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2 DESENVOLVIMENTO

2.1 Nado Sincronizado

2.1.3 Provas do Nado Sincronizado

Os torneios de nado sincronizado são divididos nas provas de rotina livre e figuras nas categorias de base, e rotina técnica e rotina livre na categoria sênior. As provas de rotina livre consistem em equipes ou conjuntos, provas compostas por no mínimo quatro e no máximo dez atletas, quando na rotina livre combinada. Nos Jogos Olímpicos e Pan Americanos são sempre oito nadadoras e uma reserva; duetos, provas com duas atletas; e solos, coreografias compostas por uma única atleta. Rotinas livres consistem em uma composição de movimentos e formações coreografadas e executadas com música. O traje para as rotinas são maiôs bordados. (VIEIRA; FREITAS, 2006).

A prova de figuras consiste em um conjunto de posições e movimentos básicos, ligados entre si por transições definidas apresentados a uma banca de árbitros por cada atleta. Cada categoria possui um grupo obrigatório de duas figuras e mais quatro grupos a serem sorteadas de 18 a 72 horas antes da competição de figuras. O traje para essa prova deve ser maiô preto e touca branca, sem o uso de joias ou acessórios, para que não haja identificação individual. (FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE NATAÇÃO, 2013).

Os grupos de figuras são modificados de quatro em quatro anos, de acordo com as regras da FINA. (VIEIRA; FREITAS, 2006).

As provas de rotina técnica substituem a prova de figuras na categoria sênior, consistem em coreografias com elementos obrigatórios preestabelecidos pela FINA, derivados das figuras e movimentos básicos. Os elementos devem ser executados em determinada ordem sequencial, intercalados ou não com movimentos livres, e todas as atletas devem realizar os mesmos movimentos simultaneamente, exceto na parte fora da água, na ação em cadeia (sequência) e na alçada. Os elementos diferem para solos, duetos e equipes. Os solos devem apresentar cinco elementos, os duetos apresentam sete elementos e a equipe, também sete elementos. Sendo assim os tempos totais de coreografia também diferem. Assim como as figuras, os elementos obrigatórios também são atualizados a cada quadriênio, de acordo com a regra da FINA. (VIEIRA; FREITAS,

2006).

Além das rotinas livre e técnica, uma nova prova tem sido apresentada nos últimos anos, a rotina livre combinada. Consiste em uma coreografia de solos, duetos, trios e equipes, apresentados intercaladamente em uma mesma apresentação. Como na rotina livre, o tema e música são de livre escolha e não há elementos obrigatórios. Na rotina livre combinada, o número de trocas de atletas nadando também é livre, porém deve conter no mínimo duas partes em que apenas uma ou duas nadadoras se apresentem.

Nesse tipo de competição, apenas a pontuação da rotina é necessária para o resultado, isto é, a coreografia tem peso de 100% no resultado final (VIEIRA; FREITAS, 2006).

Outra prova nova no regulamento do nado sincronizado é a rotina de highlight, que consiste em uma coreografia executada por 8 a 10 atletas com elementos obrigatórios previstos em regulamento, que são atualizados de quatro em quatro anos pela FINA. Seus elementos são diferentes dos elementos obrigatórios da rotina livre, pois envolvem ações acopladas entre as atletas, alçadas, elementos mais performáticos. Assim como a rotina livre combinada, também é atribuído 100% do peso a essa prova. (FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE NATAÇÃO, 2013).

Para obtenção dos resultados, cada prova tem um peso no resultado final. Nas categorias de base, a prova de figuras tem peso de 50% e a prova de rotina livre tem mais 50%, assim, o resultado final é obtido com os resultados de ambas as provas. Na categoria sênior, a prova de rotina técnica tem peso de 50% e a prova de rotina livre tem mais 50%, e o resultado final também é obtido com os resultados de ambas as provas. Nos Jogos Olímpicos e Pan-americanos apenas as provas de dueto e equipe são disputadas, divididas em rotinas técnica e livre, com cada etapa valendo 50% do resultado final. Em mundiais, são disputadas as provas de solo, dueto e equipe, também divididas em rotinas técnica e livre, cada uma valendo 50% do resultado final. Além disso, a prova de rotina livre combinada também é disputada, com peso de 100% para o resultado final dessa prova.

(VIEIRA; FREITAS, 2006).

Esses resultados são passíveis de penalidades previstas em regulamento, que levam a descontos de pontuação. Na prova de figuras as penalidades podem ser aplicadas se a figura for interrompida voluntariamente pela atleta, se a atleta não executar a figura anunciada ou se a atleta não apresentar todos os movimentos constituintes da figura (nesse caso, a atleta é punida, mas pode realizar novamente a figura. Caso erre novamente a

figura anunciada, sua nota será zero.).

Nas provas de rotina em geral, as penalidades são aplicadas em equipes com menos de oito atletas (nesse caso, o desconto de pontuação é aplicado em cada atleta faltante), se o tempo da parte executada fora da água exceder 10 segundos, se o tempo de caminhada até a posição inicial exceder 30 segundos, se o tempo de coreografia e seu limite para mais ou para menos for excedido, se a atleta fizer uso de alguma parte da piscina durante a coreografia, se a atleta fizer uso de alguma parte da piscina durante a coreografia para auxiliar outra atleta, entre outros. Na rotina técnica, a penalidade é aplicada caso não haja a execução completa de um dos elementos obrigatórios ou em que não haja a execução de um dos elementos obrigatórios. Na rotina de highlight, a penalidade é aplicada em cada omissão de elementos obrigatórios. (FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE NATAÇÃO, 2013).

A atribuição de notas é feita por árbitros especializados, que julgam de acordo com o tipo de prova, atribuindo valores de 0 a 10. Para a prova de figuras, todos os julgamentos partem de uma posição de perfeição, considerando o desenho (a execução das posições e transições da figura como descritas no regulamento) e controle da figura (extensão, altura, estabilidade, clareza, velocidade de execução das posições e transições da figura como descritas em regulamento). (FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE NATAÇÃO, 2013).

Nas provas de rotina livre (incluindo a rotina livre combinada e a rotina de highlight), as notas são atribuídas de 0 a 10 de acordo com cada item de avaliação. Nessas provas o quadro de árbitros é dividido em Execução (avaliam execução e sincronização), Impressão artística (avaliam coreografia, interpretação da música e a maneira de se apresentar da atleta) e Dificuldade (avaliam o nível de dificuldade da rotina).O percentual de peso do item difere de acordo com as provas de solo, dueto e equipe. (FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE NATAÇÃO, 2013).

Na rotina técnica, as notas também são atribuídas de 0 a 10 de acordo com cada item e o quadro de árbitros é dividido em Execução (avaliam a execução de todos os movimentos e a sincronização), Impressão artística (avaliam dificuldade, coreografia, interpretação da música e maneira de se apresentar da atleta) e Elementos (avaliam exclusivamente a execução de cada elemento obrigatório, levando em consideração o nível de dificuldade de cada um). O percentual de peso do item também difere de acordo

com as provas de solo, dueto e equipe. (FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE NATAÇÃO, 2013). A competição deve ser acompanhada por um árbitro geral, um árbitro auxiliar, quatro cronometristas, um chefe de competição, um locutor e um controlador de som. O quadro de arbitragem é composto por 10 a 15 árbitros. Nas competições da FINA, nos Jogos Olímpicos e Pan-americanos, o quadro é sempre composto por 15 árbitros.

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