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QUADRO 16: RECURSOS DO PROGRAMA ESCOLA ACESSÍVEL, DAS ESCOLAS PÚBLICAS DE RIO BRANCO/ACRE

Averiguar as escolas atendidas e os recursos repassados pelo Programa Escolas Acessíveis.

Obs.: * Período de referência: data do repasse/pagamento. O programa Escola Acessível promove a adequação de prédios escolares, visando promover um ambiente acessível para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Com o PDE, o programa passa a ser executado por meio do PDDE. Em 2009, as escolas foram atendidas pelo PDE-Escola.

Ano

Estadual Municipal

Total

Escola(s)* Reais Escola(s)* Reais Escola(s)* Reais

2008 7 108.000,00 10 152.000,00 17 260.000,00

2009 4 9.900,20 - - 4 9.900,20

2010 13 228.600,00 10 177.000,00 23 405.600,00

2011 32 249.000,00 13 88.000,00 45 337.000,00

2012 14 150.800,00 2 20.000,00 16 170.800,00

2013 22 300.000,00 4 40.800,00 26 340.800,00

2014 16 189.100,00 - - 16 189.100,00

Total 99 1.235.400,20 29 477.800,00 128 1.713.200,20

168 Averiguar as escolas atendidas e os recursos repassados pelo Programa Escolas Acessíveis.

Obs.: * Período de referência: data do repasse/pagamento. O programa Escola Acessível promove a adequação de prédios escolares, visando promover um ambiente acessível para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Com o PDE, o programa passa a ser executado por meio do PDDE. Em 2009, as escolas foram atendidas pelo PDE-Escola.

Ano

Estadual Municipal

Total

Escola(s)* Reais Escola(s)* Reais Escola(s)* Reais

Geral

* No cálculo dos totais, foram consideradas apenas escolas distintas.

FONTE: FNDE

(Disponível em:

http://painel.mec.gov.br/painel/detalhamentoIndicador/detalhes/municipio/muncod/1200401. Acesso: jul./

2015).

Observa-se que, das 31 Salas de Recursos Multifuncionais (total de 57 SRM – 31 municipais e 26 municipalizadas), da rede municipal de Rio Branco/Acre, 29 foram contempladas com recurso do “Programa Escolas Acessíveis”, quase a totalidade das escolas municipais com SRM receberam recursos do referido programa para promover acessibilidade arquitetônica. Infelizmente até o fechamento desta tese, não conseguimos dados oficiais da utilização desses recursos por cada escola contemplada.

Mas, o Programa Escola Acessível tem os seguintes objetivos específicos:

1- Adequar arquitetônica ou estruturalmente os espaços físicos reservados à instalação e ao funcionamento das Salas de Recursos Multifuncionais, a fim de atender aos requisitos de acessibilidade;

2- Adequar sanitários, alargar portas e vias de acesso, construir rampas, instalar corrimão e colocar sinalização tátil e visual;

3- Adquirir mobiliário acessível, cadeira de rodas, material desportivo acessível e outros recursos de tecnologia assistiva. (MEC, 2013, p. 07)

De acordo com o Manual do Programa Escola Acessível:

[...] o Programa contemplará escolas de educação básica com Salas de Recursos Multifuncionais implantadas em 2009, que tenham registrado, no Censo escolar MEC/INEP/2010, matrícula de estudantes público-alvo da educação especial em classes comuns do ensino regular. (MEC, 2013, p. 06)

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Para que a escola tenha direito a esse recurso, é preciso que a Secretaria de Educação faça adesão ao Programa, bem como é necessário que as escolas se cadastrem na plataforma do Sistema Integrado de Execução e Controle – SIMEC.

De acordo com as observações realizadas durante as formações dos professores, com a participação nas reuniões com a equipe da SEME/RB, notamos que, para a Equipe de Educação Especial da SEME/RB, possuir Sala de Recursos Multifuncionais e receber o recurso do Programa Escola Acessível são ações determinantes para a construção de uma proposta de educação inclusiva.

Porém, as escolas possuem estruturas diferentes, as Salas de Recursos Multifuncionais são diferentes em relação às dimensões espaciais, inviabilizando, às vezes, a colocação de todo o material enviado pelo MEC. Alguns recursos tecnológicos não são de conhecimento do professor (impressora Braille, Lupa eletrônica, software para comunicação alternativa e aumentativa, soroban, entre outros). Ou seja, o professor não sabe como utilizá-los, e não é sempre que um recurso que chega consegue contemplar o objetivo proposto pela própria equipe da SEME/RB para a efetivação de práticas desafiadoras para os alunos público-alvo da educação especial.

Vamos ilustrar essa situação com a fala da professora na entrevista realizada, quando perguntamos sobre como é oferecido o AEE na Sala de Recursos Multifuncionais, se o material existente na SRM é adequado e se é suficiente para a demanda proposta. Obtivemos a seguinte resposta:

Quando eu cheguei aqui, disseram que iam arranjar um lugar. Você [inscreve] escreve a escola no MEC/censo para receber o material, o mobiliado, só que isso demora muito, tem escolas que eu trabalhei há 4 anos atrás e depois de 4 anos que chega o material/sala/ mobiliário. O segundo ponto, quem atende na SRM tem que tirar o dinheiro do bolso para trabalhar.

Se você quer ter resultado... Eu tenho aqui uma caixa de material. O que a SEME passa é a formação, os treinamentos, agora, para você dinamizar essa aula para o seu aluno, precisa de material adequado. Aí você não tem resultado, aí você tem que meter a mão no bolso e comprar material. Os jogos que chegam na sala de recursos são simples, e meu aluno autista já não gosta

170 mais, aí você tem que procurar outro recurso. . (ENTREVISTA, MAIO, 2014).

Assim, o recurso material existente nas SRM é essencial para colocar em prática as estratégias que potencializam a aprendizagem desses alunos, mas, a falta da diversidade desse material, e de um olhar sobre os recursos pedagógicos que atendam a necessidade desse alunado podem ser considerados como fatores responsáveis pelas dificuldades na escolarização desses estudantes. Principalmente, para alunos público-alvo da educação especial que aprendem com a utilização de material concreto, de tecnologias assistivas, de tecnologias específicas para cada necessidade.

O abstrato para eles - deficientes e TGD - é algo vago que precisa ser materializado para, então, a aprendizagem começar a se desenvolver. Vista dessa forma, a dimensão material é um eixo importante na análise do contexto da prática. De acordo com a fala da professora citada acima, para cada especificidade de um aluno, precisa-se de um material específico, e, às vezes, o material que chega à SRM não atende à necessidade de um determinado aluno.

O segundo programa de grande relevância para a SEME/RB é o Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais. A SEME/RB acompanha e administra 57 SRM: 31 salas são municipais e as outras 26 são municipalizado, como descrito acima. Essas salas possuem material enviado pelo MEC e são divididas em dois tipos: