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8 – QUALIDADE E AMBIENTE

No documento RELATÓRIO E CONTAS 2011 (páginas 31-39)

Em 2011, a EDA, S.A. deu continuidade ao projeto de Implementação do Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente, demonstrando a sua preocupação e empenho em garantir a SATISFAÇÃO DO CLIENTE, a sistematização das ações de MELHORIA CONTINUA e a redução dos IMPACTES AMBIENTAIS resultantes da sua atividade.

O projeto teve como objetivo estender o sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9001:2008) já existente, à condução de Centrais, neste caso à Central do Caldeirão e integrar a Gestão Ambiental (ISO 14001:2004). Para alé m disso foi efetuada a integração de todos os Sistemas Certificados (EPROD, COMEL) e não Certificados (EDIST) passando os processos de suporte a serem transversais a todas as áreas.

No decurso do ano 2011, foram alcançados os objetivos previstos, destacando-se as seguintes atividades:  A Manutenção da Certificação dos Sistemas de Gestão da Qualidade implementados, através do

cumprimento dos requisitos definidos pelos respectivos referenciais;  A dinamização das ações de melhorias no domínio do Ambiente.  Integração do Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente

 Realização de ações de monitorização, em conformidade com os requisitos de Lei, nas áreas operacionais da EDA.

 A consolidação do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos e a consequente disciplina de gestã o de resíduos, por utilização de práticas adequadas.

 O cumprimento da política interna de diminuição do impacto das atividades da EDA no Ambiente e melhorias de Qualidade, contribuindo assim para a obtenção de melhor desempenho e consequentes resultados positivos da atividade do sector energético.

Qualidade

Em 2011 foi dada continuidade ao projeto de Implementação do Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente na EDA, S. A.

Com a implementação do SGQA na EDA, S.A. o Sistema de Gestão passa a ter o seguinte âmbito:

 “Produção de Energia em Sistemas Termoeléctricos. Manutenção dos Sistemas de Produção de Energia”, no âmbito da Direção de Exploração da Produção, que integra a certificação NP EN ISO 9001-2008 e NP EN ISO 14001:2004.

 “Comercialização de Energia, Potência e Serviços Conexos”, no âmbito da Direção Comercial, com certificação na NP EN ISO 9001:2008.

 “Planeamento e Execução de Manutenção de Subestações, Linhas AT/MT e Equipamentos de Manobra da Rede, Análise de Projetos para Instalações Particulares e de Serviço Público e Viabilidades para Operações Urbanísticas e Obras Particulares Não Sujeitas a Licenciamento Municipal”, no âmbito da Direção de Exploração da Distribuição, que ainda não se encontra integrado na Certificação.

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Ao nível do Sistema de Gestão implementado no Laboratório de Contadores de Energia Elétrica, em Fevereiro de 2011 foi realizada a Auditoria de Acreditação do Laboratório pelo IPAC, de acordo com o referencial NP EN ISO/IEC 17025:2005, tendo sido obtida a Acreditação do Laboratório em Maio de 2011.

Em 2011, foi também assegurada a manutenção da Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade da Globaleda, de acordo com o referencial NP EN ISO 9001:2008.

Ambiente

Efluentes Gasosos

Foram efetuadas 2 campanhas de monitorização pontual dos efluentes gasosos para as fontes das centrais termoelétricas, nos parâmetros requeridos legalmente. As Centrais Termoelétricas de São Miguel e da Terceira dispõem de monitorização em contínuo, tendo sido apresentados, em 2011, à Direção Regional do Ambiente, os relatórios trimestrais com os resultados obtidos.

De um modo geral verifica-se uma diminuição das emissões de Óxidos de Azoto (NOx), Dióxido de Enxofre (SO2) e Partículas (PTS) em parte devido à diminuição da produção. Em contraponto verificou-se um ligeiro aumento das emissões de Monóxido de Carbono (CO).

Efluentes Líquidos

As Centrais Termoelétricas da EDA possuem instalações de tratamento de efluentes líquidos, que permitem assegurar uma adequada qualidade do efluente rejeitado, conforme definido no Decreto-lei 239/98 de 1 de Agosto. Todas as centrais possuem licença de descarga ao solo de efluentes líquidos e, como preconizado nestas, efetuou-se a monitorização, durante o ano 2011, das águas residuais, com a periodicidade bimestral no caso das Centrais do Caldeirão e do Belo Jardim e trimestral no caso das restantes centrais.

