4.4 Servi¸cos sobre o tema vinho
4.4.2 Provas de vinho
As provas de vinho podem ser de v´arios tipos, tem´aticas (subordinadas a um tema que pode ser uma casta, uma regi˜ao, um ano), verticais (prova de v´arias edi¸c˜oes do mesmo vinho em anos diferentes), cegas (provas em que n˜ao se sabe que vinho ´e que est´a no copo), de tipos de vinho (espumantes, fortificados), t´ecnicas (feitas por en´ologos e profissionais) e provas de degusta¸c˜ao de produtores. Acontecem em diferentes locais como as adegas, as feiras e encontros com o vinho, eventos, em wine bars e em garrafeiras (?).
Algumas garrafeiras e quintas cobram pela prova de vinhos, geralmente entre 5 a 10 euros, dependendo do tipo de vinhos que v˜ao ser inclu´ıdos na prova, ou incluem esta actividade no pacote de actividades a fazer durante a estadia no alojamento da quinta. Regra geral s˜ao apresentados entre 5 e 6 vinhos, podendo variar, e duram cerca de 1h, 1h30.
As provas podem ser conduzidas pelo en´ologo respons´avel ou por algu´em ligado ao produtor que conhe¸ca as caracter´ısticas do que est´a `a prova. Normalmente ´e feito um pequeno enquadramento sobre o produtor, a regi˜ao, ou regi˜oes, as castas utilizadas e algumas particularidades de aromas, sabores, t´ecnicas de vinifica¸c˜ao utilizadas, no fundo algumas indica¸c˜oes que ajudam a perceber melhor o que est´a dentro das garrafas e pronto a passar para o copo.
As provas iniciam-se com os vinhos menos complexos e avan¸cam para os mais complexos em termos de aromas e sabores, dos brancos para os tintos e caso existam, os colheitas tardia e fortificados. Deste modo n˜ao se come¸ca por sabores demasiado intensos que depois se sobrep˜oem aos mais delicados, impedindo o degustador de tirar partido dos mesmos.
As provas de vinho s˜ao experiˆencias parasensoriais, isto ´e, activam v´arios dos sentidos. O copo pega-se pelo p´e, para que o vinho n˜ao aque¸ca com o calor das m˜aos e para que ser possa dar in´ıcio `a sequˆencia da prova no copo: avaliar o seu aspecto (limpo ou turvo), a sua cor (indicador do seu corpo e da sua idade, quanto mais velhos os brancos s˜ao mais escuros se v˜ao tornando, com os tintos ´e o inverso, quanto mais idade mais esbatida fica a sua tonalidade), apreciar a sua intensidade arom´atica e os aromas que sobressaem no nariz (vegetais, florais, frutados, amadeirados), e na boca, degustar os sabores, do¸cura, acidez, taninos, o corpo (sensa¸c˜ao de preenchimento na boca) e o seu comprimento de boca (se ´e curto, m´edio ou longo).
As provas de vinho s˜ao uma forma interessante e descomplicada de ficarem a conhecer as novidades de algumas marcas que vos s˜ao familiares mas, sobretudo uma excelente oportunidade de conhecerem novos produtores, regi˜oes e sabores que permitem diversificar as vossas escolhas futuras. S˜ao, sem d´uvida uma maneira diferente de
descomprimirem ao final do dia.
4.4.3
Bird watching
A observa¸c˜ao de p´assaros, atividade vulgarmente conhecida por Bird Watching, ´e uma outra atividade que tem vindo a crescer na perspectiva do turismo de atrair um outro tipo de visitantes que procuram a natureza selvagem. ´E, por isso, outra atividade que poder´a ficar associada a um eventual conjunto de ofertas que uma quinta poder´a oferecer no ˆambito do enoturismo e o turismo de natureza.
Atualmente, a Real Companhia Velha promove este tipo de atividade na sua mais famosa quinta, a Quinta das Carvalhas em frente ao Pinh˜ao. Existem tamb´em outros s´ıtios de internet que potenciam estas atividades comohttp://visitportoandnorth. travel/Porto-and-the-North/Visit/Artigos/Birdwatching-in-the-North e
http://visitportugalbirdwatching.com/?international-douro-natural-park.
4.5
S´ıntese
Neste cap´ıtulo abordaram-se diversas metodologias que s˜ao cada vez mais utilizadas no sentido de fidelizar um cliente a uma determina marca ou, pelo menos, garantir que existe uma forte simbiose entre um dado consumidor e essa marca em particular. Na metodologia apresentada, baseada numa extensa pesquisa de mercado, avaliaram- se de forma resumida as v´arias tendˆencias visando a cria¸c˜ao de uma base de referˆencia futura.
No que respeita `as fichas t´ecnicas, elemento informativo presente em todos os siste- mas de informa¸c˜ao mais b´asico, nem todas elas cumprem o mesmo formato nem apresentam o mesmo grau de detalhe. Poucas s˜ao que que fornecem elementos de ajuda para identificar algumas caracter´ısticas.
Quanto a actividade de proximidade, o Enoturismo revela-se como uma atividade econ´omica cuja importˆancia para o produtor tem vindo a crescer nos ´ultimos anos.
Os grandes grupos econ´omicos do sector tˆem j´a diversas unidades hoteleiras que visam o enoturismo bem como as atividades a ele afectas como as Provas de Vinho e Winehouses. Integradas em rotas tem´aticas, como ´e disso exemplo a Rota do Vinho do Porto, as v´arias quintas organizam-se assim em percursos tem´aticos.
Provas de vinho, encontros gastron´omicos e observa¸c˜ao de aves s˜ao outras atividades que os produtores e propriet´arios de quintas tentam dinamizar j´a que se revelam uma crescente atratividade quer a n´ıvel nacional quer a n´ıvel internacional.
Com este cap´ıtulo, assente na pesquisa de s´ıtios de internet das empresas produtoras de vinho e no concentrar alguma informa¸c˜ao associada ao vinho e ao enoturismo, finaliza-se a parte substancial do trabalho de explora¸c˜ao do mercado com vista a ter uma base forte de conhecimento que permita sustentar um conjunto de ideias base que formem um guia de boas pr´aticas. O cap´ıtulo seguinte, tenta agora ilustrar algumas dessas ideias materializadas numa interface web responsiva.
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de um prot´otipo
Ao longo do decorrer deste trabalho, extensas pesquisas de mercado foram efetuadas n˜ao s´o no sentido de aferir o n´ıvel de integra¸c˜ao de tecnologias de contextualiza¸c˜ao em r´otulos de garrafas de vinhos nacionais mas tamb´em avaliar o panorama de aplica¸c˜oes existentes que exponenciem uma melhor interac¸c˜ao entre um consumidor e o produto do vinho onde o agente de contextualiza¸c˜ao realiza essa liga¸c˜ao.
Pela an´alise efectuada ao mercado vin´ıcola, em especial ao portuguˆes, constata- se que ainda existem diversas lacunas na utiliza¸c˜ao deste tipo de tecnologias para promover n˜ao s´o o vinho mas servi¸cos que podem ser divulgados atrav´es de um mesmo suporte.
Neste cap´ıtulo apresentam-se algumas ideias que podem servir como um guia de procedimentos ou mesmo ajudar `a elabora¸c˜ao de um manual de boas pr´aticas a seguir para que tecnologias de contexto combinadas com smartphones possam ser usadas na promo¸c˜ao do turismo e outros servi¸cos de valor acrescentado que estejam agregados ao vinho.