Regulamento de Crédito à Habitação constante do Anexo VII.
2. Os empréstimos abrangem os trabalhadores na situação de contrato sem termo e devem ser liquidados no máximo de 35 anos e até o mutuário completar 65 anos de idade, sem prejuízo das exceções previstas no Regulamento de Crédito à Habitação, em que aquele prazo e aquela idade poderão ampliar-se até 40 e 70 anos, respetivamente.
3. O valor dos recursos a afetar à concessão dos empréstimos será definido anualmente pela Instituição, nos termos do artigo 4º do Regulamento de Crédito à Habitação.
4. O valor dos recursos a que se refere o número anterior não abrange as transferências dos empréstimos de trabalhadores oriundos de outras instituições de crédito.
Cláusula 116ª. Finalidade dos empréstimos
1. Os empréstimos visam proporcionar aos trabalhadores a possibilidade de:
a) Aquisição de habitação já construída ou em construção; b) Aquisição de terreno e construção de habitação; c) Construção de habitação em terreno próprio; d) Ampliação de habitação própria;
e) Beneficiação de habitação própria.
2. São concedidos empréstimos para substituição de outros que se encontrem em curso noutras instituições de crédito, desde que os mesmos tenham sido concedidos para os fins indicados no número anterior
Cláusula 117ª
Limites gerais do valor do empréstimo
1. O valor máximo do empréstimo é no valor constante do anexo VI e não pode ultrapassar 90 % do valor da avaliação do imóvel ou do valor do contrato se este for menor que aquele, sendo o seu valor revisto anualmente.
Cláusula 118ª.
Taxas de juro e outras condições
1. A taxa de juro dos empréstimos à habitação é igual a 65 % do valor da taxa mínima de proposta aplicável às operações principais de refinanciamento pelo Banco Central Europeu.
2. A variação da taxa referida no número anterior determina, relativamente às prestações vincendas, a correspondente alteração das taxas aplicáveis aos empréstimos em curso, não podendo conduzir a taxa de juro superior a 10 % ou inferior a 0,1 % ao ano.
Cláusula 119.ª
Cessação do contrato de trabalho
1. Se o mutuário deixar de exercer funções na Instituição será mantida a amortização mensal segundo o plano inicial, nos casos de reforma por velhice, invalidez, despedimento coletivo, despedimento por inadaptação e por extinção do posto de trabalho, aplicando-se o mesmo regime nos casos de doença, acidente de trabalho ou doença profissional.
2. Nos casos não previstos no número anterior, o empréstimo considera-se vencido, agravando-se a taxa para a máxima legal estabelecida para as operações bancárias ativas de igual prazo e natureza, até efetivação integral do pagamento do montante em dívida, salvo acordo diferente entre o mutuário e a Instituição.
SECÇÃO V
39
CLÁUSULA 120ª Assistência Médica
1. A assistência médico social dos trabalhadores bancários é assegurada por um Serviço de Assistência Médico-Social – SAMS, ou outra entidade equivalente que o venha a substituir por acordo entre os Sindicatos representados, nos termos dos números seguintes.
2. O Serviço de Assistência Médico-Social – SAMS – constitui uma entidade autónoma, dotada das verbas referidas no número 4 desta Cláusula, e é gerido pelo Sindicato respetivo.
3. O SAMS proporciona, aos seus beneficiários, serviços e/ou comparticipações em despesas no domínio de assistência médica, meios auxiliares de diagnóstico, medicamentos, internamentos hospitalares e intervenções cirúrgicas, de acordo com as suas disponibilidades financeiras e regulamentação interna.
4. As contribuições para o SAMS são as seguintes: a) A cargo das Instituições de crédito, a verba mensal de: i) € xxx por cada trabalhador no ativo e por cada reformado;
ii) € xxx pelo conjunto de pensionistas associados a um trabalhador ou reformado falecido, a repartir em valores iguais por cada um;
b) Às verbas referidas na alínea anterior, acrescem duas prestações de igual montante, a pagar nos meses de Abril e Novembro de cada ano;
c) A cargo dos trabalhadores no ativo: a verba correspondente a 1,50% da sua retribuição mensal efetiva incluindo os subsídios de férias e de Natal;
d) A cargo dos trabalhadores colocados nas situações de doença, invalidez, invalidez presumível ou reforma: a verba correspondente a 1,50% das mensalidades referidas nas alíneas a), b) e c) do n.º 1 da cláusula 105.ª, a que nos termos da mesma tiverem direito, acrescidos das diuturnidades que lhes competirem de acordo com o estabelecido na cláusula 107.ª; e) A cargo dos pensionistas referidos na cláusula 110.ª: a verba correspondente a 1,50% das pensões previstas nas alíneas a), b), c) e d) do n.º 1 daquela cláusula e que nos termos da mesma lhes competirem.