6.425 7.958 10.195 8.456 4.413 4.411 2.723 1.702 357 564 648 238 572 648 480 554 613.690 606.191 610.835 587.889 -7.000.000 -6.000.000 -5.000.000 -4.000.000 -3.000.000 -2.000.000 -1.000.000 0 1.000.000 2.000.000 0 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 12.000 14.000 2008 2009 2010 2011 NOX (ton) SO2 (ton) PTS (ton) CO (ton) Produção (MW)

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Licenciamento Ambiental (PCIP – Prevenção e Controlo Integrado da Poluição)

Foram realizadas ações de formação/sensibilização para o cumprimento das exigências ambientais, estipuladas nas Licenças Ambientais.

De acordo com o estipulado nas Licenças Ambientais, foram entregues, na Direção Regional do Ambiente (DRA), os Relatórios Ambientais Anuais (RAA) referentes a 2010 para as Centrais Termoelétricas do Caldeirão e Belo Jardim. Igualmente decorrentes das obrigações das Licenças Ambientais foram elaborados e enviados para a autoridade, os Planos de Desempenho Ambiental (PDA) para o período 2011-2013, com ações de melhoria ambiental, de forma a minimizar ou evitar efeitos adversos no ambiente.

Releva-se a participação da EDA-GQAMB no 3º Encontro Regional de Operadores PCIP-PRTR, que se realizou em Ponta Delgada, no qual efetuou uma apresentação do desempenho ambiental da Central do Caldeirão na ilha de São Miguel.

Mercado de Carbono

O Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) abrange quatro Centrais Termoelétricas da EDA e constitui um importante mecanismo de mercado no combate às alterações climáticas. O processo encontra-se presentemente no chamado período 2008-2012, no qual foram alocadas à EDA - PNALE II (Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão) em Portugal - licenças de emissão da ordem das 1,9 Mt CO2.

Na Exploração de Produção deu-se continuidade à gestão das licenças de carbono, para o período 2008-2012, sendo que a Verificação das licenças de carbono, referente ao ano de 2011, foi realizada no decurso do mês de Fevereiro de 2012, por uma entidade verificadora certificada.

Nos quadros seguintes apresenta-se o comparativo da gestão de licenças de carbono (tCO2) e os consumos específicos (kgCO2/kWh), para o período 2008-2011.

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Do total de licenças de carbono alocadas à EDA (477.883 tCO2), para o ano de 2011 e para as 4 centrais CELE (Central Termoelétrica do Caldeirão – S. Miguel, Central Termoelétrica do Belo Jardim – Terceira, Central Termoelétrica de S. Bárbara – Faial e Central Termoelétrica de S. Roque do Pico – Pico), apenas foram consumidas 71% das licenças (337.280 tCO2), ficando um remanescente de 140.603 tCO2.

PRTR - Pollutant Release and Transfer Register

De acordo com o Regulamento PRTR, as Centrais do Caldeirão e Belo Jardim encontram-se abrangidas por este inventário, devido à sua capacidade térmica instalada (>50 MWt). Para estas Centrais foram efetuados os devidos registos, via online no sítio da Direção Regional do Ambiente (DRA).

O preenchimento do Formulário PRTR2010 decorreu entre Março e Maio de 2010, tendo as informações reportadas pela EDA sido verificadas e aceites para ambas as Centrais.

A sigla PRTR significa “Pollutant Release and Transfer Register”, em português “Registo de Emissões e Transferências de Poluentes”.

Resíduos

A EDA realiza uma gestão de resíduos com a constante preocupação da redução da sua produção na origem e da valorização através do seu encaminhamento para os Operadores Licenciados para a gestão de resíduos (quando existentes), conforme estipulado na legislação vigente.

Nas centrais térmicas da EDA são gerados em grandes quantidades resíduos provenientes do tratamento do fuelóleo. Nos processos de operação e manutenção das redes elétricas são produzidos igualmente resíduos metálicos e de postes de betão.

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Durante o ano 2011 deu-se continuidade à gestão e conveniente encaminhamento dos diversos tipos de resíduos, desenvolvendo-se esforços para obtenção das soluções sustentáveis para todos os resíduos.

