9. Como orientar uma atividade para casais
9.2. Qual o papel do orientador numa atividade para casais
Visão do Casamento” e conduzir os casais para uma vida conjugal feliz e harmoniosa.
Competirá a ele, também, auxiliar os casais, que estiverem passando por “dificuldades”, apresentando-lhes o caminho para a solução desses problemas. Contudo, cabe observar que essas atividades não são direcionadas apenas para casais que passam por “crises”, mas para a todos aqueles que querem viver num lar Seicho-No-Ie, realizando infinitamente o amor.
Não será possível numa única atividade transmitirmos aos ca-sais a totalidade da “Nova Visão do Casamento” e todas as ferra-mentas para vivenciar uma vida a dois plena. Por isso, a depender do tema que nos for passado, daremos mais ênfase em um ou outro aspecto desta vasta doutrina relacionado ao casamento.
Na sequência deste trabalho, destacamos os principais temas da “Nova Visão do Casamento” a serem desenvolvidos pelos orien-tadores nas atividades para casais, e que possibilitam uma vida conjugal verdadeiramente harmoniosa e feliz. Na página dos Pre-letores na Internet (área restrita), consta este estudo com as trans-crições dos trechos das obras sagradas, porém, para este Manual nos limitamos a citar apenas as fontes.
a) A essência do casamento
O Mestre Masaharu Taniguchi apresenta uma nova visão do
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casamento, uma visão espiritual e não material. O casamento não é uma simples união de corpos ou uma mera sociedade entre duas pessoas, registrada em cartório.
Na “Nova Visão do Casamento” a união não está alicerçada em bases materiais ou nos atributos físicos do cônjuge, mas sim na Imagem Verdadeira da Vida.
Sobre este tópico, vale a pena consultar o livro Nova Visão do Casamento, 11.ª ed., p. 28 e caps 1a 4; Assim se Concretiza o Amor, 1.ª ed, p. 75 e 77; A Verdade da Vida, 3.ª edição, v. 14, pp 100 e 101.
Cabe a nós, portanto, transmitirmos esse significado espiritu-al do casamento, fundamentados na Verdade de que marido e mulher são metades de uma mesma alma, para que os cônjuges conscientes da Imagem Verdadeira da Vida possam vivenciar a verdadeira união.
b) O princípio da unidade dos cônjuges
Infelizmente, muitos casais se casam, mas continuam separa-dos, por desconhecerem que são metades de uma única alma. Em razão de conceitos materialistas, se vêem separados um do outro e acabam também por cindir a própria vida conjugal (algumas frases expressam bem essa situação: “sua família; minhas coisas; meu dinheiro; o problema é seu; a vida é minha, eu faço o que eu quero etc.”).Como orientadores, precisamos despertar ou resgatar esse sentimento de unidade. O Mestre Masaharu Taniguchi nos ensina que o amor “é ação de reunificar o que foi divido.” Sobre o assunto, confira: Namoro, Casamento e Maternidade, 1.ª ed., pp.60 e 68.
Quando essa consciência de unidade se manifesta em atos concretos, o casal encontra o verdadeiro sentido do casamento e passa a desfrutar de uma imensa alegria.
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É certo que o casal pode se sentir mais próximo (consciência de unidade) ou distante a depender de suas atitudes no cotidiano.
Quanto mais próximos se sentirem (e, portanto, unidos), mais feli-zes estarão. Cabe a nós Preletores e Líderes da Iluminação des-tacarmos as condutas e práticas relacionadas à “Nova Visão do Casamento” que levam os casais a se sentirem mais próximos, unidos. De maneira geral, toda ação direcionada ao cônjuge reple-ta de amor puro e incondicional, aproxima e une.
No livro Lições para o Cotidiano, cap.I, o Mestre Masaharu Ta-niguchi nos apresenta um relato que demonstra a aplicação deste princípio no cotidiano do casal.
c) O verdadeiro objetivo do casamento
O casamento não tem por objetivo a mera satisfação dos pra-zeres físicos ou interesses econômicos. O verdadeiro objetivo do casamento é a realização do amor.
