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Qualquer pessoa que, isoladamente ou em conluio com outrem –

No documento 1ª Parte Direito Penal Substantivo (páginas 65-69)

Disposições da Convenção

5. Qualquer pessoa que, isoladamente ou em conluio com outrem –

a) de forma corrupta solicite ou receba, ou concorde em receber para si própria ou para qualquer outra pessoa; ou

b) de forma corrupta conceda, prometa ou ofereça a qualquer pessoa, para benefí-cio dessa pessoa ou de outrem,

qualquer gratificação a título de incitação ou de recompensa, ou a qualquer outro título a fim de que:

(i) qualquer pessoa faça ou se abstenha de fazer algo relativamente a qualquer maté-ria ou transacção, actual ou proposta; ou

(ii) qualquer membro, funcionário ou agente de um organismo público faça ou se abstenha de fazer algo relativamente a qualquer matéria ou transacção, actual ou proposta, de que se ocupe tal organismo,

Será culpada de uma infracção e passível de condenação em multa de montante não supe-rior a $100 000 ou pena de prisão até 5 anos, ou ambas.

Quénia

The Anti-Corruption and Economic Crimes Bill, 2003 [Projecto de Lei sobre o Combate à Corrupção e aos Crimes Económicos, 2003]

http://www.lawafrica.com/Bills/Bills.asp

http://www.lawafrica.com/Bills/poeb2003/poeb_toc.asp EUA

Foreign Corrupt Practices Act of 1977 (“FCPA”) [Lei sobre as Práticas de Corrupção Estran-geira, de 1977], 15 U.S.C. §§ 78dd-1, et seq.

Outras fontes de informação

Para uma lista de medidas e programas específicos, consulte o Manual das Nações Unidas sobre Corrupção (“UN Manual on Corruption”) e o Kit de Medidas Práticas contra a Corrupção das Nações Unidas (“UN Toolkit of Pratical Measures against Corruption”). http://www.undcp.org/odccp/corruption.html

O leitor poderá desejar ter em conta os esforços desenvolvidos pelos Estados Membros das Nações Unidas com vista à elaboração da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção[58]

.

Materiais relativos ao desenvolvimento de estratégias nacionais de combate à corrupção podem ser obtidos junto do Programa Global contra a Corrupção do Gabinete contra Drogas e Crime das Nações Unidas, em

http://www.undcp.org/corruption.html

A linguagem constante do artigo 8.º é semelhante (mas não idêntica) à que define as infracções estabelecidas por instrumentos internacionais em vigor, tais como:

A Convenção Interamericana contra a Corrupção (1996, res. 1398)

A Convenção sobre a Luta contra a Corrupção de Agentes Públicos Estrangeiros nas Transacções Comerciais Internacionais, da OCDE, de 1997[59]

.

Os países que tenham procedido à aplicação destas outras convenções podem estar já em conformidade ou necessitar de introduzir apenas pequenas alterações no seu ordena-mento jurídico interno a fim de cumprir o disposto na presente Convenção.

Declaração das Nações Unidas contra a Corrupção e o Suborno nas Operações Comerciais Transnacionais (adoptada pela Assembleia Geral em Dezembro de 1966; resolução 51/191). Esta declaração ocupa-se da corrupção nos sectores público e privado e apela à cri-minalização de uma série de condutas em concreto.

http://www.un.org/documents/ga/res/51/a51r191.htm

Código Internacional de Conduta para Agentes da Função Pública, das Nações Unidas (adoptado pela Assembleia Geral em Dezembro de 1966; vide resolução 51/59, anexo). http://www.un.org/documents/ga/res/51/a51r059.htm

Manual das Nações Unidas sobre Políticas de Combate à Corrupção: http://www.unodc.org/pdf/crime/gpacpublications/manual.pdf

Plano de Acção das Nações Unidas para a Aplicação da Declaração de Viena sobre Crime e Justiça.

Protocolo contra a Corrupção da SADC (Comunidade da África Austral para o Desenvol-vimento)

http://www.10iacc.org/download/workshops/cs52d.pdf

Acção Comum da União Europeia de 22 de Dezembro de 1998 sobre Corrupção no Sector Privado [abrange apenas a corrupção, activa e passiva, no sector privado]

http://europa.eu.int/scadplus/leg/en/lvb/l33074.htm[N.T.8]

Convenção da União Europeia relativa à luta contra a corrupção em que estejam implica-dos funcionários das Comunidades Europeias ou implica-dos Estaimplica-dos Membros da União Europeia [exige a criminalização do suborno e infracções conexas]

http://europa.eu.int/scadplus/leg/en/lvb/l33027.htm[N.T.9]

Convenção relativa à protecção dos interesses financeiros das Comunidades Europeias e seus Protocolos [o primeiro Protocolo trata da corrupção activa e passiva]

http://europa.eu.int/scadplus/leg/en/lvb/l33019.htm[N.T.10]

Conselho da Europa, Protocolo Adicional à Convenção Penal sobre a Corrupção http:/ /www.greco.coe.int

[58]