Neste período, a EDA, S.A. declarou à DRA, a produção de 7.318,7 toneladas de resíduos produzidos, das quais 2.247,8 toneladas (30,7%) correspondem a resíduos industriais perigosos (RIP). De referir que em comparação com 2010, verificou-se um aumento de mais do dobro dos resíduos produzidos (+132,1%), resultantes do correto encaminhamento de resíduos de construção e demolição, de obras promovidas pela EDA, para destino adequado.

Quadro síntese de resíduos da EDA encaminhados para Operadores Licenciados

2009 2010 2011

Resíduos Industriais Perigosos 1.900,2 1.973,5 2.247,9 p

Óleos Usados 78,7 99,6 129,4 p Valorização

Resíduos de Combustível 1.814,4 1.866,7 2.048,3 p Valorização

Lâmpadas 0,8 1,0 1,3 p Reciclagem

Águas Oleosas 4,0 0,0 18,7 p Valorização

Outros resíduos perigosos 2,3 6,2 50,2 p Valorização/Eliminação

Resíduos Industriais Banais 665,8 1.179,9 5.070,9 p

Produtos Químicos 0,0 0,0 0,0 Valorização

Sucata 189,5 264,7 197,1 q Reciclagem

RC&D 445,2 717,6 4.750,3 p Reciclagem/Eliminação

Papel 3,3 8,3 5,4 q Reciclagem/Eliminação

Equip. e componentes fora de uso 23,7 79,3 52,3 q Reciclagem

Outros resíduos banais 4,0 110,0 65,8 q Reciclagem/Eliminação

TOTAL DE RESÍDUOS 2.566,0 3.153,4 7.318,7 p

Legenda:

p Aumento da quantidade de resíduos

q Diminuição da quantidade de resíduos

Destino Variação

Produção (tons) Tipos de resíduos

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Durante o ano de 2011, foram recolhidos separadamente nas instalações da EDA 51 tipos diferentes de resíduos, que originaram 1.258 registos de movimentos de transporte de resíduos para aterros/lixeiras e Operadores Licenciados.

Foram realizadas em 2011, 23 ações de formação intituladas “Gestão de Resíduos, nível 1 e 2”, onde participaram 168 colaboradores do universo do Grupo EDA.

De um modo geral, a EDA em 2011 apresenta um indicador de produção de resíduos na ordem dos 12,4kg por cada megawatt elétrico produzido de origem térmica.

Durante 2011 a gestão de resíduos envolveu custos na ordem dos 549 m€, sendo que 84% desse valor é relativo à recolha dos resíduos de combustíveis das Centrais a Fuelóleo e 10% é relativo ao pagamento das ecotaxas com a aquisição de lubrificantes e equipamentos elétricos.

À semelhança de anos anteriores, também se obteve algum proveito financeiro com a venda de resíduos metálicos, que em 2011 ascendeu aos 222 m€, valor inferior em 10%, face ao registado em igual período em 2010 (246 m€).

Ruído

Em 2011 a EDA procedeu à realização de várias campanhas de medição do ruído ambiental nas Centrais Termoelétricas, tendo-se obtidos resultados satisfatórios.

Na Central Termoelétrica do Belo Jardim foi efetuado um disgnóstico de causa para determinação das medidas de melhoria necessárias para a diminuição da incomodidade junto das habitações mais próximas da Central, no âmbito da Prevenção e Controlo do Ruído.

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III.B – RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO – OUTROS

GLOBALEDA, S.A.

A GLOBALEDA – Telecomunicações e Sistemas de Informação, S.A. é uma empresa do Grupo EDA que tem como objetivo aproveitar os recursos existentes e o know-how da EDA, S.A. na área das telecomunicações. A empresa possui duas atividades principais: comercialização de Telemóveis e Acessórios e Projeto, Instalação, Operação e Manutenção de Infraestruturas de Telecomunicações.

O exercício económico, de 2011, caracterizou-se por um acentuado decréscimo nos proveitos operacionais da empresa na ordem dos 26,1%, em linha com o cenário de crise económico-financeira que ao longo do ano se foi verificando e acentuando e que teve impacto no volume de negócios da empresa, sobretudo ao nível das vendas de telemóveis.