No entanto, ainda hoje existem homens e mulheres que, por ig-norarem o verdadeiro propósito do casamento, se unem motivados por interesses dos mais variados. É certo que uma união assim só trará sofrimentos.
Existem pessoas também que, embora no princípio não tenham se aproximado conscientemente imbuídos de algum interesse, no decorrer do tempo passam a exigir do outro posturas e atitudes com o intuito apenas de satisfazer suas próprias vontades, o que leva, da mesma forma, o casamento ao fracasso. Isso acontece, por exemplo, se um dos cônjuges passar a exigir do companheiro (a) um melhor desempenho sexual ou uma melhor colocação no mercado de trabalho.
Para evitarmos esses desencontros, devemos apresentar o ver-dadeiro objetivo do casamento, o que pode ser encontrado nos
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livros: Namoro, Casamento e Maternidade, 1.ª ed., p. 160; Nova Visão do Casamento, 11.ª ed. p. 28.
Como já ouvimos diversas vezes na Seicho-No-Ie “aquele que casa para ser feliz, pode não encontrar a felicidade, mas quem casa para fazer o outro feliz, infalivelmente encontrará a felicida-de.” Assim, devemos deixar bem claro que o casamento é uma maravilhosa oportunidade que a Grande Vida nos dá para expres-sarmos o amor. Casamos, simplesmente para amar!
No entanto, é muito importante esclarecermos que, mesmo um casal que tenha se aproximado motivado por algum interesse no início do relacionamento, pode vir a ter um casamento feliz, caso haja o arrependimento e a decisão de retomar uma nova e verda-deira vida conjugal (Namoro, Casamento e Maternidade, 1.ª ed, p.
160).
d) A importância da expressão do amor
O amor verdadeiro não se confunde com paixão carnal ou com o mero gostar. É um sentimento de entrega, de doação, é incondi-cional. É o desejo sincero de fazer o outro feliz, sem esperar nada em troca. E é esse amor que deve nortear nossas ações no casa-mento. ( Assim Se Concretiza o Amor, 1.ª ed., p.164)
Entretanto, não é suficiente conhecer apenas a essência do amor verdadeiro, é preciso concretizá-lo na prática, como nos ensina o Sagrado Mestre no livro Assim Se Concretiza o Amor, Prefácio.
Cabe ressaltar que muitos casais já não sentem mais a mesma alegria e emoção do início do relacionamento, simplesmente por-que deixaram de expressar o amor. O casamento fica sem brilho e sem encanto quando não há manifestação de amor entre os cônju-ges.
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O mestre Masaharu Taniguchi nos ensina que “a alegria de amar desaparece quando o amor não é expressado em atos. (Assim Se Concretiza o Amor, p. 167)
Assim, a falta de alegria e entusiasmo de muitos casais não está na ausência do sentimento de amor, mas na falta de expressão do amor. Como não exteriorizam o amor, não sentem a alegria de amar. Portanto, cabe a nós a bela missão de conscientizar os ca-sais da importância da expressão diária do amor. Para ilustrar a força da manifestação do amor na vida de um casal, podemos citar um relato, como sugestão mencionamos a história do casal Shimi-zu, constante no cap. 16 do livro Lições para o Cotidiano.
e) Posturas mentais que permitem preservar eternamente a fe-licidade conjugal e o “Princípio do Relógio de Sol”.
Algumas posturas mentais conduzem o casal para uma vida de eterna felicidade. Podemos destacar como as prin-cipais, citadas pelo Sagrado Mestre: o semblante de ale-gria, as palavras afetuosas, a gratidão, o elogio e o abenço-ar (com bons e puros pensamentos). Sobre estes assuntos, encontramos material em: A Verdade em Orações v. 1, Masaharu Taniguchi, Oração para o Matrimônio Feliz; Assim Se Concretiza o Amor , 1.ª ed., p. 97 e 168, Nova Visão do Casamento, 11.ª ed, p.
