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águas dos rios

águas dos rioságuas dos rios

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Estudos da UFF comprovam que os rios e córregos afluentes da lagoa são de qualidade ruim. Uma simples inspeção permite detectar que quase todos os cursos de água encontram-se deteriorados. Sinais eloqüentes disso são a presença de odores

Lagoa de Araruama

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desagradáveis, lodo escuro, pequena transparência, lixo e excesso de plantas aquáticas. Os estudos apontam ainda que, dentre os rios que drenam à laguna, os rios das Moças e o Mataruna são as principais fontes de nutrientes da lagoa. O rio das Moças apresenta-se como um estuário com cunha salina bem definida, onde as águas salgadas avançam mais de 1 km da foz. No rio Maturana, ao contrário do rio das Moças, a salinidade ao longo de sua calha é descontínua, com vários bolsões de água salina intercalados por massas de água com menor salinidade. Na bacia hidrográfica da lagoa de Araruama e em seu entorno, em especial na restinga de Massambaba, encontram-se as lagoas de Jaconé Pequena, Vermelha, Pitanguinha, Pernambuca e Azul, esta situada próxima ao canal da Cia. Nacional de Álcalis, além dos brejos do Pau-Fincado, Espinho, Grande e do Mosquito. À exceção das lagoas de Jaconé Pequena e Azul, todas as demais encontram- se situadas entre as duas faixas de areia que formam a restinga de Massambaba. Detalhes destes

ecossistemas aquáticos são mostrados nas figuras.

Lagoas Vermelha e Pitanguinha, em 1956

Lagoas Vermelha e Pitanguinha, em 1967

Brejos do Pau-Fincado, Espinho, Grande e Mosquito, em 1966 Lagoa Pernambuca, em 1956

Lagoa Pernambuca, em 1967

Lagoa Jaconé Pequena, em 1956

Lagoa Azul, em 1966

Fonte: IBGE, Carta de Araruama ( 1956 e 1967 ) e Carta de Cabo Frio ( 1966 )

Lagoa de Araruama

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Características das lagoas e brejos da restinga de Massambaba

Jaconé Pequena Vermelha Pitanguinha Pernambuca Azul 1956 ¹ 1962 ¹ 1956 ¹ 1956 ¹ 1966 ² Lagoa

Fonte: Projeto Planágua Semads / GTZ 0,59 2,5 0,55 1,89 0,28 3,33 10,88 3,5 12,34 2,12 1 4,3 1,5 5 0,8 Ano Área ( km² ) Perímetro( km ) Comprimento( km ) 800 750 750 550 600

doce ou ligeiramente salobra salgada salgada salgada salgada Largura máxima ( m ) Tipo de água

1 dimensões calculadas a partir da Carta de Araruama do IBGE ( escala 1:50.000 ) elaborada a partir de aerofotografias de 1956 2 dimensões calculadas a partir da Carta de Cabo Frio do IBGE ( escala 1:50.000 ) elaborada a partir de aerofotografias de 1966

A lagoa de Jaconé Pequena, inserida no Município de Saquarema, encontra-se em avançado processo de tornar-se um brejo, devido as valas de drenagem que a une à lagoa de Araruama e ao rio do Congo. Em 1929, medições executadas pela Comissão de Saneamento da

Baixada Fluminense indicavam que o nível da lagoa estava 0,75m acima do nível da lagoa de Araruama e 0,39m acima do nível da Vermelha, que lhe é vizinha.

A lagoa Vermelha, situada nos municípios de Araruama e Saquarema, é a que tem as águas mais salgadas do Estado, em torno

de 100‰. Seu nome deriva da formação de tapetes de cianobactérias ( algas cianofíceas )

que assumem uma aparência avermelhada. Encontra-se duplamente segmentada por marnéis. Liga-se à lagoa de Araruama através de uma vala por

dentro das salinas. Núcleos residenciais próximos às margens

são observados apenas nos extremos Oeste e Leste. A margem sul é bem conservada.

A lagoa Pitanguinha, localizada no Município de Araruama, é cercada

por salinas em mais de dois terços de seu perímetro, contendo marnéis em seu interior

que a segmentam em vários pedaços.

LAGOA DE Jaconé Pequena

Lagoa de Araruama

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A lagoa Pernambuca, também em Araruama, tem

formato alongado, sendo constituída por uma séria de pequenos bolsões separados por pontas. No canto Leste, está um canal que a conecta com a lagoa de Araruama,

com cerca de 300m, com saída na praia dos Nobres.

A lagoa Pernambuca foi muito danificada pelas salinas que lhe ocupam a margem norte, cujos marnéis

a seccionam em três partes desiguais. O marnel mais a Leste tem uma ponte que liga a margem Norte a uma

salina abandonada em processo de loteamento, ao

Sul. Os outros dois, há muito estão consolidados, mostrando inclusive árvores

na parte emersa. Além de salinas, a margem Norte vem sendo ocupada por residências. Já a margem Sul tem dunas e está melhor

preservada. Os usos das lagoas Vermelha, Pernambuca e Pitanguinha são basicamente a extração

de sal, o banho e a manutenção da fauna e flora

aquáticas.

A vida aquática dos rios que afluem à lagoa de Araruama, bem como dos brejos e lagoas associadas, nunca foi objeto de estudos mais aprofundados. Os únicos registros de fauna dos rios provêm de amostragens pontuais, nas quais foram identificados pequenos lambaris (Astyanax sp., Hyphessobrycon

bifasciatus, H. reticulatus), sairus (Cyphocharax gilbert), barrigudinhos (Phalloceros caudimaculatus, Poecilia vivipara), jundiás (Rhamdia quelen),

A lagoa Azul está situada em Arraial do Cabo, próxima ao canal da Cia. Nacional de Álcalis, em área de preservação desta empresa. Tem formato arredondado, sendo muito rasa. Seu espelho d’água

diminui bastante no inverno. Encontra-se em bom estado, com margens preservadas contendo vegetação de restinga e sem nenhuma ocupação. Uma estrada de terra, de uso restrito, passa próximo a sua margem Leste. A lagoa Salgada e os brejos do Pau-Fincado e Espinho situam-se em Arraial do

Cabo, no interior da Reserva Ecológica de Massambaba. Os brejos do Mosquito e Grande se

localizam na parte mais larga dos esporões das pontas das Coroinhas e do Acaíra,

respectivamente.