A comercialização de telefones móveis celulares apresentou um decréscimo de 23,63%, face ao ano anterior, tendo-se assistido a uma redução da adesão ao serviço celular (decrescimento do número de ativações), quer por parte das empresas, quer por parte dos particulares.

De realçar, ainda, que o menor volume de negócios apresentado nesta área, derivou do facto da estrutura de preferências dos consumidores ter-se alterado para a compra de equipamentos de baixo valor, fruto do clima recessivo existente, ao mesmo tempo que, no mercado empresarial, a contenção de custos nas comunicações das empresas foi bastante expressiva.

A conjugação destes fatores negativos de comportamento macroeconómico levou, ao decréscimo da receita da Globaleda, não só em termos de faturação associada diretamente à comercialização de telemóveis, mas também, ao nível dos proveitos oriundos do comissionamento das ativações associadas ao agenciamento Vodafone.

Nas atividades técnicas de conceção, projeto, fornecimento, instalação e de manutenção, verificou-se um decréscimo de cerca de 35% face ao ano de 2010. Como consequência destes resultados, experimentou-se um forte abrandamento ao nível da solicitação e dinâmica do mercado, fruto da atitude recessiva e cautelosa dos agentes económicos.

O exercício económico de 2011 caracterizou-se por um decréscimo nos proveitos operacionais da empresa que ascenderam a 4.394 mil euros, enquanto no exercício anterior, foram de 5 946 mil euros, o que corresponde a uma variação negativa de 26,1%. O volume de negócios decresceu 26%, de 2010 para 2011, acompanhando, assim, o sentimento económico-financeiro presente. As Prestações de Serviços, rubrica com maior peso dos proveitos operacionais, ascenderam aos 3 870 mil euros. No ano de 2010, atingiram os 2 822 mil euros, registando um decréscimo de 27,1%.

Os custos operacionais em 2011 ascenderam a 5 023 mil euros. Comparativamente ao período homólogo anterior, em que o seu valor foi de 5 954 mil euros, estes custos apresentam um decréscimo de cerca de 15,8%. A diminuição resulta das

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variações negativas de todas as rubricas de custos operacionais, à exceção das Imparidades de Inventário e dos Outros Gastos e Perdas, nos quais se verifica um acréscimo global de 20,6 mil euros.

Em 2011, ano caracterizado por um cenário macroeconómico bastante adverso, a empresa apresenta resultados operacionais no valor de 607 mil euros e resultados líquidos de cerca de 692 mil euros, ambos negativos. O resultado líquido negativo, deriva de um decréscimo mais acentuado dos Proveitos Operacionais, face aos custos de exploração, não obstante o esforço de racionalização levado a cabo no decurso do exercício.

Em termos de indicadores económico-financeiros apresenta a seguinte evolução, relativamente ao período de 2007 a 2011:

Indicadores Económicos e Financeiros

2007 2008 2009 2010 2011

Endividamento (%) 61,8 61,0 71,3 78,6 99,2

Autonomia financeira (%) 38,2 39,0 28,7 21,4 0,8

Solvabilidade (%) 71,0 71,1 40,2 27,3 0,8

Solvabilidade total (nº) 1,6 1,6 1,4 1,3 1,0

Enc.financ./vendas e prest. serv. (%) 0,5 0,7 0,23 0,34 1,26 Resultado Operacional – EBIT (€) 583 510 169 480 -345 213 -7 628 -606 940

*De 2007 a 2008 os Indicadores são calculados em base de POC, a partir de 2009 com base em SNC.

Perspetiva-se que o cenário macroeconómico, para o ano de 2012, será de forte impacto negativo nos principais indicadores da economia portuguesa, com acentuado decrescimento do PIB, que se traduzirá no aumento das dificuldades da generalidade das empresas em todos os sectores de atividade económica, com reflexo em baixos investimentos nas áreas de Telecomunicações e atitudes mais cautelosas em termos de novos projetos. Para enfrentar este enquadramento adverso a empresa está determinada a levar a cabo uma reestruturação interna para redimensionamento da sua estrutura, a par de um esforço de diversificação da sua atividade para novas oportunidades de negócio.

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No documento RELATÓRIO E CONTAS 2011 (páginas 31-39)

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