55; Educação do Renascimento, 4.ª ed., p. 186; Superando Obstá-culos, 2.ª ed,. p.102.
Por outro lado, marido e mulher vivenciam no seu dia a dia, e ao longo de uma vida, infinitos momentos de alegria; porém, nem todos reconhecem isso. Como orientadores, devemos levá-los a essa reflexão para que percebam que um simples café da ma-nhã em família é uma experiência única e maravilhosa. Além dis-so, muitos casais, após o casamento, cometem o erro de buscar (como prioridade) uma vida material confortável, se esquecendo do
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principal (a família, Deus), e acabam colocando “a carroça na frente dos bois”. Já outros, por não conhecerem o Princípio do Relógio de Sol, pensam que a felicidade está em coisas “extraordinárias”, não percebendo que a felicidade está na rotina “simples” do cotidiano.
Como suporte para esses temas, recomendamos a leitura do livro O Princípio do Relógio de Sol”, do prof. Masanobu Taniguchi, e do livro A Verdade da Vida, v. 7, cap. 3 (Vivamos segundo os princípios do relógio de sol) e Amor Conjugal, 3.ª ed. p., 177.
f) O papel do homem e da mulher no casamento
Homem e mulher são iguais na essência (como filhos de Deus), mas diferentes no que se refere aos dons e atributos. Uma ideia equivocada da igualdade entre os sexos pode levar o casamento ao fracasso. Essa Verdade está em diversas obras da Seicho-No-Ie e precisamos tomar o cuidado para não passarmos uma ideia de superioridade masculina (ou vice-versa). Marido e mulher são iguais, mas exercem papéis diferentes, nada mais. (Referências:
Para Realizar o Amor e a Oração, 1.ª ed,, Seicho Taniguchi, p. 238;
Assim se Concretiza o Amor, 1.ª ed, pp. 88 e 131).
Cabe também uma correta explicação dessas peculiaridades para que não se confunda o papel de “centro” do homem, com
“machismo”. Assim, o auxílio mútuo deve sempre existir e a po-sição de “centro” deve ser conquistada pela virtude e não à força (Educação do Filho de Deus, v. 1, 6.ª ed., Keiyo Kanuma, p. 220;
Para Realizar o Amor e a Oração, p. 240).
Cumpre lembrarmos ainda que não se pode confundir o papel social que o homem ou a mulher exerce fora do lar, com o seu pa-pel dentro de casa. No ambiente doméstico, não deve entrar o (a) Encarregado (a), o (a) Dr (a), o (a) Executivo, mas apenas o
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no homem e a “eterna mulher” (Assim se Concretiza o Amor, p. 43;
A Verdade da Vida, v. 40, 4.ª edição, p. 47).
No livro Você Será Salvo Infalivelmente do Prof. Toshiyuki Fujiwara, 1.ª ed., p. 185 em diante, encontramos diversas analogias interes-santes acerca dos diferentes atributos masculinos e femininos, que poderá nos auxiliar na hora de expor o tema. Vale conferir também as explicações do prof. Keiyo Kanuma, no livro Educação do Filho de Deus (“tema para o mês de outubro”).
g) Casamento é maravilhoso!
Casamento é maravilhoso! É um presente de Deus para que nós possamos cumprir a missão de amar. É uma oportunidade para sentirmos e expressarmos Deus. Não é um palco de brigas, é um palco de expressão do amor.
No entanto, o senso comum costuma ver o casamento como algo “difícil”, “complicado” e que exigirá “muita paciência”. Essas considerações negativas decorrem das experiências de alguns ca-sais que não conseguiram vivenciar uma vida harmoniosa e feliz ou que passaram por muitas dificuldades antes de encontrar o ca-minho do amor.
