras coisas muito mais importantes. Nós antigamente na autoavaliação fazíamos estatísticas de coisas que depois não serviam para nada. Fazia-se estatísticas, por exemplo, da profissão dos pais o que não era importante para a prática pedagógica e também se averiguava o tempo que

os “miúdos demoravam a chegar à escola que não sendo modificável não nos deveria

interessar. Porque é que vamos perder tanto tempo com isso se eu não posso modificar determinadas coisas? Até porque eu tenho uma escola sobrelotado. Quarta à tarde não tenho aulas por causa das reuniões e à segunda e à quinta a partir das 15h não tenho aulas porque tenho as salas abertas para os apoios. Portanto isto está tão compactado

que não me interessa o tempo que o “miúdo” demora porque eu não posso mudar a minha política. E há muita estatística com esta “inutilidade”, pega-se em muitas coisas

que não servem para nada.

Entrevistador - Tem sugestões para a aquisição de uma cultura de Sustentabilidade na escola e na comunidade envolvente?

Entrevistado – Para mim só há duas formas de mudar comportamentos, ou é

pela “carteira”, ou é pela “barriga”. Não mudamos comportamentos só porque outra

pessoa diz que é o que se deve fazer, mas sim porque vemos que aquela mudança nos vai dar algo em troca. O que se pode fazer é mostrar que um certo tipo de visão ou

perspetiva será bom para as pessoas ou pela “carteira” ou pela “barriga”. Portanto eu

não posso simplesmente dizer a uma pessoa para utilizar o toner económico, eu tenho de dizer que o toner económico traz mais vantagens. As pessoas têm de encarar isto como se fosse a sua casa. O problema é que algumas pessoas em casa também não têm esse comportamento. Todos têm que perceber que isso é bom e eu, infelizmente, não sei se consigo fazer isso.

Entrevistador – Para finalizar, gostaria de acrescentar alguma coisa a esse conjunto de princípios que defende sobre a educação para o desenvolvimento sustentável cuja década estamos a viver?

Entrevistado – Vou fazer aqui uma introdução, há uns anos eu era vice- presidente e fiz cerca de 95% do contrato de autonomia de primeira geração. Nessa altura ninguém sabia o que era o contrato, não havia um modelo e foi complicado criar um sem qualquer tipo referência tanto que o que foi assinado foi a nona versão. Numa das versões fizemos um contrato que não era só a dois porque achámos que tinha lógica que a Câmara Municipal também fizesse parte, no entanto essa versão não foi aceite. Neste contrato de autonomia de segunda geração continuo a defender que não pode ser só assinado com o Ministério da Educação até porque legalmente o enquadramento, quer do pré-escolar, quer do primeiro ciclo, do edificado e das atividades do “Aprender

a Brincar” e das atividades de enriquecimento curricular é da Câmara portanto isto tem

de ser uma Troika. A própria Câmara pedagogicamente ainda “mete o bedelho” na sala

de aula. Se nós fizermos um alargamento do contrato o combate passa a ser mais forte, estamos os três no mesmo barco. Portanto a organização deixa de ser a dois e passa a ser a três também com uma perspetiva de regionalização porque eu não consigo eliminar todo o lixo do mundo, mas consigo eliminar o lixo da minha rua. Um contrato, se for a três, é muito mais fácil para todos porque passamos a ter mais ajudas. Não sou eu que faço os contratos agora, há o conselho geral e eu não quero ter esse poder, mas eu só aceitaria assinar um contrato de autonomia se tiver esse alargamento por uma questão de estratégia. O protocolo que se faz com a escola é muito diferente do protocolo que se fizer com a escola-Câmara.

ENTREVISTA 2

Entrevistador – Antes de mais, gostaria de agradecer ter aceitado responder e gravar esta entrevista sobre a política do agrupamento ou escola não agrupada com contrato de autonomia na implementação da educação para o desenvolvimento sustentável. A finalidade será recolher a sua opinião sobre os momentos, as estratégias e as metas de promoção da educação para o desenvolvimento sustentável, identificar modos para alcançar o desenvolvimento sustentável e reconhecer os momentos de decisão para a implementação da educação para o desenvolvimento sustentável. Gostaria ainda de reforçar que o trabalho, sendo académico, garantirá a confidencialidade dos dados fornecidos. Assim, nunca será identificado o entrevistado ou a escola a que pertence.

Entrevistador – Vou lhe então apresentar um conjunto de perguntas a que pode escolher responder em linhas gerais. Que projetos/boas práticas identifica e que razões estiveram na base do desenvolvimento desses projetos/boas práticas no âmbito da educação para o desenvolvimento sustentável? Considera que existe um planeamento de toda a comunidade educativa relativamente aos projetos de educação para o desenvolvimento sustentável ou existe simplesmente um conjunto de práticas individuais de alguns professores? Considera que a participação da comunidade educativa no desenvolvimento dos projetos de educação para o desenvolvimento sustentável pode ser importante para a transmissão dos princípios da sustentabilidade? Qual é para si a influência que a direção da escola/agrupamento de escolas pode exercer sobre a política da escola para promover a educação para o desenvolvimento sustentável? São identificadas metas pela direção para a educação para o desenvolvimento sustentável? E que outros documentos de autonomia identifica que enquadrem os projetos no âmbito da educação para o desenvolvimento sustentável? Entrevistado – Nós seguimos várias linhas de orientação e de estratégia. A primeira é apoiar e promover os projetos que dizem respeito à prática pedagógica porque somos uma escola com algum insucesso e falta de comportamentos adequados o que, por sua vez, também se relaciona com o insucesso. Assim, e desde que aqui estou, há cerca de dois anos, nota-se uma preocupação crescente com este aspeto e tem ocorrido o nascimento de variados projetos neste sentido. Um dos exemplos é o

“Instrumento Pedagógico” um trabalho anual que os diversos departamentos têm de

à escola. Esta é uma diretriz do projeto educativo de escola e que nós temos tentado cumprir ao máximo, começando por criar a cultura e o hábito. Ainda não chegámos completamente à meta final, mas para lá caminhamos. A par deste pilar pedagógico temos os projetos mais transversais à cidadania aos quais também damos bastante importância, o que se nota nos próprios documentos que a escola tem divulgado e na nossa orientação alargando esses projetos e ainda outros projetos que promovem o desenvolvimento das competências pessoais e de convivência. No fundo a escola tem

como mote “o saber, o saber fazer, o saber estar e o saber conviver” e os projetos

partem deste quatro pilares tendo todos igual importância. Temos trabalhado em termos

No documento A EDS e os CA (páginas 143-167)

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