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6. Plano de seguimento

6.3. Quadro de Governança

No quadro da operacionalização do PO, nomeadamente no que respeita à operacionalização das recomendações da AAE e da subsequente monitorização, torna-se imperativo a constituição de um quadro de governança que assegure a articulação dos interesses, recursos e responsabilidade dos vários agentes intervenientes em todo o processo de implementação do PO, fomentando a articulação das diversas funções relacionadas com a gestão, o acompanhamento, o controlo e a avaliação do programa.

Assim, no âmbito do quadro institucional de governação do PO, prevê-se um nível de coordenação política, um nível de coordenação técnica geral dos FEEI, uma autoridade de auditoria, uma autoridade de certificação e, a um nível mais operacional, as Autoridades de Gestão dos PO e as respectivas Comissões de Acompanhamento, tal como explicitado na Tabela 29.

Tabela 29 – Quadro de Governança do PO CI.

Entidade Responsabilidade no âmbito da aplicação do PO

Comissão Interministerial de Coordenação do Acordo de Parceria e dos Programas Operacionais dos Fundos de Coesão

 Órgão de orientação e de coordenação política global dos FEEI

Agência para o Desenvolvimento e Coesão, IP

 Autoridade de Certificação.

 Coordenação técnica geral dos FEEI.

 Gestão do programa de assistência técnica para os fundos da política de coesão.

Inspeção-Geral das Finanças  Autoridade de auditoria para os Programas Operacionais. Autoridade de Gestão do PO CI  Autoridade de gestão do PO.

Comissão de Acompanhamento do

PO  Monitorização do Programa

Agência Portuguesa do Ambiente

 Contribuir para a definição da política nacional nos domínios do ambiente, nomeadamente combate às alterações climáticas, recursos hídricos, resíduos, bem como orientar, coordenar e controlar a sua execução.

 Operacionalizar/supervisionar os projetos aprovados no âmbito do PO e avaliar a sua pertinência e relevância para o cumprimento dos objetivos e metas estratégicas nos domínios do ambiente.

 Informar e disponibilizar dados sobre grau de execução dos projetos no âmbito da fase de monitorização do Plano e seguimento da AAE. Direção Geral do Território  Contribuir para a definição da política nacional no domínio do

Entidade Responsabilidade no âmbito da aplicação do PO

sua execução.

 Operacionalizar/supervisionar os projetos aprovados no âmbito do PO e avaliar a sua pertinência e relevância para o cumprimento dos objetivos e metas estratégicas no domínio do ordenamento do território.

 Informar e disponibilizar dados sobre grau de execução dos projetos no âmbito da fase de monitorização do Plano e seguimento da AAE.

Instituto de Conservação da Natureza e Florestas

 Contribuir para a definição da política nacional no domínio da biodiversidade, nomeadamente na gestão sustentável de habitats e valorização das zonas protegidas, bem como orientar, coordenar e controlar a sua execução.

 Operacionalizar/supervisionar os projetos aprovados no âmbito do PO e avaliar a sua pertinência e relevância para o cumprimento dos objetivos e metas estratégicas no domínio da conservação da natureza e

biodiversidade.

 Informar e disponibilizar dados sobre grau de execução dos projetos no âmbito da fase de monitorização do Plano e seguimento da AAE.

Direção Geral do Património Cultural

 Contribuir para a definição da política nacional no domínio do património cultural imóvel, móvel e imaterial, bem como orientar, coordenar e controlar a sua execução.

 Operacionalizar/supervisionar os projetos aprovados no âmbito do PO e avaliar a sua pertinência e relevância para o cumprimento dos objetivos no domínio do património cultural imóvel, móvel e imaterial.

 Informar e disponibilizar dados sobre grau de execução dos projetos no âmbito da fase de monitorização do Plano e seguimento da AAE.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera

 Contribuir para a definição da política nacional no domínio das alterações climáticas e do mar, bem como orientar, coordenar e controlar a sua execução.

 Operacionalizar/supervisionar os projetos aprovados no âmbito do PO e avaliar a sua pertinência e relevância para o cumprimento dos objetivos nos domínios do mar e das alterações climáticas.

 Informar e disponibilizar dados sobre grau de execução dos projetos no âmbito da fase de monitorização do Plano e seguimento da AAE.

Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional

 Contribuir para a definição da especialização inteligente regional, bem como orientar, coordenar e controlar a sua execução.

 Operacionalizar/supervisionar os projetos aprovados no âmbito do PO e avaliar a sua pertinência e relevância para o cumprimento dos objetivos da especialização inteligente regional.

 Informar e disponibilizar dados sobre grau de execução dos projetos no âmbito da fase de monitorização do Plano e seguimento da AAE.

Autoridade Nacional de Proteção Civil

 Contribuir para a definição da política nacional no domínio da proteção civil, bem como orientar, coordenar e controlar a sua execução.

 Operacionalizar/supervisionar a prevenção e reação a acidentes graves e catástrofes, de proteção e socorro de populações e de superintendência da atividade dos bombeiros, bem como assegurar o planeamento e coordenação das necessidades nacionais na área do planeamento civil de

 Definir critérios de elegibilidade dos projetos nomeadamente do que é definição de critérios ambientais a constar dos regulamentos específicos e avisos de concurso do PO;  Apoiar a decisão de financiar determinados projetos ao avaliar a sua pertinência e

relevância para o cumprimento dos objetivos e metas estratégicas de sustentabilidade;  Disponibilizar e ou promover ações de recolha de dados sobre os indicadores de

monitorização solicitados pela autoridade de gestão do PO.

Assim, na Tabela 30, para cada umas das recomendações anteriormente propostas, identificam-se as entidades às quais, em virtude das suas responsabilidades específicas, são suscetíveis de interessar os efeitos resultantes da aplicação do PO e/ou têm participação direta ou indireta na operacionalização, monitorização e gestão das apostas e ações estratégicas previstas no Programa, nomeadamente nas recomendações propostas pela AAE.

Tabela 30 – Quadro de Governança do PO CI por recomendação.

REC Recomendação Entidades competentes

1 Promover ações de formação de agentes da administração pública para a avaliação de

projetos eco-inovadores  APA; Adi

2

No quadro da I&D&I promover a eco-inovação visando a redução de impactes de exploração (e.g. tecnologias menos poluentes, eficiência no uso de recursos) e de combate às AC (e.g. formas de adaptação, aproveitamento de energia)

 APA, Adi

3 Promover o apoio a projetos de eco-inovação assentes no desenvolvimento de produtos e serviços baseados nos serviços dos ecossistemas

 Agência para o Desenvolvimento e Coesão; ICNF; Adi 4 Potenciar a criação de clusters sectoriais potenciadores de atividades de eco-inovação  APA, CCDR’s 5 Reforçar o estabelecimento de parcerias internacionais estratégicas ao nível da eco-

inovação de partilha de conhecimento e aprendizagem  APA

6

Assegurar o estabelecimento de parcerias público-privadas na área da investigação, nomeadamente da Eco inovação de forma a promover a transferência de

conhecimento para as empresas

 APA, Adi 7 Promover a qualificação específica dos ativos das empresas em eco-inovação  Adi 8 Promover o diálogo e consulta transfronteiriça no sentido de articular os projetos de

intermodalidade e interoperabilidade  Agência, IP, IMT

9

Dar prioridade aos projetos que promovendo a articulação entre os vários modos de transporte de mercadorias potenciem o uso da ferrovia nomeadamente através da sua ligação portos marítimos e às plataformas logísticas

 Agência, IP, IPTM, IMT

10 Promover a responsabilidade ambiental das iniciativas empresariais sujeitas a

cofinanciamento pelo PO assegurando a internalização dos custos ambientais  APA 11 Promover projetos assentes no aproveitamento de recursos endógenos numa ótica

de especialização inteligente  CCDR’s

12 Promover a denominação e certificação de produtos endógenos de excelência,

decorrentes de cadeias de negócio assentes nos serviços dos ecossistemas  ICNF: MADRP 13 Melhorar a coerência e sinergia entre iniciativas públicas e privadas no sentido de

estabelecer um quadro de ação de uns e outros em cada sector  Agência, IP, CCDR’s

14

Garantir a não ocupação de zonas sensíveis do ponto de vista ambiental,

nomeadamente de conservação da natureza e biodiversidade, por infraestruturas, nomeadamente por grandes infraestruturas de logística e de transporte minimizando os efeitos da fragmentação dos habitats