Essas ideais negativas acerca do casamento não espelham, porém, a totalidade das experiências relacionadas ao casamen-to, pois muitos casais conseguiram e conseguem viver uma vida plena e feliz. Além disso, essas crenças a respeito do casamento, quando projetadas no mundo dos sentidos (mundo fenomênico), acabam por concretizar um destino infeliz.
A afirmação bíblica “Seja-te feito conforme creste” se encaixa perfeitamente aqui. Por isso, devemos reforçar a visão correta e
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verdadeira sobre o casamento. (Referências: Assim se Concretiza o Amor, 1.ª ed., p. 83).
Outras ideias equivocadas também se projetam e prejudicam muitos relacionamentos. Como a ideia de que “homem não presta”
ou ainda a de que “nora e sogra não se dão bem” (Assim se Con-cretiza o Amor, p. 208; A Verdade da Vida, v. 40, 4.ª ed., p. 160).
Cabe a nós, portanto, eliminarmos esses conceitos errôneos das nossas próprias mentes e das mentes de nossos adeptos. Para tanto, devemos, inclusive, evitar “piadas” que propaguem ideias errôneas sobre o casamento, o caráter do homem ou sobre sogras, noras (ou genros), cunhados (as), etc. Confira também o livro Viver Junto com Deus, 4.ª ed., Masaharu Taniguchi, pp. 137 a 139) h) A natureza divina do casal e a importância do correto uso do poder da palavra
O homem é filho de Deus. Este é um princípio básico do nos-so ensinamento, que deve nortear nosnos-sos pensamentos e ações.
Essa é a chamada Verdade Vertical imutável. Por outro lado, apren-demos também que este mundo fenomênico é projeção da mente.
Assim, a perfeição é inata a todo indivíduo, porém, no plano do fenômeno, mundo dos cincos sentidos, será refletido o conteúdo de nossas mentes. Levando esta Verdade para a vida conjugal, aprendemos que marido e mulher são dois seres perfeitos e que a compreensão desta Verdade conduzirá o casal a um relaciona-mento feliz. (Citações: Nova Visão do Casarelaciona-mento, 11.ª ed., p. 52;
A Verdade da Vida, v. 14, 3.ª ed., p. 101)
Portanto, compete a nós Preletores e Líderes da Iluminação passarmos essa visão correta acerca da Vida e do ser humano, levando os casais a um vida conjugal harmoniosa, reconhecendo um no outro a Vida perfeita de Deus.
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Quem não possui essa compreensão, reconhece como existên-cia real apenas o que enxerga com os olhos físicos, mundo do fenômeno. E, assim, observando as falhas e os defeitos do côn-juge, acaba se prendendo a eles, advindo daí uma série de so-frimentos. Isso porque, a tendência comum, ao se reconhecer a imperfeição, é a de tentar mudar o que está manifestado, o que provoca invariavelmente muitos conflitos.( Vide Amor Conjugal, 3.ª ed., p. 69 e 155)
É certo que a imperfeição não desaparecerá enquanto for re-conhecida na mente. E os casais que ainda não possuem esse entendimento travam inúmeras “batalhas” mentais e verbais no afã de mudar o outro, mas em vão.
Marido e mulher são como dois espelhos, um refletindo o outro.
Assim, não adianta tentar mudar o que está projetado no cônju-ge, precisamos conscientizar os casais (e a nós mesmos, se for o caso) de que a mudança deve se iniciar primeiro em nós próprios (e esse reconhecimento sincero é de suma importância), o que, na-turalmente, acarretará uma mudança na vida do casal (Amor Con-jugal, p. 154). Dessa forma, devemos ensinar os casais a usarem corretamente o poder da palavra para concretizarmos o paraíso terrestre, que começa no lar. (Sobre o tema: Nova Visão do Casa-mento, p. 55; Namoro, Casamento e Maternidade, 1.ª ed., p. 244-245; A Razão de Ser da Mulher, v. I, 2.ª ed., p. 169; A Verdade da Vida, v. 14, cap.7)
i) Confiança, liberdade e respeito à individualidade
A confiança é um elemento fundamental em qualquer relaciona-mento. Porém, aqui não estamos nos referindo apenas a confiança relacionada à fidelidade, mas na fé que se deposita no outro como filho de Deus perfeito. Confiar é acreditar na natureza divina do
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cônjuge (A Verdade da Vida, v. 14, 3.ª ed; p. 102; Reconstruindo a Vida Humana, 1.ª ed. Masaharu Taniguchi, p. 84).
A liberdade é um dos cinco desejos fundamentais do ser huma-no (ser amado, ser útil, ser reconhecido, ser elogiado e ser livre) e deve estar presente em qualquer relacionamento sadio (A Verdade da Vida, v. 14, p. 132-133).
É bom ressaltar que a nossa tarefa não se limita a explicarmos o que não deve ser feito num relacionamento, como restringir a liber-dade do outro, compete a nós ajudarmos os casais a encontrarem efetivamente a solução para os seus problemas e podemos fazer isso levando os casais a despertarem para a natureza divina do ser humano.
Por outro lado, embora nos tornemos uma só Vida após o casa-mento, a individualidade de cada um permanece, como uma das infinitas formas de manifestação de Deus. A beleza está justamen-te na diversidade da Vida e respeitar as peculiaridades próprias de cada um é o caminho certo para uma vida de respeito, amor e felicidade (A Verdade da Vida, v. 14, p. 143).
j) A importância do sentimento de gratidão aos pais e sogros para a concretização de um casamento feliz
Sabemos que o relacionamento com os pais (o passado e o presente) influi diretamente no relacionamento com o cônjuge. O mesmo se diga do relacionamento com sogro ou sogra. Daí a im-portância de abordarmos essas questões. Encontramos material nas seguintes obras: Assim se Concretiza o Amor, pp. 196, 208;
Educação do Filho de Deus, v.1, 6.ª ed., p. 188; Viver Junto com Deus, 4.ª ed. p. 137-138.
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l) Harmonia sexual
O tema harmonia sexual exposto detalhadamente no livro Nova Visão do Casamento também deve ser estudado nas reuniões, conferências e seminários para casais. O sexo no casamento é uma manifestação no plano físico da união espiritual e é um ato sagrado quando praticado com a consciência de unidade dos côn-juges e com o único objetivo de proporcionar felicidade ao outro.
(Namoro, Casamento e maternidade, 1.ª edição, p. 167; Nova Vi-são do Casamento, 11.ª edição, p. 101.
Ao estudarmos este assunto, verificamos que o estado mental do casal, ou de um dos cônjuges, exerce total influência na prática do ato em si. Sentimentos de culpa, ideia de pecado, amores não esquecidos, ressentimentos, mágoas, distanciamento, críticas, ró-tulos, tudo isso pode ser sentido na prática do ato sexual e prejudi-car a relação (Nova Visão do Casamento, pp. 64, 75).
Sobre impotência do marido, consulte o livro Assim se concretiza o amor, 1.ª ed., p. 217.
A visão que um cônjuge tem do outro também será determinante no relacionamento íntimo do casal (A Razão de Ser da Mulher, v. 1, p.
147).
É fato que se o casal estiver em harmonia, o ato será prazeroso, como concretização da união espiritual. Já se houver dissonân-cias, estas serão sentidas pelo casal.
Quanto maior a harmonia, a expressão do amor no coti-diano do casal, maior será a satisfação sexual. O carinho deve ser expressado não só nas “preliminares” do ato, mas no dia a dia dos cônjuges. O ambiente deve ser preparado não só mo-mentos que antecedem o ato, mas durante todo o tempo em que o casal estiver juntos. Tudo isso propiciará que o amor
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entre “quatro paredes” seja expressado com toda intensidade.