5. Os trabalhadores admitidos a partir de 3 de Março de 2009, inscritos no regime geral de segurança social ao abrigo do Decreto-Lei 54/2009, de 2 de Março, têm como base de incidência para cálculo das contribuições para o SAMS:
a) Nas situações de ausência por doença, acidente de trabalho ou de doença profissional, o valor das prestações que seriam
devidas se ao trabalhador fosse aplicável o disposto na cláusula 105.ª, acrescido do valor das diuturnidades devidas nos termos da cláusula 107.ª;
b) Nas situações de ausência no âmbito da parentalidade, o valor da retribuição mensal efetiva auferida pelo trabalhador no
momento imediatamente anterior ao da respetiva ausência.
c) Nas situações de pensionistas de reforma e de sobrevivência os valores da pensão efetivamente recebida, que integra a pensão da Segurança Social e a pensão complementar prevista na cláusula 103ª deste Acordo, decorrente das contribuições dos trabalhadores, as quais têm lugar no momento em que sejam disponibilizadas aos beneficiário os montantes sobre que incidem, independentemente do recebimento ser em forma de capital ou de prestações mensais, nos termos do Plano de Pensões aplicável.
6. Para o cálculo das contribuições previstas nas alíneas c) e d) do número 4 desta cláusula, consideram-se os valores totais das mensalidades a que por este Acordo os trabalhadores ou reformados ou pensionistas tiverem direito, independentemente das pensões recebidas de quaisquer Serviços de Segurança Social de que sejam beneficiários e que, nos termos da cláusula 104.ª devam entregar à Instituição.
7. São beneficiários dos SAMS os titulares das prestações, em relação às quais as instituições são obrigadas a contribuir, nos termos da alínea a) do número 4 desta cláusula, independentemente de filiação sindical, sendo beneficiários dos SAMS do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários os sócios desse Sindicato e beneficiários dos SAMS do Sindicato Independente da Banca os sócios deste Sindicato. Os demais trabalhadores bancários beneficiarão dos SAMS dos Sindicatos dos Bancários do Centro, do Norte ou do Sul e Ilhas, conforme o seu local de trabalho se situe na área geográfica de um ou de outro dos referidos três sindicatos, mantendo-se nessa situação após a passagem à reforma.
8. São igualmente beneficiários os familiares dos titulares das prestações referidas na alínea a) do número 4 desta cláusula, nos termos dos regulamentos internos adotados pelos SAMS.
9. As instituições remeterão aos SAMS, até ao dia 10 do mês seguinte a que respeitam, as contribuições referidas nos números 4 e 5 desta cláusula.
10. O disposto na presente cláusula não se aplica aos trabalhadores reformados ao abrigo da cláusula 108ª.
11. As verbas referidas na alínea a) desta cláusula são atualizadas com efeitos a janeiro de cada ano em conformidade com o valor do índice de inflação do INE relativo ao ano anterior.
40
SECÇÃO VI
Regime de proteção da parentalidade Cláusula 121.ª
Parentalidade
1. Aos trabalhadores da instituição é aplicável o regime legal de proteção na parentalidade.
2. As ausências ocorridas ao abrigo do disposto no regime de parentalidade não determinam a perda de quaisquer direitos e são consideradas, salvo quanto à retribuição, como prestação efetiva de serviço.
3 - Nas licenças ao abrigo do regime de parentalidade é aplicável o disposto na alínea b) do número 5 da cláusula 120ª.
CAPÍTUO XI
REGIME ESPECIAL DO BANCO DE PORTUGAL CLÁUSULA 122.ª
Regime de prestação de trabalho
1. No Banco de Portugal, os trabalhadores que forem necessários para assegurar o funcionamento do serviço do Tesouro, ou dos serviços que se prendam com a função emissora, podem trabalhar conforme as exigências peculiares desses serviços, designadamente de modo a que o seu regime de trabalho coincida com o dos serviços do Estado.
2. O mesmo regime é aplicado aos trabalhadores do Banco de Portugal necessários para assegurar o exercício das funções, também de carácter público, de cujo desempenho está incumbido, enquanto Banco Central.
3. O trabalho prestado ao abrigo desta cláusula, e que exceda o horário normal de trabalho, é remunerado como suplementar. 4. O trabalho prestado em dias diferentes dos de funcionamento normal dos restantes Bancos é remunerado como trabalho prestado em dias de descanso, nos termos da cláusula 74.ª.
5. Aos trabalhadores que tenham prestado serviço, total ou parcialmente, em dia de descanso semanal, aplica-se o disposto no n.º número 3 da cláusula 49.ª.
CLÁUSULA. 123.ª Categorias profissionais
O Banco de Portugal, tendo em conta as especiais funções e responsabilidades que lhe incumbem como Banco Central, poderá criar categorias de funções específicas ou de enquadramento próprias e adequar as carreiras profissionais de todos os seus trabalhadores, sem prejuízo do disposto no presente Acordo.
CAPÍTUO XII
IGUALDADE E CONCILIAÇÃO DA VIDA PROFISSIONAL E FAMILIAR CLÁUSULA 124ª.
Direito à igualdade
1. As instituições devem garantir o direito à conciliação da vida profissional e familiar dos trabalhadores/as, promovendo a igualdade de tratamento
2. As relações de trabalho nas empresas devem ser pautadas pela não discriminação em função, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual. 3. As instituições farão esforços para alcançar a igualdade de oportunidades em todas as suas políticas, incluindo a igualdade de género desenvolvendo medidas para evitar qualquer discriminação no local de trabalho entre homens e mulheres.
4. As Instituições devem definir critérios objetivos e de igualdade no tratamento, no que se refere às remunerações, classificações profissionais, promoções, formação profissional e atribuição de prémios de desempenho.