Quanto ao mandato e ter-mos de referência, veja as resoluções da Assembleia Geral GA/RES/54/188, 55/61, 55/188 e 56/260. Para as ver-sões mais recentes do instru-mento e estado das negocia-ções, consulte: http://www.odccp.org/crime_ cicp_documentation.html [59] DAFFE/IME/BR(97)20. [N.T.8] Texto em português disponível em http://europa.eu.int/scadplus/l eg/pt/lvb/l33074.htm. [N.T.9] Texto em português disponível em http://europa.eu.int/scadplus/l eg/pt/lvb/l33027.htm. [N.T.10] Texto em português disponível em http://europa.eu.int/scadplus/l eg/pt/lvb/l33019.htm

Conselho da Europa, Vinte Princípios Directores para a Luta contra a Corrupção (1997): http://cm.coe.int/ta/res/1997/97x24.htm

Conselho da Europa, Convenção Penal sobre a Corrupção [activa e passiva, pública e pri-vada; Estados não Membros participaram na elaboração e podem aderir sob determinadas condições]

http://conventions.coe.int/treaty/EN/WhatYouWant.asp?NT=173&CM=8&DF[N.T.11]

Conselho da Europa, Convenção Civil contra a Corrupção [ressarcimento de danos

mate-riais, perda dos produtos e danos não pecuniários/não está ainda em vigor] http://conventions.coe.int/treaty/EN/WhatYouWant.asp?NT=174&CM=8&DF

Conselho da Europa, Convenção relativa ao Branqueamento, Detenção, Apreensão e Perda dos Produtos do Crime:

http://conventions.coe.int/treaty/EN/WhatYouWant.asp?NT=141&CM=8&DF[N.T.12]

Convenção sobre a Luta contra a Corrupção de Agentes Públicos Estrangeiros nas

Transacções Comerciais Internacionais[N.T.13]

, da OCDE, 1997 (DAFFE/IME/BR(97)20, 10 de Abril de 1998; em vigor desde Novembro de 1999), [criminalização, vantagem pecu-niária ou “outra”; prevê sanções “eficazes”, cooperação judiciária e extradição e inclui medidas de autoavaliação e avaliação recíproca; vide a iniciativa “Monitoring the OECD Convention” da organização Transparency International]

http://www.oecd.org/pdf/M00007000/M00007323.pdf

OEA, Convenção Interamericana Contra a Corrupção, 1996 [prevê medidas preventivas, infracções, assistência jurídica mútua, incluindo assistência técnica, extradição, sigilo bancário e recuperação de bens]

http://www.oas.org/juridico/english/Treaties/b-58.html[N.T.14]

Banco Mundial:

http://www1.worldbank.org/publicsector/anticorrupt/

O Centro Utstein de Recursos contra a Corrupção é também muito útil. Oferece um guia para diversos recursos contra a corrupção:

http://www.U4.no [N.T.11] Texto em português disponível em http://www.gddc.pt/coopera- cao/materia-penal/textos-mpenal/ce/rar68_2001.html [N.T.12] Texto em português disponível em http://www.gddc.pt/coopera- cao/materia-penal/textos- mpenal/ce/rar-70-dr-287-1997.html. [N.T.13] Texto em português disponível em http://www.gddc.pt/coopera- cao/materia-penal/textos- mpenal/ocde/rar-32-dr-77-2000.html. [N.T.14] Texto em português disponível em http://www.oas.org/juridico/p ortuguese/treaties/B-58.htm.

Introdução

Os grupos criminosos organizados conservam ou alargam a sua riqueza, poder e influência tentando enfraquecer os sistemas de justiça. Não pode ser feita justiça caso os juízes, jurados, tes-temunhas ou vítimas sejam intimidados, ameaçados ou corrompidos. Não se pode contar com uma cooperação eficaz a nível nacional e internacional caso os principais intervenientes nos processos de investigação e aplicação da lei não estejam suficientemente protegidos para desempenhar as suas funções e dar o seu testemunho sem interferências. Nenhum crime grave pode ser detectado e punido caso se impeça que as provas cheguem a tribunal.

É a legitimidade de todo o aparelho de aplicação da lei, do nível local ao nível global, que está em causa e precisa de ser protegida contra a poderosa influência corruptora dos grupos criminosos organizados de carácter transnacional. A própria Convenção transformar-se-á em “letra morta” caso não seja prestada atenção a medidas que garantam a integridade do processo judicial. Inocentes seriam injustamente punidos e criminosos escapariam se o curso da justiça fosse sub-vertido por manipuladores habilidosos associados a grupos criminosos.

Conforme atrás referido, a Convenção trata, em primeiro lugar, dos crimes que tendem a faci-litar a prática de outros crimes transnacionais graves. As infracções geradoras de lucro a que se dedicam os grupos criminosos transnacionais são essencialmente cobertas pelos Protocolos e pelos tipos de “crimes graves” definidos pelos Estados. É assim adequado e necessário que o pre-sente artigo se ocupe da questão da obstrução à justiça, que complementa as disposições dedicadas

No documento 1ª Parte Direito Penal Substantivo (páginas 65-69)