Assim, o que de fato será determinante para a harmonia sexual do casal é o modo como o casal vive a sua rotina diária.
É importante ressaltar que, embora seja fundamental essa abor-dagem sobre o aspecto da mente, não podemos desconsiderar as questões físicas (e fisiológicas) que envolvem a prática do ato, cita-das no livro Nova Visão do Casamento, sempre com a adequação necessária.
A orientação do Sagrado Mestre é completa, vai desde a postura mental do casal até a “forma, o modo” como o casal prática o ato, evoluindo até a sublimação da vida sexual (Nova Visão do Casa-mento, pp. 85, 95, 102, 114).
Se a atividade for direcionada para o casal, devemos fazer nos-sa abordagem sempre considerando os dois. Agora, se a atividade for específica só com os homens ou só com as mulheres, podemos ressaltar aspectos peculiares de cada um deles, sempre com o intuito de fazer com os que os cônjuges se compreendam mutua-mente nos seus anseios e vontades. (Nova Visão do Casamento, pp. 118, 119)
O que nós devemos sempre frisar nessas atividades é que o objetivo do ato deve ser concretizar o amor e proporcionar alegria ao outro. Todo ato praticado com esse interesse, dentro do casa-mento, deve ser considerado sagrado. (Nova Visão do Casacasa-mento, p. 111)
Por outro lado, devemos esclarecer que o sexo, embora impor-tante no casamento, não constitui o centro da vida conjugal e tam-bém não é um fator determinante para a felicidade do casal. Essa alegria provém do sentimento de unidade expresso em pequenos gestos no cotidiano normal do casal (Nova Visão do Casamento, pp. 122-133)
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Neste tema, em especial, acabamos nos alongando um pouco, tendo em vista a riqueza de detalhes com que o Sagrado Mestre aborda este assunto no livro “Nova Visão do Casamento”, mas, existem ainda outras referências a este tema em outras obras da Seicho-No-Ie como o livro Namoro, Casamento e Maternidade, cap. 10).
m) A pedagogia da Seicho-No-Ie
O tema educação dos filhos também é frequente nas reuniões para casais, ainda mais pelo fato de ser a harmonia conjugal “o melhor método educacional”, como nos ensina o Professor Keiyo Kanuma (Educação do Filho de Deus, v.1, p. 211)
A pedagogia da Seicho-No-Ie é muito rica em conteúdo e pode-mos abordar este tema sob diversos ângulos, a depender do que nos for solicitado (natureza divina dos filhos, talentos inatos, indi-vidualidade, a prática do elogio, disciplina com amor e sabedoria, etc.). Não cabe aqui adentrarmos em cada um desses assuntos re-lacionados à Educação da Vida, mas numa atividade para casais, não podemos deixar de ressaltar a influência do relacionamento do casal na educação dos filhos. Estes refletem a mente dos pais:
“pais felizes, filhos felizes”. (Educação do Filho de Deus, v. 1, 6.ª ed. p. 87; A Verdade da Vida, v.40, 4.ª ed., p 181).
A compreensão dos papéis do homem e da mulher no casa-mento também é fundamental para que a família (em especial, os filhos) possa se desenvolver de forma feliz e harmoniosa. (Educa-ção do Filho de Deus, vol.1, p. 219, 219; Amor e Dedica(Educa-ção a um ideal, 1.ª ed., Yoshio Mukai, p. 133).
Por fim, a maior alegria de um filho é ver a felicidade dos seus pais. Por isso, ao nos dedicarmos ao casamento, expressando o amor e respeitando ao cônjuge, tornamos nosso lar iluminado e proporcionamos uma imensa alegria aos nossos filhos. Isso deve
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ser destacado em nossas orientações. Vale a pena investir no ca-samento! Isso trará benefícios para toda família. Podemos citar
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